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16.8.16

Um dia altamente produtivo para o esporte brasileiro

Foto: Reuters
Esta segunda-feira foi histórica para o esporte brasileiro: três medalhas foram conquistadas por atletas do país na Olimpíada do Rio. Pela manhã, a prova feminina da maratona aquática foi disputada nas águas de Copacabana. A holandesa Sharon van Rouwendaal ficou com a medalha de ouro, com uma liderança até certo ponto tranquila. Mas a disputa pela prata foi ferrenha, com a francesa Aurélie Muller, a italiana Rachele Bruni e a brasileira Poliana Okimoto. De acordo com a classificação original, a francesa foi prata, a italiana acabou com o bronze e a brasileira terminou em quarto - porém, Muller fez uma manobra considerada irregular para ultrapassar a italiana antes de bater a mão no pórtico de chegada. Aurélie Muller acabou desclassificada - portanto, Bruni ficou com a prata e Okimoto herdou o bronze, sendo a primeira nadadora brasileira a ganhar uma medalha olímpica.
 
À tarde, foi realizada na Arena Olímpica do Rio a final das argolas, na ginástica artística masculina. A final prometia ser equilibrada - e foi, mesmo. O grego Eleftherios Petrounias, atual campeão mundial, era um dos favoritos e fez uma série considerada perfeita. O brasileiro Arthur Zanetti, que defendia o título conquistado em Londres, foi o último a fazer sua série e foi bem sucedido - apesar de não ser melhor do que o grego. A prata de Zanetti é a sua segunda medalha olímpica e a quarta medalha da ginástica artística brasileira em Jogos Olímpicos. O bronze ficou com o russo Denis Ablyazin.
 
A noite representou o ponto alto do esporte brasileiro nesta semana até o momento. No Engenhão, foi realizada a final masculina do salto com vara. Thiago Braz da Silva, um dos melhores do mundo nesta prova, superou o favoritismo do francês Renaud Lavillenie (recordista mundial e que defendia o título) e ainda estabeleceu o novo recorde olímpico, com 6,03 metros. O francês ficou com a prata (5,98 m) e o norte-americano Sam Kendricks foi bronze (5,85 m).

4.8.13

Brasil ganha seu maior número de medalhas em um Mundial de Esportes Aquáticos

Foto: AFP
O Brasil ganhou uma medalha no último dia de competições do Mundial de Esportes Aquáticos, encerrado neste domingo em Barcelona, na Espanha. Na final dos 400 metros quatro estilos, do masculino, Thiago Pereira ficou com a medalha de bronze (repetindo o desempenho na final dos 200 metros quatro estilos), com o tempo de 4'09"48. O campeão foi o japonês Daiya Seto, que obteve 4'08"69; a prata foi para o norte-americano Chase Kalisz, com 4'09"22.
 
Com esta derradeira subida ao pódio, o Brasil terminou na oitava colocação no quadro geral de medalhas, com três de ouro, duas de prata e cinco de bronze - dez medalhas no total. Há dois anos, em Xangai (CHN), o Brasil tinha ganho apenas quatro medalhas, todas de ouro. Levando-se em consideração o número de medalhas ganhas, este foi o melhor desempenho brasileiro na história da competição, superando exatamente a obtida há dois anos.
 
Mais uma vez, os Estados Unidos terminaram na liderança no quadro de medalhas, com 15 ouros, 10 pratas e nove bronzes. A China terminou em segundo, com 14 ouros, oito pratas e quatro bronzes; já a Rússia foi a terceira, com nove ouros, seis pratas e quatro bronzes. E será exatamente a Rússia a anfitriã da próxima edição do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos - de 19 de julho a 4 de agosto de 2015, na cidade de Kazan.

3.8.13

Cielo, o primeiro tricampeão mundial

Foto: AP
Um momento histórico ocorreu neste sábado no Palau Sant Jordi, em Barcelona: o brasileiro César Cielo Filho se sagrou o primeiro nadador tricampeão mundial dos 50 metros nado livre. Depois dos títulos mundiais na mais rápida prova da natação conquistados em 2009, em Roma, e em 2011, em Xangai (além de duas medalhas olímpicas, o ouro em 2008 e o bronze em 2012), o maior nadador brasileiro de todos os tempos segue fazendo história. E com um sabor todo especial.
 
Afinal, este título marca a redenção do brasileiro, depois de uma fase que não foi das melhores. O bicampeonato, há dois anos, já tinha sido sob o impacto de um resultado positivo em um exame antidoping em que o nadador foi advertido pela CBDA e, posteriormente, pela FINA e pelo Tribunal Arbitral do Esporte. Um ano depois, Cielo era o favorito para conquistar o bicampeonato olímpico nos 50 metros livre em Londres, mas ficou apenas com o bronze. Alguns meses mais tarde, teve que se submeter a operações nos dois joelhos, que o deixaram um bom tempo parado.
 
O Mundial de Barcelona serviu para dar afirmação ao brasileiro, que não era o favorito para o título - os franceses eram os mais cotados. No final das contas, Florent Manaudou, atual campeão olímpico da prova, terminou apenas na quinta colocação - Frédérick Bousquet foi só o oitavo. Cielo ganhou o tri mundial com o tempo de 21"32. O russo Vladimir Morozov foi prata, com 21"47; George Bovell, de Trinidad e Tobago, ficou com o bronze, com 21"51.
 
