20.12.11

Cielo e Murer, novamente os melhores

Foi realizada ontem, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a 13ª edição do Prêmio Brasil Olímpico, a maior premiação do esporte nacional. Foram entregues prêmios aos melhores atletas de cada modalidade, olímpica ou não, e também aos atletas jovens e universitários.


Os mais importantes prêmios da noite foram entregues no final da cerimônia. Pela segunda vez consecutiva, Fabiana Murer, campeã mundial e vice-campeã pan-americana do salto com vara, foi eleita a melhor atleta feminina do ano, concorrendo com Fabiana Beltrame (campeã mundial da categoria single skiff do remo) e Maurren Maggi (tricampeã pan-americana do salto em distância). E, pela terceira vez em quatro anos (ganhara em 2008 e 2009), o nadador César Cielo Filho, bicampeão mundial e pan-americano dos 50 metros livre, além de mais um título mundial (50 metros borboleta) e três ouros pan-americanos, conquistou o prêmio de melhor atleta masculino, ao superar Diego Hypolito (bicampeão pan-americano do solo na ginástica artística) e Emanuel Rego (tricampeão mundial e bicampeão pan-americano no vôlei de praia).


Entre os treinadores, o prêmio no individual ficou com Rosicleia Campos, da equipe brasileira de judô; nos esportes coletivos, o vencedor foi o argentino Rubén Magnano, que ajudou a levar a seleção masculina de basquete a uma Olimpíada depois de 16 anos. O Prêmio Adhemar Ferreira da Silva ficou com Bernard Rajzman, integrante da Geração de Prata do vôlei e chefe da delegação brasileira nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (o será também nas Olimpíadas de Londres).


Foto: Agência Estado

2.12.11

Que isso tudo nos sirva de alerta



Há mais de um ano (como podemos relembrar aqui), a Grécia vive uma crise financeira das mais sérias, correndo o grande risco de ter que deixar a Zona do Euro. Um dos fatores que podem ter acelerado o alto endividamento grego foram os enormes gastos públicos com a organização dos Jogos Olímpicos de 2004, e o legado nulo que eles deixaram à população ateniense, somando-se a uma série de circunstâncias que acabaram por ser nefastas à economia do país.


Como o Olimpismo lembra, os brasileiros temos que tomar cuidado com os gastos e a ameaça de superfaturamento, tanto das Olimpíadas de 2016, quanto (principalmente) da Copa do Mundo de 2014. Este texto, publicado pela BBC Brasil, explica melhor a situação ora vivida pelos gregos e nos serve de importante aviso para que fiscalizemos nossos organizadores e autoridades responsáveis.

26.11.11

Mais um logo de 2016 é revelado, com direito a uma novidade



Neste sábado, foi inaugurada a versão 2011 da tradicional Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Como a empresa responsável pelo evento também será patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, aproveitou-se a ocasião para ser revelado o logotipo oficial dos XV Jogos Paralímpicos, que serão realizados na cidade, de 7 a 18 de setembro do referido ano. O logo foi feito pela agência Tátil, a mesma do logo olímpico, anunciado no dia 31 de dezembro de 2010.

Paralímpicos? Pois é: o Comitê Paraolímpico Brasileiro decidiu mudar o nome das definições de eventos desportivos disputados por atletas portadores de deficiências. Segundo o CPB, ele o fez atendendo a um pedido do IPC, o Comitê Paraolímpico Internacional. O Brasil era o único país de língua portuguesa a usar o termo "paraolímpico" em vez de "paralímpico". Com a mudança, o CPB (agora oficialmente chamado de Comitê Paralímpico Brasileiro) busca uma maior padronização com o que é denominado no restante do mundo.

Com o tempo, o Olimpismo deverá se adaptar à mudança, mesmo admitindo ser difícil no começo. No mais, inicialmente, as duas formas serão aceitas, passando a ser usada a forma "paralímpico" de maneira gradual.

20.11.11

Parapan de Guadalajara comprova a excelente fase do paradesporto brasileiro


Encerrou-se neste domingo a quarta edição dos Jogos Parapan-Americanos, disputada em Guadalajara, no México. Mais uma vez, o Brasil obteve a liderança do quadro de medalhas com certa folga, comprovando a excelente fase que o paradesporto vive em nosso país. Os paratletas brasileiros obtiveram 81 medalhas de ouro, 61 de prata e 55 de bronze - total de 197 medalhas. Os Estados Unidos terminaram em segundo, com 51 ouros (132 medalhas no total), e o anfitrião México em terceiro, com 50 ouros (165 no total). Além disso, o Brasil assumiu a liderança histórica do quadro de medalhas do Parapan, com 336 ouros, 769 no total - ultrapassando o México, que agora tem 309 ouros (809 no total).

Além dos destaques individuais, principalmente no atletismo e na natação, vários esportes coletivos abrilhantaram a participação brasileira na capital do estado mexicano de Jalisco. O futebol de cinco, o golbol (no torneio masculino) e o vôlei sentado conquistaram o ouro e garantiram vaga nas Paraolimpíadas de Londres. O golbol feminino ficou com a prata e também se classificou, o mesmo ocorrendo com o basquete em cadeira de rodas feminino, que ficou com o bronze.

Os próximos Jogos Parapan-Americanos serão disputados de 7 a 14 de agosto de 2015, em Toronto, no Canadá.

12.11.11

Em Guadalajara, todos os limites serão superados


Depois do sucesso dos XVI Jogos Pan-Americanos, encerrados no último dia 30, a cidade mexicana de Guadalajara voltará a receber uma grande festa do esporte nas Américas. Desta vez, será a quarta edição dos Jogos Parapan-Americanos, que começa com a cerimônia de abertura neste sábado, no Estádio Pan-Americano de Atletismo.

Será a segunda vez em que o México receberá o evento - o primeiro Parapan da história foi lá, na Cidade do México (sede do Pan em 1955 e 1975), em 1999. Mar del Plata, que recebeu o Pan em 1995, sediou a segunda edição, em 2003. Mas desde 2007, quando o Parapan foi disputado no Rio de Janeiro, a competição é disputada sempre na mesma cidade que recebera o Pan no mesmo ano, nos moldes do que acontece desde 1988 nas Paraolimpíadas.

Em Guadalajara, competirão quase 1.400 atletas de 23 países. Serão disputadas medalhas em 13 modalidades (atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, futebol de cinco, golbol, halterofilismo deitado, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco e vôlei sentado). A grande maioria das competições será classificatória para os Jogos Paraolímpicos de 2012, em Londres.

O grande destaque deste Parapan deverá ser a briga pela liderança histórica entre mexicanos e brasileiros. Nos três Parapans disputados até hoje, os dois países ganharam o maior número de medalhas de ouro, com os anfitriões deste ano estando apenas três ouros à frente dos anfitriões anteriores (259 do México contra 256 do Brasil). Há quatro anos, disputando em casa, o Brasil obteve o maior número de ouros: 83, com 68 pratas e 77 bronzes. O Canadá foi o segundo colocado no quadro de medalhas, com 49 ouros (112 no total). Estados Unidos e México ficaram com 37 ouros cada, mas os norte-americanos ganharam uma prata a mais (44 a 43).

1.11.11

E ainda houve boatos de que o Pan estava na pior


Encerraram-se os XVI Jogos Pan-Americanos, e pode-se considerar que o saldo foi positivo. Apesar de vários erros no decorrer do processo, os mexicanos foram aprovados na organização de eventos, mais uma vez. Isso prova que o Pan segue seu caminho rumo a uma maior valorização, mesmo que ainda seja conhecido por ser de baixo nível técnico e esnobado por muitos dos maiores atletas do continente, principalmente dos Estados Unidos.

Acredite: isso começou há quatro anos, no Rio de Janeiro. A notável organização do evento de 2007 credenciou os cariocas a receberem as Olimpíadas de 2016 e abriu precedentes para que outras cidades do continente sonhassem em fazer o mesmo. Neste ano, Guadalajara não tinha tantas pretensões - mas o sucesso deste Pan deu aos mexicanos o direito de imaginar que possam voltar a receber os Jogos Olímpicos um dia, já que foram os primeiros latino-americanos a fazê-lo (em 1968, na Cidade do México).

A próxima cidade a receber o Pan, de 10 a 26 de julho de 2015, será a canadense Toronto - o que é um grande fato. A maior cidade da segunda maior economia do continente americano, assim como o Rio era em 2007, sediará os Pan-Americanos com o sonho de sediar a maior festa do esporte mundial - quem sabe em 2024 ou 2028. A capital da província de Ontário é conhecida por ser uma cidade culturalmente rica, acima da média das cidades da América do Norte, por ser um grande destino imigratório. Toronto e várias cidades vizinhas (Hamilton, Burlington, Mississauga, Brampton etc.) prometem fazer os maiores Jogos Pan-Americanos de todos os tempos, e os canadenses têm todas as condições de fazê-los. E os brasileiros estaremos no aguardo. Afinal, o Pan de 2015 será o último estágio antes da festa que iremos receber no ano seguinte, no Rio.

31.10.11

Fechando o Pan com chave (e medalha) de ouro


Neste momento, está sendo realizada no Estádio Omnilife a cerimônia de encerramento dos XVI Jogos Pan-Americanos. E pode-se dizer que esta edição, disputada na cidade mexicana de Guadalajara (que historicamente costuma atrair bons fluidos ao esporte brasileiro), foi histórica para o nosso país: a que marcou um aumento em nossa autoestima, já que a campanha foi melhor do que as previsões mais otimistas.

Mas o último dia também teve suas emoções. O basquete masculino teve sua decisão em dois jogos emocionantes: na disputa do terceiro lugar, os Estados Unidos conquistaram o bronze ao derrotarem a República Dominicana por 94 a 92. Na final, Porto Rico venceu o México nos segundos finais: 74 a 72. Depois de vinte anos, os porto-riquenhos (campeões também entre as mulheres) conquistam o ouro pan-americano no basquete masculino.

No rúgbi de sete, a participação brasileira foi considerada mediana, levando-se em consideração que a modalidade ainda engatinha no Brasil. Nas quartas de final, derrota para o Uruguai por 7 a 0. No início do torneio de consolação, nova derrota: 19 a 14 para o Chile. Restou ao Brasil a disputa do sétimo lugar, em que venceu a Guiana por 26 a 7. Na disputa do bronze, os Estados Unidos venceram os uruguaios por 21 a 17. O equilíbrio se manteve na grande final, com a vitória do Canadá sobre a Argentina por 26 a 24.

