22.12.09

As glórias e polêmicas do Prêmio Brasil Olímpico 2009

Realizou-se ontem, no Maracanãzinho, a edição 2009 do Prêmio Brasil Olímpico, a mais importante honraria esportiva nacional. O evento fechou um ano marcante para o esporte brasileiro, em que houve muitas marcas positivas e, principalmente, a escolha da cidade do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016. Foram entregues os prêmios de todas as modalidades esportivas sob anuência do Comitê Olímpico Brasileiro.

Por último, foram entregues os mais importantes prêmios aos atletas eleitos os melhores do ano pelo público. No masculino, o nadador César Cielo Filho ganhou o prêmio pelo segundo ano seguido, coroando um ano fantástico para o atleta, campeão e recordista mundial dos 50 e dos 100 metros livre. Cielo concorreu com o ginasta Diego Hypolito e o iatista Torben Grael.

A grande polêmica da noite se deu na premiação da melhor atleta do ano entre as mulheres. A judoca Sarah Menezes, bicampeã mundial juvenil, surpreendeu e ficou com o prêmio, derrotando a maratonista aquática Poliana Okimoto (que era a grande favorita) e Natália Falavigna, do taekwondo. O fato causou um debate sobre a necessidade de deixar a premiação nas mãos do público que acessa a Internet, que poderia votar quantas vezes quisesse, distorcendo os resultados finais - até o ano passado, cada internauta só poderia votar uma vez. Dessa forma, acaba-se elegendo o atleta mais popular, não exatamente o melhor do ano. É um caso a se pensar para eleições futuras.

18.12.09

Alívio de um lado, apreensão do outro


Nesta quinta-feira, foi divulgado pelo governo do Estado do Rio de Janeiro o projeto de reforma do Estádio Mário Filho, no bairro do Maracanã, para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Pelo menos em um aspecto os amantes do esporte podem respirar aliviados: a demolição do Estádio de Atletismo Célio de Barros e do Complexo Aquático Júlio Delamare não está mais prevista para a construção de estacionamentos (ao contrário do que estava escrito aqui), que serão construídos no entorno do estádio, mais exatamente na região da Quinta da Boa Vista, que terá uma grande passarela a ligá-la ao estádio. Dessa forma fica bem mais fácil e mais barato, visto que ali estava prevista a construção de um novo estádio de atletismo e um complexo aquático.

Mas o grande problema é o de sempre: o alto custo da reforma. Está previsto o gasto de meio bilhão de reais para as profundas reformas estruturais que serão feitas no maior estádio do Brasil, que terá pequenas reformas nos primeiros oito meses de 2010 e será fechado de vez em setembro, para apenas ser reaberto em janeiro de 2013. É um problema de cujos detalhes você pode se lembrar neste texto. Isso tudo apenas poucos anos depois da reforma para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Espera-se que, pelo menos, esta próxima seja a definitiva. Ou que valha para as duas próximas megacompetições que o Rio vai sediar...

Virou lugar comum, mas Cielo segue fazendo história


O nadador César Cielo Filho, campeão e recordista mundial dos 100 metros livre, segue confirmando a condição de maior nadador brasileiro de todos os tempos. Nesta sexta-feira, ele bateu o recorde mundial dos 50 metros livre, prova da qual ele também é campeão mundial, além de ser campeão e recordista olímpico. No Torneio Aberto de Natação de São Paulo, realizado no Esporte Clube Pinheiros (agremiação que defende), ele fez a marca de 20"91, batendo em três centésimos a marca anterior, pertencente ao francês Frédérick Bousquet (20"94). Essa foi a última competição com o uso dos chamados supermaiôs, que ajudam a adaptar melhor o nadador ao impacto das águas na piscina e não poderão mais ser utilizados a partir do ano que vem. Portanto, os recordes obtidos até este ano deverão demorar um pouco para serem batidos.

1.12.09

O "toque internético" da logomarca olímpica de inverno de 2014


Faltando pouco mais de dois meses para a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, em Vancouver, no Canadá, foi divulgada hoje a logomarca oficial da edição seguinte, que será disputada em Sochi, na Rússia, em fevereiro de 2014. Assim como ocorrerá nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, as letras e os números são as grandes estrelas da logomarca oficial do megaevento esportivo. Inclusive no que se refere à estranheza inicial.

Pela primeira vez, o endereço oficial dos Jogos é incluído no logotipo oficial dos Jogos (sochi2014.ru - o endereço .ru é referente às páginas com domínio na Rússia). Além disso, há um jogo visual entre as letras H e I e os números 1 e 4, fazendo com que pareça um reflexo entre as duas partes.

Os XXII Jogos Olímpicos de Inverno serão disputados de 7 a 23 de fevereiro de 2014. Já os XI Jogos Paraolímpicos de Inverno, na mesma cidade, serão disputados de 7 a 16 de março do mesmo ano.

7.11.09

Pan 2015: Ganhou a melhor



Não houve surpresas na corrida para sediar os XVII Jogos Pan-Americanos e V Jogos Parapan-Americanos, a realizar-se em 2015. A cidade de Toronto, no Canadá, confirmou o favoritismo que tinha desde o início da campanha e conquistou o direito de sediar o Pan. Será a terceira vez que os canadenses sediarão o maior evento esportivo do Hemisfério Ocidental (as duas anteriores foram em Winnipeg, em 1967 e 1999).

Foi uma vitória fácil, obtida logo na primeira rodada de votação, por maioria absoluta de votos. Toronto conquistou 33 dos 52 votos possíveis, contra 11 de Lima (PER) e 7 de Bogotá (COL) - houve uma abstenção. Serão disputadas todas as 28 modalidades olímpicas (o golfe estreará no programa pan-americano; o rúgbi de sete terá feito sua estreia em 2011, nos Jogos de Guadalajara), além de outras nove ou dez não olímpicas - entre elas, segundo o previsto no projeto, o futsal, que estreou em 2007, no Rio, mas não estará em 2011. O Parapan seguirá a norma dos anteriores, com todas as modalidades classificatórias para os Jogos Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Os XVII Jogos Pan-Americanos serão disputados de 10 a 26 de julho de 2015; já os V Jogos Parapan-Americanos, de 7 a 14 de agosto do mesmo ano.

4.11.09

Candidaturas comprovam boa fase do Pan

Nesta semana, a ODEPA (Organização Desportiva Pan-Americana) escolherá a cidade que irá sediar a 17ª edição dos Jogos Pan-Americanos, a realizar-se em 2015. Bogotá (COL), Lima (PER) e Toronto (CAN) são as cidades candidatas. Duas coisas são certas: independentemente da cidade que for eleita, o Pan de 2015 quebrará o rodízio informal que vinha desde 1971 (desde então, os Jogos Pan-Americanos se alternam em edições sediadas nas Américas do Sul, do Norte e Central, o que será concluído em 2011, nos Jogos de Guadalajara, no México, América do Norte; não há nenhuma cidade centro-americana entre as candidatas, e sim duas sul-americanas e uma da América do Norte); e a boa fase que vive o evento depois da bem sucedida edição de 2007, no Rio de Janeiro, a ponto de despertar o interesse de cidades que querem sediar o evento.

Desde a escolha de Santo Domingo para sediar o Pan de 2003 (quando derrotou a mexicana Guadalajara e a colombiana Medellin), não se via mais do que duas cidades candidatas a sediar uma edição de Jogos Pan-Americanos. Talvez isso se deva ao pouco interesse que o evento desperta fora do continente americano, ou mesmo nos Estados Unidos. Mas o grande sucesso comercial do Pan de 2007 certamente despertou um pouco desse desejo em sediar a competição. Para sediar os Jogos de dois anos atrás, o Rio derrotou a cidade norte-americana de San Antonio, que é no máximo a terceira maior do Texas, e buscava ser a terceira de seu país a receber o Pan (Chicago, em 1959, e Indianápolis, em 1987, foram essas duas). Costumeiramente, há poucos candidatos a cada votação, ou mesmo candidaturas únicas - casos de San Juan, em 1979, e a própria de Guadalajara, que sediará em 2011 (a cidade mexicana foi confirmada como sede em 2006, um ano antes do Pan do Rio).

O fato de haver três candidaturas a sediar os Jogos Pan-Americanos pode ser encarado como um sinal de que uma boa organização possibilita um grande evento - exceto as edições disputadas na América do Norte e em Havana (1991), o Pan não levava a fama de ser bem-organizada antes de tomar lugar em terras cariocas. O nível das candidatas também é um indício: duas capitais sul-americanas (a última a sediar foi Caracas, em 1983) e a maior cidade da segunda maior economia do continente (entre as cidades canadenses, apenas Winnipeg sediou, por duas vezes, em 1967 e 1999) buscam essa indicação da ODEPA. Isso oferece uma perspectiva animadora, ainda mais com a recente eleição do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016. Basta lembrar que Toronto, por exemplo, candidatou-se a sede das Olimpíadas de 2008 - ficou em segundo lugar, perdendo para Pequim na segunda rodada de votação.

Toronto, aliás, é vista como a grande favorita para sediar o Pan de 2015, com um projeto dividido em três grandes zonas, que privilegiam a própria cidade e algumas vizinhas, situadas na região conhecida como Ferradura de Ouro, na província de Ontário (o atletismo, por exemplo, seria disputado num novo estádio, na cidade de Hamilton). Caso a cidade canadense seja escolhida, as cerimônias de abertura e de encerramento estarão programadas para ocorrer numa moderna arena multiuso, o Rogers Centre, com teto retrátil - o local sediaria também as finais do beisebol, modalidade que deixou de ser olímpica, mas continua pan-americana.