Com esta terceira medalha de ouro no Mundial (a segunda para Cielo, campeão também nos 50 metros borboleta), o Brasil está em sexto no quadro de medalhas, com também duas pratas e quatro bronzes. Os Estados Unidos assumiram a liderança no quadro geral, com 14 ouros, oito pratas e sete bronzes.

1.8.13

Mais uma medalha para o Brasil no Mundial de natação


Nesta quinta-feira, o Brasil ganhou mais uma medalha no Mundial de Esportes Aquáticos, em Barcelona. Nos 200 metros quatro estilos, Thiago Pereira foi bronze com o tempo de 1'56"30, apenas um centésimo atrás do vice-campeão, o japonês Kosuke Hagino. O campeão foi o norte-americano Ryan Lochte, com o tempo de 1'54"98.
 
Com mais esta subida ao pódio, o Brasil está em sexto lugar no quadro de medalhas, com dois ouros, duas pratas e quatro bronzes - está empatado com a Austrália, que está em quinto por ter quatro pratas a mais. A China segue na liderança, com treze ouros, sete pratas e três bronzes.

29.7.13

Cielo é, mais uma vez, bicampeão mundial

Foto: Reuters
O nadador brasileiro César Cielo Filho conquistou nesta segunda-feira mais um bicampeonato mundial. Na final dos 50 metros nado borboleta, prova realizada no Palau Sant Jordi, em Barcelona, Cielo ganhou o ouro com o tempo de 23"01 - quatro centésimos à frente do norte-americano Eugene Godsoe, vice-campeão. O bronze ficou com o francês Frédérick Bousquet, com 23"11. O brasileiro Nicholas Santos, que havia feito o melhor tempo das semifinais, acabou na quarta colocação, com 23"21.
 
Além de Cielo, outro brasileiro subiu ao pódio nesta segunda. Na prova de 100 metros nado peito, Felipe Lima ganhou o bronze com o tempo de 59"65 - atrás apenas do campeão, o australiano Christian Sprenger, que obteve 58"79, e do vice, o sul-africano Cameron van der Burgh, que marcou 58"97.
 
Com estas duas medalhas e o bronze ganho pela equipe de maratona aquática (Allan do Carmo, Samuel de Bona e Poliana Okimoto), o Brasil ocupa a quinta colocação do Mundial de Esportes Aquáticos, com dois ouros, duas pratas e três bronzes. A China lidera, com dez ouros, seis pratas e dois bronzes.
 
As boas notícias para os esportes aquáticos brasileiros, porém, não se resumiram ao ocorrido dentro das piscinas: também nesta segunda, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, anunciou sua desistência em demolir o Parque Aquático Júlio Delamare, situado no Complexo Esportivo do Maracanã, alegando ter recebido muitas manifestações contrárias ao ato. Certamente, o governador temia ficar com sua imagem ainda mais desgastada, desta vez frente à classe esportiva, ainda escaldada com a polêmica reforma do complexo e os gastos com ela acarretados. Antes tarde do que nunca, portanto.

23.7.13

Um momento histórico para a natação feminina brasileira

Foto: Reuters
Esta terça-feira foi histórica para a natação feminina do Brasil: no Mundial de Esportes Aquáticos, que está sendo disputado em Barcelona, na Espanha, o país ganhou ouro e prata na maratona aquática de 10 quilômetros. Poliana Okimoto (que tinha ficado com a prata na prova de cinco quilômetros) ficou com o ouro, com o tempo de 1:58'19"2. A prata ficou com Ana Marcela Cunha (bronze na prova anterior), com 1:58'19"5. Já o bronze foi conquistado pela alemã Angela Maurer (1:58'20"2).

Com as quatro medalhas ganhas nas maratonas aquáticas (um ouro, duas pratas e um bronze), o Brasil ocupa a terceira colocação no quadro geral de medalhas (a China lidera com cinco ouros, duas pratas e dois bronzes; a Rússia é a segunda colocada, com três ouros e duas pratas).

20.7.13

Barcelona recebe o melhor do esporte aquático mundial

Começou neste sábado em Barcelona, na Espanha, a 15ª edição do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, que a cada dois anos reúne o melhor do esporte aquático mundial em diferentes modalidades: natação, polo aquático, nado sincronizado, maratona aquática, saltos ornamentais e salto de penhasco, que estreia neste ano. A competição é disputada desde 1973 e esta é a terceira vez em que a Espanha recebe o evento - Madri sediou em 1986 e Barcelona, pela primeira vez, em 2003. Na verdade, a edição deste ano seria em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que desistiu por problemas financeiros.
 
O palco principal deste Mundial é o Palau Sant Jordi, que recebeu as finais de vôlei e handebol, além da ginástica artística, nos Jogos Olímpicos de 1992, e que agora sediará os torneios de natação e nado sincronizado. Outros dois locais de disputas olímpicas 21 anos atrás também receberão competições: os saltos ornamentais serão na Piscina Municipal de Montjuïc (que recebeu a mesma modalidade e também a fase inicial do polo aquático em 1992), e o polo aquático será no Complexo Aquático Bernat Picornell (que na disputa olímpica recebeu as finais da mesma modalidade, além de ser o palco da natação e do nado sincronizado, e da parte aquática do pentatlo moderno). Já as competições de maratona aquática e salto de penhasco serão no tradicional Port Vell, zona portuária da cidade catalã.
 
