
17.9.08
Nossa maior Paraolimpíada

16.9.08
Imagine se tivessem apoio...

10.9.08
O melhor dia do Brasil nas Paraolimpíadas

8.9.08
A natação do Brasil cumpre seu papel paraolímpico

6.9.08
E começou a Paraolimpíada

2.9.08
Quem é bom, se vira em qualquer situação

31.8.08
Todos os limites serão quebrados!

26.8.08
Participação do Brasil: Não foi um desastre, mas poderia ser melhor

Dois dias depois do final das Olimpíadas de Pequim, vários setores da sociedade criticam o que consideram um retrocesso na participação brasileira na maior competição esportiva mundial. De fato, houve um recuo no número de medalhas de ouro em relação aos Jogos de Atenas, em que nossos atletas subiram ao lugar mais alto do pódio, duas a mais. Na verdade, não houve uma resposta satisfatória ao alto investimento do governo e do COB nos atletas do Brasil, para os Jogos de Pequim.
Mesmo assim, há quem diga que houve um saldo positivo. O COB afirma que Pequim marcou a melhor participação brasileira em Jogos Olímpicos, o que é considerado longe da realidade. De todo modo, não há aquela sensação de impotência que atingia nossos atletas até bem pouco tempo atrás: sem contar o fiasco nos Jogos de Sydney, em 2000, quando nenhuma medalha de ouro foi ganha pelo Brasil, desde 1992 nossos atletas ganham mais de uma medalha de ouro em cada Olimpíada.
O fato, porém, dados os investimentos estatais, é que a participação brasileira poderia ter sido melhor em Pequim. Faltou um maior preparo psicológico a vários atletas de ponta, o que impediu que várias medalhas, que eram dadas como certas antes dos Jogos, fossem conquistadas. O próprio COB admitiu o problema, tanto que pretende prestar atenção nesse fato nos próximos anos. A esperança é que ocorra a mesma coisa que aconteceu nos dias seguintes ao encerramento dos Jogos de Sydney: que nossos dirigentes tomem consciência de que cada detalhe no trabalho é fundamental para alcançar o sucesso.
Cabe também incentivar o trabalho de base, com a educação física nas escolas. Mas o esporte é apenas um instrumento de melhoria da sociedade, não o canal principal. Acima da formação de atletas, que sejam formados cidadãos de bem. Afinal, é disso que o nosso país anda precisando.
24.8.08
Acabou!

Dezessete dias de emoções se encerram hoje, com o final da 29ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. Muitas decisões, claro, marcaram o último dia de competições.
- A mais tradicional prova do atletismo teve, pela primeira vez, um queniano como vencedor em uma Olimpíada. Samuel Wansiru conquistou o ouro na maratona, batendo o recorde olímpico da prova, com 2:06'32". A prata ficou com o marroquino Jaouab Gharib, e o bronze com o etíope Tsegay Kedebe. Dos três brasileiros que competiram, apenas um terminou a prova: José Teles de Souza, em 38º lugar.
- Bem que o Brasil tentou, mas o tri olímpico masculino de vôlei ficou mesmo com os Estados Unidos, que dominaram a partida e venceram com sobras, por 3 a 1 (20/25, 25/22, 25/21 e 25/23). O resultado consagrou a grande fase do voleibol norte-americano (campeão da Liga Mundial deste ano), ganhador de três ouros e uma prata, na quadra e na praia. O vôlei brasileiro tem essa geração vitoriosa encerrada e passará por um período de renovação, visando os Jogos de Londres, em 2012.
- Num jogo memorável, os Estados Unidos recuperaram o título masculino de basquete ao derrotar a Espanha por 118 a 107. O bronze ficou com a Argentina, que venceu a Lituânia por 87 a 75.
- Na última decisão dos Jogos, a França venceu a Islândia por 28 a 23 e ficou com a inédita medalha de ouro no handebol masculino.
23.8.08
...e o ouro da redenção

Quatro anos depois da tempestade, a bonança. A seleção feminina de vôlei fez história ao conquistar o ouro olímpico, depois de derrotar os Estados Unidos por 3 a 1 (25/15, 18/25, 25/13 e 25/21), com uma campanha arrasadora e inquestionável - na final, as brasileiras perderam seu único set em todo o torneio.
O título coroa a superação das nossas meninas, que comeram o pão que o diabo amassou durante esse tempo todo, principalmente depois da derrota para a Rússia nas semifinais de 2004, em que perdeu o jogo por 3 a 2, depois de desperdiçar vários match-points ainda no quarto set. Nesse ciclo olímpico, a seleção ainda perdeu por 3 a 2 as finais do Mundial de 2006 (para as próprias russas, na sua única derrota na competição) e do Pan de 2007 (para a eterna rival Cuba, que nesta Olimpíada nem subiu ao pódio - o bronze ficou com a anfitriã China).
Esta Olimpíada marcou a força de nossas mulheres: no taekwondo, Natália Falavigna ganhou o bronze na categoria acima de 67 quilos.
22.8.08
O ouro da superação