Mas o Pan é histórico para o esporte brasileiro por um único motivo, além do recorde de medalhas além fronteiras: até onde se saiba, é a primeira vez em que o Brasil ganha pelo menos uma medalha de ouro por dia. Começou com Thiago Pereira na natação, no dia 15. Mais 46 ouros se passaram até este domingo, quando a maratona masculina foi disputada. Para não perder o hábito, mais uma medalha de ouro para o Brasil: Solonei da Silva completou os 42.195 metros em 2:16'37". Dois colombianos completaram o pódio: Diego Colorado, com 2:17'13", ficou com a prata; Juan Carlos Cardona foi bronze, com 2:18'20". É a quarta vez seguida em que um brasileiro é ouro na maratona: Vanderlei Cordeiro de Lima foi campeão em 1999 e 2003, e Franck Caldeira ganhou em 2007.

No final, os Estados Unidos terminaram na liderança do quadro geral de medalhas, com 92 ouros, 79 pratas e 65 bronzes - impressionantes 236 medalhas no total. Em segundo, terminou Cuba, com 58 ouros (136 no total). O Brasil terminou na terceira colocação: 48 ouros, 35 pratas e 58 bronzes, 141 medalhas no total. O anfitrião México foi o quarto, com 42 ouros (133 no total); o Canadá foi o quinto, com 30 ouros (119 no total).

Foto: Reuters

30.10.11

Brasil garante a melhor campanha fora de seus domínios


O Brasil garantiu o terceiro lugar na classificação geral do quadro de medalhas dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (repetindo a colocação obtida no Rio, em 2007), apesar da reação do anfitrião México, empurrado pela torcida local e ganhando medalhas a granel - especialmente nos saltos ornamentais, em que ganhou todas as oito medalhas de ouro em disputa. Como era previsto, os cubanos tiveram espetacular desempenho no boxe, garantindo o segundo lugar no quadro, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os brasileiros ganharam duas medalhas de ouro neste sábado. No judô, Felipe Kitadai foi o campeão na categoria até 60 quilos. No vôlei, o mistão levado pelo Brasil (mesclando novatos com veteranos como Gustavo) defendeu seu título com honra e galhardia, ao derrotar Cuba na final, por 3 a 1 (25/11, 24/26, 25/18 e 25/19). É a primeira vez em que o país ganha dois ouros consecutivos no vôlei masculino: antes de 2007, havia ganho em 1963 e 1983. Na disputa do terceiro lugar, a Argentina ganhou o bronze ao derrotar a briosa equipe mexicana por 3 a 2 (25/18, 22/25, 20/25, 25/22 e 15/13).

Atletas brasileiros ganharam quatro medalhas de prata: no boxe, Róbson da Conceição (até 60 quilos) e Yamaguchi Florentino (até 81 quilos) foram derrotados em suas finais (evidentemente, para pugilistas cubanos); o mesmo ocorreu com a judoca Érika Miranda (até 52 quilos). Na canoagem, Niválter de Jesus também foi o segundo colocado, na categoria C1 (200 metros).

A canoagem também rendeu o bronze na categoria K2 masculino (200 metros). O mesmo ocorreu com o cavaleiro Bernardo Alves, no concurso individual de saltos do hipismo; com a equipe masculina de sabre na esgrima; com a judoca Sarah Menezes, na categoria até 48 quilos; com a carateca Valéria Kumizaki, até 55 quilos; e com a seleção masculina de polo aquático, que derrotou Cuba por 14 a 7 na disputa do terceiro lugar. Na final, os Estados Unidos venceram o Canadá por 7 a 3, ganhando o ouro e a vaga imediata em Londres.

Depois de uma campanha vexatória na primeira fase, restou à seleção masculina de basquete disputar o quinto lugar contra o Canadá. Desta vez, não houve maiores sustos: os brasileiros venceram por 74 a 56. A final será entre México (71 a 55 nos Estados Unidos) e Porto Rico (85 a 77 na República Dominicana). É a segunda vez consecutiva em que os porto-riquenhos disputam a final do basquete contra os anfitriões do Pan (perderam para o Brasil em 2007).

Na estreia do rúgbi de sete no programa pan-americano, a seleção masculina jogou mal a sua primeira partida e foi massacrada pelo Canadá: 45 a 0. Na segunda rodada, o Brasil empatou em 19 a 19 com os Estados Unidos; na terceira, derrotaram o Chile por 14 a 7. Terceiro colocado em seu grupo, o Brasil enfrentará o Uruguai nas quartas de final, na primeira partida do último dia do torneio.

Após o penúltimo dia de competições, o Brasil soma 47 medalhas de ouro, 35 de prata e 58 de bronze. Esta é a melhor campanha brasileira num Pan-Americano disputado fora do país.

Foto: Vipcomm

29.10.11

Mesmo ultrapassado, Brasil segue bem


Apesar das 18 medalhas (seis de ouro) conquistadas nesta sexta-feira, o Brasil acabou ultrapassado por Cuba, que teve um dia espetacular (principalmente no atletismo e no boxe) e assumiu a segunda colocação do quadro geral de medalhas dos Jogos Pan-Americanos, com 52 medalhas de ouro. O Brasil agora é o terceiro colocado, com 45 ouros, 30 pratas e 53 bronzes.

O destaque do dia veio da ginástica, onde Diego Hypolito ganhou mais um ouro, seu terceiro neste Pan, no salto sobre a mesa. Ele será o porta-bandeira brasileiro na cerimônia de encerramento, neste domingo. No feminino, sua irmã Daniele Hypolito conquistou duas medalhas de bronze, na trave e no solo.

Desempenhos marcantes vieram das pistas, com as medalhas de ouro nos revezamentos 4x100 masculino e feminino; as pratas de Kleberson Davide nos 800 metros rasos, Hudson de Souza nos 3.000 metros com obstáculos e a equipe do revezamento 4x400 feminino; e o bronze de Sabine Heitling, nos 3.000 metros com obstáculos feminino.

Nos tatames do judô, mais medalhas para o Brasil: ouro para Leandro Cunha (até 66 quilos) e Bruno Silva (até 73 quilos) e prata para Rafaela Silva (até 57 quilos). No caratê, ouro para Lucélia Ribeiro (até 68 quilos), e bronze para Jéssica Cândido (até 50 quilos) e Douglas Brose (até 60 quilos). Na canoagem, prata e vaga olímpica para a equipe masculina C2 (1.000 metros). Na esgrima, bronze para a equipe masculina de florete.

No polo aquático feminino, o Brasil venceu Cuba por 9 a 8 e ganhou o bronze. Na final, decidida apenas nos tiros diretos, os Estados Unidos derrotaram o Canadá por 27 a 26 (!) e ficaram com o ouro e a vaga olímpica em Londres.

No basquete masculino, o Brasil deu vexame de novo: depois de chegarem a abrir 20 pontos, os atuais tricampeões pan-americanos novamente travaram no último período, perderam por 85 a 77 para a República Dominicana e estão fora das semifinais, que serão Porto Rico x República Dominicana e Estados Unidos x México. Ao Brasil, terceiro colocado do Grupo B, restará disputar o quinto lugar contra o Canadá, terceiro colocado do Grupo A.

No vôlei masculino, porém, tudo dentro dos conformes: o Brasil derrotou a Argentina, de virada, por 3 a 1 (26/28, 27/25, 25/22 e 25/15). Enfrentará na final a seleção de Cuba, que teve muitas dificuldades, mas derrotou o anfitrião México por 3 a 2 (25/21, 25/27, 28/30, 25/15 e 17/15). Será a reedição da final do Mundial do ano passado, vencida pelos brasileiros por 3 a 0. Porém, a expectativa é de que não haverá facilidade desta vez.

Foto: Photoegrafia

28.10.11

O Brasil nesta quinta: muito bem no individual, nem tanto no coletivo


O Brasil teve um excelente dia nesta quinta-feira, em Guadalajara: 19 medalhas, seis delas de ouro, foram importantes para o país se manter no segundo posto com 37 ouros (apenas dois a mais que Cuba), 25 pratas e 46 bronzes.

O judô nos foi de suma importância, visto que as duas medalhas de ouro conquistadas nesta modalidade foram em vitórias sobre cubanos nas finais: Leandro Guilheiro (foto, até 81 quilos) e Tiago Camilo (até 90 quilos). Duas judocas brasileiras ainda conquistaram o bronze: Maria Mazzoleni (até 70 quilos) e Mayra Aguiar (até 78 quilos).

No atletismo, foram mais seis medalhas: dois ouros (Ana Cláudia Lemos, nos 200 metros rasos feminino, e Marílson dos Santos, nos 10.000 metros rasos masculino), uma prata (Cruz Nonata da Silva, nos 5.000 metros rasos feminino) e três bronzes (Bruno de Barros, nos 200 metros rasos masculino; Jefferson Sabino, no salto triplo; e Giovani dos Santos, nos mesmos 10.000 metros que deram o ouro a Marílson).

Na ginástica artística, Diego Hypolito conquistou o bicampeonato pan-americano no solo, enquanto Arthur Zanetti foi prata nas argolas. No halterofilismo, pela primeira vez um brasileiro subiu ao local mais alto do pódio: Fernando Reis, na categoria mais de 105 quilos. No hipismo, a equipe brasileira foi prata por equipes nos saltos, classificando-se para as Olimpíadas de Londres.

No boliche, Marcelo Suartz foi bronze no individual masculino. Também terminaram em terceiro a equipe brasileira da canoagem (K4 1.000 metros), César de Castro nos saltos ornamentais (trampolim de três metros) e Wellington Barbosa no caratê (categoria mais de 84 quilos).

No futebol feminino, o Brasil marcou logo no início da grande final contra o Canadá e poderia ter feito mais, mas deixou as canadenses se recuperarem, a ponto de empatarem quase no final da partida. Na prorrogação, as atuais campeãs da Copa Ouro Feminina pareceram mais inteiras e dispostas, embora as brasileiras ainda atuassem com garra. Porém, na disputa de pênaltis, prevaleceu a maior calma das canadenses, que venceram por 4 a 3 e conquistaram a inédita medalha de ouro pan-americana, vingando-se da derrota na final de 2003, em Santo Domingo. Na disputa do bronze, as anfitriãs mexicanas precisaram do tempo extra para derrotar a surpreendente Colômbia por 1 a 0.