O Brasil conquistou suas primeiras medalhas neste sábado, ambas na maratona aquática de cinco quilômetros: prata para Poliana Okimoto (56'34"4) e bronze para Ana Marcela Cunha (56'44"4). O ouro ficou com a norte-americana Haley Anderson (56'34"2).

8.9.12

Mais um dia de vitórias para o Brasil em Londres

Foto: London2012.com
O Brasil vai conseguindo seu objetivo nestes XIV Jogos Paralímpicos, disputados em Londres: terminar entre os sete primeiros colocados no quadro de medalhas. Colaboram para isto, entre outros fatores, excelentes desempenhos como o de hoje, penúltimo dia de competições. Neste sábado, o Brasil ganhou nada menos do que nove medalhas: cinco de ouro, duas de prata e mais duas de bronze.
 
Apenas no atletismo, foram quatro subidas ao pódio. Um ouro o país conquistou no Estádio Olímpico: o do arremesso de dardo, categoria F37/38, entre as mulheres, com Shirlene Coelho, que obteve a marca de 37m86, novo recorde mundial - muito à frente da segunda colocada, a chinesa Jia Qianqian, com 31m62, e da terceira, a australiana Georgia Beikoff, com 29m84. Na mesma prova, só que entre os homens e na categoria F57/58, Claudiney Batista dos Santos ficou com a prata, arremessando 45m38 e somando 1.024 pontos, ficando atrás apenas do iraniano Mohammad Khalvandi, com 50m98 e 1.044 pontos - ambos ficando com o recorde mundial em cada uma de suas subcategorias. O bronze foi para o egípcio Raed Salem, que somou 991 pontos com seu arremesso de 47m90. Na pista, dois velocistas foram ao pódio na prova dos 100 metros, categoria T11: Lucas Prado foi prata (11"25) e Felipe Gomes foi bronze (11"27), ambos ficando atrás do chinês Xue Lei (11"17).
 
O Brasil mostrou sua força também na bocha: Maciel Souza Santos foi o campeão na categoria BC2, individual mista, ao derrotar na final o chinês Yan Zhiqiang - o bronze ficou com a sul-coreana Jeong So-Yeong. Já na BC4, os integrantes da equipe campeã paralímpica subiram ao pódio: Dirceu José Pinto ganhou seu segundo ouro paralímpico em Londres ao vencer o chinês Zheng Yuansen - pouco antes, Eliseu dos Santos havia garantido o bronze depois da vitória sobre o britânico Stephen McGuire.
 
No futebol de cinco, o Brasil (foto) sagrou-se tricampeão paralímpico ao derrotar a França por 2 a 0; o bronze ficou com a Espanha, que venceu a Argentina por 1 a 0 nos pênaltis, depois de um empate sem gols no tempo normal. E na natação, mais uma vez, Daniel Dias ganhou uma medalha de ouro - sua sexta em Londres, e a 10ª na história paralímpica, de um total de 15 - nos 100 metros livre, categoria S5, com o tempo de 1'09"35. A prata foi para o norte-americano Roy Perkins (1'14"78) e o bronze, para o espanhol Sebastián Rodríguez (1'15"70).
 
No torneio masculino de basquete em cadeira de rodas, o Canadá ganhou o ouro ao vencer a Austrália por 64 a 58 - o bronze foi para os Estados Unidos, que derrotaram a Grã-Bretanha por 61 a 46. Já no vôlei sentado, a seleção da Bósnia-Herzegovina foi ouro ao derrotar o favorito Irã por 3 a 1 (19/25, 25/21, 25/22 e 25/15). A Alemanha ganhou o bronze ao vencer a Rússia por 3 a 2 (20/25, 26/24, 22/25, 25/22 e 16/14). O Brasil acabou na quinta colocação, ao derrotar o Egito por 3 a 2 (25/14, 15/25, 25/21, 15/25 e 15/13).
 
Após o dia de hoje, a China consolidou sua posição de grande potência paralímpica da atualidade, com impressionantes 95 medalhas de ouro (231 no total). Na luta ferrenha pela segunda posição no quadro de medalhas, a Rússia voltou a ter vantagem sobre a anfitriã Grã-Bretanha (35 ouros contra 33), com os dois países sendo seguidos de perto por Ucrânia (quarta colocada, com 32 ouros), Austrália (quinta, com 31) e Estados Unidos (sextos, com 30). O Brasil ocupa a sétima colocação, com 20 medalhas de ouro, 14 de prata e oito de bronze (42 medalhas no total).

7.9.12

Daniel Dias, o maior paralímpico brasileiro

Foto: London2012.com
Em 2004, Daniel Dias assistia pela TV aos feitos de Clodoaldo Silva na natação dos Jogos Paralímpicos, disputados em Atenas. Viu que poderia fazer o mesmo. Não se arrependeu.
 
