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5.1.16

Um bom ano olímpico a todos!

Imagem: Rio Media Center
Nesta primeira terça-feira de 2016, faltam exatos sete meses para a cerimônia de abertura dos Jogos da XXXI Olimpíada. E, depois de um longo e tenebroso inverno, o Olimpismo está de volta para informar sobre os preparativos da cidade do Rio de Janeiro para receber a primeira Olimpíada da América do Sul.
 
Como sabemos, o ano de 2015 não foi nada fácil. O de 2016 promete ser tão difícil quanto, levando-se em consideração as enormes dificuldades pelas quais a nossa economia passa. Mas algumas pequenas vitórias foram obtidas nestes últimos 12 meses, como a quase conclusão das obras das instalações esportivas da cidade para os Jogos Olímpicos. As obras de mobilidade urbana que interferem na vida dos cidadãos da capital fluminense desde 2009 também parecem bem encaminhadas. Contudo, algumas críticas se fazem necessárias, como a falta de planejamento do estado do Rio no que se refere à crise de corrupção que assola a Petrobrás (entre outras tantas instituições deste país) e a baixa no preço do petróleo, causando reflexos negativos no cotidiano, principalmente na saúde pública e na segurança. Continua valendo exatamente como dissemos em outubro de 2009: sigamos cobrando.
 
Esportivamente, também não nos foi um ano fácil: os desempenhos dos nossos atletas em 2015 foram aquém das nossas expectativas. Espera-se, porém, que um melhor preparo físico e psicológico, combinado à força da torcida, leve nossos atletas a bons desempenhos no Rio em agosto. Sabe-se que não será nada fácil enfrentar a nata do esporte mundial, mesmo sendo o país anfitrião. Ainda assim, torceremos - não apenas durante, mas principalmente depois dos Jogos.

4.8.14

A dois anos da Olímpiada, COB anuncia mudanças de símbolo e de nome

Foto: Matheus Carrera/Agência O Globo
Amanhã, faltarão dois anos para a cerimônia de abertura dos Jogos da XXXI Olimpíada, a ser realizada no Estádio do Maracanã. Como era de se esperar, há que se esperar uma aceleração nas obras para os próximos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro - principalmente depois do encerramento da Copa do Mundo de Futebol, cuja organização e nível técnico foram elogiados pelos visitantes, apesar dos pesares.
 
Nesta terça, será lançada a identidade visual a ser utilizada na Olimpíada e o novo site oficial do evento. Neste último final de semana, começou a ser disputada o primeiro evento-teste para os Jogos, na Baía de Guanabara: as provas de vela testam o local para daqui a dois anos, apesar das críticas a respeito da poluição do local. Nesta segunda, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou mudanças em seus símbolos. A mudança será gradual e atravessará os próximos dois anos: o nome da entidade máxima do esporte brasileiro passará a ser Comitê Olímpico do Brasil, e a nova logomarca - semelhante à utilizada desde a década passada - ressaltará o nome do país, acima da bandeira nacional e dos cinco anéis olímpicos. Vale lembrar que o COB comemorou o seu centenário em 8 de junho último.

10.4.14

Atrasos da Rio 2016 preocupam e COI decide intervir

Foto: Divulgação
Depois de um bom começo, em que chegou a empolgar por suas ações de evolução nos preparativos (principalmente no que se refere à infraestrutura), a organização dos Jogos Olímpicos de 2016 vem recebendo críticas de todos os lados. As mais contundentes vieram do presidente da Associação das Federações Internacionais Olímpicas de Verão, o italiano Francesco Ricci Bitti, que afirmou que o Rio tem as preparações para sediar uma Olimpíada mais atrasadas em 20 anos, chegando a ventilar a possibilidade de transferir algumas modalidades para outras grandes cidades brasileiras caso a situação não mude em alguns meses. O presidente do Comitê Olímpico Internacional, o alemão Thomas Bach, já havia alertado em visita ao Rio, em janeiro, que não havia mais tempo a perder.
 
