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14.9.14

Pentacampeões, invictos e incontestáveis

Foto: AP
Foi uma campanha arrasadora, e olha que nem todos os melhores jogadores estiveram presentes. Mesmo assim, foram nove vitórias em que os norte-americanos reafirmaram sua posição de melhor basquete do planeta. Na final da Copa do Mundo de Basquete, em Madri, os Estados Unidos não deram chance à Sérvia, finalista com méritos. Antes de faltar um minuto para o final do terceiro período, a seleção norte-americana chegou à contagem centenária - algo raro no basquete, ainda mais numa final de Mundial. No fim, os Estados Unidos sagraram-se campeões mundiais de basquete, pela quinta vez em sua história (e a primeira por duas vezes seguidas), ao vencerem por 129 a 92.

Com a conquista, os norte-americanos classificaram-se para a disputa dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. Na disputa do terceiro lugar, a França derrotou a Lituânia por 95 a 93.

13.9.14

Estados Unidos e Sérvia decidem a Copa do Mundo de Basquete

Foto: EFE
Uma barbada e uma surpresa decidirão a Copa do Mundo de Basquete, no próximo domingo, em Madri, na Espanha. Como era de se esperar, os Estados Unidos derrotaram a Lituânia por 96 a 68, na última partida da competição disputada em Barcelona. Já a outra semifinal, disputada na capital espanhola, teve emoção de sobra: Sérvia e França fizeram um jogaço, principalmente nos dois últimos períodos, quando os franceses, atuais campeões europeus, superaram uma desvantagem que chegou a 18 pontos e lutou pelo resultado até o final. Porém, prevaleceu o maior volume de jogo dos sérvios, que venceram por 90 a 85.
 
A final de domingo tem os norte-americanos, atuais campeões mundiais e bicampeões olímpicos, além de serem os únicos invictos nesta competição, como os grandes favoritos - ainda tendo a grande oportunidade de, enfim, assumirem a liderança na galeria de campeões mundiais de basquete (conquistaram o título em 1954, 1986, 1994 e 2010). Do outro lado, porém, terão os herdeiros da Iugoslávia pentacampeã mundial (1970, 1978, 1990, 1998 e 2002) e que buscam levar este legado adiante. A Sérvia começou mal esta Copa do Mundo, classificando-se em quarto lugar no Grupo A, derrotando apenas as seleções de Irã e Egito. Mas cresceu enormemente na fase final, fazendo partidas fantásticas contra a então invicta Grécia nas oitavas e o Brasil nas quartas. A vitória sobre os franceses foi mais um passo rumo a esta decisão.
 
No sábado, também em Madri, Lituânia e França disputam o terceiro lugar, reeditando a decisão do Europeu do ano passado - naquela ocasião, vitória francesa por 80 a 66, na partida disputada em Liubliana, na Eslovênia.

11.9.14

A síndrome do terceiro período tira o Brasil do Mundial

Foto: AFP
O Brasil tinha uma grande oportunidade de voltar a disputar uma semifinal de Mundial de Basquete depois de 28 anos - a última vez foi em 1986, na mesma Espanha que recebe a edição deste ano. Os brasileiros tinham enfrentado a Sérvia na primeira fase e vencido por 81 a 73, em uma partida marcada por algo recorrente nas partidas da equipe: a péssima atuação no quarto pós-intervalo, o terceiro. Nos demais, os brasileiros haviam feito uma partida irrepreensível.
 
Nas oitavas de final, os sérvios (que derrotaram apenas Irã e Egito na primeira fase) eram os francoatiradores contra a Grécia, que estava invicta e era a favorita. Porém, fizeram uma partida espetacular e venceram com sobras, 90 a 72. O Brasil também jogou muito bem na revanche com a Argentina, derrotando os vizinhos por 85 a 65. Portanto, nada mais natural que houvesse uma partida bem equilibrada no confronto das quartas de final. Porém, não foi bem isso o que aconteceu: combinando uma excelente atuação dos herdeiros da escola iugoslava pentacampeã mundial com uma tenebrosa atuação dos brasileiros (notadamente no terceiro período, sempre ele), a Sérvia derrotou o Brasil com sobras: 84 a 56. O resultado levou os sérvios para sua segunda semifinal consecutiva (em 2010, na Turquia, acabaram em quarto lugar).
 
