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16.8.16

Um dia altamente produtivo para o esporte brasileiro

Foto: Reuters
Esta segunda-feira foi histórica para o esporte brasileiro: três medalhas foram conquistadas por atletas do país na Olimpíada do Rio. Pela manhã, a prova feminina da maratona aquática foi disputada nas águas de Copacabana. A holandesa Sharon van Rouwendaal ficou com a medalha de ouro, com uma liderança até certo ponto tranquila. Mas a disputa pela prata foi ferrenha, com a francesa Aurélie Muller, a italiana Rachele Bruni e a brasileira Poliana Okimoto. De acordo com a classificação original, a francesa foi prata, a italiana acabou com o bronze e a brasileira terminou em quarto - porém, Muller fez uma manobra considerada irregular para ultrapassar a italiana antes de bater a mão no pórtico de chegada. Aurélie Muller acabou desclassificada - portanto, Bruni ficou com a prata e Okimoto herdou o bronze, sendo a primeira nadadora brasileira a ganhar uma medalha olímpica.
 
À tarde, foi realizada na Arena Olímpica do Rio a final das argolas, na ginástica artística masculina. A final prometia ser equilibrada - e foi, mesmo. O grego Eleftherios Petrounias, atual campeão mundial, era um dos favoritos e fez uma série considerada perfeita. O brasileiro Arthur Zanetti, que defendia o título conquistado em Londres, foi o último a fazer sua série e foi bem sucedido - apesar de não ser melhor do que o grego. A prata de Zanetti é a sua segunda medalha olímpica e a quarta medalha da ginástica artística brasileira em Jogos Olímpicos. O bronze ficou com o russo Denis Ablyazin.
 
A noite representou o ponto alto do esporte brasileiro nesta semana até o momento. No Engenhão, foi realizada a final masculina do salto com vara. Thiago Braz da Silva, um dos melhores do mundo nesta prova, superou o favoritismo do francês Renaud Lavillenie (recordista mundial e que defendia o título) e ainda estabeleceu o novo recorde olímpico, com 6,03 metros. O francês ficou com a prata (5,98 m) e o norte-americano Sam Kendricks foi bronze (5,85 m).

9.8.16

Uma recuperação histórica

Foto: Pedro Kirilos/Agência O Globo
E, no terceiro dia de competições, apareceu a primeira medalha de ouro do Brasil na Olimpíada do Rio. No judô, Rafaela Silva foi a grande campeã na categoria até 57 quilos, derrotando na final a mongol Sumiya Dorjsuren, com um waza-ari ainda no início da luta.
 
É a redenção da judoca da favela carioca da Cidade de Deus, que fica a poucos quilômetros de distância do Parque Olímpico em que ela conquistou o ouro. Há quatro anos, em Londres, ela foi desclassificada ao descumprir uma regra da luta (colocou a mão na perna da adversária, a húngara Hedvig Karakas, para tentar derrubá-la - o que era proibido desde aquela Olimpíada). Mas nada há que o tempo não cure: nesse meio tempo, Rafaela progrediu, conquistando o título mundial no Maracanãzinho, em 2013. O ouro olímpico representa a consagração da jovem revelada pelo projeto liderado por outro medalhista olímpico no judô, Flávio Canto.
 
A portuguesa Telma Monteiro e a japonesa Kaori Matsumoto ficaram com a medalha de bronze.

22.12.13

As meninas do handebol conseguem sua grande glória

Foto: AFP
Sabia-se que o handebol brasileiro já tinha um enorme potencial a ser explorado - principalmente entre as mulheres, que se firmavam aos poucos entre as melhores do mundo. Só faltava uma grande conquista à equipe brasileira, tetracampeã pan-americana (ganha o ouro continental desde 1999) e colocada entre as oito melhores do mundo (chegou às quartas de final no Mundial de 2011, disputado em casa, e nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres). Agora, não falta mais: o Brasil conquistou neste domingo, em Belgrado, na Sérvia, o inédito título mundial feminino de handebol, com a vitória por 22 a 20 sobre as donas da casa.