De fato, o Rio anda bem atrasado na construção dos locais de disputa, em comparação com as obras de infraestrutura da cidade. Alguns locais de prova estão ainda na licitação, e o Complexo Esportivo de Deodoro ainda não saiu do papel. O Centro Olímpico de Treinamento (foto acima), no bairro de Jacarepaguá, que será o grande centro de disputas das modalidades olímpicas, recentemente teve uma greve de seus funcionários de construção - no momento, suspensa. A situação se agravou de tal forma que o próprio COI anunciou que acompanhará mais de perto os preparativos, com visitas regulares à cidade-sede olímpica.
 
Tais atrasos não são em nada surpreendentes, quando lembramos dos preparativos para os Jogos Pan-Americanos de 2007 - quando a construção do Estádio Olímpico João Havelange e a reforma do Maracanãzinho foram concluídas quase em cima da hora - e testemunhamos o sufoco que ora passa a organização da Copa do Mundo de 2014. Mas, infelizmente, vemos que isso é recorrente em eventos organizados no Brasil - e esperava-se que, pelo menos na Olimpíada de 2016, fosse um pouco diferente.
 
Pode-se culpar a nossa conhecida leniência à lentidão e a cultura do "jeitinho" para qualquer coisa, mas a velha politicagem também entra nessa roda. Os dirigentes que reclamam da organização olímpica de 2016 dizem que o Comitê Organizador está até fazendo sua parte, mas queixam-se da falta de apoio governamental. Compreensível: o governo federal patina nos índices de popularidade e na séria ameaça de crise financeira (a única coisa capaz de derrubar qualquer governo); o estadual se desgasta no combate à criminalidade e no período de transição governamental; e o municipal, o que poderia mais fazer nessa altura (visto a ser o único não envolvido nas eleições deste ano), escorrega na conhecida falta de modéstia do seu chefe executivo. Dessa forma, fica difícil avançar consideravelmente, embora ainda haja tempo de reagir. A intervenção do COI pode ter sido um primeiro passo para que as coisas, enfim, acelerem.

9.11.13

Faltam mil dias!

Neste sábado, faltam exatos 1.000 dias para o início dos Jogos da XXXI Olimpíada. Como seria de se imaginar, a cidade do Rio de Janeiro está um verdadeiro canteiro de obras. Como consequência, a população sofre com engarrafamentos diários - porém, espera-se que esse tipo de problema diminua bastante à medida em que as obras fiquem prontas. As obras de infraestrutura prometidas pela candidatura carioca estão em andamento, como a construção de novas linhas do Metrô e vias de acesso pela cidade - obras que, ressalte-se, dificilmente sairiam do papel se o Rio não tivesse sido eleito.

Porém, algumas demoras causam certa apreensão - como, por exemplo, o Complexo Esportivo de Deodoro, que abriga modalidades como o tiro esportivo, o hipismo e o pentatlo moderno, que deverá iniciar obras apenas no próximo ano. O grande centro dos Jogos, o Centro Olímpico de Treinamento, em Jacarepaguá, porém, já está com sua construção a pleno vapor. O local das cerimônias de abertura e de encerramento, o Estádio do Maracanã, ficou pronto neste ano para a Copa das Confederações, e será usado na Copa do Mundo do próximo ano.

8.11.13

A pouco mais de mil dias dos Jogos, pictogramas revelados

Foram divulgados ontem, no Rio, os pictogramas de todas as modalidades a serem disputadas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. São 64 figuras, 41 de modalidades olímpicas e 23 de paralímpicas - pela primeira vez, rigorosamente todas as modalidades e suas variações estão representadas.
 
O conceito de pictograma - representação de cada modalidade esportiva através de desenho - foi criado em 1948, nos Jogos de Londres, mas começou a se consolidar em 1964, em Tóquio. Desde então, passou a representar, ao mesmo tempo, as modalidades esportivas e aspectos culturais de cada cidade-sede. No caso do Rio, a referência foi a fonte usada nas letras da logomarca olímpica, que remete a paisagens da cidade, como o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor e a Pedra da Gávea.