Ele foi revelado ao mundo no Mundial de Natação Paralímpica de 2006, em Durban, na África do Sul: três ouros e duas pratas. Mas uma das histórias mais bem-sucedidas do esporte brasileiro em todos os tempos estava apenas começando. Nos Jogos Parapan-Americanos de 2007, no Rio, o paulista de Campinas ganhou oito medalhas - todas de ouro. Nos Jogos Paralímpicos do ano seguinte, em Pequim, ganhou quatro ouros, quatro pratas e um bronze. No Mundial de 2010, na cidade holandesa de Eindhoven, oito ouros e uma prata. No Parapan de 2011, em Guadalajara, outros 100% de aproveitamento na competição continental: onze medalhas douradas.
 
Nesta sexta-feira, em Londres, ele ganhou sua quinta medalha de ouro nesta segunda Paralimpíada de sua carreira, nadando a plenos pulmões para ser o maior medalhista paralímpico de todos os tempos - já é o maior entre os brasileiros, com 14 medalhas no total. Na prova em que garantiu o recorde (os 50 metros borboleta, categoria S5), estabeleceu mais um recorde mundial: 34"15. O norte-americano Roy Perkins ficou com a prata, com 34"57, e o chinês He Junquan foi bronze, com 37"20.
 
Na mesma prova, só que no feminino, Joana Maria Silva foi bronze, com o tempo de 46"62, novo recorde continental. O ouro ficou com a norueguesa Sarah Louise Rung, com 41"76; a prata, com a espanhola Teresa Perales, com 42"67.
 
Duas medalhas de prata foram ganhas por brasileiros neste dia de hoje: na prova dos 400 metros, categoria T11 do atletismo, Lucas Prado ficou com 51"44 - atrás apenas do angolano José Sayovo Armando, com 50"75. O bronze ficou com o francês Gauthier Makunda, com 52"45. No golbol masculino, o Brasil foi derrotado na final pela Finlândia por 8 a 1 - a Turquia ganhou o bronze ao vencer a Lituânia por 4 a 1.
 
Nas semifinais do futebol de sete, o Brasil perdeu por 3 a 1 para a Rússia, e disputará o bronze com o Irã, derrotado pela Ucrânia por 2 a 1. No vôlei sentado feminino, o ouro ficou com a China, a prata com os Estados Unidos e o bronze com a Ucrânia - o Brasil terminou em quinto lugar. No basquete em cadeira de rodas feminino, o ouro foi para a Alemanha, a prata para a Austrália e o bronze, para a Holanda.
 
Após este antepenúltimo dia de competições, a China tem 83 medalhas de ouro (206 no total), com Grã-Bretanha e Rússia com 32 medalhas de ouro cada - mas os britânicos têm mais pratas (40 contra 35). O Brasil segue na oitava colocação, com 15 ouros, 12 pratas e seis bronzes.

6.9.12

Um dia histórico para nossa natação paralímpica

Foto: London2012.com
O Brasil ganhou quatro medalhas nesta quinta-feira, nos Jogos Paralímpicos: dois ouros e duas pratas, com direito a dois registros históricos para nossa natação.
 
Na prova dos 50 metros costas, categoria S5, Daniel Dias tornou-se o maior medalhista paralímpico da história do Brasil, empatando com o também nadador Clodoaldo Silva (sua grande inspiração para começar a nadar) e a velocista Ádria Santos. Cada um tem treze medalhas paralímpicas, mas Daniel tem mais ouros (oito, em duas edições; quatro só neste ano), podendo ainda se isolar na liderança, já que ele ainda nadará mais duas provas em Londres. Dias estabeleceu o novo recorde mundial da prova, com 34"99. O chinês He Junquan ficou com a prata, com 36"41, e o húngaro Zsolt Vereczkei foi bronze, com 38"92.
 
Nos 100 metros livre, categoria S10, dobradinha brasileira: André Brasil ganhou sua terceira medalha de ouro nesta Paralimpíada com o tempo de 51"07 (novo recorde paralímpico), com Phelipe Rodrigues ganhando a prata, com 52"42 - o australiano Andrew Pasterfield ficou com a medalha de bronze, com 52"77. Nos 50 metros costas feminino, categoria S4, Edênia Garcia ganhou a primeira medalha da natação brasileira entre as mulheres nestes Jogos Paralímpicos, com 53"85. A holandesa Lisette Teunissen ganhou o ouro, com 51"51; o bronze ficou com a chinesa Bai Juan, que fez 54"33.
 
No futebol de cinco, o Brasil se classificou à final ao empatar sem gols com a Argentina e vencê-la na disputa de pênaltis, por 1 a 0. A seleção brasileira tentará o tricampeonato paralímpico na final contra a França, que na sua semifinal derrotou a Espanha por 2 a 0. As duas equipes chegam à decisão sem terem sofrido gols - elas se enfrentaram na primeira fase, empatando em 0 a 0. O Brasil também chegou à final do golbol masculino, ao vencer a Lituânia por 2 a 1 - na final, enfrentará a Finlândia, que derrotou a Turquia por 2 a 0.
 
Encerrado mais este dia de competições, a China lidera o quadro de medalhas, com 70 ouros (183 no total), com Grã-Bretanha e Rússia empatadas em segundo, com 31 ouros - os britânicos têm vantagem no número de pratas (39 a 31). O Brasil está em oitavo, com 14 ouros, 10 pratas e cinco bronzes.