Na semifinal, a Sérvia enfrentará a França, atual campeã europeia, que surpreendeu a Espanha em seus domínios e venceu por 65 a 52 (os espanhóis haviam vencido por 88 a 64 na primeira fase). A partida será nesta sexta-feira, em Madri. Na semifinal de Barcelona, hoje, os Estados Unidos (que derrotaram a Eslovênia por 119 a 76), últimos invictos desta Copa do Mundo, pegam a Lituânia (que eliminaram nas quartas a Turquia, atual vice-campeã mundial: 73 a 61).
 
Com a eliminação para a Sérvia e a derrota da Espanha para a França, o Brasil terminou a competição em sexto lugar - sua melhor colocação em 24 anos (desde o quinto lugar obtido em 1990, no Mundial disputado na Argentina).

7.9.14

Brasil supera a Argentina e está nas quartas do Mundial de Basquete

Foto: FIBA.com
Jogando uma das suas melhores partidas nos últimos tempos, o Brasil derrotou a Argentina por 85 a 65 e classificou-se às quartas de final da Copa do Mundo de Basquete, que está sendo disputada na Espanha. Enfrentará a seleção da Sérvia (a quem enfrentou na primeira fase, com vitória brasileira), que dominou a partida contra a então invicta Grécia e venceu por 90 a 72.
 
A vitória, mais do que a superação a seu maior rival no momento, representa a melhor fase do basquete brasileiro em relação aos argentinos, que parecem num período de entressafra depois do período mais glorioso de sua história - com duas medalhas olímpicas (ouro em 2004 e bronze em 2008), um vice-campeonato mundial (em 2002) e duas Copas América conquistadas (2001 e 2011). Depois de viver um período de crise técnica e política, em que ficou fora de três Olimpíadas seguidas, fez péssimas campanhas em Mundiais e viu alguns de seus maiores astros se recusarem a defendê-la, a seleção do Brasil parece ressurgir, mais uma vez.
 
O vencedor do jogo entre Sérvia e Brasil enfrentará nas semifinais quem se der melhor no duelo entre Espanha (89 a 56 no Senegal) e França (69 a 64 sobre a Croácia). As demais quartas de final serão entre Estados Unidos (que venceram o México por 86 a 63) e Eslovênia (71 a 61 sobre a República Dominicana) e entre Lituânia (que derrotou a Nova Zelândia por 71 a 61) e Turquia (que suou para vencer a Austrália por 65 a 64).

5.9.14

Basquete brasileiro pega a Argentina em busca da revanche

O Brasil encerrou sua participação na primeira fase da Copa do Mundo de Basquete em grande estilo, apesar de o adversário não ser lá essas coisas. Derrotando o lanterna Egito por 63 pontos de diferença (a maior obtida pelo país na história da competição), impressionantes 128 a 65, a seleção comandada por Rubén Magnano se firmou na segunda colocação do Grupo A, com quatro vitórias e apenas uma derrota, para a anfitriã Espanha. O Brasil despede-se de Granada, onde jogou a primeira fase, e agora vai à capital Madri para a disputa das oitavas de final. E a próxima adversária não é nada fácil...
 
É a temida Argentina, derrotada por 79 a 71 pela Grécia (juntamente com os espanhóis e os campeões mundiais e olímpicos Estados Unidos, a equipe que conseguiu 100% de aproveitamento na primeira etapa do Mundial), e que acabou em terceiro lugar no Grupo B. Na verdade, é a revanche da disputa das oitavas do Mundial de 2010, na Turquia. Naquela ocasião, foi a Argentina que acabou em segundo no Grupo A e o Brasil, em terceiro no B - os argentinos venceram por 93 a 89 (no mesmo 7 de setembro em que será o jogo deste ano) e foram eliminados pela Lituânia nas quartas. Ultimamente, os argentinos vêm se dando melhor contra os brasileiros em partidas decisivas. Espera-se que seja diferente desta vez, pois os brasileiros parecem bem mais focados do que em competições anteriores.
 