7.9.13

56 anos depois, Tóquio voltará a ser a capital esportiva mundial

Foto: Getty Images
Uma das maiores cidades do planeta, a capital da Terra do Sol Nascente confirmou seu favoritismo neste sábado. Na 125ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional, realizada em Buenos Aires, na Argentina, Tóquio foi eleita a cidade-sede dos Jogos da XXXII Olimpíada e dos XVI Jogos Paralímpicos, a serem realizados em 2020.

Primeira cidade asiática a receber uma Olimpíada, em 1964, Tóquio escora-se na sua estabilidade financeira para organizar a sua segunda edição olímpica. Experiência também não falta aos japoneses: contando edições de Verão e de Inverno, esta será a quarta Olimpíada que o Japão receberá (sediou também duas Olimpíadas de Inverno: em 1972, na cidade de Sapporo, e em 1998, em Nagano). E, seguindo os mesmos critérios, esta será a segunda Olimpíada consecutiva no Extremo Oriente: a sul-coreana Pyeongchang sediará a Olimpíada de Inverno em 2018, fazendo com que haja um ciclo olímpico inteiro na região.

Na primeira rodada de votação, Tóquio obteve a liderança com 42 votos - caso tivesse obtido mais sete, ganharia de forma direta. Mas isso não aconteceu, e as demais concorrentes terminaram empatadas: Istambul e Madri tiveram 26 votos cada. No desempate, os turcos tiveram 49 votos, contra 45 dos espanhóis, que corriam por fora e eram vistos como os únicos que poderiam fazer frente aos favoritos japoneses. Na rodada final, Tóquio derrotou Istambul por 60 a 36.

10.6.13

A interdição do Engenhão e o que pode estar por trás

Foto: AFP
Em março último, a prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a interdição, por tempo indeterminado, do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, onde está prevista a realização das provas de pista e campo do atletismo nos Jogos Olímpicos de 2016. Foram alegados problemas na estrutura da cobertura do estádio, que poderia desabar em caso de ventania de pouco mais de 60 km/h. Na última semana, o prefeito carioca Eduardo Paes disse que o estádio ficará fechado por cerca de um ano e meio para a reforma da cobertura. Mas ainda há as obras de reforma para a próxima Olimpíada, que ainda não foram decididas se serão ou não feitas enquanto o Engenhão estiver fechado. Inclusive, é cogitado que o estádio ficará fechado por ainda mais tempo caso tais obras sejam realmente levadas a cabo, reabrindo apenas em fins de 2015.

Porém, muita coisa ainda pode estar por trás desse estado de coisas. O estádio do Maracanã, por exemplo, estava fechado para obras (visando a Copa do Mundo de 2014 e, embora em menor grau, a própria Olimpíada de 2016) desde setembro de 2010, e o Engenhão estava em uso constante durante esse período exatamente para substituí-lo, sediando a maior parte dos jogos dos times do Rio nos Campeonatos Brasileiro e Carioca. Não se sabe se por coincidência ou não (embora, na opinião deste que vos escreve, coincidências não existam), o Engenhão foi interditado exatamente quando o Maracanã estava quase pronto. Desde então, Botafogo, Flamengo e Fluminense vêm mandando suas partidas em estádios de cidades do interior fluminense e mesmo em outros estados - o Vasco da Gama tem o estádio de São Januário. O Estádio Jornalista Mário Filho, que sediará as finais da Copa das Confederações deste ano (no próximo dia 30) e da Copa do Mundo do ano que vem (em 13 de julho de 2014), reaberto oficialmente com um amistoso entre Brasil e Inglaterra, no último dia 2 (mesmo ainda com obras em seu entorno), será cuidado por um consórcio que, segundo exigem as regras do edital, terá que assinar com, pelo menos, dois grandes clubes do Rio para que eles possam mandar suas partidas por lá. Como se sabe, o Botafogo arrendava o Engenhão desde alguns meses depois da inauguração do estádio, em 2007 - e poderia ser mais um a negociar com o consórcio, que vem enfrentando dificuldades em fazer acordo com a dupla Fla-Flu, assustada com as exigências.