De fato, não foi um bom dia para o esporte coletivo brasileiro neste Pan: na semifinal masculina do polo aquático, o Brasil fez grande partida, mas perdeu por 8 a 6 para os canadenses. Disputará o bronze contra Cuba, que perdeu para os Estados Unidos por 12 a 2. No basquete masculino, pela segunda rodada, os brasileiros chegaram a dominar a partida, mas erraram muito e foram derrotados pelos norte-americanos por 88 a 77. Nesta sexta-feira, o Brasil (campeão do basquete nos três últimos Pans) fará uma partida decisiva contra a República Dominicana, para buscar vaga nas semifinais.

Foto: Vipcomm

27.10.11

Guerreiro, Brasil permanece na vice-liderança


O Brasil ganhou mais dez medalhas nesta quarta-feira nos Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara - o que foi importante para se manter na segunda colocação no quadro geral de medalhas (33 ouros, 21 pratas e 37 bronzes), e frear um pouco a tendência de crescimento de Cuba, que agora está com apenas três ouros a menos.

Quatro medalhas de ouro foram conquistadas, três delas no atletismo. Leandro Oliveira foi o primeiro nos 1.500 metros rasos masculino, com 3'53"44. Maurren Maggi sagrou-se tricampeã pan-americana do salto em distância (prova da qual é a atual campeã olímpica), com 6,94 metros. No heptatlo, Lucimara da Silva também ganhou a medalha de ouro. O atletismo também nos rendeu uma medalha de bronze, com Geisa Coutinho nos 400 metros rasos.

Começou o torneio de judô e, com ele, surgiram as primeiras medalhas brasileiras: Luciano Corrêa (foto) foi ouro na categoria até 100 quilos, e Rafael Carlos da Silva foi prata entre os mais de 100 quilos. No feminino, Maria Suelen Altheman foi bronze entre as judocas até 78 quilos. Mais três medalhas de bronze foram ganhas no boxe, com as derrotas nas semifinais de Julião Henriques Neto (até 52 quilos) e Myke Carvalho (até 69 quilos), no masculino, e Roseli Feitosa (até 75 quilos), no feminino.

No polo aquático feminino, as brasileiras não tiveram a menor chance na semifinal contra os Estados Unidos, sendo derrotadas por 13 a 1. Disputarão o bronze contra Cuba, que perdeu para o Canadá por 15 a 9. Mas o Brasil venceu em sua estreia no basquete masculino, onde tenta o quarto título seguido: 80 a 71 no Uruguai. E, no vôlei masculino, o Brasil garantiu o primeiro lugar em seu grupo ao vencer os Estados Unidos, de virada, por 3 a 1 (18/25, 25/17, 25/14 e 25/18). Na semifinal, o Brasil enfrentará o vencedor do jogo entre Argentina e Estados Unidos, enquanto Cuba encarará quem vier da partida entre Porto Rico e México.

Foto: Vipcomm

26.10.11

Mil vezes Brasil


O Brasil ganhou seis medalhas nesta terça-feira, nos Jogos Pan-Americanos. Com isso, são 29 ouros, 20 pratas e 32 bronzes, o que faz com que o país se mantenha na segunda colocação.

Uma medalha de ouro merece menção especial, por ser a milésima conquistada pelo Brasil nos 60 anos de história dos Jogos Pan-Americanos. A ginástica artística teve um dia glorioso com o ouro conquistado pela equipe masculina, quatro anos depois da amarga prata no Rio (a equipe campeã daquele ano, a de Porto Rico, desta vez acabou em segundo, enquanto os Estados Unidos terminaram com o bronze). Além disso, quatro ginastas se classificaram para as finais individuais (Sérgio Sasaki Júnior fará as finais do individual geral - juntamente com Petrix Barbosa -, no cavalo, nas paralelas e no solo, nesta juntamente com o bicampeão mundial Diego Hypolito, também classificado para o salto; Arthur Zanetti fará a final nas argolas).

No atletismo, Rosângela Santos foi a mulher mais rápida deste Pan, ao conquistar o ouro nos 100 metros rasos, com o tempo de 11"22. A norte-americana Barbara Pierre foi prata, com 11"25, e a barbadiana Shakera Reece foi bronze, com 11"26. A outra brasileira na final, Ana Cláudia Lemos, acabou em quarto, com 11"35. Uma velocista brasileira conquistou o ouro num Pan depois de 28 anos: Esmeralda Garcia foi campeã em 1983, nos Jogos de Caracas.

Quatro medalhas de bronze foram ganhas pelos brasileiros nesta terça: no boxe, Robenílson de Jesus (na categoria até 56 quilos) e o campeão mundial amador Everton Lopes (até 64 quilos) foram derrotados em suas semifinais, mas subiram ao pódio. Na esgrima, Guilherme Toldo também foi terceiro no florete. No basquete feminino, o Brasil derrotou a Colômbia por 87 a 48, ficando com o bronze - na final, Porto Rico derrotou o México por 85 a 67.

No polo aquático, as seleções brasileiras também venceram, garantindo vaga nas semifinais. No masculino, 19 a 10 na Venezuela - o próximo adversário será o Canadá, enquanto Estados Unidos e Cuba se enfrentam. No feminino, 10 a 3 também sobre as venezuelanas - na semifinal, haverá o difícil encontro contra os Estados Unidos, com a outra partida sendo entre Canadá e Cuba.

Na segunda rodada do vôlei masculino, o Brasil derrotou Porto Rico por 3 a 0 (25/22, 25/14 e 25/18) e praticamente garantiu vaga nas semifinais - para isso, precisa vencer apenas um set na partida contra os Estados Unidos, que perderam para o Canadá por 3 a 2 (21/25, 25/23, 37/39, 35/33 e 15/12).

No futebol, mais uma vez nossas mulheres salvaram a pátria enquanto os homens passaram vexame. Na semifinal disputada no Estádio Omnilife, o Brasil derrotou o México por 1 a 0, com gol de Maurine aos 34 minutos do segundo tempo. As brasileiras tentarão o tricampeonato pan-americano contra o Canadá, que venceu a Colômbia por 2 a 1.

Foto: Vipcomm

25.10.11

A glória solitária do tricampeão Stürmer e outros fatos do Brasil no Pan


Nesta segunda-feira, o Brasil conquistou sete medalhas nos Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara. Com isso, são 26 ouros (31 atrás dos líderes norte-americanos e sete à frente dos cubanos, os terceiros colocados), 18 pratas e 25 bronzes, com o país prosseguindo na segunda colocação geral.

A única medalha de ouro brasileira do dia foi na patinação artística, com Marcel Stürmer conquistando o tricampeonato pan-americano no programa livre individual masculino. A modalidade não olímpica nos rendeu mais uma medalha, o bronze de Talitha Haas no livre individual feminino.

No atletismo, foram quatro medalhas: duas de prata (Fabiana Murer no salto com vara e Cruz Nonata da Silva nos 10.000 metros rasos feminino) e duas de bronze (Joílson Silva nos 5.000 metros rasos masculino e Ronald Julião no lançamento de disco). No handebol masculino, o Brasil tentava o tricampeonato e a vaga imediata nas Olimpíadas de Londres. Mas a Argentina, em ótima fase, fez uma grande partida e ganhou o ouro com justiça, ao vencer por 26 a 23 - agora, o Brasil terá que disputar um difícil Pré-Olímpico em abril do próximo ano, com Espanha, Islândia e outra seleção europeia a ser definida. Na disputa do terceiro lugar, o Chile ficou com o bronze ao vencer a República Dominicana por 27 a 24.

Na semifinal do basquete feminino, o Brasil cometeu muitos erros e foi derrotado por Porto Rico: 69 a 68. As porto-riquenhas enfrentarão na final as donas da casa: o México derrotou a Colômbia por 64 a 58. As duas seleções de polo aquático também perderam: a masculina levou 8 a 5 dos Estados Unidos, e a feminina, 13 a 4 do Canadá. Pelo menos o vôlei masculino, atual tricampeão mundial e campeão pan-americano, estreou com vitória: fáceis 3 a 0 (25/17, 25/13 e 25/13) sobre os canadenses.

Foto: Vipcomm

24.10.11

Vela dá um empurrão para o Brasil no Pan


O Brasil deu uma bela disparada no quadro de medalhas dos Jogos Pan-Americanos graças ao espetacular desempenho deste domingo: nada menos do que oito medalhas de ouro foram ganhas pelos brasileiros, das doze conquistadas pelo país. Seguimos na segunda colocação, com 26 ouros (31 atrás dos líderes Estados Unidos, e oito à frente do Canadá, o terceiro colocado), 17 pratas e 25 bronzes.

O atletismo começou com o pé direito sua saga por Guadalajara, com a medalha de ouro na maratona feminina, com Adriana da Silva, que ainda estabeleceu o novo recorde pan-americano (2:36'37") - a prata ficou com a mexicana Madai Pérez (2:38'03"), e o bronze com a peruana Gladys Tejeda (2:42'09"). Reinaldo Colucci ficou com o título do triatlo no masculino (entre as mulheres, Pamella Nascimento foi bronze), e a seleção feminina de handebol conquistou o tetracampeonato pan-americano - e, de quebra, garantiu vaga na sua quarta Olimpíada consecutiva - ao derrotar com facilidade a Argentina, por 33 a 15 (a República Dominicana ficou com o bronze ao vencer o México por 33 a 31). Assim como está garantida em Londres a nossa equipe do hipismo, bronze no concurso completo por equipes.

Mas foi a vela a grande responsável por essa disparada brasileira no quadro de medalhas deste Pan. Cinco ouros foram ganhos pelos velejadores brasileiros: dois deles na classe RS:X, com Ricardo Winicki no masculino e Patrícia Freitas no feminino; além de Matheus Dellagnello na classe Sunfish; Alexandre do Amaral e Gabriel Borges, na Snipe; e a tripulação da classe J24. A vela neste domingo também rendeu a prata a Bernardo Arndt e Bruno Oliveira na Hobie 16, e o bronze à equipe na classe Lightning.

No basquete feminino, em um confronto entre seleções já classificadas, o Brasil derrotou a Colômbia por 86 a 53 e enfrentará Porto Rico na semifinal (as colombianas enfrentarão o México). As seleções brasileiras de polo aquático estrearam com vitória (a feminina venceu o México por 8 a 5, e a masculina derrotou a Argentina por 10 a 8). Apenas o futebol masculino destoou: jogando de forma irreconhecível, a Seleção (representada por jogadores até 20 anos, reservas em seus clubes) perdeu por 3 a 1 para a Costa Rica e foi eliminada na primeira fase.