Mas a candidatura de Bogotá vem crescendo nos últimos dias (Cáli foi a única cidade colombiana a sediar o evento, em 1971). Para que logre sucesso, a capital da Colômbia conta com o voto de várias nações da América Latina - além dos Jogos Pan-Americanos, os colombianos disputam os Jogos Centro-Americanos e do Caribe, e sediarão a próxima edição dos Jogos Sul-Americanos (em 2010, na cidade de Medellin). A candidatura consiste em mostrar poucas distâncias entre os eventos esportivos - estão previstas apenas três modalidades distantes mais do que oito quilômetros da Vila Pan-Americana. O tradicional estádio El Campín (a um quilômetro da Vila) será remodelado para receber, além do futebol, o atletismo e as cerimônias de abertura e encerramento - teria, inclusive, seu nome mudado para Estádio Panamericano.

Embora seja vista como zebra, a candidatura de Lima mantém suas esperanças. Dentre os países candidatos, o Peru é o único que ainda não sediou os Jogos Pan-Americanos (a capital peruana sediou os Jogos Sul-Americanos em 1990). Os postulantes se baseiam em quatro grandes zonas de competição (Central - onde ficaria a Vila -, Norte, Sul e Leste), que não ficariam distantes uma da outra - a Leste, a mais distante, ficaria a no máximo 35 minutos da Vila Pan-Americana. O Estádio Nacional (palco das finais da Copa América de 2004 e da Copa do Mundo Sub-17 de 2005) seria reformado para receber o futebol e as cerimônias.

Qual das três candidaturas é a melhor? Com a palavra, a ODEPA.

1.11.09

As primeiras conversações (e polêmicas) das Olimpíadas de 2016

Foi realizado neste final de semana, no hotel Copacabana Palace, o primeiro seminário realizado entre a prefeitura do Rio e o Comitê Olímpico Internacional para conversações acerca da organização dos Jogos Olímpicos de 2016. Como era de se esperar, o COI recomendou calma aos organizadores dos Jogos, em relação aos prazos de construção e manutenção da infraestrutura do evento, assim como ao legado que as Olimpíadas deixarão à cidade.

Presente ao seminário, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse não descartar a hipótese de levar alguns importantes projetos relacionados aos Jogos para a região portuária - o que faria parte de um projeto de revitalização da área, que vinha desde bem antes da eleição da cidade. Três desses projetos têm lugar certo por lá: o Museu Olímpico, o Comitê Organizador dos Jogos e a futura sede do Comitê Olímpico Brasileiro - este, um projeto antigo. Agora, há a hipótese de o Centro de Mídia (projetado para ter lugar na Barra da Tijuca, o grande centro de competições das Olimpíadas) ser construído também na Zona Portuária, pensando também na Copa do Mundo de 2014 - seria mais perto do estádio do Maracanã, que deverá sediar a final do Mundial, e onde serão realizadas as cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos. Assim, um mesmo prédio seria utilizado para os dois eventos, num intervalo de dois anos. Isso valorizaria ainda mais a região e diminuiria gastos.

Mas tem um problema: mudança alguma deve ser feita na estrutura preparatória de uma Olimpíada sem a anuência do COI - afinal, foram os seus delegados que elegeram o projeto como o melhor entre os candidatos. Inclusive, com o centro de imprensa na Barra, perto da Vila Olímpica e de grande parte das instalações esportivas. Porém, não há entrevero que não seja resolvido com simples negociações. O projeto das próximas Olimpíadas, as de 2012, em Londres, sofreu muitas modificações (e isso continua, visto que muitas modalidades mudaram de lugar e outras ainda não têm local definido). Ou seja, houve precedentes, que podem muito bem se repetir agora. Se houver necessidades de mudança que acarretem economia e praticidade, não custa nada fazê-las. Basta existir boa vontade dos dois lados.

30.10.09

Faltam 1.000 dias


Daiane dos Santos é pega no antidoping

Neste ano de 2009, justamente esse em que o Rio de Janeiro foi escolhido pelo COI para sediar as Olimpíadas de 2016, o Brasil bate o recorde em casos comprovados de doping. Nesta sexta-feira, mais um: a ginasta Daiane dos Santos, campeã mundial do solo em 2003, foi pega num exame preventivo, fora das rotinas de competição (ela não compete há cerca de um ano). O exame deu positivo para a substância Furosemida, um diurético usado em tratamentos cardíacos. A informação foi divulgada pela Federação Internacional de Ginástica.

Este foi o 23º caso de doping entre atletas brasileiros neste ano. Antes, 16 deles haviam sido detectados no atletismo (o que desfalcou a delegação brasileira no Mundial da modalidade, disputado em Berlim); além disso, foram quatro no ciclismo, um na natação e outro no triatlo.

16.10.09

Divulgados os pictogramas oficiais das Olimpíadas de 2012

Foram divulgados hoje, em Londres, os pictogramas oficiais dos esportes olímpicos que serão disputados em 2012, na capital britânica. Pela primeira vez, haverá duas versões para os símbolos das modalidades olímpicas: a mais tradicional, bicromática, em preto e branco, e a chamada versão dinâmica (acima), inspirada nos desenhos das linhas do metrô londrino.

Pela primeira vez, serão utilizadas mais de duas cores nos pictogramas dos Jogos Olímpicos de Verão. Ficou um visual bem representativo, apesar de não ser tão colorido quanto nos Jogos Pan-Americanos de 2007, por exemplo. A versão mais tradicional (os pictogramas de silhueta) pode ser vista aqui.

As Olimpíadas de Inverno de 2010 começam a tomar forma

Faltando menos de quatro meses para o início dos XXI Jogos Olímpicos de Inverno (que serão realizados de 12 a 28 de fevereiro de 2010, em Vancouver, no Canadá), foram divulgadas pelo Comitê Olímpico Internacional e pelo Comitê Organizador as medalhas que serão entregues aos atletas nas quinze modalidades. Ao contrário do que ocorre nos Jogos Olímpicos de Verão, em que as medalhas seguem um determinado padrão (o atual vem desde 2004), nos de Inverno o visual das medalhas muda a cada edição.

Nestes Jogos de Vancouver, as medalhas serão onduladas, com um visual que remete às artes rupestres características da Colúmbia Britânica, província canadense onde o evento será realizado. Elas evocam as montanhas, o oceano e a neve, segundo o Comitê Organizador dos Jogos. Essas medalhas também serão entregues nos Jogos Paraolímpicos de Inverno, de 12 a 21 de março, também em Vancouver.

9.10.09

Golfe e rúgbi voltam ao convívio olímpico no Rio

No Congresso Olímpico que o COI organiza em Copenhague, foi decidido hoje que duas modalidades que estavam afastadas do programa olímpico há muito tempo voltarão a ser disputadas em Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016. O golfe e o rúgbi conseguiram ser aprovados pelo COI, aumentando o número de modalidades olímpicas para 28 (nos Jogos de 2012, em Londres, ainda serão disputadas as 26 modalidades atuais).

O golfe voltará ao programa olímpico depois de 112 anos. O esporte foi disputado em apenas duas edições olímpicas: em 1900, nos Jogos de Paris, foram disputados os torneios masculino e feminino, no ano de estreia das mulheres em Jogos Olímpicos (dois golfistas norte-americanos conquistaram o ouro: Charles Sands entre os homens e Margaret Ives Abbott entre as mulheres). Em 1904, nos Jogos de Saint Louis, apenas homens disputaram medalhas, em dois torneios (individual, conquistado pelo canadense George Lyon, e equipes, em que a Western Golf Association, dos Estados Unidos, ganhou a medalha de ouro).

O rúgbi voltará às Olimpíadas depois de 92 anos, mas numa versão mais compacta, com equipes de sete pessoas, diferente das quinze utilizadas comumente. Esta versão teve quatro torneios olímpicos disputados: em 1900, a anfitriã França foi a campeã; em 1908, em Londres, a seleção da Australásia (delegação conjunta da Austrália com a Nova Zelândia) ganhou o ouro; e os Estados Unidos foram bicampeões em 1920, em Antuérpia, e 1924, em Paris. Em tese, o rúgbi de sete (que é disputado em eventos como os Jogos Asiáticos, da Comunidade Britânica e do Pacífico Sul, e o será também nos Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara) fará sua estreia no programa olímpico.

Nos Jogos de 2016, o rúgbi de sete deverá ser disputado no Estádio de São Januário. Já o golfe será no Gávea Golfe Clube ou no Itanhangá Golfe Clube.

Os primeiros desafios do Rio para 2016

Menos de uma semana depois da escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, começam a surgir os primeiros fatos que evidenciam que muita coisa precisa ser feita para que os cariocas organizem dignamente o maior evento esportivo mundial. Eles surgiram numa área em que a candidatura recebeu algumas de suas maiores críticas: os transportes.

Por dois dias seguidos, tumultos entre usuários de trens e policiais foram causados por problemas nas composições, escancarando os inúmeros defeitos de uma rede numerosa como a da Região Metropolitana do Rio - anteontem, os confrontos se deram na Baixada Fluminense; ontem, foram na Central do Brasil.

O pior é que isso não ocorre somente na malha férrea. Os transportes no Rio andam um caos só: os engarrafamentos nas ruas, há muito tempo, são constantes em horários de pico. O metrô, além de viver uma expansão tímida, transporta muito além do necessário, com vagões lotados. Muito trabalho será preciso para que seja resolvido em sete anos o que o poder público não consegue resolver há décadas.

3.10.09

Agora, é trabalhar. E cobrar

Numa decisão histórica do Comitê Olímpico Internacional, o Rio de Janeiro foi eleito a cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, sendo a primeira cidade sul-americana a receber a maior festa do esporte mundial. Uma grande festa na Praia de Copacabana marcou a alegria dos cariocas com o acontecimento.
 
O momento é de festa. Mas é chegada a hora de arregaçar as mangas e começar a trabalhar, para que o maior evento esportivo do planeta corresponda às expectativas que merece. Não só na construção dos locais de provas, mas na transparência que isso exige. Como se sabe, há muita gente mal-intencionada que quer se dar bem com os Jogos Olímpicos, de forma nada honrosa. Basta lembrar dos Jogos Pan-Americanos de 2007, em que houve atrasos e superfaturamento, e ainda não houve fechamento das contas. Como contribuintes, temos que ficar de olho no que fazem com o dinheiro público.
 