Para se ter a ideia deste feito, esta tinha sido a primeira classificação de uma seleção do continente americano para uma final do Mundial, que é disputado desde 1957 - e apenas a segunda de uma equipe não europeia, já que a Coreia do Sul (grande potência na modalidade, bicampeã olímpica) foi campeã ao derrotar a Hungria em 1995; a maior vencedora do torneio é a Rússia, com quatro títulos conquistados. As brasileiras, comandadas por Morten Soubak, mostraram que estão em excelente fase ao serem campeãs vencendo as nove partidas disputadas.

O próximo Mundial Feminino de Handebol será disputado em 2015, na Dinamarca.

3.8.13

Cielo, o primeiro tricampeão mundial

Foto: AP
Um momento histórico ocorreu neste sábado no Palau Sant Jordi, em Barcelona: o brasileiro César Cielo Filho se sagrou o primeiro nadador tricampeão mundial dos 50 metros nado livre. Depois dos títulos mundiais na mais rápida prova da natação conquistados em 2009, em Roma, e em 2011, em Xangai (além de duas medalhas olímpicas, o ouro em 2008 e o bronze em 2012), o maior nadador brasileiro de todos os tempos segue fazendo história. E com um sabor todo especial.
 
Afinal, este título marca a redenção do brasileiro, depois de uma fase que não foi das melhores. O bicampeonato, há dois anos, já tinha sido sob o impacto de um resultado positivo em um exame antidoping em que o nadador foi advertido pela CBDA e, posteriormente, pela FINA e pelo Tribunal Arbitral do Esporte. Um ano depois, Cielo era o favorito para conquistar o bicampeonato olímpico nos 50 metros livre em Londres, mas ficou apenas com o bronze. Alguns meses mais tarde, teve que se submeter a operações nos dois joelhos, que o deixaram um bom tempo parado.
 
O Mundial de Barcelona serviu para dar afirmação ao brasileiro, que não era o favorito para o título - os franceses eram os mais cotados. No final das contas, Florent Manaudou, atual campeão olímpico da prova, terminou apenas na quinta colocação - Frédérick Bousquet foi só o oitavo. Cielo ganhou o tri mundial com o tempo de 21"32. O russo Vladimir Morozov foi prata, com 21"47; George Bovell, de Trinidad e Tobago, ficou com o bronze, com 21"51.
 
Com esta terceira medalha de ouro no Mundial (a segunda para Cielo, campeão também nos 50 metros borboleta), o Brasil está em sexto no quadro de medalhas, com também duas pratas e quatro bronzes. Os Estados Unidos assumiram a liderança no quadro geral, com 14 ouros, oito pratas e sete bronzes.

7.9.12

Daniel Dias, o maior paralímpico brasileiro

Foto: London2012.com
Em 2004, Daniel Dias assistia pela TV aos feitos de Clodoaldo Silva na natação dos Jogos Paralímpicos, disputados em Atenas. Viu que poderia fazer o mesmo. Não se arrependeu.
 
Ele foi revelado ao mundo no Mundial de Natação Paralímpica de 2006, em Durban, na África do Sul: três ouros e duas pratas. Mas uma das histórias mais bem-sucedidas do esporte brasileiro em todos os tempos estava apenas começando. Nos Jogos Parapan-Americanos de 2007, no Rio, o paulista de Campinas ganhou oito medalhas - todas de ouro. Nos Jogos Paralímpicos do ano seguinte, em Pequim, ganhou quatro ouros, quatro pratas e um bronze. No Mundial de 2010, na cidade holandesa de Eindhoven, oito ouros e uma prata. No Parapan de 2011, em Guadalajara, outros 100% de aproveitamento na competição continental: onze medalhas douradas.
 
Nesta sexta-feira, em Londres, ele ganhou sua quinta medalha de ouro nesta segunda Paralimpíada de sua carreira, nadando a plenos pulmões para ser o maior medalhista paralímpico de todos os tempos - já é o maior entre os brasileiros, com 14 medalhas no total. Na prova em que garantiu o recorde (os 50 metros borboleta, categoria S5), estabeleceu mais um recorde mundial: 34"15. O norte-americano Roy Perkins ficou com a prata, com 34"57, e o chinês He Junquan foi bronze, com 37"20.
 