Foto: Vipcomm

23.10.11

Vôlei de praia brasileiro consolida seu domínio nas Américas


Neste sábado, o Brasil ganhou seis medalhas nos Jogos Pan-Americanos. Apesar de permanecer na segunda colocação com 18 ouros (30 atrás dos Estados Unidos, líderes disparados), 16 pratas e 22 bronzes, os brasileiros veem três países se aproximarem perigosamente no quadro geral de medalhas: Canadá, Cuba e México têm apenas dois ouros a menos.

A única medalha de ouro do dia foi ganha no vôlei de praia, na mesma Puerto Vallarta que voltou a testemunhar o ouro de uma dupla brasileira campeã mundial: depois de Juliana e Larissa no feminino, foi a vez de Alison e Emanuel ganharem o Pan no masculino. O título veio com a vitória sobre a dupla venezuelana Hernández/Mussa por 2 a 0 (21/17 e 21/12). Foi o segundo título de uma dupla brasileira masculina em um Pan - em 2007, no Rio, o próprio Emanuel tinha ganho em dupla com Ricardo.

Três medalhas de prata também foram conquistadas: na maratona aquática, Poliana Okimoto (2:05'51"3) terminou atrás da argentina Cecilia Biagioli, campeã com 2:04'11"5. O bronze ficou com a norte-americana Christine Jennings, com 2:05'52"2. Na luta livre, Aline Ferreira foi derrotada na final (categoria até 72 quilos) pela cubana Lisset Hechevarria. No tênis, Rogério Dutra perdeu a final masculina de simples para o colombiano Robert Farah por 2 a 0 (6/4 e 6/3). Além disso, foram ganhas duas medalhas de bronze, com Joice da Silva, na luta livre até 55 quilos, e Marcelo Giardi, na categoria Wakeboard do esqui aquático.

Com a fácil vitória por 41 a 17 sobre a República Dominicana na semifinal, o handebol masculino tentará o tricampeonato pan-americano - novamente contra a Argentina, que derrotou o Chile com certa dificuldade, 26 a 25. Na segunda rodada do basquete feminino, o Brasil nem tomou conhecimento da frágil seleção da Jamaica, vencendo por impiedosos 116 a 34 e garantindo vaga antecipada nas semifinais. O mesmo tinha ocorrido com a seleção feminina de futebol, mas o empate sem gols e sem graça com o Canadá levou a decisão do primeiro lugar do Grupo B ao sorteio, já que as duas seleções estavam empatadas em tudo. O Brasil levou a melhor e enfrentará as anfitriãs mexicanas, segundas colocadas do Grupo A, na semifinal. As canadenses enfrentarão a Colômbia na outra partida que valerá vaga na final.

Foto: Vipcomm

22.10.11

Natação brasileira fecha Pan com chave de ouro


O Brasil avançou mais um pouco no quadro geral dos Jogos Pan-Americanos, graças às oito medalhas conquistadas nesta sexta-feira. Com isso, o país se mantém na segunda colocação, com 17 ouros, 13 pratas e 19 bronzes.

A natação encerrou sua participação neste Pan obtendo mais da metade dos ouros ganhos pelos brasileiros até agora. Nos 50 metros livre feminino, Graciele Hermmann ficou com a prata, com o tempo de 25"23 - 14 centésimos atrás da norte-americana Lara Jackson, que foi campeã batendo o recorde pan-americano, e apenas um centésimo à frente de outra americana Madison Kennedy, medalhista de bronze. Também entre as mulheres, a equipe brasileira (Fabíola Molina, Tatiane Sakemi, Daynara de Paula e Tatiana Barbosa) ficou com o bronze, com 4'07"12, numa empolgante disputa com o vice-campeão Canadá - os Estados Unidos ficaram com o ouro. Mais dois ouros foram ganhos por brasileiros, consolidando o recorde de Thiago Pereira, agora com 12 ouros pan-americanos. Nos 200 metros costas, o título veio com novo recorde pan-americano, com 1'57"19 - mais de um segundo à frente do colombiano Omar Pinzón, prata, e do norte-americano Ryan Murphy, bronze. No revezamento 4x100 quatro estilos, Pereira era reserva, mas foi campeão graças a Guilherme Guido, Felipe França, Gabriel Mangabeira e César Cielo Filho, que fizeram 3'34"58. Os Estados Unidos ficaram com a prata (3'37"17), e a Argentina, com o bronze (3'44"51).

No vôlei de praia, num jogo dramático e emocionante, a dupla brasileira Juliana/Larissa conquistou o bicampeonato pan-americano ao vencer as mexicanas García/Candelas por 2 a 1 (21/15, 22/24 e 22/20), em que jogaram contra a garra das adversárias e a torcida local. Mais três bronzes para o Brasil: no nado sincronizado por equipes; no tiro, com Bruno Heck no rifle de três posições, 50 metros; e nas duplas mistas do tênis, com Ana Clara Duarte e Rogério Dutra (depois da vitória por 2 a 1 sobre os venezuelanos Adriana Pérez e Román Recarte, por 7/6, 5/7 e 11/9).

No handebol feminino, o Brasil derrotou o México por 43 a 12 e fará a final contra a Argentina, que teve dificuldades para vencer a República Dominicana por 19 a 18. Na sua estreia no basquete feminino, as brasileiras (já garantidas em Londres) derrotaram o Canadá por 78 a 53. No futebol masculino, porém, a Seleção não passou de um empate sem gols com Cuba, e tem a obrigação de vencer a Costa Rica para passar às semifinais.

Foto: Vipcomm

21.10.11

O dia da afirmação e da redenção


Este foi um dia especial para os esportistas brasileiros nestes Jogos Pan-Americanos. Seis medalhas foram conquistadas por nossos atletas nesta quinta-feira em Guadalajara, mas duas delas (ambas de ouro) foram dignas de muita comemoração.

Na natação, mais uma vez, César Cielo Filho mandou bem, ao conquistar o bicampeonato dos 50 metros livre, sua grande especialidade (prova da qual é campeão olímpico, bicampeão mundial e recordista mundial). E novamente, como fizera no Rio há quatro anos, batendo o recorde pan-americano (com o tempo de 21"58). De quebra, houve uma dobradinha brasileira: Bruno Fratus ficou com a prata (22"05). O cubano Hanser García (22"15) ficou com o bronze.

No vôlei, as meninas do Brasil, campeãs olímpicas e vice-campeãs mundiais, estavam com as rivais cubanas entaladas na garganta - haviam perdido para Cuba em casa, em 2007. Mas as comandadas por José Roberto Guimarães jogaram com muita garra e recuperaram o título que não conquistava há doze anos, ao vencer por 3 a 2 (25/15, 21/25, 25/21, 21/25 e 15/10). A conquista consolida a força e a união da equipe, depois de um início difícil, com a grave contusão sofrida pela ponteira Jaqueline. Na disputa da medalha de bronze, os Estados Unidos derrotaram a República Dominicana por 3 a 1 (23/25, 25/16, 25/20 e 25/19).

Três medalhas de bronze foram ganhas pelos brasileiros: no dueto do nado sincronizado, com Nayara Figueira e Lara Teixeira; no squash, masculino por equipes; e no tiro, com Luiz Fernando da Graça na dupla fossa olímpica. Passados seis dias de competições, o Brasil segue em segundo lugar no quadro geral, com 14 ouros, 12 pratas e 16 bronzes.

No handebol masculino, o Brasil confirmou a primeira colocação no Grupo A ao vencer o Chile por 36 a 22 - as duas equipes estão classificadas para as semifinais, que serão Brasil x República Dominicana e Argentina x Chile. No futebol feminino, a Seleção se classificou às semifinais ao derrotar a Costa Rica por 2 a 1, e disputará a primeira colocação no Grupo B com o Canadá.

20.10.11

Brasil segue fazendo boa campanha no Pan


O Brasil manteve a regularidade neste dia de competições dos Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara. Dois ouros, duas pratas e três bronzes foram conquistados pelos atletas brasileiros neste quarta-feira.

Pela primeira vez, uma mulher conquistou ouro para o Brasil no tiro, em uma edição de Pan: Ana Luiza Mello conquistou o título na pistola de 25 metros. Ela já tinha garantido vaga nas Olimpíadas, onde será também a primeira mulher a representar o país na modalidade. Também no tiro, Júlio Almeida ganhou outro bronze, na pistola de 50 metros; o mesmo conseguiu Roberto Schmits na fossa olímpica.

Outro ouro importante foi na natação, o décimo de Thiago Pereira em Jogos Pan-Americanos, empatando com Hugo Hoyama, do tênis de mesa: ele foi o primeiro colocado nos 200 metros quatro estilos. Na mesma prova, Henrique Rodrigues ficou com a medalha de bronze.

Também veio das piscinas uma das medalhas de prata ganhas por brasileiros: a equipe do revezamento 4x200 nado livre masculino acabou em segundo lugar. O mesmo ocorreu no remo, com a campeã mundial Fabiana Beltrame, no single skiff. Beltrame foi a primeira remadora brasileira a subir ao pódio em Jogos Pan-Americanos. Passados cinco dias de competições, o Brasil segue na segunda colocação no quadro geral de medalhas, com 12 ouros, 11 pratas e 13 bronzes.

Nos esportes coletivos, o futebol masculino fez sua estreia e não passou de um empate em 1 a 1 com a Argentina. Entre as mulheres, o handebol garantiu vaga nas semifinais ao derrotar o Uruguai por 43 a 15; já no vôlei, as brasileiras se classificaram à final ao derrotarem a República Dominicana por 3 a 0 (25/19, 25/18 e 25/23). Nesta quarta-feira, a equipe campeã olímpica fará a revanche de 2007 contra a super-rival Cuba.

Foto: Inovafoto/COB

19.10.11

Ginástica rítmica mostra a força de sua renovação e outras bossas


O Brasil segue com boa campanha nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Apesar de ter conquistado apenas uma medalha de ouro nesta terça-feira, o país continua na segunda posição no quadro geral de medalhas, com dez ouros (um à frente do anfitrião México, terceiro colocado no quadro), nove pratas e onze bronzes.