Não devemos prestar atenção só no que ocorre fora das quadras e dos campos, mas dentro desses locais. O desempenho dos nossos atletas é parte integrante de uma Olimpíada digna. Isso deve ocorrer já nos preparativos para os Jogos de Londres, em 2012. É importante mostrarmos a nossa força para exibir o cartão de visitas quatro anos antes de receber os Jogos, preparando-se da melhor maneira possível e, acima de tudo, ter foco e calma na hora da decisão. Depois de 2016, usar ao máximo a estrutura deixada para que o Brasil receba eventos e revele talentos esportivos, contrariando o ocorrido pós-Pan.
 
Mas a infraestrutura é vital para uma Olimpíada inesquecível. É importante cobrarmos os nossos políticos para que tudo o que foi prometido no que se refere a educação, saúde, transportes etc. seja cumprido à risca. Grande parte das promessas do Pan não saiu do papel. O fato de o Rio sediar as duas maiores competições esportivas do planeta (a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016) nos próximos sete anos é uma chance de ouro para os cariocas recuperarem a sua autoestima, que andava tão machucada nas últimas décadas. Segue a dica anteriormente dada neste texto: cobrar muito os nossos políticos, já que fomos nós que os colocamos no poder. Isso vale por muito mais do que sete anos, vale para sempre: sejamos chatos. Muito chatos.

2.10.09

A hora está chegando

É hoje. Nesta sexta-feira, no Congresso do Comitê Olímpico Internacional em Copenhague, na Dinamarca, por cerca de 13h30 (horário de Brasília), será escolhida a cidade-sede dos Jogos da XXXI Olimpíada da Era Moderna, assim como dos XV Jogos Paraolímpicos, a serem realizados em 2016. O alto nível das quatro cidades candidatas (Chicago, Madri, Rio de Janeiro e Tóquio) dá a certeza de que esta será a escolha de sede olímpica mais emocionante e equilibrada de todos os tempos - assim como, não importa a cidade que for escolhida, os Jogos serão realizados em um ótimo lugar.

As quatro cidades já apresentaram suas armas, as suas propostas, os seus trunfos; tudo o que foi feito, será avaliado pelo Colégio Eleitoral do COI, que em sua decisão soberana consagrará a cidade cuja candidatura foi considerada a melhor entre as finalistas. Com o alto nível que certamente será premiado, será dada à vencedora a obrigação de sediar as melhores Olimpíadas de todos os tempos.

A eficiência norte-americana? A paixão espanhola? O pioneirismo brasileiro? A modernidade japonesa? A resposta de qual característica prevalecerá será dada pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, ao abrir o envelope e ler o nome da cidade vencedora. Estejamos a postos, desde já.

1.10.09

Candidatos a 2016: Tóquio


Encerrando a série sobre as cidades candidatas a sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, falaremos hoje sobre Tóquio.

A capital japonesa é a única das cidades finalistas a ter sediado uma Olimpíada, em 1964. Isso é visto como altamente positivo, devido à experiência em receber eventos de grande porte, não apenas esportivos. Além disso, tem o melhor sistema de deslocamento de atletas, segundo o COI. Isso é um grande ponto a favor dos japoneses: os planejados locais de prova se dividem em dois grandes polos, bem próximos um do outro, chegando a se entrelaçar onde se encontra o futuro Estádio Olímpico - o "velho", palco principal de 1964, seria usado somente no futebol (que utilizaria alguns palcos da Copa do Mundo de 2002, como os estádios de Yokohama - onde o Brasil se sagrou pentacampeão mundial -, Saitama, Osaka e Sapporo).

Grande parte dos locais usados na primeira vez seriam reformados e novamente utilizados em 2016, juntamente com a construção de novos locais. É a eficiência nipônica em ação, buscando sempre impressionar pelo visual e pela funcionalidade imperecível.

30.9.09

Candidatos a 2016: Rio de Janeiro

Prosseguindo a série que fala sobre as cidades candidatas a sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, falamos hoje sobre o Rio de Janeiro.

Como sabemos, nunca uma cidade sul-americana sediou uma edição de Olimpíada - em toda a América Latina, apenas a Cidade do México o fez, em 1968. Mas o fato é que muito parece conspirar a favor da capital fluminense - pela primeira vez em sessenta anos (em 1949, Buenos Aires perdeu por apenas um voto, para a australiana Melbourne, o direito de sediar as Olimpíadas de 1956), uma cidade da América do Sul tem chances reais de receber o maior evento esportivo mundial.

Porém, não será nada fácil. A votação é considerada a de mais alto nível da história olímpica e dará à cidade vencedora a obrigação de fazer a maior Olimpíada de todos os tempos. Os cariocas sabem disso, e estão escorados na alta estabilidade econômica brasileira presente para dar garantias de que as coisas vão funcionar caso o Rio seja eleito.

Como ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de 2007 (cuja boa organização é considerada o maior trunfo da candidatura para as Olimpíadas de 2016), os locais de provas serão concentrados em quatro grandes polos (Maracanã, Barra da Tijuca, Zona Sul e Deodoro). Além disso, os planos para a infraestrutura (centro de imprensa e mídia, transportes, ramo hoteleiro - apesar destes dois últimos serem vistos como os pontos mais fracos da candidatura) serão organizados através de aliança entre as três esferas de governo.

Outras grandes armas da candidatura do Rio são a localização da cidade, com fuso horário propício para transmissões pela TV para o mundo inteiro; a bem-sucedida segurança em grandes eventos internacionais, como o próprio Pan; a possibilidade de uso da estrutura da Copa do Mundo de 2014, o que beneficiará as subsedes dos torneios de futebol (além do Rio, serão São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador); e, embora não seja tão importante, o visual da cidade, que encanta qualquer um que a visite, não importa de onde seja.

Amanhã, encerrando a série, falaremos sobre a candidatura de Tóquio.

29.9.09

Candidatos a 2016: Madri

Continuando a série sobre as cidades candidatas a sediar as Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016, falaremos agora sobre Madri.

A capital espanhola quer aproveitar um embalo europeu, visto que a britânica Londres sediará os Jogos de 2012. Mas isso pode ser prejudicial, já que duas ou mais cidades europeias não sediam Olimpíadas seguidas desde 1936 (Berlim)/1948 (Londres)/1952 (Helsinque) - o que indica uma tendência do COI em descentralizar o evento olímpico. De todo modo, há esperanças entre os espanhóis, que sediaram (com enorme sucesso) os Jogos de 1992, em Barcelona.

A cidade conta com grandes instalações esportivas (como os tradicionais estádios Santiago Bernabéu e Vicente Calderón, principais palcos do futebol, e o Estádio Olímpico, de atletismo, que será totalmente reformado para receber, além do próprio atletismo, as cerimônias de abertura e encerramento), mas terá que construir a maior parte dos locais de prova caso seja escolhida nesta sexta-feira. Isso certamente custará muito aos cofres, o que pode jogar contra a candidatura.

Além disso, tem o crônico problema do terrorismo - tanto dos separatistas bascos do ETA quanto dos islamistas. Isso não atrapalhou os Jogos de Barcelona, mas o problema piorou muito neste século - há o precedente dos ataques terroristas ao metrô madrilenho, em 11 de março de 2004, o que obrigará o governo espanhol a investir maciçamente em segurança caso sua capital seja eleita.

Amanhã, falaremos sobre a candidatura do Rio de Janeiro.

28.9.09

Candidatos a 2016: Chicago


Nesta semana em que será escolhida a cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, o Olimpismo publica uma série especial que falará das quatro cidades candidatas. Elas serão apresentadas em ordem alfabética - portanto, a primeira cidade é Chicago, situada no estado norte-americano de Illinois.

A cidade buscará levar os Estados Unidos a sediarem as Olimpíadas de Verão pela quinta vez (isso foi feito por Saint Louis, em 1904; por Los Angeles, em 1932 e 1984; e Atlanta, em 1996). Mesmo tendo sediado um evento esportivo importante somente há cinquenta anos (os Jogos Pan-Americanos de 1959), Chicago se escora na experiência e eficiência norte-americanas para sediar eventos de grande porte.

Famosa por seus largos parques e vida cultural intensa (sediou duas grandes feiras mundiais no século passado), Chicago planeja colocar seus locais de prova (os já existentes, os temporários e os que ainda serão construídos) perto de suas mais famosas atrações turísticas, como os parques, museus e centros culturais, num raio de oito quilômetros - oferecendo a atletas e espectadores um acesso conveniente aos locais de competição, além de uma maior interação entre as partes. Estão previsto cinco polos de competição, em pontos privilegiados da cidade, com poucas distâncias um do outro.

Essa forte candidatura, porém, esbarra num problema: a rejeição popular. Muitos habitantes da cidade não veem necessidade de gastar tanto para sediar uma Olimpíada, ainda mais agora em que o país vive grave crise financeira, que somente agora parece se dissipar. Mesmo com o carisma do atual presidente do país, Barack Obama - que era senador pelo estado de Illinois na época em que ainda era candidato - os residentes de Chicago não estão levando muita fé nessa forte possibilidade que eles têm de receber atletas do mundo inteiro, daqui a sete anos. Há quem diga, porém, que sua simples presença do Congresso do COI em Copenhague, na próxima sexta-feira, será decisiva a favor da cidade - por enquanto, ele nega que vá comparecer. Por ora, será representado pela primeira-dama Michelle Obama. Mas pode ser que o presidente marque presença na última hora, fazendo com que Chicago se torne a grande favorita nessa disputa tão equilibrada (atualização das 11:45 - a assessoria da Casa Branca confirmou a presença de Barack Obama em Copenhague, na próxima sexta-feira).