Na mesma prova, só que no feminino, Joana Maria Silva foi bronze, com o tempo de 46"62, novo recorde continental. O ouro ficou com a norueguesa Sarah Louise Rung, com 41"76; a prata, com a espanhola Teresa Perales, com 42"67.
 
Duas medalhas de prata foram ganhas por brasileiros neste dia de hoje: na prova dos 400 metros, categoria T11 do atletismo, Lucas Prado ficou com 51"44 - atrás apenas do angolano José Sayovo Armando, com 50"75. O bronze ficou com o francês Gauthier Makunda, com 52"45. No golbol masculino, o Brasil foi derrotado na final pela Finlândia por 8 a 1 - a Turquia ganhou o bronze ao vencer a Lituânia por 4 a 1.
 
Nas semifinais do futebol de sete, o Brasil perdeu por 3 a 1 para a Rússia, e disputará o bronze com o Irã, derrotado pela Ucrânia por 2 a 1. No vôlei sentado feminino, o ouro ficou com a China, a prata com os Estados Unidos e o bronze com a Ucrânia - o Brasil terminou em quinto lugar. No basquete em cadeira de rodas feminino, o ouro foi para a Alemanha, a prata para a Austrália e o bronze, para a Holanda.
 
Após este antepenúltimo dia de competições, a China tem 83 medalhas de ouro (206 no total), com Grã-Bretanha e Rússia com 32 medalhas de ouro cada - mas os britânicos têm mais pratas (40 contra 35). O Brasil segue na oitava colocação, com 15 ouros, 12 pratas e seis bronzes.

2.9.12

O garoto que venceu um mito

Foto: London2012.com
Guardem este nome: Alan Fonteles Cardoso Oliveira. Este brasileiro de 20 anos acabou de entrar para a história do paradesporto nacional ao derrotar um dos maiores paratletas de todos os tempos. Na final dos 200 metros, categoria T44 (amputados de membros inferiores) do atletismo, o jovem velocista paraense conseguiu o ouro ao superar o supercampeão sul-africano Oscar Pistorius (semifinalista dos 400 metros rasos nos Jogos Olímpicos deste ano), que era encarado como o grande favorito. O brasileiro obteve 21"45, contra 21"52 de Pistorius, que ficou com a prata. O norte-americano Blake Leeper foi bronze, com 22"46.
 
Aliás, o dia foi bem produtivo para o atletismo brasileiro nestes Jogos Paralímpicos. O Estádio Olímpico de Londres viu mais duas vitórias brasileiras neste domingo: nos 200 metros da categoria T46 (amputados de membros superiores), Yohansson Nascimento estabeleceu o novo recorde mundial da prova, com o tempo de 22"05, dez centésimos à frente do vice, o cubano Raciel González - o australiano Simon Patmore foi bronze, com 22"36. Na final feminina dos 200 metros, categoria T11 (para deficientes visuais), uma dobradinha brasileira: Terezinha Guilhermina confirmou o seu favoritismo estabelecendo o novo recorde paralímpico de 24"82. A prata ficou com Jerusa Geber Santos, com 26"32 - a chinesa Jia Juntingxian foi bronze, com 26"33.
 
Mais uma vez, não foi um bom dia para o golbol brasileiro: a seleção masculina foi derrotada por 4 a 1 pela Turquia, e a feminina perdeu por 3 a 1 pela Grã-Bretanha. No basquete em cadeira de rodas, o Brasil foi mais uma vez derrotado: 65 a 51 para o Canadá. Mas a seleção de futebol de cinco segue invicta: na segunda rodada, goleada por 4 a 0 sobre os turcos - e a seleção feminina de vôlei sentado conseguiu sua primeira vitória: 3 a 2 sobre a Eslovênia (25/17, 30/28, 19/25, 21/25 e 15/7).
 
Após este quarto dia de competições, a China segue na liderança no quadro de medalhas, com 35 ouros (87 medalhas no total), com a Grã-Bretanha em segundo, com 16 ouros (54 no total), e a Austrália em terceiro, com 14 ouros (43 no total). O Brasil ocupa a sétima colocação, com sete ouros, três pratas e três bronzes.