O ouro brasileiro do dia veio, mais uma vez, na ginástica rítmica, e em mais um concurso geral de conjuntos (desta vez, na combinação três fitas e dois aros). Mesmo fora das Olimpíadas de Londres, a modalidade mostra que tem uma renovação que começa a dar resultados para o país, já pensando no futuro. O esporte deu ao país mais uma medalha de prata: Angélica Kvieczynski ganhou na prova individual de maças sua quarta medalha neste Pan (juntando-se às três de bronze).

Outras três medalhas de prata foram ganhas pelos atletas brasileiros: na ginástica de trampolim (Rafael Andrade, no individual masculino), no remo (no dois sem, com João Borges Júnior e Alexis Mestre) e na natação (revezamento 4x200 livre, com Joanna Maranhão, Jéssica Cavalheiro, Manuela Lyrio e Tatiana Lemos, que fizeram 8'09"89, mais de oito segundos atrás das norte-americanas, que ficaram com o ouro, e mais de dois segundos à frente das mexicanas, medalhistas de bronze).

Quatro medalhas de bronze foram ganhas pelos brasileiros: duas na natação, com Thiago Pereira nos 200 metros peito masculino e Joanna Maranhão nos 200 metros quatro estilos feminino; uma no tiro, com Júlio Almeida na pistola de 50 metros; e uma inédita no badminton, com Daniel Paiola no individual masculino.

Nos esportes coletivos, mais duas vitórias brasileiras: no futebol feminino, o Brasil começou sua luta pelo tricampeonato pan-americano vencendo a Argentina por 2 a 0 (gols de Thaís e Daniele, ambos no primeiro tempo); e no handebol masculino, os brasileiros (que também tentam o tri) se classificaram para as semifinais ao derrotarem a Venezuela por 37 a 15.

Foto: Vipcomm

18.10.11

Das piscinas de Guadalajara, o susto que virou glória


Os atletas brasileiros tiveram mais um bom dia nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Depois das medalhas conquistadas nesta segunda-feira, o Brasil permanece na segunda colocação no quadro geral de medalhas, com nove ouros, cinco pratas e sete bronzes - à frente dos anfitriões mexicanos, que têm três ouros a menos, e atrás apenas dos Estados Unidos, com sete ouros a mais.

Isso não veio sem antes que a nossa natação acabasse passando por um grande susto: na final dos 200 metros nado borboleta, mesmo sem estar entre os favoritos, Leonardo de Deus acabou na primeira colocação, com o tempo de 1'57"92. Mas ele foi desclassificado pela organização do Pan, sob a alegação de que havia usado publicidade na touca, o que é proibido pelo regulamento. Mas a falha maior foi da própria organização, já que ela teria que conferir as vestimentas dos atletas antes das provas. A punição absurda causou protestos dos dirigentes brasileiros, que fizeram a organização mudar de ideia e devolver a medalha de ouro ao nadador. A prata ficou com o norte-americano Daniel Madwed (1'58"52) e o bronze, com outro brasileiro, Kaio Márcio Almeida (1'58"78).

Veio das piscinas mais um ouro conquistado pelo nadador Thiago Pereira, nos 100 metros costas, com 54"56. Assim como na prova anterior, outro brasileiro ficou com o bronze: Guilherme Guido obteve o tempo de 54"81. Mais um americano acabou com a prata: Eugene Godsoe fez 54"61. Pereira conquistou sua nona medalha de ouro em Pans, a terceira em Guadalajara. Entre os atletas nacionais de todas as modalidades, só está atrás do mesa-tenista Hugo Hoyama, que nesta segunda ganhou sua 10ª medalha dourada ao levar o Brasil ao título por equipes, ao vencer a Argentina por 3 a 1 na final. O outro ouro brasileiro do dia foi na ginástica rítmica, com o título no concurso geral de conjuntos com cinco bolas. Também na ginástica rítmica, Angélica Kvieczynski (que já tinha ganho o bronze no individual geral) conquistou mais dois bronzes, nos exercícios de bola e aro.

Nos esportes coletivos, o Brasil obteve duas importantes vitórias no feminino. No handebol, a seleção tricampeã pan-americana conseguiu vaga nas semifinais ao massacrar o Uruguai por 43 a 15. Já no vôlei, no grande clássico das Américas, as brasileiras derrotaram Cuba por 3 a 1 (25/23, 21/25, 25/22 e 25/18), terminando em primeiro no Grupo A e garantindo-se entre os quatro melhores, juntamente com os Estados Unidos, líderes do Grupo B. Na semifinal, quarta-feira, as brasileiras enfrentarão a seleção vencedora de Porto Rico x República Dominicana, enquanto as norte-americanas esperarão quem vencer a partida Cuba x Peru. As finais serão na quinta-feira.

Foto: Vipcomm

17.10.11

Natação constrói excelente início dos brasileiros

O Brasil teve um excelente desempenho neste segundo dia de competições dos Jogos Pan-Americanos. Os atletas brasileiros conquistaram quatro medalhas de ouro neste domingo, além de uma de prata e uma de bronze. O Brasil segue em segundo no quadro de medalhas com cinco ouros, seis atrás dos Estados Unidos.

Três desses ouros foram na natação: a equipe do revezamento 4x100 metros estilo livre, César Cielo Filho nos 100 metros estilo livre (sagrando-se bicampeão pan-americano, com direito a novo recorde da competição, com 47"84) e Felipe França nos 100 metros nado peito - na mesma prova, Felipe Lima acabou com a prata, formando uma dobradinha brasileira na prova (foto acima). O outro ouro brasileiro do dia foi ganho na ginástica rítmica, na prova por equipes. Foi o tetracampeonato pan-americano da equipe brasileira. O bronze brasileiro deste domingo veio no tiro, com Júlio Almeida na pistola de ar 10 metros.

Nas modalidades coletivas, a seleção brasileira masculina de handebol, que joga em busca do tricampeonato pan-americano, estreou com vitória fácil sobre o Canadá: 46 a 17. No vôlei feminino, embora desfalcada de Jaqueline (não apenas no Pan como também para a Copa do Mundo, no mês que vem), a seleção brasileira derrotou as canadenses por 3 a 0 (25/19, 25/12 e 25/10). Nesta segunda, o Brasil fará o clássico contra Cuba, em busca da primeira colocação no seu grupo e da vaga imediata nas semifinais.

Foto: AGIF

16.10.11

O melhor início do Brasil em um Pan


A delegação brasileira começou com o pé direito sua saga pelas terras de Guadalajara, na disputa dos XVI Jogos Pan-Americanos: com sete medalhas conquistadas, este é o melhor início do Brasil nas seis décadas de história da competição.

A primeira medalha conquistada pelo Brasil foi no taekwondo, com o bronze de Márcio Wenceslau na categoria até 58 quilos. Outro bronze foi conquistado na ginástica rítmica, com Angélica Kvieczynski, no geral individual.

Quatro pratas foram ganhas por atletas brasileiras, três delas na natação: Daynara de Paula, na prova de 100 metros nado borboleta, com o tempo de 59"30 (o ouro ficou com a norte-americana Claire Donahue, que obteve 58"73; outra nadadora dos Estados Unidos, Elaine Breeden, completou o pódio com 59"81). Joanna Maranhão também acabou em segundo lugar, nos 400 metros quatro estilos, com 4'46"33 (em que nadadoras americanas também ocuparam as demais vagas no pódio: o ouro ficou com Julia Smit, com 4'46"15, e o bronze com Allysa Vavra, com 4'48"05). Além disso, outra prata foi ganha pela equipe do revezamento 4x100 estilo livre (formada por Michelle Lenhardt, Tatiana Barbosa, Flávia Delaroli-Cazziolato e Daynara de Paula), com 3'44"62 - o ouro ficou com os Estados Unidos, com 3'40"66, e o bronze ficou com o Canadá, com 3'48"37. A outra prata foi ganha por Yane Marques, no pentatlo moderno, em que defendia o título (a pentatleta está classificada para as Olimpíadas de 2012).

Veio também das piscinas de Guadalajara a primeira medalha de ouro do Brasil neste Pan: Thiago Pereira, que já conquistara oito ouros no Rio, há quatro anos, recomeçou sua luta para se tornar o maior campeão pan-americano da história do esporte brasileiro. Na prova dos 400 metros quatro estilos, o Mr. Pan (como é conhecido pela torcida) foi campeão com o tempo de 4'16"68. Mais uma vez, dois norte-americanos completaram o pódio: Conor Dwyer ganhou a prata, com 4'18"22, e Robert Margalis foi bronze, com 4'24"88.

Duas seleções brasileiras femininas tiveram estreias vitoriosas em modalidades coletivas neste sábado: no handebol, em que tenta o tetracampeonato pan-americano, o Brasil não teve o menor conhecimento dos Estados Unidos e os derrotaram sem dó, por 50 a 10. Já no vôlei, em que tenta voltar a ganhar o ouro depois de 12 anos, as brasileiras tiveram mais dificuldades que o esperado contra a República Dominicana. As atuais campeãs olímpicas passaram por um grande susto logo no segundo set, quando a ponteira Jaqueline e a líbero Fabi bateram cabeça na disputa por uma bola. A líbero se recuperou rapidamente, mas a ponteira teve que ser imobilizada e foi levada a um hospital; contudo, passa bem. Apesar do susto e da dificuldade inicial, o Brasil venceu por 3 a 1 (25/22, 21/25, 25/16 e 25/20). Neste domingo, o Brasil enfrenta o Canadá, pela segunda rodada.

Passado o primeiro dia de competições, o Brasil ocupa a segunda colocação no quadro de medalhas, com um ouro, quatro pratas e dois bronzes. Os Estados Unidos ocupam a primeira posição, com catorze medalhas, sete delas de ouro.

15.10.11

Que comecem os Jogos


Uma bela festa no Estádio Omnilife marcou o início dos XVI Jogos Pan-Americanos, na cidade mexicana de Guadalajara. Intérpretes famosos no país se apresentaram no palco armado no centro do gramado do estádio, e não faltou o tradicional desfile das delegações, começando com a Argentina, que sediou a primeira edição do evento, há 60 anos. O Brasil foi liderado pelo mesa-tenista Hugo Hoyama, o maior campeão pan-americano, que foi o porta-bandeira da delegação.

No ponto alto da cerimônia, a pira foi acesa por Paola Espinosa, dos saltos ornamentais. Como reza a tradição, o fogo ficará aceso até a cerimônia de encerramento, no dia 30.