Curiosidade: se Chicago for escolhida, sediará as Olimpíadas com 112 anos de atraso. Isso porque os Jogos de 1904 estavam previstos para acontecer lá. Só que os norte-americanos decidiram levar o evento para Saint Louis, no estado do Missouri, por causa da Feira Mundial que acontecia lá na época...

Amanhã, falaremos da candidatura de Madri.

27.9.09

Brasil, Argentina e Canadá no Mundial Feminino de Basquete

Neste final de semana, foram definidos os demais representantes das Américas no Mundial Feminino de Basquete de 2010, na República Tcheca (os Estados Unidos, campeões olímpicos em Pequim, já estavam classificados). Nas semifinais da Copa América, disputadas ontem em Cuiabá, o Brasil venceu Cuba por 79 a 59; já a Argentina derrotou o Canadá por 63 a 53. Hoje, na disputa do terceiro lugar, as canadenses garantiram vaga depois de vencerem as cubanas por 59 a 49. Neste momento, a final está sendo disputada entre Brasil e Argentina. Mais tarde, a atualização.

Atualização das 23:40 - O Brasil conquistou o título ao vencer a Argentina por 71 a 48, passando a liderar a galeria de campeões da Copa América feminina com quatro campeonatos (também foi campeão em 1997, 2001 e 2003).

19.9.09

Jogos Mundiais Militares de 2011 são divulgados no Rio

Foi realizada no Forte de Copacabana, nesta semana, a cerimônia de divulgação dos Jogos Mundiais Militares de 2011, que serão realizados no Rio de Janeiro (com quase 5 mil atletas de cerca de 100 países, em 24 modalidades, três delas tipicamente militares). Será a quinta edição do evento, realizado desde 1995. O grande centro de provas será a Vila Militar de Deodoro, que foi utilizada nos Jogos Pan-Americanos de 2007 e também o será, caso o Rio seja eleito no dia 2 de outubro, nos Jogos Olímpicos de 2016.

Falando nisso, o evento foi aproveitado para se integrar à campanha carioca. Foi ressaltado que as instalações que serão utilizadas daqui a dois anos servirão como teste para os Jogos de 2016, contrapondo o que ocorreu no Pan, quando houve pouco tempo de preparo devido aos atrasos nas obras. O fato de o Rio sediar uma competição esportiva de renome servirá como trunfo para que a cidade tenha grandes chances de ser escolhida pelos eleitores do Comitê Olímpico Internacional. Um cabo eleitoral está garantido: o presidente do Conselho Internacional de Esporte Militar (correspondente ao COI entre os militares), o general italiano Gianni Gola, defendeu a candidatura carioca e disse que tem conversado sobre o assunto com membros do Comitê Olímpico Nacional Italiano - a Itália tem cinco votos no colégio eleitoral que escolherá a cidade-sede.

7.9.09

Um título pra dar moral

O Brasil conquistou neste domingo seu quarto título da Copa América de Basquete ao vencer, num jogo disputadíssimo, a seleção de Porto Rico por 61 a 60, em San Juan. É o primeiro título oficial do basquete brasileiro desde o ouro no Pan de 2007 (numa final contra os mesmos porto-riquenhos), e o primeiro do espanhol Moncho Monsalve no comando técnico da Seleção.

O título serve para dar moral à Seleção Brasileira, depois de uma década tão tumultuada, com brigas entre jogadores e dirigentes. Aos poucos, porém, os astros da NBA começam a voltar e a dar conta do recado. Ao mesmo tempo, nacionalmente, a nova liga faz a modalidade ter esperanças de um futuro melhor, com a revelação de novos talentos e a certeza de que as coisas, enfim, voltarão a funcionar.

Na preliminar, a Argentina ficou com o terceiro lugar, ao derrotar o Canadá por 88 a 73.

6.9.09

Brasil e Porto Rico fazem a final da Copa América de Basquete

Neste sábado, os dois melhores times da Copa América de Basquete confirmaram essa condição e se classificaram para a final. O Brasil foi o primeiro, ao vencer o Canadá por 73 a 65, com grande atuação de Leandrinho Barbosa. Porto Rico, seleção dona da casa, derrotou a Argentina num jogo equilibrado, 85 a 80.

As duas seleções, além do título, buscam a segunda colocação na galeria de campeões da Copa América, que é disputada desde 1980. Os maiores campeões são os Estados Unidos (que não estão participando da edição deste ano), com seis títulos (1992, 1993, 1997, 1999, 2003 e 2007). Brasileiros (1984, 1988 e 2005) e porto-riquenhos (1980, 1989 e 1995) foram campeões três vezes cada.

5.9.09

Canadá é o último classificado para o Mundial de Basquete

A seleção de basquete do Canadá venceu a República Dominicana por 80 a 76, terminando em quarto lugar na segunda fase e classificando-se para as semifinais da Copa América, assim como para o Mundial de 2010, na Turquia. Porto Rico venceu o Brasil por 86 a 82, mas mesmo assim os brasileiros terminaram em primeiro lugar e enfrentarão os canadenses nas semifinais. A seleção anfitriã, a de Porto Rico, enfrentará a Argentina, que derrotou o Uruguai por 83 a 76. Na outra partida da rodada, o México venceu o Panamá por 74 a 67.

4.9.09

Brasil vence mais uma e fica a uma vitória do primeiro lugar

O Brasil venceu mais uma partida com facilidade, pela segunda fase da Copa América de Basquete. Desta vez, a seleção comandada por Moncho Monsalve derrotou o Uruguai por 82 a 62 - graças à vitória da Argentina (que também garantiu vaga no Mundial) sobre Porto Rico por 80 a 78, os brasileiros assumiram a liderança desta etapa da competição. O Canadá arrasou o Panamá (97 a 65) e a República Dominicana venceu o México (86 a 73), completando a rodada.

Depois desta terceira rodada da segunda fase, uruguaios, panamenhos e mexicanos não têm mais chances de classificação às semifinais; portanto, também estão fora do Mundial da Turquia. A quarta e última rodada será disputada nesta sexta-feira. Panamá e México se enfrentam, cumprindo tabela; Argentina e Uruguai fazem um clássico sul-americano; República Dominicana e Canadá lutam pela última vaga nas semifinais e também no Mundial; Brasil e Porto Rico disputam a primeira colocação e o direito de jogar contra o quarto colocado na semifinal.

3.9.09

A vaga para o Mundial já veio. Agora, é a Copa América

Nesta quarta, o Brasil venceu o Canadá por 68 a 59, em jogo válido pela segunda rodada da segunda fase da Copa América masculina de basquete, em San Juan, Porto Rico. Com isso, a seleção treinada por Moncho Monsalve segue invicta na competição e está classificada para as semifinais - além disso, garantiu vaga no Mundial do próximo ano, que será disputado na Turquia. O Brasil e os Estados Unidos (classificados para o Mundial por causa do ouro olímpico em Pequim) seguem sendo os únicos países a participarem de todas as edições do Mundial masculino de basquete - será o 16º, desde 1950.

Além do Brasil, a seleção de Porto Rico também garantiu sua vaga, ao derrotar a República Dominicana por 85 a 76. A Argentina venceu o México por 77 a 65, e o Panamá derrotou o Uruguai por 83 a 77.

Jogos desta quinta: Canadá x Panamá, México x República Dominicana, Uruguai x Brasil, Porto Rico x Argentina.

2.9.09

Rio 2016: Um relatório, de certa forma, previsível

Hoje, a exatamente um mês da escolha da cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, o Comitê Olímpico Internacional divulgou os relatórios das quatro cidades candidatas, baseados em visitas de membros do COI a elas, em abril e maio deste ano. Chicago, Madri, Rio de Janeiro e Tóquio, como o previsto, receberam prós e contras dos delegados e do COI, mas nenhuma favorita foi apontada - o que só confirma a promessa de que esta será a escolha olímpica mais equilibrada de todos os tempos.

O Rio foi avaliado pelo COI como cidade com pontos positivos por causa do forte apoio popular e das esferas governamentais, assim como da experiência pela realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e, futuramente, da Copa do Mundo de 2014 - contudo, terá que investir mais em infraestrutura de transportes e rede hoteleira. Além disso, foi ressaltado que a topografia e as grandes distâncias podem prejudicar o deslocamento dos atletas, o que faz com que a cidade tenha que implementar um sistema viário com certa urgência.

A respeito das concorrentes, o COI ressaltou que Chicago não teria apresentado completas garantias sobre custos econômicos; Madri não deixou claro acerca do envolvimento dos responsáveis pelo projeto; e Tóquio foi apontada como a candidata de melhor localização, mas que se ressente de um maior apoio do poder público. De todo modo, as candidaturas foram exaltadas pelo COI como de altíssimo nível, o que faz com que não haja favorito na escolha da cidade, no dia 2 de outubro, em Copenhague, na Dinamarca.

Brasil segue arrasador no basquete

A seleção masculina de basquete do Brasil segue fazendo uma campanha surpreendente na Copa América, que está sendo disputada em San Juan, Porto Rico. Ontem, os brasileiros arrasaram o México por 92 a 61, e está a apenas uma vitória de garantir vaga no Mundial de 2010, na Turquia.

Quem está também em boa situação é a anfitriã seleção de Porto Rico, a outra invicta da competição. Nesta primeira rodada da segunda fase, os porto-riquenhos derrotaram o Panamá por 79 a 51. A Argentina segue em processo de recuperação, vencendo o Canadá por 67 a 51; a República Dominicana venceu o Uruguai por 80 a 74.

A segunda rodada da segunda fase será hoje, com os seguintes jogos: Brasil x Canadá, Panamá x Uruguai, Argentina x México e República Dominicana x Porto Rico.