7.7.12

Rodrigo Pessoa será o porta-bandeira brasileiro nos Jogos

Foto: Cezar Loureiro/Agência O Globo
O Comitê Olímpico Brasileiro anunciou nesta sexta-feira que o cavaleiro Rodrigo Pessoa será o porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de abertura dos Jogos da XXX Olimpíada, no próximo dia 27, no Estádio Olímpico de Londres. Foi feita justiça a um dos maiores vencedores do hipismo, com vários títulos conquistados em mais de trinta anos de carreira.

Esta é a sexta Olimpíada de Pessoa - na primeira, em 1992, foi colega de equipe do próprio pai, o cavaleiro Nelson Pessoa Filho. Sua primeira medalha olímpica foi conquistada quatro anos mais tarde, com o bronze na competição por equipes, o que seria repetido em 2000 - o mesmo ano em que sofreu um dos maiores fiascos de sua carreira, com a refugada do cavalo Baloubet du Rouet, com quem tinha sido campeão mundial dois anos antes. Porém, a redenção viria nos Jogos de Atenas, em 2004, com o ouro obtido na prova individual (acima). Completam o seu laurel quatro medalhas pan-americanas: dois ouros por equipes (1995 e 2007), uma prata no individual (2007) e outra por equipes (2011).

Rodrigo Pessoa será o primeiro cavaleiro a empunhar a bandeira do Brasil numa cerimônia de abertura de Jogos Olímpicos. O atletismo é, com folga, o esporte que mais teve porta-bandeiras brasileiros: nove vezes - a mais recente em 1996, nos Jogos de Atlanta, com o fundista Joaquim Cruz, ouro nos 800 metros rasos em 1984 e prata na mesma prova em 1988. A única mulher a ser porta-bandeira numa Olimpíada de Verão até hoje foi Sandra Pires, do vôlei de praia, em 2000. Em 2004 e 2008, a bandeira brasileira foi carregada por iatistas (Torben Grael e Robert Scheidt, respectivamente).

20.12.11

Cielo e Murer, novamente os melhores

Foi realizada ontem, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a 13ª edição do Prêmio Brasil Olímpico, a maior premiação do esporte nacional. Foram entregues prêmios aos melhores atletas de cada modalidade, olímpica ou não, e também aos atletas jovens e universitários.


Os mais importantes prêmios da noite foram entregues no final da cerimônia. Pela segunda vez consecutiva, Fabiana Murer, campeã mundial e vice-campeã pan-americana do salto com vara, foi eleita a melhor atleta feminina do ano, concorrendo com Fabiana Beltrame (campeã mundial da categoria single skiff do remo) e Maurren Maggi (tricampeã pan-americana do salto em distância). E, pela terceira vez em quatro anos (ganhara em 2008 e 2009), o nadador César Cielo Filho, bicampeão mundial e pan-americano dos 50 metros livre, além de mais um título mundial (50 metros borboleta) e três ouros pan-americanos, conquistou o prêmio de melhor atleta masculino, ao superar Diego Hypolito (bicampeão pan-americano do solo na ginástica artística) e Emanuel Rego (tricampeão mundial e bicampeão pan-americano no vôlei de praia).


Entre os treinadores, o prêmio no individual ficou com Rosicleia Campos, da equipe brasileira de judô; nos esportes coletivos, o vencedor foi o argentino Rubén Magnano, que ajudou a levar a seleção masculina de basquete a uma Olimpíada depois de 16 anos. O Prêmio Adhemar Ferreira da Silva ficou com Bernard Rajzman, integrante da Geração de Prata do vôlei e chefe da delegação brasileira nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (o será também nas Olimpíadas de Londres).


Foto: Agência Estado

11.9.11

Um retorno histórico!


O basquete masculino do Brasil está de volta ao convívio da maior festa esportiva mundial depois de 16 anos. Num jogo emocionante, os brasileiros derrotaram a seleção da República Dominicana por 83 a 76, classificando-se para a final da Copa América de Basquete, na cidade argentina de Mar del Plata, e garantindo vaga nos Jogos Olímpicos, o que não acontecia desde 1996, quando acabou em sexto lugar.