4.9.12

Mais um dia de ouro para o Brasil em Londres

Foto: Getty Images
O Brasil deu um bom salto nesta terça-feira, nos Jogos Paralímpicos de Londres. Apenas hoje, os paratletas brasileiros conquistaram três medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze.
 
Nos 200 metros do atletismo, categoria T11, dobradinha brasileira: Felipe Gomes foi ouro, com 22"97, e Daniel Silva ficou com a prata, com 22"99 - o angolano José Sayovo Armando foi bronze, com 23"10. Nos 400 metros, categoria T46, Yohansson Nascimento (campeão dos 200 metros) foi prata, com 49"21 - o austríaco Gunther Matzinger foi ouro, com 48"45, e o cingalês Uggl Dena Pathirannehelag foi bronze, com 49"28. No arremesso de disco masculino, categoria F40, Jonathan Santos ficou com o bronze, com 40m49 - o ouro ficou com o chinês Wang Zhiming (45m78, novo recorde mundial) e a prata, com o grego Paschalis Stathelakos (44m11).
 
Na natação, Daniel Dias ganhou sua terceira medalha de ouro nesta Paralimpíada, ao terminar em primeiro nos 100 metros peito, categoria SB4, com o tempo de 1'32"27 (novo recorde mundial) - o colombiano Moises Fuentes foi prata, com 1'36"92, e o espanhol Ricardo Ten foi bronze, com 1'37"23. Nos 100 metros costas, categoria S10, André Brasil ficou com a prata, com 1'00"11, dez centésimos atrás do campeão e recordista mundial, o norte-americano Justin Zook. O canadense Benoit Huot ficou com o bronze (1'00"73).
 
Na bocha, o Brasil (com Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos) sagrou-se bicampeão paralímpico, na categoria BC4, ao derrotar a dupla da República Tcheca na final por 5 a 3. O bronze ficou com o Canadá, que derrotou a Grã-Bretanha por 8 a 2. No futebol de cinco, o Brasil venceu a China (na reedição da final de 2008) por 1 a 0, classificando-se em primeiro no seu grupo, e enfrentará a Argentina nas semifinais - na outra semifinal, irão se enfrentar Espanha e França. No torneio feminino de vôlei sentado, o Brasil derrotou a Grã-Bretanha por 3 a 0 (25/19, 25/10 e 25/7) e disputará o quinto lugar com a Eslovênia, que derrotou o Japão pelo mesmo placar. No torneio masculino, os brasileiros venceram a China por 3 a 0 (25/17, 25/23 e 25/20). Terceiro colocado no seu grupo, o Brasil enfrentará a Rússia nas quartas de final. No golbol masculino, a seleção brasileira goleou a Grã-Bretanha por 7 a 1 e pegará a Bélgica nas quartas - no feminino, o Brasil enfrentará o Japão.
 
Após este dia de competições, a China praticamente garantiu a primeira colocação no quadro de medalhas, com 53 ouros (132 no total). Grã-Bretanha e Rússia têm 23 medalhas de ouro cada, mas os anfitriões estão em vantagem no número de pratas (30 a 22). O Brasil está na sétima colocação, com dez ouros, sete pratas e quatro bronzes.

1.9.12

Natação segue erguendo o Brasil na Paralimpíada

Foto: AFP
Mais uma vez, a natação segue sendo a base da participação do Brasil nestes Jogos Paralímpicos, em Londres. Mais dois ouros foram conquistados pelos nadadores brasileiros neste sábado: André Brasil (foto) foi o primeiro nos 100 metros borboleta, categoria S10 (com novo recorde paralímpico, 56"35), e Daniel Dias nos 200 metros livre, categoria S5 (também estabelecendo um novo recorde paralímpico, 2'27"83).
 
No judô masculino, Antônio Tenório, ouro nas últimas quatro Paralimpíadas, desta vez ficou com o bronze na categoria até 100 quilos, juntamente com o russo Vladimir Fedin. O ouro ficou com o sul-coreano Choi Gwang-Geun, e a prata com o norte-americano Myles Porter.
 
O dia brasileiro não foi bom no vôlei sentado: a seleção masculina sofreu sua primeira derrota na competição, 3 a 0 para a Bósnia-Herzegovina (25/14, 25/21 e 25/19); já a feminina estreou perdendo por 3 a 1 para a China (26/24, 25/15, 20/25 e 25/16). No basquete em cadeira de rodas feminino, as brasileiras perderam mais uma vez: 42 a 37 para a Grã-Bretanha. Porém, o Brasil estreou com vitória no futebol de sete: 3 a 0 sobre os britânicos. No golbol masculino, a seleção brasileira goleou a Lituânia por 12 a 5.
 
Após este terceiro dia, a China segue na ponta do quadro de medalhas, com 20 ouros (56 medalhas no total); a Austrália está em segundo, com 11 ouros (29 no total), e a Grã-Bretanha em terceiro com nove ouros (36 medalhas no total), superando a Ucrânia no número de pratas (16 a 6). O Brasil está em oitavo lugar, com quatro ouros, duas pratas e três bronzes.