14.10.11

Mais uma festa das Américas está para começar



Terá início nesta sexta-feira, com a cerimônia de abertura a ser realizada no Estádio Omnilife, a 16ª edição dos Jogos Pan-Americanos, a serem disputados na cidade mexicana de Guadalajara. É a continuação de uma tradição esportiva que, neste 2011, comemora seus 60 anos de existência (o primeiro Pan foi disputado em 1951, em Buenos Aires, na Argentina).

Pouco mais de seis mil atletas de 42 delegações de todo o continente disputarão medalhas em 36 modalidades esportivas (algumas delas não olímpicas, como o caratê, a pelota basca e o raquetebol; ex-olímpicas, como o beisebol e o softbol; e uma que estará nas Olimpíadas a partir de 2016, o rúgbi de sete, que fará neste ano sua estreia no programa pan-americano, assim como o boxe feminino, que será olímpico já a partir do ano que vem).

Sede em 2007, no Rio de Janeiro, o Brasil levará a Guadalajara sua maior delegação esportiva em competições no exterior, com mais de 500 atletas - que variam de campeões mundiais e olímpicos, como o nadador César Cielo Filho, a remadora Fabiana Beltrame e as saltadoras Fabiana Murer e Maurren Maggi, a jovens valores que disputarão o Pan com o intuito de ganhar experiência suficiente para fazer bom papel nas Olimpíadas de 2016, também no Rio, como as seleções masculinas de basquete e futebol e atletas de modalidades como badminton e hipismo.

Sempre que possível, o Olimpismo fará cobertura diária do evento, até o dia 30.

2.10.11

Não deu nem pra temer


Com espantosa facilidade, o Brasil se sagrou, pela quinta vez, campeão da Copa América Feminina de Basquete, disputada em Neiva, na Colômbia. Com o título conquistado, o país garantiu vaga nas Olimpíadas de Londres no basquete feminino, como já havia feito no masculino. Será apenas a terceira vez na história olímpica que o Brasil levará tanto a seleção masculina quanto a feminina na disputa do basquete, depois de 1992 (ano da estreia da seleção feminina do Brasil no basquete das Olimpíadas) e 1996, quando a equipe que havia sido campeã mundial dois anos antes, comandada por nomes como Hortência, Paula e Janeth, ficou com a medalha de prata - haverá uma quarta em 2016, já que o Brasil estará classificado por ser o país-sede.

As semifinais foram disputadas na sexta-feira. Também invicta, a Argentina encontrou dificuldades para superar o Canadá, segundo colocado no grupo do Brasil. Mas as platinas usaram muita garra para superar um final dramático e equilibrado e vencer por 61 a 59. O Brasil, que sobrava na turma, teve muito mais facilidade para derrotar Cuba por 66 a 53. Na disputa do terceiro lugar, já no sábado, as canadenses derrotaram as cubanas por 59 a 46.

A final, disputada ontem, foi um verdadeiro passeio da seleção brasileira. Para se ter uma ideia, o primeiro tempo terminou num massacrante resultado de 33 a 11. O domínio brasileiro só fez aumentar nos dois últimos períodos, e o Brasil simplesmente humilhou a Argentina, vencendo por 74 a 33, com uma facilidade que chegou a ser constrangedora. Érika foi a cestinha com 13 pontos, com direito a 16 rebotes e três assistências. O basquete feminino estreou no programa olímpico em 1976, nos Jogos de Montreal, mas o Brasil só estreou no torneio em Barcelona, 1992 - desde então, contudo, a nossa seleção sempre marcou presença nas Olimpíadas (sendo prata em 1996 e bronze em 2000).

Com o título africano conquistado neste domingo pela seleção de Angola (62 a 54 sobre o Senegal, na final disputada em Bamaco, no Máli), definiram-se as sete vagas imediatas no basquete feminino nas Olimpíadas de 2012: Grã-Bretanha (país-sede), Estados Unidos (campeões mundiais), Rússia (campeã europeia), China (campeã asiática), Austrália (campeã da Oceania), Brasil (campeão da Copa América) e Angola (campeã africana). As demais cinco vagas serão definidas no Pré-Olímpico Mundial, em julho próximo, em local a ser definido pela FIBA. A última vaga foi ganha pela seleção de Máli, depois dos 71 a 62 sobre a Nigéria, na disputa do terceiro lugar do Campeonato Africano Feminino. Senegalesas e malinesas se juntarão às quatro representantes da Europa (Turquia, França, República Tcheca e Croácia), às duas asiáticas (Coreia do Sul e Japão), à da Oceania (Nova Zelândia) e às das Américas (Argentina, Canadá e Cuba).

Foto: Reuters

29.9.11

Agora, é pra valer


Está encerrada a primeira fase da Copa América Feminina de Basquete. Pelo Grupo A, que serviu apenas para cumprir tabela, Cuba venceu o lanterna Chile por 62 a 42, e a Argentina derrotou a dona da casa Colômbia por 66 a 45. Pelo Grupo B, o México venceu o Paraguai por 87 a 44 e, na única partida que valia algo nesta última rodada, o Canadá garantiu vaga nas semifinais ao superar a Jamaica, 66 a 49.

As semifinais, amanhã, serão as seguintes: Argentina x Canadá e Brasil x Cuba. A seleção brasileira, comandada por Ênio Vecchi, foi soberana na primeira fase. Mas nos momentos decisivos, certamente as coisas serão bem diferentes. Que as brasileiras não se iludam com a facilidade das quatro primeiras partidas e siga jogando com seriedade, para garantir a vaga olímpica já neste sábado.

Foto: FIBAAmericas.com

28.9.11

Que venham as cubanas


O Brasil encerrou invicto a primeira fase da Copa América Feminina de Basquete, em Neiva, na Colômbia. Pela quarta rodada, as brasileiras venceram o México por 88 a 61, com Érika sendo a cestinha com 22 pontos. Como era de se esperar, o atual campeão da competição obteve 100% de aproveitamento na fase inicial. No outro jogo do Grupo B, o Paraguai (que até então vinha sendo o grande saco de pancadas do torneio) surpreendeu a Jamaica, ao vencer por 71 a 69. Apesar da zebra, as jamaicanas ainda podem se classificar às semifinais: basta vencerem o Canadá, na última rodada, hoje.

Pelo Grupo A, Porto Rico derrotou o Chile por 64 a 49. O outro jogo da chave era praticamente a decisão de quem iria ficar em primeiro e escapar do Brasil na semifinal. Apesar do jogo acidentado e cheio de erros de ataque, foi uma partida emocionante entre Argentina e Cuba. As cubanas ficaram na frente durante grande parte do tempo, mas as argentinas reagiram nos minutos finais e venceram por 65 a 59, garantindo a primeira colocação. Porto Rico está em segundo, um ponto à frente de Cuba na classificação. Apesar de estarem atrás de Porto Rico, as cubanas também estão classificadas, pois jogarão contra o Chile na última rodada, enquanto as porto-riquenhas folgam - mesmo que percam para as chilenas, as cubanas terão vantagem sobre Porto Rico no confronto direto. Cuba enfrentará o Brasil na semifinal, sexta-feira.

Foto: FIBAAmericas.com

27.9.11

Brasil segue invicto e já está nas semifinais


A seleção feminina de basquete do Brasil segue sem perder na Copa América Feminina de Basquete, que está sendo disputada em Neiva, na Colômbia. Ontem, as brasileiras derrotaram a Jamaica por 73 a 50, classificando-se por antecipação para as semifinais da competição, que serão na sexta-feira. Érika foi a destaque da partida, com 19 pontos e 7 rebotes. A cestinha, porém, foi a jamaicana Vanessa Gidden, com 23 pontos e 10 rebotes. No outro jogo do Grupo B, o Canadá venceu o Paraguai por 77 a 26, mantendo-se na segunda colocação.

Pelo Grupo A, dois jogos equilibrados. A Argentina venceu Porto Rico por 66 a 61, e a anfitriã Colômbia vendeu caro a derrota para a forte seleção de Cuba, que fez 75 a 65. Argentinas e cubanas ocupam as duas primeiras colocações da chave.

Foto: FIBAAmericas.com

26.9.11

Basquete do Brasil começa bem a Copa América Feminina

Com duas vitórias nas duas primeiras rodadas, a seleção brasileira feminina de basquete começou bem sua caminhada rumo ao título da Copa América Feminina de Basquete, que neste ano está sendo disputada na cidade colombiana de Neiva. Na estreia, sábado passado, o Brasil não tomou o menor conhecimento do Paraguai e venceu por humilhantes 117 a 34. Na segunda rodada, ontem, as brasileiras enfrentaram o Canadá, teoricamente o adversário mais difícil do Grupo B, e venceu também com tranquilidade, 56 a 39. O Brasil lidera a chave com duas vitórias, seguidas das canadenses (que estrearam vencendo o México por 72 a 45; no outro jogo da segunda rodada, as mexicanas perderam novamente, 69 a 64 para a estreante Jamaica).

O Grupo A se mostra um pouco mais equilibrado após duas rodadas disputadas: no sábado, Cuba derrotou Porto Rico por 67 a 50, e a anfitriã Colômbia venceu o Chile por 69 a 50. No domingo, as cubanas folgaram e as porto-riquenhas saltaram na frente na classificação, após a vitória por 68 a 46 sobre as colombianas. A Argentina estreou vencendo o Chile por 80 a 50.

Essa é a 11ª edição da Copa América Feminina de Basquete, que é disputada desde 1989. O Brasil defende o título conquistado em 2009, em Cuiabá, e é o maior campeão com quatro conquistas (ganhou também em 1997, 2001 e 2003). Como em sua versão masculina, trata-se de um torneio bienal e é classificatório, de forma alternada, para o Mundial e os Jogos Olímpicos. Neste ano, as dez seleções participantes são divididas em dois grupos, classificando-se os dois primeiros de cada grupo para as semifinais. Apenas a seleção campeã (que será definida no próximo sábado) garantirá vaga automática para as Olimpíadas de Londres - já estão classificadas as seleções de Grã-Bretanha (país-sede), Estados Unidos (campeões mundiais), Rússia (campeã europeia), China (campeã asiática) e Austrália (campeã da Oceania). Depois da campeã da Copa América, ainda será definida a campeã africana, no dia seguinte, em Máli.