31.8.09

Basquete do Brasil segue 100% na Copa América

Resultados da quarta rodada (sábado): México 80 x 63 Ilhas Virgens, Canadá 69 x 71 Uruguai, República Dominicana 78 x 73 Venezuela, Panamá 55 x 80 Argentina

O Brasil segue fazendo boa campanha na Copa América masculina de basquete. A Seleção terminou com 100% de aproveitamento na primeira fase ao derrotar o Panamá por 84 a 64, com boa atuação de Leandrinho Barbosa, autor de 17 pontos. No outro jogo do Grupo B, provavelmente o melhor da Copa até agora, a Argentina venceu a República Dominicana por 89 a 87, após prorrogação. A Venezuela foi eliminada, ficando atrás dos panamenhos no confronto direto. Pelo Grupo A, o Uruguai derrotou o México por 54 a 49, e Porto Rico venceu o Canadá por 90 a 70. As Ilhas Virgens estão fora.

A segunda fase começa nesta terça-feira. Os resultados da primeira fase entre os times classificados valem para esta etapa, onde os classificados de um grupo enfrentam os do outro grupo. Os jogos dessa sexta rodada - a primeira desta fase - são os seguintes: Uruguai x República Dominicana, Canadá x Argentina, México x Brasil e Porto Rico x Panamá.

29.8.09

O Brasil está muito bem, ou a Argentina anda mal?

Pela terceira rodada da Copa América masculina de basquete, em Porto Rico, o Brasil manteve seus 100% de aproveitamento ao derrotar a Argentina por 76 a 67 - algo inimaginável até bem pouco tempo atrás, visto que os hermanos construíram uma seleção forte e vencedora na bola laranja nos últimos dez anos (foram campeões olímpicos em 2004 e vice-campeões mundiais em 2002). Porém, alguns de seus maiores jogadores se afastaram da equipe e a renovação não está sendo tão satisfatória. Algo semelhante com o que ocorreu no Brasil (agravado pela crise política no basquete) de 1996 até hoje...

De todo modo, a Seleção se impôs em San Juan. Anderson Varejão foi o melhor da partida, principalmente no terceiro período. Com a vitória, o Brasil garantiu vaga na segunda fase (os quatro primeiros de cada grupo se classificam), e lideram o Grupo B seguidos da Venezuela, que hoje perdeu para o Panamá por 80 a 71. Pelo Grupo A, Ilhas Virgens 67 x 87 Canadá e Uruguai 54 x 71 Porto Rico.

28.8.09

Depois do Mundial, Isinbayeva dá a volta (literalmente) por cima

Pouco depois de fracassar na tentativa de ser tricampeã mundial em Berlim (onde errou todos os seus saltos e acabou em último na final), Yelena Isinbayeva mostrou por que é a melhor do mundo. Na etapa de Zurique da Liga de Ouro, tradicional competição que reúne a elite do atletismo mundial, a saltadora russa bateu novamente seu recorde mundial no salto com vara, em um centímetro (5,06 metros).

A polonesa Anna Rogowska, campeã mundial, ficou em segundo lugar, com 4,76 m. A brasileira Fabiana Murer acabou na terceira colocação, com 4,71 m.

Um segundo jogo mais tranquilo na Copa América

Na segunda rodada da primeira fase da Copa América masculina de basquete, que está sendo disputada em Porto Rico, o Brasil obteve uma vitória mais folgada que na difícil estreia contra a República Dominicana. Desta vez, derrotou a Venezuela por 87 a 67, com boa atuação dos irmãos Duda e Marcelinho Machado, e lidera o Grupo B com duas vitórias - seguido pelos dominicanos, que derrotaram o Panamá por 100 a 87.

Pelo Grupo A, a anfitriã seleção de Porto Rico venceu as Ilhas Virgens por 85 a 74, e também lidera com duas vitórias. O Canadá estreou com uma arrasadora vitória sobre o México: 95 a 40.

A terceira rodada será hoje. O Brasil, com moral, enfrenta a Argentina; pelo mesmo grupo, jogam também Venezuela e Panamá. Pela outra chave, Ilhas Virgens x Canadá e Uruguai x Porto Rico.

27.8.09

COI garantiu maior leque de opções para a TV em 2016

Foi informado que, na batalha entre as emissoras abertas da TV brasileira para a transmissão das Olimpíadas de 2016 (cuja sede será definida em 2 de outubro deste ano, entre Chicago, Madri, Rio de Janeiro e Tóquio), o Comitê Olímpico Internacional tomou uma decisão salomônica: três emissoras abertas (Bandeirantes, Globo e Record) transmitirão o evento daqui a sete anos. Uma decisão acertada, na opinião do Olimpismo - haverá o maior leque de opções para a grande parte da população brasileira desde 1996, quando cinco emissoras abertas (as três citadas, além do SBT e da extinta Manchete) levaram imagens ao vivo de Atlanta.

Desde as Olimpíadas de 2000, em Sydney, havia o direito à exclusividade dado à emissora que pagasse mais pelos direitos - a Globo os conseguia, repassando-os à Band e às emissoras de TV por assinatura (geralmente BandSports, ESPN Brasil e Sportv). Foi assim também em 2004 (Atenas) e 2008 (Pequim). Para os Jogos de 2012, que serão em Londres, a Record conseguiu os direitos (extensivos às Olimpíadas de Inverno de 2010, em Vancouver) e anunciou que será a única emissora a transmitir as Olimpíadas em sinal aberto, deixando a Globo (que transmitia ininterruptamente desde 1972) e a Band (que o fazia desde 1984) a verem navios. Para não amargar um prejuízo enorme, repassou os direitos de transmissão por assinatura à Sportv e por Internet ao Terra. Além disso, a emissora da Barra Funda conseguiu os direitos sobre os Jogos Pan-Americanos de 2011 (que serão em Guadalajara, no México) e 2015 (em local a ser definido pela ODEPA).

O acordo que deu às três emissoras abertas os direitos de transmissão das Olimpíadas de 2016 (que deverão ser extensivos aos Jogos de Inverno de 2014, em Sochi, na Rússia) premia as três redes de TV que mais investem em esportes no Brasil. Havia uma disputa acirrada entre elas, principalmente depois da entrada da Record no circuito das grandes transmissões de eventos esportivos. Já entre as TVs por assinatura e transmissão via Internet, a candidatura conjunta Globo/Bandeirantes conseguiu os direitos exclusivos (Sportv/BandSports), podendo optar pela transmissão ou pelo repasse de direitos a outras emissoras fechadas.

Uma estreia animadora no basquete

Mesmo em uma fase não exatamente boa, a seleção masculina de basquete do Brasil começa a dar sinais de reação. Em San Juan, na sua estreia na Copa América, que dá quatro vagas para o Mundial de 2010, que será na Turquia, o Brasil encontrou algumas dificuldades, mas derrotou a República Dominicana por 81 a 68. Dentro das provações inerentes a qualquer estreia (os brasileiros só deslancharam no último período da partida, que estava bem equilibrada até então), um bom começo para a Seleção, que busca retomar o caminho das vitórias depois de uma década tumultuada.

O jogo foi válido pelo Grupo B - na outra partida da chave, a Venezuela derrotou uma enfraquecida Argentina, por 85 a 69. Pelo Grupo A, o Uruguai venceu as Ilhas Virgens por 88 a 62, e a anfitriã seleção de Porto Rico venceu o México por 81 a 66.

Hoje, na segunda rodada, o Brasil enfrenta a Venezuela, e o Panamá estreia contra a República Dominicana. Na outra chave, o Canadá estreia contra o México, e Porto Rico enfrenta as Ilhas Virgens.

25.8.09

Definida a segunda edição do NBB


Depois do grande sucesso comercial da primeira edição, realizada no primeiro semestre deste ano, a Liga Nacional de Basquete anunciou a edição 2009/2010 do NBB, o Novo Basquete Brasil, com algumas novidades. Com um time a menos que na edição anterior - o Limeira, atual campeão paulista, e o Lajeado anunciaram a suspensão de suas atividades, e o Londrina se inscreveu -, o maior torneio do basquete brasileiro terá um regulamento diferente e um tanto estranho...

A essência da primeira fase continua a mesma - os 14 times se enfrentarão, todos contra todos, em turno e returno. Diferentemente do habitual, em que os oito primeiros se classificam às quartas-de-final, desta vez apenas os quatro primeiros garantem vaga nas quartas e terão que esperar pela definição das outras quatro vagas, que virão numa espécie de repescagem (5º x 12º, 6º x 11º, 7º x 10º e 8º x 9º), que será disputada, como nas fases seguintes, numa melhor de cinco partidas. Na prática, a primeira fase não terá grande valia, pois 12 dos 14 participantes seguem com chances de conquistar o título ao seu final.

Apesar das desistências de Lajeado e Limeira, foi anunciada a participação de outro time de grande torcida além do Flamengo, atual bicampeão nacional. O Palmeiras, clube tradicional também no basquete (foi campeão nacional em 1977), disputará o NBB 2009/10 em parceria com o Araraquara.

O campeonato começa no dia 1º de novembro (o sorteio para composição da tabela será na próxima quinta-feira) e deverá terminar, no máximo, em 30 de maio do ano que vem.

As 14 equipes participantes são: Assis, Bauru, Brasília, Flamengo, Franca, Joinville, Londrina, Minas, Palmeiras/Araraquara, Paulistano, Pinheiros, Saldanha da Gama, São José e Vila Velha.

24.8.09

Um ano depois, a reconquista do Oriente

O Brasil, mais uma vez, mostra sua força no vôlei. Um ano depois de ganhar o ouro nas Olimpíadas de Pequim, a seleção feminina do Brasil conquistou pela oitava vez o Grand Prix, em Tóquio, ao vencer o Japão por 3 a 1 (25/21, 25/27, 25/19 e 25/19). O Brasil foi campeão invicto, vencendo todas as 14 partidas que disputou.