Esta sexta-feira foi, sem dúvida, o melhor dia para o Brasil nestas Olimpíadas de Pequim. Mesmo sem ter começado bem, com a derrota, no vôlei de praia, da dupla Márcio/Fábio Luiz para os norte-americanos Dalhausser/Rogers por 2 a 1 (23/21, 17/21 e 15/4), e a conseqüente medalha de prata (o bronze ficou com outra dupla brasileira, Emanuel/Ricardo, que derrotou Renato "Geor"/Jorge "Gia", da Geórgia, por 2 a 0, parciais de 21/15 e 21/10).
Na quadra, o vôlei brasileiro se classificou a sua segunda final seguida, a quarta na história olímpica: derrotou a Itália, de virada, por 3 a 1 (19/25, 25/18, 25/21 e 25/22), e enfrentará na decisão a seleção dos Estados Unidos, única invicta até o momento e que se revela uma pedra no sapato do vôlei do Brasil.
No futebol, a Seleção de Dunga se redimiu em parte da vexaminosa derrota para a Argentina nas semifinais: goleou a Bélgica por 3 a 0, em Xangai, e ficou com a medalha de bronze.
Mas foi no Estádio Nacional de Pequim, onde são disputadas as provas de atletismo, que o Brasil mostrou seus melhores resultados. Nas duas provas do revezamento 4x100 metros, as equipes masculina e feminina do Brasil coneguiram dois quartos lugares. Colocação honrosa, levando-se em consideração que o nosso atletismo de velocidade está apenas engatinhando no feminino, e o masculino vive um período de renovação. Continuando um trabalho sério, vislumbra-se um grande futuro.
Mas o melhor do dia (e um dos melhores momentos do atletismo nacional em todos os tempos) foi o ouro de Maurren Higa Maggi no salto em distância, com 7,04 metros (apenas um centímetro à frente da segunda colocada, a russa Tatyana Lebedeva - a nigeriana Blessing Okagbare ficou com o bronze). O resultado histórico coroa o esforço da saltadora, que chegou a se aposentar do esporte em 2005, depois de cumprir suspensão por doping, que até hoje ela considera injusta. A decisão de voltar valeu a pena: Maurren Higa Maggi se tornou a primeira atleta brasileira a conquistar uma medalha de ouro olímpica de forma individual, depois de 76 anos de participação feminina brasileira em Jogos Olímpicos.
Curiosidade: Nélio Moura, treinador de Maurren, também treina o panamenho Irving Saladino, campeão olímpico masculino do salto em distância. Talvez ele seja o primeiro treinador da história olímpica a ter seus atletas campeões, numa mesma modalidade, tanto no masculino quanto no feminino...
21.8.08
Que pena, meninas!

Duas medalhas de prata foram ganhas pelo Brasil nesta quinta-feira. Uma delas teve gosto de festa: a conquistada pelos iatistas Robert Scheidt e Bruno Prada, na classe Star, coroando uma grande reação depois de um péssimo começo de campanha. É a quarta medalha olímpica de Scheidt e a primeira de Prada.
A segunda, porém, teve o gosto amargo que afirma que o metal poderia (e deveria) ter sido outro. Mais uma vez, o futebol feminino sucumbe à maior experiência dos Estados Unidos e fica com o vice-campeonato olímpico. Ainda que as brasileiras tenham buscado o gol o tempo todo, as norte-americanas tiveram mais cabeça e melhor condicionamento físico, o que foi decisivo para a vitória por 1 a 0, com um gol no primeiro tempo da prorrogação.
20.8.08
Bolt, o magnífico

Mais uma vez, o velocista jamaicano Usain Bolt surpreende. Nesta quarta-feira, tornou-se o primeiro a ganhar o ouro olímpico nos 100 e 200 metros rasos do atletismo depois de 24 anos (o último tinha sido o norte-americano Carl Lewis, em 1984), e o primeiro da história olímpica a fazê-lo batendo, em ambas as oportunidades, o recorde mundial. Nos 100, estabelecera a marca de 9"69; nos 200, bateu o recorde que durava 12 anos, com Michael Johnson, nos Jogos de Atlanta (19"32): Bolt correu em 19"30.
Agora, a meta de Bolt é levar a Jamaica ao título do revezamento 4x100 metros. Alguém duvida?
18.8.08
Esconder não adianta nada