As demais cinco vagas serão definidas no Pré-Olímpico Mundial, em local a ser definido pela FIBA (para onde irão as demais semifinalistas da Copa América). Já estão garantidas no torneio de última chamada quatro seleções europeias (Turquia, França, República Tcheca e Croácia), duas asiáticas (Coreia do Sul e Japão) e uma da Oceania (Nova Zelândia). Ainda irão para o torneio a vice-campeã e a terceira colocada do Campeonato Africano.

No masculino, jogando em casa, a China se sagrou campeã (pela 15ª vez em sua história) do Campeonato Asiático de Basquete e pegou a última vaga imediata para o torneio masculino de Londres. Na final, disputada em Wuhan, os chineses derrotaram a Jordânia por 70 a 69. Na disputa do terceiro lugar, a Coreia do Sul venceu as Filipinas por 70 a 68.

A China se junta a Grã-Bretanha, Estados Unidos, Tunísia, Austrália, Argentina, Brasil, Espanha e França no torneio masculino de basquete das Olimpíadas de 2012. Jordânia e Coreia do Sul disputarão o Pré-Olímpico Mundial, juntamente com Angola, Nigéria, Nova Zelândia, República Dominicana, Porto Rico, Venezuela, Rússia, Macedônia, Lituânia e Grécia, em que as três últimas vagas estarão em jogo.

Foto: FIBAAmericas.com

18.9.11

Basquete espanhol, senhor da Europa mais uma vez




Foi decidida neste domingo a 37ª edição do Campeonato Europeu de Basquete - e, pela segunda vez, a Espanha foi a campeã, depois da tranquila vitória por 98 a 85 sobre a França, na final disputada em Kaunas, na Lituânia (antes, na disputa do terceiro lugar, a Rússia derrotou a surpreendente Macedônia por 72 a 68). A conquista - marcando a bem sucedida defesa do título conquistado em 2009 - evidencia a excelente fase do basquete espanhol, campeão mundial em 2006 e atual vice-campeão olímpico (antes de 2008, tinha sido prata também em 1984, mas numa Olimpíada que teve a ausência de grandes forças do Leste Europeu, principalmente a União Soviética).

Espanhóis e franceses se classificaram às Olimpíadas de 2012, em Londres, no basquete masculino, juntando-se a Grã-Bretanha, Estados Unidos, Tunísia, Austrália, Argentina e Brasil. O campeão asiático será o nono classificado, no próximo final de semana. Já no ano que vem, os três últimos classificados serão definidos no Pré-Olímpico Mundial, para o qual já estão classificados Angola, Nigéria, Nova Zelândia, República Dominicana, Porto Rico e Venezuela. As equipes europeias que disputarão o torneio serão Rússia, Macedônia, Lituânia e Grécia. Ainda faltam duas equipes asiáticas a serem definidas.

12.9.11

Valeu pela vaga olímpica




Bem que a Seleção lutou nos minutos finais. Mesmo assim, não conseguiu repetir a histórica vitória sobre a Argentina, desta vez na final da Copa América de Basquete. Pela segunda vez em sua história (a primeira foi em 2001, também em casa e vencendo o Brasil na final, sendo essa a qualificação para o Mundial da qual a Argentina seria vice-campeã - perdendo a decisão para a então Iugoslávia, numa partida memorável em Indianápolis - e plantando a semente da grande equipe medalha de ouro nas Olimpíadas de 2004), a Argentina se sagrou campeã da competição ao vencer por 80 a 75.

Mesmo com a derrota, o Brasil está no caminho certo para voltar a ser grande no basquete masculino. A equipe que mescla veteranos e novatos deu liga na competição disputada em Mar del Plata. O treinador Rubén Magnano tem grande parcela no sucesso brasileiro na busca da vaga para Londres. Agora é começar a trabalhar para voltar com tudo ao cenário olímpico.

Na disputa do terceiro lugar, a República Dominicana (que fez sua melhor campanha na história da Copa América) venceu Porto Rico por 103 a 89. Os dois países e a Venezuela tentarão a vaga no Pré-Olímpico Mundial.

Foto: EFE

11.9.11

Um retorno histórico!


O basquete masculino do Brasil está de volta ao convívio da maior festa esportiva mundial depois de 16 anos. Num jogo emocionante, os brasileiros derrotaram a seleção da República Dominicana por 83 a 76, classificando-se para a final da Copa América de Basquete, na cidade argentina de Mar del Plata, e garantindo vaga nos Jogos Olímpicos, o que não acontecia desde 1996, quando acabou em sexto lugar.

Bicampeão mundial (1959 e 1963) e três vezes medalhista olímpico (bronze em 1948, 1960 e 1964), o Brasil sempre teve no basquete um de seus esportes mais populares. O torneio de basquete dos Jogos Olímpicos é disputado desde 1936, e até doze anos atrás o país tinha ficado ausente uma única vez (nos Jogos de 1976, em Montreal). Porém, uma crise sem precedentes, tanto política quanto estrutural, abalou fortemente a modalidade, que perdia apenas para o futebol na preferência popular brasileira. O Brasil ficou fora de três Olimpíadas consecutivas, e era só vexame nos Campeonatos Mundiais (o fundo do poço foi alcançado em 2006, quando não passou da primeira fase). O campeonato nacional era um fracasso de público e de crítica.

Em 2009, porém, as coisas começaram a mudar. A Liga Nacional de Basquete surgiu para organizar um torneio forte e que desse retorno, com os frutos começando a ser colhidos em pouco tempo. A Seleção voltou a fazer atuações convincentes. A CBB, com novo mandato e marcando uma nova era, contratou como treinador o argentino Rubén Magnano, técnico campeão olímpico em 2004 por seu país. Aos poucos, o orgulho de defender a seleção brasileira voltava. Mesmo quando jogadores se recusavam a defender a Seleção, a equipe nacional recebeu atletas comprometidos a fazer grandes partidas e a lutar por grandes conquistas. Neste sábado, alcançaram a que, por enquanto, é a maior delas: a vaga olímpica.

O Brasil enfrentará na grande final a Argentina, que em um jogo dramático venceu Porto Rico por 81 a 79. A Seleção defenderá o título da Copa América conquistado em 2009, tentando ganhar a competição pela quarta vez (foi campeão também em 1984 e em 2005). A Argentina foi campeã uma vez, em 2001, também em casa (naquela ocasião, em Neuquén) e derrotando o Brasil na final.

Brasileiros e argentinos se juntam no torneio masculino de basquete das Olimpíadas de Londres a Grã-Bretanha (país-sede), Estados Unidos (campeões mundiais de 2010), Tunísia (campeã africana) e Austrália (campeã da Oceania). Até o final do mês, mais três países se classificarão: os dois finalistas do Campeonato Europeu, que está sendo disputado na Lituânia, e o campeão asiático, que será definido na China.

Em julho do ano que vem, será disputado o Pré-Olímpico Mundial, em local a ser definido pela FIBA. Eliminados nas semifinais da Copa América, Porto Rico e República Dominicana se juntarão à Venezuela como representantes das Américas no torneio que decidirá quem irá ficar com as três últimas vagas para Londres. Também estão classificados Angola, Nigéria (respectivamente, vice-campeã e terceira colocada do Campeonato Africano) e Nova Zelândia (vice-campeã da Oceania). Quatro seleções europeias e duas asiáticas completarão o torneio de última chamada para as Olimpíadas.

Foto: AFP

9.9.11

Agora a luta é por Londres



Em sua última partida na segunda fase da Copa América de Basquete, o Brasil não tomou conhecimento da difícil seleção de Porto Rico e venceu com tranquilidade: 94 a 72, com Marquinhos sendo o cestinha com 18 pontos, Guilherme Giovannoni como o líder dos rebotes (sete) e Alex Garcia o maior nas assistências (com quatro). Com a vitória, o Brasil - contra todos os prognósticos, que o apontavam como, no máximo, a terceira força da competição - acabou na primeira colocação desta fase, empatado em pontos com a Argentina (que derrotou a República Dominicana por 84 a 58), mas tendo vantagem no confronto direto. Os porto-riquenhos acabaram em terceiro e os dominicanos, em quarto.

A Venezuela, com a vitória por 92 a 80 sobre o Uruguai, terminou na quinta colocação e se classificou para o Pré-Olímpico Mundial, que será disputado no primeiro semestre de 2012, em local a ser definido pela FIBA. Na outra partida desta última rodada, o Panamá venceu o Canadá por 91 a 89.

Agora é para valer: neste sábado, serão definidas as seleções do continente que irão obter vagas para as Olimpíadas de Londres pela Copa América (os Estados Unidos, campeões mundiais no ano passado, já estavam classificados). O Brasil, primeiro colocado, enfrentará a República Dominicana, que terminou em quarto. Os dominicanos foram os responsáveis pela única derrota do Brasil nesta Copa América (79 a 74, na primeira fase). Mas os brasileiros estão hoje em fase bem melhor do que estavam naquela ocasião. Na outra semifinal, a Argentina, segunda, enfrentará Porto Rico, terceiro. Na primeira fase, os argentinos venceram por 81 a 74.

Quem vencer, vai à final de domingo e garante-se automaticamente nas Olimpíadas. Quem perder, junta-se à Venezuela no Pré-Olímpico Mundial.

Foto: AFP

8.9.11

Uma vitória para dar moral

Se a seleção brasileira masculina de basquete queria um incentivo extra para buscar uma vaga nas Olimpíadas de Londres, conseguiu nesta quarta-feira em Mar del Plata. Pela penúltima rodada da segunda fase da Copa América de Basquete, o Brasil obteve uma importante vitória sobre a Argentina, dona da casa, então invicta e grande favorita ao título da competição, por 73 a 71. O argentino Luis Scola foi o cestinha, com 24 pontos; pelo lado brasileiro, o maior pontuador foi Rafael Hettsheimeir, com 19.

Desde a rodada anterior, os semifinalistas já estavam definidos: além de argentinos e brasileiros, porto-riquenhos e dominicanos lutarão pelas duas vagas olímpicas imediatas. As duas últimas rodadas (a já disputada e a desta quinta-feira) servirão para definir quais serão as semifinais. Com a vitória, o Brasil pode ter dado um importante passo para escapar dos argentinos na semifinal de sábado. É um fato relevante pois o jogo desta quarta foi bem complicado e emocionante, em que qualquer uma das equipes poderia ter conseguido a vitória. Os brasileiros derrotaram os argentinos exatamente um ano depois de os campeões olímpicos de 2004 terem eliminado o Brasil do Mundial, em Istambul, na Turquia.