  • Terminou em Berlim o Mundial de Atletismo, e os Estados Unidos terminaram em primeiro no quadro de medalhas (10 ouros, 6 pratas e 6 bronzes), seguidos pela Jamaica (7 ouros, 4 pratas e 2 bronzes - apenas Usain Bolt ganhou três ouros, o último deles no revezamento 4 x 100 metros, sem bater o próprio recorde mundial: 37"31, novo recorde do campeonato). O Brasil saiu sem medalhas - a última grande esperança, a atual campeã olímpica Maurren Maggi, com dores no joelho direito, acabou em sétimo lugar no salto em distância. O próximo Mundial será disputado em Daegu, na Coreia do Sul, de 27 de agosto a 4 de setembro de 2011.

20.8.09

Mais uma vez, Bolt!

Usain Bolt segue estraçalhando recordes no atletismo. No Mundial que está sendo disputado em Berlim, sagrou-se campeão dos 200 metros rasos com extrema facilidade. Desta vez, com o tempo de 19"19, onze centésimos abaixo de sua marca anterior, estabelecida nas Olimpíadas de Pequim. O panamenho Alonso Edward ficou com a prata, com 19"81, e o norte-americano Wallace Spearmon ganhou o bronze, com 19"85.

17.8.09

Um fiasco inesperado

Uma surpresa nada agradável impactou os admiradores do salto com vara nesta segunda-feira, no Mundial de Berlim. A russa Yelena Isinbayeva, bicampeã olímpica e recordista mundial da prova (5,05 metros), não conseguiu passar do sarrafo em nenhuma das três tentativas a que tinha direito (primeiro a 4,75 m, depois a 4,80 m), na final disputada hoje no Estádio Olímpico. Com isso, ela (que tentava o tricampeonato mundial) ficou na última colocação entre as finalistas, fazendo lembrar o fracasso do ucraniano Sergei Bubka nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992, quando representava a Comunidade dos Estados Independentes e tentava o bicampeonato olímpico - ganhara o ouro em Seul, em 1988, representando a então União Soviética.

O ouro ficou com a polonesa Anna Rogowska, com 4,75 m. Sua compatriota Monika Pryek ganhou a prata, com 4,65 m, mesma marca da norte-americana Chelsea Johnson - que ficou com o bronze por tê-lo feito com mais tentativas. A brasileira Fabiana Murer acabou na quinta colocação.

16.8.09

Agora, mais rápido do que nunca

O Mundial de Atletismo, que está sendo disputado em Berlim, corrobora a condição do jamaicano Usain Bolt, trimedalhista de ouro e trirrecordista mundial e olímpico em Pequim, de homem mais veloz de todos os tempos. Neste domingo, no mesmo Estádio Olímpico onde Jesse Owens botou quaisquer teorias água abaixo há 73 anos, nas Olimpíadas de 1936, Bolt pulverizou o recorde mundial, agora de 9"58, onze centésimos abaixo de sua marca anterior, conquistando a medalha de ouro. O norte-americano Tyson Gay, que defendia o título mundial, ficou com a prata, com o tempo de 9"71 (novo recorde de seu país), e o também jamaicano Asafa Powell ganhou o bronze, com 9"84.

A marca histórica levanta uma questão: até onde vai o limite humano na velocidade? Há quem diga que o ser humano alcança seu máximo no momento, em provas de 100 metros rasos. De todo modo, não parece haver limites para Bolt. Ele tentará mais dois títulos mundiais na capital alemã: os 200 metros rasos e o revezamento 4 x 100 metros, de preferência batendo o recorde mundial também em ambos. Alguém duvida?

12.8.09

O pesadelo do doping ataca novamente

Depois do maior escândalo de doping do atletismo brasileiro, que tirou cinco atletas do Mundial da modalidade que está para começar em Berlim, outro caso atinge o esporte nacional. Os halterofilistas paraolímpicos Denílson de Souza e Emerson Barbosa foram flagrados em exames realizados no Ladetec, Rio de Janeiro. Os dois estão suspensos preventivamente, segundo informou o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB).

A amostra de Emerson acusou a presença do anabolizante Oxandrolona, no Circuito Regional de São Paulo, em 16 de maio; já a de Denílson teve a presença do diurético Hidroclorotiazida, no Circuito Regional de Natal, em 20 de junho. Nesta quarta-feira, os dois paratletas foram notificados oficialmente, e têm alguns dias para que se pronunciem - caso assumam o doping sem a necessidade de exibição da contraprova, como ocorreu no caso do atletismo, eles poderão ser suspensos por até dois anos, pena considerada menor.

5.8.09

Um superflagrante desfalca a equipe brasileira de atletismo

O atletismo brasileiro recebeu uma notícia ruim nesta terça-feira. Foi divulgado que cinco atletas que iriam disputar o Mundial de Atletismo, que começará em Berlim no dia 15, foram flagrados num exame antidoping surpresa, realizado em junho. Bruno Tenório, Jorge Célio Sena, Josiane Tito, Luciana França e Lucimara Silvestre (foto), que já estavam em período de aclimatação na Alemanha, foram afastados da equipe nacional e, consequentemente, do Mundial.

Foi detectado um hormônio que estimula a produção de energia aeróbica, chamado EPO - o que deverá ser confirmado pela contraprova. Os atletas flagrados não poderão competir até que este resultado definitivo seja divulgado e eles passem por julgamento pela IAAF.

1.8.09

Aproveitemos ainda mais essa chance

Mais uma vez, César Cielo Filho é o melhor. O nadador brasileiro ganhou mais um ouro no Mundial de Esportes Aquáticos em Roma, desta vez na sua especialidade, os 50 metros livre. Cielo foi campeão com o tempo de 21"08, novo recorde do campeonato e apenas três centésimos acima do recorde mundial do francês Fréderic Bousquet, vice-campeão com 21"21. O bronze ficou com outro francês, Amaury Leveaux, com 21"25. Com isso, Cielo foi o primeiro nadador brasileiro a ganhar dois ouros no mesmo Mundial, e o segundo nadador da História a ser campeão olímpico e mundial na mesma modalidade (o primeiro foi o russo Alexander Popov, supercampeão olímpico e mundial entre 1992 e 2003). Além disso, fez a Tríplice Coroa nos 50 metros livre (antes das Olimpíadas de 2008 e do Mundial de 2009, tinha ganhado o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2007, também estabelecendo o recorde da competição).

Que mais esta conquista sirva de exemplo – tanto para nossos aspirantes a atletas quanto para nossos dirigentes. Esse impacto – que certamente virá – terá que ser mais parecido com o que Daiane dos Santos (campeã mundial do solo da ginástica artística em 2003) deu para sua modalidade, com a ajuda da Confederação Brasileira de Ginástica, do que aquele que a Confederação Brasileira de Tênis não aproveitou em relação ao auge do tenista Gustavo Kuerten (tricampeão de Roland Garros e melhor do mundo na virada do século). Felizmente, a tendência é de crescimento para a nossa natação – a equipe que disputa o atual Mundial é considerada a melhor de todos os tempos no Brasil (com quatro medalhas até o momento, este é o melhor desempenho brasileiro em Mundiais de Esportes Aquáticos), e isso independia de Cielo, que conseguiu o que merecia por méritos próprios. Mas não custa nada aumentar o incentivo e melhorar as condições dos atletas que ainda não têm condições de se autossustentar.

30.7.09

Cielo segue fazendo história na natação

Quase um ano depois de ser o primeiro nadador brasileiro a ganhar uma medalha de ouro em Jogos Olímpicos, nos 50 metros livre, César Cielo Filho segue confirmando sua condição de maior nome da história da natação brasileira. Nesta quinta-feira, no Mundial de Roma, Cielo não só foi campeão mundial dos 100 metros livre como também estabeleceu o novo recorde mundial da prova, com 46"91 - isso não acontecia na competição, entre brasileiros, desde 1982, quando Ricardo Prado foi também campeão e recordista mundial, nos 400 metros medley, em Guaiaquil, no Equador. Dois franceses completam o pódio: Alain Bernard (47"12) com a prata, Fréderic Bousquet (47"25) com o bronze. O também brasileiro Nicholas Oliveira acabou em oitavo, com 48"01.

É a consagração de um grande nadador, que luta contra todas as dificuldades inerentes a um atleta olímpico brasileiro botando a mão na massa. Mora, estuda e treina nos Estados Unidos, o que lhe possibilita ser mais competitivo e ganhar importantes provas internacionais. Cielo é o atual recordista olímpico e pan-americano, e pela primeira vez estabelece um recorde mundial. Como já escrevemos aqui: vem mais por aí. Cielo não é o futuro da nossa natação, já é a realidade.

Felipe França, uma nova esperança

Grande nome atual do nado peito no Brasil, Felipe França deu ao país a segunda medalha nesta edição do Mundial de Esportes Aquáticos em Roma, o primeiro nas piscinas em 15 anos. Nesta quarta-feira, ele foi vice-campeão mundial nos 50 metros peito, classe não-olímpica, perdendo apenas para o sul-africano Cameron van der Burgh (que estabeleceu o novo recorde mundial da prova com 26"67) - os dois nadadores vêm mantendo um duelo à parte pela melhor marca do planeta na prova. Nesta final, o brasileiro ficou pouco atrás, com 26"76. O norte-americano Mark Gangloff acabou em terceiro, com 26"86. O resultado representa a evolução da modalidade de nado, pouco difundida no país, e uma esperança para futuras competições - nas Olimpíadas, França quase chegou às semifinais dos 100 metros peito.

Nos 200 metros borboleta, Kaio Márcio Almeida ficou na quarta colocação, com 1'54"27. O ouro ficou com o americano Michael Phelps, com 1'51"51, novo recorde mundial. A prata ficou com o polonês Pawel Korzeniowski (1'53"23); o bronze, com o japonês Takeshi Matsua (1'53"23).

Quatro brasileiros se classificaram a finais: no masculino, César Cielo Filho e Nicholas Oliveira nos 100 metros livre e Thiago Pereira nos 200 metros medley; no feminino, Fabíola Molina nos 50 metros costas.