O clima de velório que tomou conta das arquibancadas do Estádio Nacional de Pequim na manhã deste domingo, quando o corredor Liu Xiang - o grande ídolo do esporte chinês desde que conquistou o ouro nos 110 metros com barreiras nas Olimpíadas de Atenas - não conseguiu chegar à primeira barreira de uma eliminatória devido a uma contusão, mostra como a manipulação de toda uma população em busca da imposição de um mundo perfeito pode levar a conseqüências imprevisíveis.
Há três meses, na mesma época em que perdeu o recorde mundial da prova para o cubano Dayron Robles (que, desde então, tornou-se o grande favorito ao ouro na prova em Pequim), Liu sentiu uma contusão na parte posterior da coxa. O fato foi escondido durante esse tempo todo, presumivelmente porque não havia intenção de alarmar mais de um bilhão de pessoas que tinham a medalha de ouro do atleta como certa.
O fato é que essa frustração coletiva - dizem, comparável a cada chinês ter perdido um parente querido, ou coisa pior - é resultado de uma estratégia massacrante de marketing raramente vista. Imagine conquistar, de forma inesperada, uma medalha de ouro numa Olimpíada num esporte que não tem tradição alguma no seu país. Agora, imagine ter a responsabilidade de defender o título olímpico em sua própria nação, com todo tipo de pressão vindo de patrocinadores, torcedores e (principalmente) do governo. Agora, imagine sofrer uma contusão a poucos meses da disputa olímpica e lutar com todas as forças para poder competir. Na hora do vamos-ver... O corpo o trai diante de um estádio lotado só para vê-lo. Foi o que ocorreu com Liu Xiang no Estádio Nacional de Pequim.
É realmente uma situação difícil, certamente a mais dramática enfrentada por um atleta nesta Olimpíada. Mas foi um choque de realidade para os chineses. Serve para que eles aprendam que esconder os fatos, na maioria das vezes, não adianta nada.
Altos e baixos para as mulheres do Brasil

A segunda-feira começou bem para o esporte brasileiro. Logo de cara, veio a primeira medalha olímpica para o iatismo feminino brasileiro na História: o bronze para Fernanda Oliveira e Isabel Swan, na classe 470. As brasileiras venceram a última regata, acabando em terceiro lugar na classificação final.
Em seguida, o Brasil obteve vitória inédita no futebol feminino: 4 a 1 sobre a Alemanha, bicampeã mundial, com grande atuação de Marta e Cristiane. Na final, que será disputada na quinta-feira, o Brasil voltará a enfrentar os Estados Unidos, que derrotaram o Japão por 4 a 2. As duas equipes têm sede de revanche: o Brasil tem contas a acertar com as norte-americanas por causa da controvertida final de 2004, nos Jogos de Atenas. Já os Estados Unidos querem vingar a goleada de 4 a 0 sofrida para o Brasil, na semifinal do Mundial do ano passado, também na China.
Mas nem tudo foi festa para as mulheres do Brasil: na final do salto com vara, Fabiana Murer foi prejudicada pela organização do evento, que não levou todas as dez varas de salto a que ela tinha direito, como todas as outras finalistas. A saltadora se desconcentrou e, com isso, teve seu desempenho altamente comprometido. Falhou três vezes em uma de suas tentativas, foi eliminada e acabou em nono na classificação final. O ouro foi, mais uma vez, para a russa Yelena Isinbayeva, e com novo recorde mundial: 5,05 metros.
17.8.08
Talento eles têm. Só faltam ter cabeça