Bicampeão mundial (1959 e 1963) e três vezes medalhista olímpico (bronze em 1948, 1960 e 1964), o Brasil sempre teve no basquete um de seus esportes mais populares. O torneio de basquete dos Jogos Olímpicos é disputado desde 1936, e até doze anos atrás o país tinha ficado ausente uma única vez (nos Jogos de 1976, em Montreal). Porém, uma crise sem precedentes, tanto política quanto estrutural, abalou fortemente a modalidade, que perdia apenas para o futebol na preferência popular brasileira. O Brasil ficou fora de três Olimpíadas consecutivas, e era só vexame nos Campeonatos Mundiais (o fundo do poço foi alcançado em 2006, quando não passou da primeira fase). O campeonato nacional era um fracasso de público e de crítica.

Em 2009, porém, as coisas começaram a mudar. A Liga Nacional de Basquete surgiu para organizar um torneio forte e que desse retorno, com os frutos começando a ser colhidos em pouco tempo. A Seleção voltou a fazer atuações convincentes. A CBB, com novo mandato e marcando uma nova era, contratou como treinador o argentino Rubén Magnano, técnico campeão olímpico em 2004 por seu país. Aos poucos, o orgulho de defender a seleção brasileira voltava. Mesmo quando jogadores se recusavam a defender a Seleção, a equipe nacional recebeu atletas comprometidos a fazer grandes partidas e a lutar por grandes conquistas. Neste sábado, alcançaram a que, por enquanto, é a maior delas: a vaga olímpica.

O Brasil enfrentará na grande final a Argentina, que em um jogo dramático venceu Porto Rico por 81 a 79. A Seleção defenderá o título da Copa América conquistado em 2009, tentando ganhar a competição pela quarta vez (foi campeão também em 1984 e em 2005). A Argentina foi campeã uma vez, em 2001, também em casa (naquela ocasião, em Neuquén) e derrotando o Brasil na final.

Brasileiros e argentinos se juntam no torneio masculino de basquete das Olimpíadas de Londres a Grã-Bretanha (país-sede), Estados Unidos (campeões mundiais de 2010), Tunísia (campeã africana) e Austrália (campeã da Oceania). Até o final do mês, mais três países se classificarão: os dois finalistas do Campeonato Europeu, que está sendo disputado na Lituânia, e o campeão asiático, que será definido na China.

Em julho do ano que vem, será disputado o Pré-Olímpico Mundial, em local a ser definido pela FIBA. Eliminados nas semifinais da Copa América, Porto Rico e República Dominicana se juntarão à Venezuela como representantes das Américas no torneio que decidirá quem irá ficar com as três últimas vagas para Londres. Também estão classificados Angola, Nigéria (respectivamente, vice-campeã e terceira colocada do Campeonato Africano) e Nova Zelândia (vice-campeã da Oceania). Quatro seleções europeias e duas asiáticas completarão o torneio de última chamada para as Olimpíadas.

Foto: AFP

2.9.11

Um título inédito para o remo brasileiro

Essa está sendo a semana das Fabianas para o esporte nacional: depois do título conquistado por Fabiana Murer no salto com vara do Campeonato Mundial de Atletismo, que está sendo disputado em Daegu, na Coreia do Sul, é a vez de Fabiana Beltrame alcançar um feito inédito para o esporte brasileiro.


No Campeonato Mundial de Remo, em Bled, na Eslovênia, Beltrame conquistou o ouro na categoria single skiff feminino, prova de dois quilômetros, com o tempo de 7'44"58. A prata ficou com a suíça Pamela Weisshaupt, com 7'48"24, e o bronze com a alemã Lena Müller, com 7'50"44. É a primeira medalha de ouro de uma atleta brasileira na história da competição, disputada desde 1962 e que está na sua 40ª edição.


Foto: Reuters

30.8.11

Fabiana Murer, campeã do mundo

Nesta terça-feira, pela primeira vez, um atleta brasileiro foi ao alto do pódio num Campeonato Mundial de Atletismo. A saltadora Fabiana Murer, que já havia sido campeã do mundo em pista coberta no ano passado, conquistou o título mundial no salto com vara, na competição que está sendo disputada em Daegu, na Coreia do Sul.