As oitavas de final serão disputadas no sábado e no domingo, com jogos em Madri (os quatro primeiros abaixo) e Barcelona (os quatro últimos). Elas serão as seguintes (o vencedor de um dos jogos de cada par enfrenta o vencedor do outro nas quartas de final):
 
Espanha x Senegal
Croácia x França
 
Grécia x Sérvia
Brasil x Argentina
 
Estados Unidos x México
Eslovênia x República Dominicana
 
Lituânia x Nova Zelândia
Turquia x Austrália

3.9.14

Mesmo oscilante, Brasil vai bem na Copa do Mundo de Basquete

A 17ª edição da Copa do Mundo de Basquete, que está sendo disputada na Espanha, testemunha a luta da seleção do Brasil, bicampeã mundial, para reencontrar suas melhores atuações depois da vexaminosa campanha na Copa América do ano passado e do convite da FIBA para não ficar de fora de um Mundial pela primeira vez na sua história (a competição é disputada desde 1950; Brasil e Estados Unidos são os únicos países a disputarem todas as edições do torneio até hoje). O grupo complicado em que o Brasil caiu através do sorteio das chaves chegou a causar algum temor, mas a equipe treinada pelo argentino Rubén Magnano vem se saindo bem nesta primeira fase. Nas duas primeiras rodadas, depois de pequenos apagões no comecinho das partidas (ou seja, ainda no primeiro período), os brasileiros venceram a França (atual campeã europeia) por 65 a 63 e o Irã por 79 a 50. Na terceira rodada, houve a mesma coisa, mas não houve tempo de reagir devido à larga superioridade do adversário, a seleção do país-sede - a Espanha não teve dificuldade para vencer por 82 a 63.
 
Nesta quarta-feira, o Brasil teve talvez a sua melhor atuação neste Mundial, exceto em um detalhe que fora alvo de críticas em um passado não tão distante (notadamente na Copa América): a péssima atuação no terceiro período, o seguinte ao intervalo de jogo, quando os brasileiros desperdiçaram uma vantagem de 16 pontos (construída através de uma fantástica atuação no primeiro tempo) e encerraram os dez minutos do terceiro quarto em desvantagem no placar. Mas o Brasil teve a cabeça no lugar durante o período final, derrotando a Sérvia por 81 a 73 e garantindo vaga nas oitavas de final da competição.
 
Amanhã, o Brasil encerra sua participação na primeira fase enfrentando o já eliminado Egito, e ainda sonhando com a primeira colocação no Grupo A.

17.6.11

Oficializaram o superfaturamento!

Claro, não era nenhuma surpresa – mesmo assim, é inaceitável que a Câmara dos Deputados aprove a lei que facilite o superfaturamento nas obras de construção de arenas esportivas e manutenção e aprimoramento de infraestrutura na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. A tal lei aprovada flexibiliza licitações e dificulta a fiscalização do processo de construção.

O pior é que tudo leva a crer que tenha sido proposital a demora de várias obras, porque muita gente sabia que, mais cedo ou mais tarde, isso iria acontecer. Nossos governantes não são conhecidos exatamente pela lisura, convenhamos. Já tivemos uma mostra disso que poderá acontecer daqui a três anos há quatro, nos Jogos Pan-Americanos do Rio, quando os gastos extrapolaram os limites do aceitável por causa da demora em fazer tais obras. Agora com a chancela dos deputados federais, tudo indica que o filme se repetirá, com final nada feliz para os contribuintes.

Essa medida provisória ainda poderá ser barrada pelo Senado, mas terá que haver muito clamor popular e muita pressão da sociedade e da imprensa para que isso ocorra. Enquanto isso, preparemos nossos bolsos, porque as consequências desses fatos nos deverão ser os mais nefastos possíveis.

6.4.11

Será que não dá pra trocar os dois eventos, não?


Claro que é impensável seguir ao pé da letra a proposta brincalhona do título deste texto e inverter as realizações da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Mas não deixa de ser evidente que, mesmo tendo sido confirmado dois anos depois, o Comitê Organizador Rio 2016 anda trabalhando bem mais em conjunto com as esferas de governo do que o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, que vem recebendo críticas da FIFA pela lentidão do seu trabalho. A organização olímpica, pelo contrário, vem só ganhando elogios do COI.


Isso não vem acontecendo apenas às vistas da sociedade, com a atitude de cada comitê organizador no que se refere a fazer obras de construção de locais de prova e infraestrutura. Essa diferença existe na maior abertura dos olímpicos em relação aos mundialistas sobre a lisura do processo de financiamento e gerência de recursos. O contrato social da Copa privilegia a CBF, que fica com a maior parte dos recursos, enquanto o das Olimpíadas divide mais os custos. Assim, a garantia de que o dinheiro será mais bem utilizado é maior.