31.8.12

Brasil bate mais um recorde mundial

Foto: London2012.com
A natação brasileira segue fazendo hsitória nos Jogos Paralímpicos de Londres. Nesta sexta-feira, André Brasil faturou a medalha de ouro e bateu o recorde mundial dos 50 metros nado livre, categoria S10, com o tempo de 23"16 - 42 centésimos à frente do segundo colocado, o canadense Nathan Stein, e 72 à frente do terceiro, o australiano Andrew Pasterfield. Foi o único ouro do país neste segundo dia de competições.
 
Mais duas medalhas foram ganhas por atletas brasileiros hoje, ambas no judô feminino: Lúcia da Silva Teixeira foi prata na categoria até 57 quilos, e Daniele Bernardes Milan foi bronze na categoria até 63 quilos.
 
No golbol, o Brasil foi derrotado na segunda rodada - tanto no masculino, perdendo por 5 a 4 para a Suécia, quanto no feminino, sendo goleado por 8 a 0 pela China. No futebol de cinco, o Brasil, que tenta o tricampeonato paralímpico, estreou empatando sem gols com a França. No vôlei sentado masculino, os brasileiros, bicampeões parapan-americanos, debutaram nesta competição derrotando Ruanda por 3 a 0 (25/5, 25/5 e 25/13).
 
Encerrado o segundo dia de competições, a China segue na liderança no quadro de medalhas, com 13 ouros (34 medalhas no total), com a Austrália em segundo (sete ouros) e a Ucrânia em terceiro (seis ouros). O Brasil está na nona colocação, com dois ouros, duas pratas e dois bronzes.

30.8.12

As primeiras medalhas paralímpicas do Brasil em Londres

Foto: AP
No primeiro dia de competições, o Brasil começou a mostrar sua força nesta 14ª edição dos Jogos Paralímpicos. A primeira medalha brasileira foi no judô, com o bronze obtido por Michele Ferreira na categoria até 52 quilos do feminino. Mas foi nas piscinas que os paratletas brasileiros consolidaram sua tradição, mais uma vez.
 
Nos 200 metros quatro estilos da natação, categoria S10, André Brasil ficou com a prata, com o tempo de 2'12"36 (o ouro ficou com o canadense Benoit Huot, recordista mundial com o tempo de 2'10"01; o bronze, com o australiano Rick Pendelton, com 2'14"77). Na prova dos 50 metros nado livre, categoria S5, o supercampeão Daniel Dias conquistou mais uma medalha de ouro - a primeira do Brasil nesta Paralimpíada - com novo recorde mundial: 32"05. A prata ficou com o espanhol Sebastián Rodríguez, com 33"44, e o bronze com o norte-americano Roy Perkins, com 33"69.
 
No torneio feminino de basquete em cadeira de rodas, o Brasil não teve uma boa estreia: derrota por 52 a 50 para a Austrália. Já as duas seleções de golbol estrearam com vitória: a masculina venceu a Finlândia por 6 a 5, e a feminina fez 2 a 0 na Dinamarca.
 
Passado o primeiro dia de competições, a China lidera o quadro de medalhas, com seis ouros, seis pratas e três bronzes. A Austrália, com três ouros (nove medalhas no total), é a segunda colocada, enquanto a anfitriã Grã-Bretanha é a terceira, com dois ouros (sete medalhas no total). Com um ouro, uma prata e um bronze, o Brasil ocupa a oitava colocação.

3.8.12

Mais duas bronzeadas para o Brasil em Londres

Foto: Ivo Gonzalez/Agência O Globo
Os atletas brasileiros tiveram um dia apenas regular nesta sexta-feira, em Londres. Nos esportes coletivos, um dia mais de derrotas para o país, apesar da manutenção da esperança de classificação da seleção feminina de vôlei, ao fazer 3 a 2 (25/16, 20/25, 25/18, 28/30 e 15/10) na China - mesmo assim, a situação das atuais campeãs olímpicas é difícil. No handebol feminino, o Brasil sofreu sua primeira derrota (Rússia 31 a 27), mas já está classificado para as quartas - se vencer a já eliminada Angola na última rodada da primeira fase e a líder Rússia não derrotar Montenegro, a seleção brasileira garante o primeiro lugar no grupo. Essa sorte quem não poderá ter é a seleção feminina de basquete: com a derrota para o Canadá por 79 a 73, o Brasil já está eliminado. Tampouco a terá a seleção feminina de futebol: nas quartas de final, o Brasil perdeu por 2 a 0 para o Japão, atual campeão mundial.
O Brasil ganhou duas medalhas de bronze hoje. No judô, Rafael Silva subiu ao pódio na categoria pesado (mais de 100 quilos). Na natação, foi realizada a final da prova mais rápida da modalidade, os 50 metros livre. Campeão em Pequim, há quatro anos, o brasileiro César Cielo era considerado o favorito, mas não esteve num bom dia - ao contrário do francês Florent Manaudou, o nadador mais rápido desta Olimpíada, com o tempo de 21"34. A prata ficou com o norte-americano Cullen Jones, com 21"54; Cielo foi bronze, com 21"59, apenas dois centésimos à frente do outro brasileiro da prova, Bruno Fratus, o quarto colocado.

Passados sete dias de competições, os Estados Unidos passaram à frente no quadro geral de medalhas, com 21 ouros (43 medalhas no total), um à frente da vice-líder China (42 medalhas no total). Em terceiro está a Coreia do Sul, com nove ouros; em quarto, a Grã-Bretanha, com oito ouros e seis pratas; em quinto, a França, com oito ouros e cinco pratas. O Brasil ocupa a 21ª posição, com um ouro, uma prata e quatro bronzes.