Murer conquistou o ouro saltando 4m85, igualando o recorde sul-americano estabelecido no ano passado. A prata ficou com a alemã Martina Strutz, que saltou 4m80, e o bronze com a russa Svetlana Feofanova, com 4m75. A também russa Yelena Isinbayeva, recordista mundial, não passou de 4m65, terminando na sexta colocação. A polonesa Anna Rogowska, que tentava o bicampeonato, terminou apenas em décimo.


Com o título mundial, Fabiana Murer chega com moral para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Antes, ela tentará o bicampeonato pan-americano em outubro deste ano, em Guadalajara.


Foto: Reuters

28.2.10

Um fecho olímpico com chave de ouro

A última medalha de ouro das Olimpíadas de Inverno de 2010 não poderia vir de outra forma senão com muita emoção e muito drama. O torneio masculino do hóquei sobre o gelo foi decidido pelo maior clássico mundial da modalidade. Estados Unidos e Canadá fizeram um jogo emocionante que arrebatou o Canada Hockey Place e as torcidas que lotavam o local.

Os canadenses fizeram o primeiro gol no primeiro período, com Jonathan Toews. No segundo, Corey Perry marcou 2 a 0, mas o norte-americano Ryan Kesler diminuiu cinco minutos depois, num belo desvio com o taco, que enganou o goleiro Roberto Luongo. O terceiro período foi lá e cá, com as duas seleções buscando o ataque o tempo todo. Faltando meros 24 segundos para o final do jogo, com os norte-americanos tendo substituído o goleiro Ryan Miller por um jogador de linha, Zach Parise empatou a partida, levando para a prorrogação.

No tempo extra, com o recurso da morte súbita (a equipe que marcasse o primeiro gol ganharia a partida), os canadenses pareciam não estar abalados com o empate nos segundos finais. Jogaram melhor e buscaram o ataque o tempo todo. A persistência foi premiada com o gol de Sidney Crosby, faltando cerca de 12 minutos para o final da partida. O gol do título levou a torcida local ao delírio, orgulhosa que estava com a melhor seleção do mundo, a maior campeã olímpica do hóquei sobre o gelo (este foi o oitavo título do Canadá nas Olimpíadas). Na disputa do terceiro lugar, a Finlândia derrotou a Eslováquia por 5 a 3 e ficou com a medalha de bronze.

O octacampeonato olímpico no hóquei sobre o gelo coroou o fantástico desempenho do país-sede nas XXI Olimpíadas de Inverno. O Canadá, que não havia conquistado nenhuma medalha de ouro olímpica em casa antes dos Jogos de Vancouver, terminou em primeiro lugar no quadro de medalhas: 14 ouros, 7 pratas e 5 bronzes, 26 medalhas no total. A Alemanha acabou em segundo, com 10 ouros; os Estados Unidos em terceiro, com 9 ouros, tendo a vantagem de mais medalhas de prata que a Noruega, quarta colocada; a Coreia do Sul acabou em quinto, com 6 medalhas de ouro.

Os XXII Jogos Olímpicos de Inverno serão disputados em Sochi, na Rússia, de 7 a 23 de fevereiro de 2014.

18.12.09

Virou lugar comum, mas Cielo segue fazendo história


O nadador César Cielo Filho, campeão e recordista mundial dos 100 metros livre, segue confirmando a condição de maior nadador brasileiro de todos os tempos. Nesta sexta-feira, ele bateu o recorde mundial dos 50 metros livre, prova da qual ele também é campeão mundial, além de ser campeão e recordista olímpico. No Torneio Aberto de Natação de São Paulo, realizado no Esporte Clube Pinheiros (agremiação que defende), ele fez a marca de 20"91, batendo em três centésimos a marca anterior, pertencente ao francês Frédérick Bousquet (20"94). Essa foi a última competição com o uso dos chamados supermaiôs, que ajudam a adaptar melhor o nadador ao impacto das águas na piscina e não poderão mais ser utilizados a partir do ano que vem. Portanto, os recordes obtidos até este ano deverão demorar um pouco para serem batidos.