Não se sabe se a conduta do Comitê Olímpico Brasileiro é coerente com a transparência do CO-Rio 2016. Mas a do Comitê da Copa do Mundo parece seguir bem o que a CBF anda sendo nos últimos anos: paternalista, questionável e de pouca eficiência.

1.6.08

Ginástica artística quase na ponta dos cascos



Na etapa de Moscou da Copa do Mundo de Ginástica Artística, disputada nesta semana, segue de vento em popa a boa fase de nossos ginastas. No masculino, Diego Hypolito obteve a segunda posição no solo, na primeira competição por ele disputada depois de sofrer uma artroscopia e, logo depois, contrair dengue.

No feminino, Jade Barbosa ganhou o ouro no salto sobre a mesa, e ficou em sétimo na trave e em oitavo no solo - aparelho em que a outra ginasta brasileira finalista, Ana Cláudia Silva, surpreendeu e acabou em quinto.

Esta foi a última etapa da Copa do Mundo com participação brasileira antes das Olimpíadas de Pequim.

4.12.07

Há vida sem Ricardinho



A conquista do bicampeonato da Copa do Mundo masculina de vôlei - e a conseqüente classificação para as Olimpíadas de Pequim - pela Seleção Brasileira, neste domingo, no Japão, evidencia a excelente fase da equipe, que já dura seis anos. Só neste ano, é o quarto título ganho (os outros foram a Liga Mundial, os Jogos Pan-Americanos e o Campeonato Sul-Americano). A boa fase supera até uma crise fora das quadras - a que afastou o levantador Ricardinho, eleito o melhor jogador da Liga Mundial e considerado o melhor do mundo em sua posição, da equipe, às vésperas da estréia no Pan, em julho.

O técnico Bernardinho afastou o levantador alegando que este não pensava no coletivo. Dizendo sentir-se traído, Ricardinho afirmou que não voltaria à Seleção, quando lançou sua autobiografia, pouco depois do Pan. Os companheiros (Giba, em particular) pedem a Ricardinho que reconsidere a sua decisão. A opinião do Olimpismo é que, independentemente de quaisquer individualismos, o talento de Ricardinho é algo que não é recomendável de ser desperdiçado. De todo modo, a equipe está bem servida de levantadores. E a recente conquista da Copa do Mundo mostrou isso.

Depois de terem sido questionados pela opinião pública na época do corte, Marcelinho e Bruno Rezende vêm fazendo boas partidas, dando conta do recado. Até agosto de 2008, na disputa das Olimpíadas de Pequim, há tempo para um amadurecimento maior. Mas se Ricardinho reconsiderar sua decisão de deixar a Seleção, será um grande reforço no caminho para o tricampeonato olímpico. E o vôlei brasileiro só terá a ganhar.

16.11.07

Mais uma chance. A última?

O vôlei feminino brasileiro conseguiu, com uma rodada de antecedência, a vaga para as Olimpíadas de Pequim ao derrotar a Sérvia por 3 a 0, em jogo válido pela Copa do Mundo, no Japão. A Seleção ficará, na pior das hipóteses, em terceiro lugar - colocação suficiente para a classificação olímpica.

A vitória sobre as sérvias foi absolutamente inquestionável, pois o Brasil jogou muito bem. O problema é que, mais uma vez, nossas meninas sofreram o mal da irregularidade que tem há tempos, quase sempre em momentos decisivos. Nesta Copa do Mundo que está em andamento, elas perderam duas partidas - ambas de maneira inacreditável - até agora. A primeira foi para os Estados Unidos, por 3 a 2, de virada - depois de terem feito 2 a 0, as brasileiras sofreram uma pane coletiva e ficaram assistindo às norte-americanas virarem o jogo. A segunda foi para a Itália, por 3 a 0, na pior atuação brasileira em sabe-se lá quanto tempo.

Menos mal que a Copa do Mundo de vôlei é disputada em pontos corridos. Mas as jogadoras brasileiras terão que ter a cabeça no lugar para que não decepcionem mais uma vez num momento decisivo, em Pequim.

A partir deste final de semana, será a vez da seleção masculina tentar a vaga olímpica.