31.7.12

Os jovens valores da natação

Foto: AFP
Na mesma Olimpíada em que o nadador norte-americano Michael Phelps se tornou o maior medalhista olímpico de todos os tempos, foram revelados grandes valores da natação, com idade suficiente para que sigam dando trabalho daqui a quatro anos, no Rio - certamente concorrendo com vários jovens nadadores que surgirem até lá.

Isso é mais constante entre as mulheres, em cujas grandes revelações inclui-se a lituana Ruta Meilutyte (foto), de apenas 15 anos, campeã dos 100 metros nado peito, com 1'05"47, apenas oito centésimos à frente da favorita, a norte-americana Rebecca Soni. Mas a grande destaque vem sendo a chinesa Ye Shiwen, de 16 anos, já ganhadora de dois ouros em provas de quatro estilos, tanto nos 200 (com 2'07"57, novo recorde olímpico) quando nos 400 metros (4'28"43, novo recorde mundial). Isso sem falar da norte-americana Missy Franklin, de 17 anos, campeã dos 100 metros costas.

No masculino, os grandes destaques jovens da natação, até o momento, são o francês Yannick Agnel (ouro nos 200 metros livre e no revezamento 4x100 metros livre, e prata no revezamento 4x200 metros livre) e o sul-africano Chad le Clos (ouro nos 200 metros borboleta, superado o super-recordista Phelps).

28.7.12

A largada brasileira não poderia ser melhor

Foto: Divulgação
Foi um primeiro dia histórico para o esporte brasileiro nestes Jogos Olímpicos de Londres. Logo de cara, nossos atletas ganharam três medalhas, duas delas no judô (com Felipe Kitadai, bronze no masculino, e o histórico ouro de Sarah Menezes - o primeiro do judô olímpico brasileiro em 20 anos, e também o primeiro do nosso judô feminino), ambos na categoria ligeiro (até 60 quilos para os homens, e até 48 quilos para as mulheres).

A outra medalha, de prata, veio na natação: quando poucos esperavam, Thiago Pereira (que tinha a fama de ser uma eterna promessa que sumia em momentos decisivos) ganhou a prata nos 400 metros quatro estilos, com o tempo de 4'08"86. O ouro ficou com o norte-americano Ryan Lochte (4'05"18), e o bronze com o japonês Kosuke Hagino (4'08"94). O supercampeão Michael Phelps ficou apenas na quarta colocação (4'09"28).

Nos esportes coletivos, foi a vez das mulheres: no futebol, pela segunda rodada, mesmo sem jogar tudo o que sabe, o Brasil derrotou a Nova Zelândia por 1 a 0, em Cardiff, e garantiu vaga nas quartas de final (enfrentará a anfitriã Grã-Bretanha na última rodada, terça-feira). No handebol, as brasileiras estrearam derrotando a Croácia por 24 a 23. No vôlei, as atuais campeãs olímpicas também estrearam com uma difícil vitória: 3 a 2 sobre a Turquia (25/18, 23/25, 25/19, 25/27 e 15/12). Só o basquete destoou um pouco: derrota para a França por 73 a 58.

Após este primeiro dia de competições, o Brasil está em quarto lugar no quadro de medalhas (que chegou a liderar em certo momento), empatado com a Coreia do Sul. A China lidera, com quatro ouros (e dois bronzes), com a Itália em segundo, com dois ouros (cinco no total), e os Estados Unidos em terceiro, com um ouro e duas pratas (além de dois bronzes).

20.12.11

Cielo e Murer, novamente os melhores

Foi realizada ontem, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a 13ª edição do Prêmio Brasil Olímpico, a maior premiação do esporte nacional. Foram entregues prêmios aos melhores atletas de cada modalidade, olímpica ou não, e também aos atletas jovens e universitários.


Os mais importantes prêmios da noite foram entregues no final da cerimônia. Pela segunda vez consecutiva, Fabiana Murer, campeã mundial e vice-campeã pan-americana do salto com vara, foi eleita a melhor atleta feminina do ano, concorrendo com Fabiana Beltrame (campeã mundial da categoria single skiff do remo) e Maurren Maggi (tricampeã pan-americana do salto em distância). E, pela terceira vez em quatro anos (ganhara em 2008 e 2009), o nadador César Cielo Filho, bicampeão mundial e pan-americano dos 50 metros livre, além de mais um título mundial (50 metros borboleta) e três ouros pan-americanos, conquistou o prêmio de melhor atleta masculino, ao superar Diego Hypolito (bicampeão pan-americano do solo na ginástica artística) e Emanuel Rego (tricampeão mundial e bicampeão pan-americano no vôlei de praia).


Entre os treinadores, o prêmio no individual ficou com Rosicleia Campos, da equipe brasileira de judô; nos esportes coletivos, o vencedor foi o argentino Rubén Magnano, que ajudou a levar a seleção masculina de basquete a uma Olimpíada depois de 16 anos. O Prêmio Adhemar Ferreira da Silva ficou com Bernard Rajzman, integrante da Geração de Prata do vôlei e chefe da delegação brasileira nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (o será também nas Olimpíadas de Londres).