26.7.09

O octa da Liga Mundial e outros fatos esportivos

Este domingo foi um dia agitado no meio esportivo internacional. O grande destaque foi a final da Liga Mundial de Vôlei em Belgrado, na Sérvia. O Brasil mostrou a sua força, no início do seu período de renovação rumo ao Mundial de 2010, na Itália, e às Olimpíadas de 2012, em Londres - nas duas ocasiões, a equipe treinada por Bernardo Rezende, o Bernardinho, tentará o tricampeonato. A Seleção venceu os donos da casa por 3 a 2, parciais de 22/25, 25/23, 25/22, 23/25 e 15/12, em cerca de duas horas e meia de partida. Além dos anfitriões sérvios, os brasileiros tiveram que enfrentar a pressão da torcida local e os árbitros de linha, também sérvios. Com o título, o oitavo de sua história (foi campeão também em 1993, em 2001 e de 2003 a 2007), o Brasil empatou com os italianos como os maiores campeões da Liga Mundial.

Encerrou-se, também neste domingo, a oitava edição dos Jogos Mundiais, em Kaohsiung, Taiwan. A Rússia acabou em primeiro lugar no quadro de medalhas, com 18 de ouro, 14 de prata e 15 de bronze, 47 no total. A Itália acabou em segundo, com 16 ouros; a China em terceiro, com 14; os Estados Unidos em quarto, com 13; e a Ucrânia em quinto, com 11. O país-sede, Taiwan, acabou em sétimo, com 8 ouros, 9 pratas e 7 bronzes. O Brasil acabou em 16º, com 3 ouros (no caratê, na categoria masculina até 60 quilos, com Douglas Santos; na ginástica aeróbica, na categoria individual feminina, com Marcela Lopez; e no punhobol), 3 pratas (uma na modalidade boules, na categoria Raffa, com a dupla feminina, e duas no fisiculturismo, com Diana Almeida, no fitness feminino, e Luiz Sarmento, no peso meio-pesado masculino) e 3 bronzes (no boules, categoria Raffa, dupla masculina; no paraquedismo, com Marat Leiras na categoria Dossel pilotagem; e na patinação artística, com Marcel Stürmer no individual masculino). Além disso, o Brasil ganhou duas medalhas no handebol de praia, modalidade de demonstração: ouro no masculino e bronze no feminino. A próxima edição dos Jogos Mundiais será disputada em 2013, em Cáli, na Colômbia (será a primeira vez que a América do Sul sediará a competição).

No Mundial de Esportes Aquáticos, em Roma, o Brasil acabou em quarto lugar no revezamento 4 x 100 metros livre. Os Estados Unidos ficaram com o ouro, a Rússia com a prata e a França com o bronze. Mas três nadadores brasileiros garantiram vagas nas finais de segunda-feira: Henrique Barbosa nos 100 metros peito, Nicholas Santos nos 50 metros borboleta e, entre as mulheres, Gabriella Silva nos 100 metros borboleta.

21.7.09

Uma medalha histórica para a natação brasileira

Pela primeira vez na história dos Mundiais de Esportes Aquáticos, uma nadadora brasileira ganha uma medalha. Na maratona aquática de cinco quilômetros do Mundial de Roma, Poliana Okimoto conquistou o bronze na prova realizada na cidade italiana de Ostia. O ouro ficou com a australiana Melissa Gorman e a prata, com a russa Larissa Ilchenko. O Brasil subiu ao pódio num Mundial depois de 15 anos - em 1994, também no Mundial de Roma, o país ganhou duas medalhas de bronze, com Gustavo Borges (100 metros livres) e a equipe do revezamento 4 x 100 metros.

O Brasil tem grandes chances de ganhar o ouro depois de 27 anos - Ricardo Prado foi campeão e recordista mundial dos 400 metros medley no Mundial de 1982, em Guaiaquil, no Equador. Dois nadadores são fortes candidatos a ocupar o lugar mais alto do pódio: César Cielo Filho nadará os 50 metros (do qual é o atual campeão olímpico) e 100 metros livre (onde ganhou o bronze nas Olimpíadas), além dos revezamentos 4 x 100 livre e 4 x 100 medley. Já Thiago Pereira nadará os 200 e 400 metros medley, além do revezamento 4 x 200 livre.

A "Segundona" olímpica



Começou na última quinta-feira, e vai até o próximo domingo, a oitava edição dos Jogos Mundiais - competição com esportes, em sua maioria, não-olímpicos e que buscam uma vaga em futuras edições das Olimpíadas. Os Jogos Mundiais são disputados desde 1981 (a edição de estreia foi disputada na cidade de Santa Clara, no estado norte-americano da Califórnia), sempre no ano seguinte ao dos Jogos Olímpicos. Neste ano, a competição está sendo realizada na cidade de Kaohsiung, em Taiwan.

Dentre as modalidades disputadas nos Jogos Mundiais, existem algumas que já foram olímpicas como o cabo-de-guerra; outras que poderão ser olímpicas em breve, como o squash, a patinação de velocidade, o rúgbi e o raquetebol (as duas primeiras são e as duas últimas serão modalidades pan-americanas, assim como o boliche, o caratê, o esqui aquático e a patinação artística sobre rodas) e outras que são grandes curiosidades, como o bilhar, o jiu-jítsu, o sumô, a dança de salão, o caiaque-polo, o montanhismo, o fisiculturismo, o paraquedismo e a natação com nadadeiras.

Esse está sendo o maior evento esportivo realizado em Taiwan desde o Mundial de Futsal (por sinal, um esporte que poderia estar perfeitamente nestes Jogos Mundiais) de 2004.

20.7.09

Encerra-se a segunda edição dos Jogos da Lusofonia...

...e, como o esperado, o Brasil terminou na primeira colocação do quadro de medalhas, com 33 ouros, 22 pratas e 20 bronzes, 75 medalhas no total. Os anfitriões portugueses acabaram em segundo, com 25 ouros, e Angola foi a terceira colocada, com 4 ouros.

Os destaques: os saltadores portugueses Nélson Évora (salto triplo masculino) e Naide Gomes (salto em distância feminino) confirmaram seus favoritismos e conquistaram a medalha de ouro. Angola (no masculino) e Portugal (no feminino) foram campeões no basquete - onde o Brasil comprovou sua má fase: a seleção masculina B acabou em quarto e a feminina Sub-19 ficou com a prata. A seleção de Cabo Verde surpreendeu e ganhou o ouro no futebol. O Brasil, jogando com uma seleção reserva, ficou com o ouro no futsal.

A próxima edição será em 2013, em Goa, na Índia - país que, curiosamente, também sediará os próximos Jogos da Comunidade Britânica (em 2010, na cidade de Nova Délhi). Em 2017, a competição deverá ser disputada em Fortaleza.

12.7.09

Os destaques brasileiros da Universíade

Encerrou-se neste domingo em Belgrado, na Sérvia, a edição 2009 da Universíade. A Rússia acabou em primeiro lugar no quadro de medalhas, com 27 medalhas de ouro, 22 de prata e 27 de bronze, 76 no total. A China foi a segunda colocada, com 22 ouros, e a Coreia do Sul foi a terceira, com um ouro a menos. Japão (20), Estados Unidos (13), Ucrânia (7 ouros e 11 pratas), Taiwan (7 e 5), Itália (6 e 14), Polônia (6 e 10) e a anfitriã Sérvia (5 ouros) completam a lista dos dez primeiros colocados. O Brasil acabou em 25º lugar, com dois ouros, duas pratas e dois bronzes.

O taekwondo brasileiro confimou sua boa fase nesta Universíade, sendo a modalidade responsável pelas duas medalhas de ouro, conquistadas pelos dois maiores lutadores nacionais. No masculino, Diogo Silva (foto) foi o primeiro na categoria até 67 quilos, e Natália Falavigna foi a campeã na categoria com mais de 72 quilos. Na natação, Felipe França ganhou a prata nos 50 metros nado peito, onde ele é o recordista mundial. A seleção masculina de vôlei também ficou com o vice-campeonato, perdendo a final para a Rússia por 3 a 0 (25/19, 25/22 e 25/23). O atletismo deu duas medalhas de bronze: Fabiano Peçanha nos 800 metros rasos e Moacir Zimmermann na marcha de 20 quilômetros.

As próximas edições da Universíade serão em 2011. A de Inverno será em Erzurum, na Turquia, de 27 de janeiro a 8 de fevereiro; já a de Verão será em Shenzhen, na China, de 12 a 23 de agosto.

11.7.09

Unidos pelo esporte... e pela língua portuguesa


Começa neste sábado, em Lisboa, a segunda edição dos Jogos da Lusofonia, a competição que une pelo esporte os países de todo o planeta que têm o português como idioma oficial. É mais um evento inspirado nos tradicionais Jogos da Comunidade Britânica, que são realizados desde 1930 pelos países membros do antigo Império Britânico.

A primeira edição foi disputada em 2006, em Macau, antiga colônia portuguesa na China. Os Jogos são organizados pela ACOLOP (Associação dos Comitês Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa), entidade fundada em 2004 com o objetivo de unir o mundo lusofônico através dos esportes. Fazem parte dela os membros do COI que falam o português (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) e três membros associados (Guiné Equatorial, Índia e Sri Lanka). Todos esses países disputaram em 2006 e repetirão a dose agora, com cerca de 1.500 atletas em nove modalidades (atletismo - incluindo modalidades paradesportivas -, basquete, futebol, futsal, judô, taekwondo, tênis de mesa, vôlei e vôlei de praia). O evento termina no dia 19, e o Brasil - depois de ter acabado em primeiro no quadro de medalhas em Macau - é o favorito para fazer o mesmo em Lisboa.

5.7.09

As Olimpíadas dos universitários


Começou nesta quarta, e vai até o próximo domingo, a 25ª edição dos Jogos Mundiais Universitários, ou Universíade, a mais importante competição esportiva universitária do planeta. Eles são organizados desde 1959 pela Federação Internacional de Esportes Universitários, entidade fundada dez anos antes na Bélgica com o intuito de coordenar as atividades de uma centena de federações esportivas universitárias de todo o mundo, além de organizar as Universíadas de Verão (como esta de Belgrado) e as de Inverno (que, neste ano, foram disputadas em fevereiro, na cidade chinesa de Harbin).