Nas outras partidas da terceira rodada da segunda fase, o Canadá venceu o Uruguai por 70 a 68, a Venezuela meteu 110 a 74 no Panamá e Porto Rico derrotou a República Dominicana por 79 a 62, no outro jogo entre as seleções já classificadas para as semifinais. Venezuela, Canadá e Uruguai disputam a última vaga no Pré-Olímpico Mundial.

Foto: AP

7.9.11

Brasil vence de novo e já está nas semifinais

A seleção brasileira masculina de basquete obteve mais uma vitória e já está classificada para as semifinais da Copa América de Basquete, na cidade argentina de Mar del Plata. Jogando com maior segurança que na primeira fase, os brasileiros não deram chance e derrotaram o Panamá por 90 a 65. O panamenho Pinnock foi o cestinha, com 20 pontos; Guilherme Giovannoni foi quem mais pontuou entre os brasileiros, com 17.

Nas demais partidas da rodada, Porto Rico venceu o Canadá por 79 a 74, a República Dominicana derrotou o Uruguai por 84 a 76 e a Argentina segue invicta: fáceis 111 a 93 na Venezuela.

Foto: EFE

6.9.11

Enfim, uma atuação convincente

A seleção brasileira masculina de basquete estreou na segunda fase da Copa América de Basquete, que está sendo disputada em Mar del Plata, na Argentina. E, enfim, obteve uma boa atuação na competição, que pode animar a equipe a buscar a vaga olímpica que não vem desde 1996. Com atuações consistentes da defesa e aproveitando bem os contra-ataques (com destaque para o ala-armador Vítor Benite, que fez 21 pontos, 15 deles em cestas de três), o Brasil derrotou o Uruguai por 93 a 66 - seu melhor desempenho foi no terceiro período, em que venceu por 28 a 12.

Ainda na primeira rodada da segunda fase, a República Dominicana venceu o Panamá por 92 a 68; Porto Rico fez 94 a 82 na Venezuela; e a Argentina não encontrou dificuldades para derrotar o Canadá por 79 a 53. Após quatro partidas disputadas pelas equipes classificadas (descontados os resultados obtidos contra as seleções eliminadas na primeira fase), a Argentina lidera com oito pontos ganhos e 100% de aproveitamento, com Porto Rico, Brasil e República Dominicana um ponto atrás. No momento a Venezuela, quinta colocada, pegaria a terceira e última vaga no Pré-Olímpico Mundial, no ano que vem (as demais serão preenchidas pelas equipes que forem eliminadas nas semifinais).

Na segunda rodada da segunda fase, nesta terça, o Brasil enfrentará o Panamá.

Foto: AFP

4.9.11

No último dia, enfim, um recorde mundial

O 13º Campeonato Mundial de Atletismo chegou ao seu último dia, em Daegu (KOR), sem que nenhum recorde mundial fosse batido. Porém, na final do revezamento 4 x 100 masculino, essa injustiça foi reparada. A equipe da Jamaica (formada por Nesta Carter, Michael Frater, e os campeões mundiais dos 100 e dos 200 metros rasos, Yohan Blake e Usain Bolt), atual campeã olímpica, bateu o recorde mundial, que pertencia a ela própria, e conquistou mais um título com o tempo de 37"04. A França ficou com a prata, com 38"20, e São Cristóvão e Névis com o bronze, com 38"49.


No revezamento 4 x 100 feminino, a equipe brasileira (formada por Ana Cláudia Lemos, Vanda Gomes, Franciela Krasucki e Rosângela Santos) chegou à final, mas terminou na última colocação com o tempo de 43"10. O ouro ficou com os Estados Unidos (41"56), a prata com a Jamaica (41"50) e o bronze com a Ucrânia (42"51).


Na maratona masculina, o queniano Abel Kirui conquistou o título mundial com o tempo de 2:07'38". A prata ficou com o também queniano Vincent Kipruto, e o bronze com o etíope Feyisa Lilesa.


Encerrado o Mundial, os Estados Unidos obtiveram o primeiro lugar no quadro de medalhas, com 12 ouros, 8 pratas e 5 bronzes, 25 medalhas no total. A Rússia terminou em segundo com nove ouros; o Quênia em terceiro, com sete; a Jamaica em quarto, com quatro; e a Alemanha em quinto, com três ouros. Com a solitária medalha de ouro, conquistada por Fabiana Murer no salto com vara, o Brasil terminou em 11º lugar.


Foto: AP

Mesmo com vitória, uma atuação preocupante





O Brasil venceu sua última partida na primeira fase da Copa América de Basquete, em Mar del Plata, na Argentina. Porém, os 93 a 83 sobre Cuba mostraram um panorama preocupante para a seleção brasileira. O time continuou errando muito, permitindo aos já eliminados cubanos a sua maior pontuação no torneio em uma só partida. Como a Venezuela tinha vencido o Canadá no jogo inicial da rodada, por 103 a 98, não havia mais a possibilidade do Brasil terminar em primeiro no Grupo A e o jogo contra Cuba virou um simples amistoso de luxo. República Dominicana, Brasil, Venezuela e Canadá passaram à segunda fase.


No Grupo B, a Argentina garantiu os 100% de aproveitamento ao vencer o Panamá por 90 a 71, e o Uruguai derrotou o Paraguai por 79 a 66. Argentina, Porto Rico, Uruguai e Panamá se classificaram, deixando os paraguaios de fora.


Na segunda fase, os classificados de um grupo enfrentarão os do outro grupo, levando os pontos da primeira fase (exceto os dos jogos contra as seleções eliminadas). Os quatro primeiros colocados passarão às semifinais. A tabela será divulgada neste domingo, e as partidas serão disputadas já a partir desta segunda-feira.

Foto: Reuters

3.9.11

No basquete, Brasil sofre sua primeira derrota

Resultados da terceira rodada: Cuba 69 x 106 Venezuela, República Dominicana 72 x 73 Canadá, Paraguai 86 x 89 Panamá, Uruguai 64 x 74 Porto Rico


A seleção masculina de basquete do Brasil mostrou que terá dificuldades para voltar a disputar uma Olimpíada depois de 16 anos. Errando muito e dando espaços demais, os brasileiros sofreram sua primeira derrota nesta Copa América de Basquete: 79 a 74 para a República Dominicana. No outro jogo do Grupo A, o Canadá derrotou Cuba por 84 a 62.


Pelo Grupo B, a Argentina mostra que voltou às boas com seu melhor basquete e sabe explorar bem o fator casa: jogando com autoridade, derrotou Porto Rico sem maiores dificuldades, 81 a 74. Já o Uruguai venceu o Panamá por 77 a 61.


Foto: Reuters

2.9.11

Um título inédito para o remo brasileiro

Essa está sendo a semana das Fabianas para o esporte nacional: depois do título conquistado por Fabiana Murer no salto com vara do Campeonato Mundial de Atletismo, que está sendo disputado em Daegu, na Coreia do Sul, é a vez de Fabiana Beltrame alcançar um feito inédito para o esporte brasileiro.


No Campeonato Mundial de Remo, em Bled, na Eslovênia, Beltrame conquistou o ouro na categoria single skiff feminino, prova de dois quilômetros, com o tempo de 7'44"58. A prata ficou com a suíça Pamela Weisshaupt, com 7'48"24, e o bronze com a alemã Lena Müller, com 7'50"44. É a primeira medalha de ouro de uma atleta brasileira na história da competição, disputada desde 1962 e que está na sua 40ª edição.


Foto: Reuters

Começa a corrida para 2020




Encerrou-se ontem o período de inscrições para as cidades interessadas em sediar os Jogos da XXXII Olimpíada, em 2020. Cidades consagradas concorrerão com outras que buscam afirmação e crescimento, em busca do direito de receber a maior festa esportiva mundial.


No total, seis cidades buscarão a melhor avaliação pelo Comitê Olímpico Internacional - as finalistas, em número que deverá variar de três a cinco, serão decididas em maio de 2012, na cidade de Quebec, no Canadá.


Dessas seis cidades, duas já receberam as Olimpíadas: Roma (ITA), em 1960, e Tóquio (JPN), em 1964. Essas duas localidades querem superar fatores externos como a crise econômica, e alguns internos, como possibilidade de desastres naturais, como terremotos. A capital italiana tentou receber as Olimpíadas de 2004, mas foi derrotada por Atenas na última rodada de votação. A capital japonesa também tentou receber os Jogos recentemente, mas ficou no meio do caminho na votação que declarou o Rio de Janeiro vencedor na disputa para 2016.


Assim como Tóquio, Doha (QAT) também queria sediar as Olimpíadas em 2016 - mas foi eliminada na primeira fase, apesar do projeto ousado, por querer receber os Jogos em outubro, o que era vetado pelo COI. Porém, o órgão máximo do esporte mundial decidiu rever essa regra, fazendo com que a data de disputa olímpica voltasse a se flexibilizar. A cidade, banhada pelo Golfo Pérsico, vem com muita força para que, desta vez, vença a disputa. Afinal de contas, o Catar receberá a Copa do Mundo de futebol em 2022 e quer ser mais um país a emendar as duas maiores competições mundiais. Para isso, buscará receber o maior número possível de competições esportivas.


Outra cidade derrotada na luta para sediar em 2016 volta à carga. Madri (ESP) vem com força, depois de perder para o Rio na rodada final de votação. É a quarta vez em que a capital espanhola se candidata - antes de 2016, tentou para 1972 e 2012, sendo portanto a terceira vez seguida. Experiência em candidaturas parece ser também o forte de Istambul (TUR). A maior cidade turca vem se candidatando desde a corrida para 2000, com exceção de 2016. Como trunfo, os turcos usam também a experiência em receber competições de renome, como o Mundial Masculino de Basquete, no ano passado.


Com menos chances, vem Baku (AZE). Assim como a capital catariana, a azerbaijana também não passou da primeira fase para sediar os Jogos de 2016. Mas tem esperança em ser a grande zebra desta disputa, escorando-se em receber importantes torneios de ginástica rítmica, judô e luta olímpica.


A corrida começou. Como dito, os finalistas serão decididos em maio do ano que vem. A cidade-sede das Olimpíadas de 2020 será decidida na 125ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional (que também elegerá o sucessor de Jacques Rogge na presidência do COI), em 7 de setembro de 2013, em Buenos Aires.