Três ginastas brasileiros fizeram finais na ginástica artística, neste domingo. Nenhum deles ganhou um lugar no pódio. Pode-se dizer que os nossos ginastas tiveram méritos em chegar a decisões, visto que o Brasil não tinha tradição alguma nesta modalidade até bem pouco tempo atrás. Porém, ficou um certo gosto amargo neste domingo: a sensação geral é que nosso desempenho poderia ter sido melhor.
Diego Hypolito era um dos favoritos ao ouro no solo masculino. Ele vinha bem em sua apresentação até o seu final, quando se desequilibrou e caiu no chão. Evidentemente, saiu desolado do solo, visto que fazia, até sua queda, uma apresentação irretocável. A falha, porém, foi-lhe fatal: Hypolito acabou em sexto lugar.
Jade Barbosa fez a final do salto, e talvez tenha sido a que tenha se saído melhor, pelo menos do ponto de vista de resultado moral, entre os brasileiros neste domingo: ela nada tinha a perder, por estar com uma fissura em uma das mãos, o que atrapalhava o apoio sobre a mesa durante o salto. Acabou na sétima colocação.
Daiane dos Santos, pela segunda Olimpíada seguida, fez a final feminina do solo. Líder do ranking nacional no aparelho, ela se tornou a grande esperança brasileira de medalha na ginástica por sua experiência, apesar do alto nível da disputa. Fez uma boa série, mas repetindo o erro de Atenas, em 2004, colocou o pé fora do solo. Não uma, mas duas vezes. Acabou, como seu correspondente masculino, na sexta posição.
Os fatos de hoje mostram que nossos ginastas têm potencial, mas falta-lhes trabalhar a parte psicológica. Numa competição importante como são as Olimpíadas, isso é fundamental. Que isso tenha servido de lição, para que tais erros não sejam repetidos no futuro.
16.8.08
O mais veloz do planeta. Agora, mais do que nunca

Na mais nobre prova do esporte mundial, confirmou-se a grande fase do velocista jamaicano Usain Bolt. A final dos 100 metros rasos do atletismo consagrou o recordista mundial, com o novo tempo de 9"69 (o recorde anterior também pertencia a Bolt, com 9"72).
A prova foi tão tranqüila que o velocista se deu o luxo de comemorar a marca pouco antes da linha de chegada - ou seja, o recorde poderia ser ainda maior. A prata ficou com Richard Thompson, de Trinidad e Tobago, com 9"89. O bronze foi ganho pelo norte-americano Walter Dix, que estabeleceu o tempo de 9"91.
O outro grande favorito da prova, o também jamaicano Asafa Powell, acabu apenas na sexta colocação. O atual campeão mundial, o norte-americano Tyson Gay, não conseguiu se classificar para a final.
15.8.08
E isso é apenas o começo...
Um momento histórico para o esporte brasileiro. Assim foi a medalha de ouro conquistada pelo nadador César Cielo Filho nos 50 metros estilo livre, a primeira da natação brasileira na história dos Jogos Olímpicos.
Confirmando o favoritismo que merecia ter, Cielo conquistou o ouro com sobras e todos os méritos, estabelecendo o recorde olímpico de 21"30, apenas dois centésimos acima do recorde mundial, do australiano Eamon Sullivan (que, nesta prova, acabou apenas na sexta colocação). Dois franceses completam o pódio: a prata ficou com Amaury Leveaux (21"45) e o bronze com Alain Bernard (21"49).
E pode ter sido apenas o começo. O nadador, de 21 anos, vinha chamando a atenção de muitos já no Pan do Rio, em 2007, quando ganhou o ouro na mesma prova, com um tempo melhor que o recorde olímpico de então. Muitos especialistas apontavam Cielo como o nadador brasileiro com mais chances de medalha nas Olimpíadas de Pequim, apesar de Thiago Pereira (que costuma concorrer com o fenomenal Michael Phelps, que hoje empatou com Mark Spitz como o nadador com maior número de ouros na natação em uma única Olimpíada) ser mais badalado. Não deu outra.
O desempenho de Cielo dá esperanças de um bom futuro para a natação brasileira. Os Jogos de Londres, em 2012, prometem ser ainda melhores.
14.8.08
Cielo é bronze

O nadador César Cielo Filho conquistou nesta quinta-feira a medalha de bronze nos 100 metros livres, numa prova emocionante no Cubo d'Água de Pequim. O brasileiro empatou com o norte-americano Jason Lezak, com 47"67. O ouro ficou com o francês Alain Bernard (47"21) e a prata com o australiano Eamon Sullivan (47"32).
É a primeira medalha olímpica brasileira na natação em oito anos, e a primeira individual em 12. Desde a era Borges/Scherer, o país não tinha uma geração tão talentosa na natação (Cielo é um dos favoritos nos 50 metros livres, sua especialidade).
Em tempo: Thiago Pereira vai disputar a final dos 200 metros medley. Os favoritos são os norte-americanos Michael Phelps e Ryan Lochte.
13.8.08
Imagem é tudo!
Quando vemos algo que nos encanta, às vezes não é exatamente o que parece. Algo que muitos de nós consideraríamos absurdo é encarado como perfeitamente normal por outros tantos. Essas duas frases vieram à cabeça de muitos quando dois aspectos da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Pequim vieram à tona, ao serem revelados pelos organizadores do evento.