30.7.09

Cielo segue fazendo história na natação

Quase um ano depois de ser o primeiro nadador brasileiro a ganhar uma medalha de ouro em Jogos Olímpicos, nos 50 metros livre, César Cielo Filho segue confirmando sua condição de maior nome da história da natação brasileira. Nesta quinta-feira, no Mundial de Roma, Cielo não só foi campeão mundial dos 100 metros livre como também estabeleceu o novo recorde mundial da prova, com 46"91 - isso não acontecia na competição, entre brasileiros, desde 1982, quando Ricardo Prado foi também campeão e recordista mundial, nos 400 metros medley, em Guaiaquil, no Equador. Dois franceses completam o pódio: Alain Bernard (47"12) com a prata, Fréderic Bousquet (47"25) com o bronze. O também brasileiro Nicholas Oliveira acabou em oitavo, com 48"01.

É a consagração de um grande nadador, que luta contra todas as dificuldades inerentes a um atleta olímpico brasileiro botando a mão na massa. Mora, estuda e treina nos Estados Unidos, o que lhe possibilita ser mais competitivo e ganhar importantes provas internacionais. Cielo é o atual recordista olímpico e pan-americano, e pela primeira vez estabelece um recorde mundial. Como já escrevemos aqui: vem mais por aí. Cielo não é o futuro da nossa natação, já é a realidade.

22.8.08

O ouro da superação



Esta sexta-feira foi, sem dúvida, o melhor dia para o Brasil nestas Olimpíadas de Pequim. Mesmo sem ter começado bem, com a derrota, no vôlei de praia, da dupla Márcio/Fábio Luiz para os norte-americanos Dalhausser/Rogers por 2 a 1 (23/21, 17/21 e 15/4), e a conseqüente medalha de prata (o bronze ficou com outra dupla brasileira, Emanuel/Ricardo, que derrotou Renato "Geor"/Jorge "Gia", da Geórgia, por 2 a 0, parciais de 21/15 e 21/10).

Na quadra, o vôlei brasileiro se classificou a sua segunda final seguida, a quarta na história olímpica: derrotou a Itália, de virada, por 3 a 1 (19/25, 25/18, 25/21 e 25/22), e enfrentará na decisão a seleção dos Estados Unidos, única invicta até o momento e que se revela uma pedra no sapato do vôlei do Brasil.

No futebol, a Seleção de Dunga se redimiu em parte da vexaminosa derrota para a Argentina nas semifinais: goleou a Bélgica por 3 a 0, em Xangai, e ficou com a medalha de bronze.

Mas foi no Estádio Nacional de Pequim, onde são disputadas as provas de atletismo, que o Brasil mostrou seus melhores resultados. Nas duas provas do revezamento 4x100 metros, as equipes masculina e feminina do Brasil coneguiram dois quartos lugares. Colocação honrosa, levando-se em consideração que o nosso atletismo de velocidade está apenas engatinhando no feminino, e o masculino vive um período de renovação. Continuando um trabalho sério, vislumbra-se um grande futuro.

Mas o melhor do dia (e um dos melhores momentos do atletismo nacional em todos os tempos) foi o ouro de Maurren Higa Maggi no salto em distância, com 7,04 metros (apenas um centímetro à frente da segunda colocada, a russa Tatyana Lebedeva - a nigeriana Blessing Okagbare ficou com o bronze). O resultado histórico coroa o esforço da saltadora, que chegou a se aposentar do esporte em 2005, depois de cumprir suspensão por doping, que até hoje ela considera injusta. A decisão de voltar valeu a pena: Maurren Higa Maggi se tornou a primeira atleta brasileira a conquistar uma medalha de ouro olímpica de forma individual, depois de 76 anos de participação feminina brasileira em Jogos Olímpicos.

Curiosidade: Nélio Moura, treinador de Maurren, também treina o panamenho Irving Saladino, campeão olímpico masculino do salto em distância. Talvez ele seja o primeiro treinador da história olímpica a ter seus atletas campeões, numa mesma modalidade, tanto no masculino quanto no feminino...