A primeira edição foi disputada há cinquenta anos, em Turim, na Itália. Os donos da casa, cuja capital sediaria as Olimpíadas no ano seguinte, terminaram na liderança no quadro de medalhas, com 19 ouros, quatro a mais que a União Soviética, segunda colocada. Em 1960, foi disputada a primeira Universíade de Inverno, na cidade francesa de Chamonix. Em duas ocasiões, os Jogos de Verão e de Inverno foram disputados no mesmo ano (em 1970 e 1975) até que isso se tornasse definitivo em 1981.

Algumas curiosidades: até hoje, apenas uma cidade sul-americana sediou a Universíade - Porto Alegre, em 1963. O país que mais sediou edições da Universíade (de Verão e de Inverno) foi a Itália, em nove ocasiões: quatro de Verão (1959, 1970, 1975 e 1997) e cinco de Inverno (1966, 1975, 1985, 2003 e 2007). A Itália, aliás, é até hoje o único país a sediar os Jogos de Inverno e Verão no mesmo ano, em 1975 - respectivamente, em Livigno e Roma. Duas cidades sediaram edições tanto de Inverno quanto de Verão: Sófia, na Bulgária, a cidade que mais sediou Universíadas (Verão em 1961 e 1977, Inverno em 1983 e 1989), e Turim, onde a competição nasceu (Verão em 1959 e 1970, Inverno em 2007 - um ano depois de ter sediado as Olimpíadas de Inverno).

Um adendo: terminaram hoje os Jogos do Mediterrâneo, em Pescara, na Itália, com os anfitriões terminando na frente no quadro de medalhas, com 64 de ouro, 49 de prata e 63 de bronze - 176 no total. Em segundo acabou a França, com 48 ouros; em terceiro, a Espanha, com 28 ouros; em quarto, a Turquia, com 20 ouros; e em quinto, a Grécia (que sediará a edição de 2013, em Larissa e Volos), com 19 ouros.

28.6.09

Dentro das limitações, um bom começo

Neste domingo, na Arena Olímpica do Rio, será disputado o quinto e decisivo jogo do Novo Basquete Brasil, entre Flamengo e Brasília. Como o esperado, o torneio, organizado pela Liga Nacional de Basquete, não foi um primor de nível técnico, longe disso. Afinal, a crise que parece dominar o basquetebol brasileiro há cerca de uma década não terminará de uma hora para outra. Mesmo assim, há pontos positivos a tirar desta edição reinicial.

Pela primeira vez em muito tempo, um torneio nacional de basquete é realizado num clima relativamente pacífico e bem organizado. A certeza de que há credibilidade no processo de realização de um campeonato nacional começa, aos poucos, a trazer o público de volta aos ginásios. Para esta partida decisiva no Rio, todos os ingressos estão esgotados - o apelo dos times finalistas certamente colaborou, mesmo por tratar-se das duas melhores equipes do basquete brasileiro no momento. São as duas últimas campeãs nacionais (o Brasília ganhou em 2007 e o Flamengo em 2008), fazem a decisão pelo segundo ano seguido e também conquistaram inéditos títulos internacionais na temporada (o Brasília conquistou a Liga das Américas; o Flamengo, a Liga Sul-Americana), o que já faz desse duelo um jogo diferenciado.

Claro que há pontos que precisam ser melhorados para as próximas edições do NBB. Por exemplo, uma maior exibição dos jogos pela TV, principalmente em sinal aberto - somente o jogo decisivo será transmitido, e mesmo assim apenas em flashes ao vivo. A presença de mais clubes de massa e/ou de forte tradição na modalidade é outro ponto que também deve ser levado em consideração, assim como uma maior presença da comissão técnica da Seleção nas partidas. Mesmo assim, comparando-se com as caóticas edições do Nacional da CBB, é um passo adiante - que tem tudo para, a médio prazo, promover a volta da dignidade ao basquete brasileiro.

26.6.09

Os Jogos que unem um mar e três continentes


Nesta sexta-feira, terá início em Pescara, na Itália, a 16ª edição dos Jogos do Mediterrâneo, que reúnem os países banhados pelo Mar Mediterrâneo (Europa, Oriente Médio e Norte da África). 4.180 atletas de vinte e três países (Albânia, Andorra, Argélia, Bósnia-Herzegovina, Chipre, Croácia, Egito, Eslovênia, Espanha, França, Grécia, Itália, Líbano, Líbia, Malta, Marrocos, Mônaco, Montenegro, San Marino, Sérvia, Síria, Tunísia e Turquia) de três continentes disputarão medalhas em 28 modalidades (atletismo, basquete, bocha, boxe, canoagem, caratê, ciclismo, esgrima, esqui aquático, futebol, ginástica artística, ginástica rítmica, golfe, handebol, hipismo, iatismo, judô, levantamento de peso, lutas, natação, polo aquático, remo, tênis, tênis de mesa, tiro com arco, tiro esportivo, vôlei e vôlei de praia). Haverá também modalidades paraolímpicas.

A primeira edição dos Jogos do Mediterrâneo foi realizada em 1951, na cidade egípcia de Alexandria. Foi a concretização de uma ideia dada pelo então líder do Comitê Olímpico Egípcio, Muhammed Taher Pasha, durante os Jogos Olímpicos de 1948, em Londres. Nesta primeira edição, 734 atletas de dez países disputaram medalhas em 13 modalidades. Somente homens competiram nas primeiras quatro edições - as mulheres apenas estrearam em 1967, em Túnis, na Tunísia.

O evento foi, evidentemente, crescendo com o tempo, sempre sendo disputado no ano anterior ao das Olimpíadas até 1991, em Atenas. O intervalo desta edição para a seguinte foi de apenas dois anos - em 1993, os Jogos foram disputados em Languedoc-Roussillon, na França. Desde então, os Jogos do Mediterrâneo são disputados no ano seguinte ao dos Jogos Olímpicos. O evento tem como norma ser realizado somente em cidades litorâneas - apenas uma edição foi disputada numa cidade não-banhada pelo Mediterrâneo: a de 1983, em Casablanca (banhada pelo Oceano Atlântico), no Marrocos.

Curiosamente, alguns países que não são banhados pelo mar, mas que têm identificação com os vizinhos mediterrâneos, disputam os Jogos, como Andorra (que fica entre Espanha e França), San Marino (encravado na Itália) e Sérvia (que disputou várias edições na época em que ainda fazia parte da extinta Iugoslávia). As únicas delegações mediterrâneas filiadas ao COI que não disputam os Jogos do Mediterrâneo são Israel e Palestina - há projetos de que elas sejam convidadas a disputar futuras edições, assim como outros países como Bulgária e Portugal.

A Itália, sede da edição deste ano, é a líder histórica do quadro de medalhas dos Jogos do Mediterrâneo: até os Jogos de 2005, disputados na cidade espanhola de Almería, os italianos ganharam 687 medalhas de ouro, 584 de prata e 515 de bronze, 1.786 no total (o país também foi o primeiro no quadro de medalhas em 2005, com 57 ouros, 153 medalhas no total). França (529 ouros), Turquia (243 ouros), Espanha (241 ouros) e Iugoslávia (191 ouros, até 2001) formam os demais primeiros colocados.

20.6.09

Qual o tamanho do legado que uma Olimpíada pode ter sobre sua sede?

Essa é a pergunta que os cidadãos das quatro cidades candidatas a sediar os Jogos de 2016 devem ter feito depois das declarações do presidente do COI, o belga Jacques Rogge, no encontro entre candidatos e delegados votantes, em Lausanne, nesta semana. Ele afirmou que a escolha independe de fatores econômicos, mas da garantia de que a realização do evento trará melhorias para a cidade que for escolhida em 2 de outubro.

Qual o legado que os Jogos de 2016 podem proporcionar sobre Chicago, Madri, Rio de Janeiro ou Tóquio? Exemplos anteriores não faltam: a cidade de Barcelona assumiu o posto de grande destino turístico da Espanha depois das Olimpíadas de 1992, até hoje lembrada com carinho pelos amantes do esporte em todo o mundo. O mesmo ocorreu com Sydney, na Austrália, sede em 2000, em relação à Oceania. Nestes casos, a acolhida popular e o alto-astral que envolveu as duas Olimpíadas, além de suas exemplares e funcionais organizações, foram determinantes para que fossem um sucesso. O mesmo poderia ter ocorrido com Pequim em 2008, pois não faltaram esforço e eficiência - mas o bom envolvimento, inerente a qualquer grande evento, os chineses ficaram devendo.

Por outro lado, uma má organização pode colocar tudo a perder. Os grandes exemplos disso foram os Jogos de Montreal, em 1976 (marcado pelo pouco carisma e os custos altíssimos, principalmente com locais de provas e segurança), e de Atlanta, em 1996 (em que praticamente nada deu certo em matéria de organização - mercantilismo demais, espírito olímpico de menos). O resultado disso foram eventos esquecíveis e sem que alguém tenha grandes recordações para contar, além de locais de prova gigantescos e pouco utilizados - para se ter uma ideia, metade do Estádio Olímpico de Atlanta foi demolida pouco depois dos Jogos para que fosse construído um estacionamento.

As quatro cidades candidatas têm força, experiência e capacidade de sediar um evento de grande porte - apesar de apenas uma delas ter sediado Olimpíadas anteriores. Mas elas têm que ter a consciência de que o legado de uma Olimpíada pode ser eterno - para o bem e para o mal. A atmosfera olímpica pode ser mágica, mas a organização precisa colaborar para que isso aconteça. Que a cidade vencedora pense nisso e comece a colocar suas ideias em prática já no dia 3 de outubro.