Foto: Agência Estado

22.10.11

Natação brasileira fecha Pan com chave de ouro


O Brasil avançou mais um pouco no quadro geral dos Jogos Pan-Americanos, graças às oito medalhas conquistadas nesta sexta-feira. Com isso, o país se mantém na segunda colocação, com 17 ouros, 13 pratas e 19 bronzes.

A natação encerrou sua participação neste Pan obtendo mais da metade dos ouros ganhos pelos brasileiros até agora. Nos 50 metros livre feminino, Graciele Hermmann ficou com a prata, com o tempo de 25"23 - 14 centésimos atrás da norte-americana Lara Jackson, que foi campeã batendo o recorde pan-americano, e apenas um centésimo à frente de outra americana Madison Kennedy, medalhista de bronze. Também entre as mulheres, a equipe brasileira (Fabíola Molina, Tatiane Sakemi, Daynara de Paula e Tatiana Barbosa) ficou com o bronze, com 4'07"12, numa empolgante disputa com o vice-campeão Canadá - os Estados Unidos ficaram com o ouro. Mais dois ouros foram ganhos por brasileiros, consolidando o recorde de Thiago Pereira, agora com 12 ouros pan-americanos. Nos 200 metros costas, o título veio com novo recorde pan-americano, com 1'57"19 - mais de um segundo à frente do colombiano Omar Pinzón, prata, e do norte-americano Ryan Murphy, bronze. No revezamento 4x100 quatro estilos, Pereira era reserva, mas foi campeão graças a Guilherme Guido, Felipe França, Gabriel Mangabeira e César Cielo Filho, que fizeram 3'34"58. Os Estados Unidos ficaram com a prata (3'37"17), e a Argentina, com o bronze (3'44"51).

No vôlei de praia, num jogo dramático e emocionante, a dupla brasileira Juliana/Larissa conquistou o bicampeonato pan-americano ao vencer as mexicanas García/Candelas por 2 a 1 (21/15, 22/24 e 22/20), em que jogaram contra a garra das adversárias e a torcida local. Mais três bronzes para o Brasil: no nado sincronizado por equipes; no tiro, com Bruno Heck no rifle de três posições, 50 metros; e nas duplas mistas do tênis, com Ana Clara Duarte e Rogério Dutra (depois da vitória por 2 a 1 sobre os venezuelanos Adriana Pérez e Román Recarte, por 7/6, 5/7 e 11/9).

No handebol feminino, o Brasil derrotou o México por 43 a 12 e fará a final contra a Argentina, que teve dificuldades para vencer a República Dominicana por 19 a 18. Na sua estreia no basquete feminino, as brasileiras (já garantidas em Londres) derrotaram o Canadá por 78 a 53. No futebol masculino, porém, a Seleção não passou de um empate sem gols com Cuba, e tem a obrigação de vencer a Costa Rica para passar às semifinais.

Foto: Vipcomm

21.10.11

O dia da afirmação e da redenção


Este foi um dia especial para os esportistas brasileiros nestes Jogos Pan-Americanos. Seis medalhas foram conquistadas por nossos atletas nesta quinta-feira em Guadalajara, mas duas delas (ambas de ouro) foram dignas de muita comemoração.

Na natação, mais uma vez, César Cielo Filho mandou bem, ao conquistar o bicampeonato dos 50 metros livre, sua grande especialidade (prova da qual é campeão olímpico, bicampeão mundial e recordista mundial). E novamente, como fizera no Rio há quatro anos, batendo o recorde pan-americano (com o tempo de 21"58). De quebra, houve uma dobradinha brasileira: Bruno Fratus ficou com a prata (22"05). O cubano Hanser García (22"15) ficou com o bronze.

No vôlei, as meninas do Brasil, campeãs olímpicas e vice-campeãs mundiais, estavam com as rivais cubanas entaladas na garganta - haviam perdido para Cuba em casa, em 2007. Mas as comandadas por José Roberto Guimarães jogaram com muita garra e recuperaram o título que não conquistava há doze anos, ao vencer por 3 a 2 (25/15, 21/25, 25/21, 21/25 e 15/10). A conquista consolida a força e a união da equipe, depois de um início difícil, com a grave contusão sofrida pela ponteira Jaqueline. Na disputa da medalha de bronze, os Estados Unidos derrotaram a República Dominicana por 3 a 1 (23/25, 25/16, 25/20 e 25/19).

Três medalhas de bronze foram ganhas pelos brasileiros: no dueto do nado sincronizado, com Nayara Figueira e Lara Teixeira; no squash, masculino por equipes; e no tiro, com Luiz Fernando da Graça na dupla fossa olímpica. Passados seis dias de competições, o Brasil segue em segundo lugar no quadro geral, com 14 ouros, 12 pratas e 16 bronzes.

No handebol masculino, o Brasil confirmou a primeira colocação no Grupo A ao vencer o Chile por 36 a 22 - as duas equipes estão classificadas para as semifinais, que serão Brasil x República Dominicana e Argentina x Chile. No futebol feminino, a Seleção se classificou às semifinais ao derrotar a Costa Rica por 2 a 1, e disputará a primeira colocação no Grupo B com o Canadá.