Some-se a isso o fato de o estádio ter sido construído durante os dois últimos mandatos (2001-2009) do então prefeito Cesar Maia, notório inimigo político do atual prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes. Muitos veem nessa interdição uma chance de Paes detonar publicamente o seu antecessor, que fez o Engenhão construindo-o com um custo muito maior que o previsto (de 60 milhões para 380 milhões de reais). Enfim, é muito mais que simplesmente um estádio interditado. Existem vários interesses em jogo nessa história toda.

7.10.12

Um enigma chamado Nuzman

Foto: Jorge William/Agência O Globo
Nesta sexta-feira, Carlos Arthur Nuzman foi eleito para seu quinto mandato consecutivo na presidência do Comitê Olímpico Brasileiro. Ele ocupa a instância máxima do esporte nacional desde 1995, depois de deixar o comando da Confederação Brasileira de Voleibol. Dos 33 votos disponíveis (o dele próprio; o do vice, André Richer; de João Havelange, presidente de honra da FIFA e ex-membro do Comitê Olímpico Internacional, condição da qual renunciou depois de ser acusado de corrupção no exercício do cargo de presidente da FIFA; além dos presidentes ou representantes de 30 confederações brasileiras de esportes olímpicos), Nuzman, que era candidato único, obteve 30; foram duas abstenções (as dos presidentes da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, e da Confederação Brasileira de Vela e Motor, Carlos Luís Martins) e apenas um voto contrário - o do presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, Eric Maleson, que acusa o COB de perseguição política, por ser a única oposição declarada a Nuzman. É apenas mais um capítulo do festival de polêmicas em que o Comitê Olímpico Brasileiro se envolve, no início do ciclo olímpico que desembocará no Rio de Janeiro, em 2016.
 
O mais novo mandato de Nuzman deverá se encerrar em janeiro de 2017. Cumprindo-o até o fim, superará os 21 anos do primeiro presidente da entidade, Fernando Mendes Almeida (1914-1935) e ficará atrás somente dos 27 de Sylvio de Magalhães Padilha (1963-1990). Nuzman é apenas o oitavo presidente dos 98 anos de história do COB, atravessando uma época em que dinastias, continuísmos e mandatos eternos não fazem mais sentido - notadamente no Brasil, que vive uma democracia há 27 anos ininterruptos. Mas o esporte parece não seguir essa tendência de mudanças e alternâncias de poder, tanto que a grande maioria dos votantes que reelegeram Nuzman presidem suas confederações esportivas há anos, alguns deles há décadas. Os brasileiros se mostram mais realistas do que o rei, visto que o próprio Comitê Olímpico Internacional mudou seu estatuto para limitar os mandatos de seus presidentes - as acusações contra o então presidente Juan Antonio Samaranch (que presidiu o COI durante 21 anos, de 1980 a 2001) o desgastaram de tal forma que a instância máxima do esporte mundial limitou o primeiro mandato do presidente em oito anos, dando a chance de uma única reeleição, por mais quatro anos; o atual presidente, o belga Jacques Rogge, foi eleito em 2001, reeleito em 2009 e passará o cargo em 2013.
 
É inegável que Nuzman fez o esporte olímpico brasileiro crescer durante seu mandato. Até ele assumir o cargo, o Brasil ganhava poucas medalhas em uma única edição olímpica - o recorde no geral tinha sido em 1984, com oito medalhas; o maior número de ouros tinha sido dois, em 1980 e 1992. Logo na primeira Olimpíada sob a presidência de Nuzman, foram quinze medalhas - três delas de ouro. Daí em diante, nunca foram menos do que dez medalhas brasileiras por Olimpíada - este menor número foi em 2004, quando o Brasil obteve cinco ouros, seu recorde até hoje. O fato é que a atual presidência fez o país crescer no cenário olímpico, bem mais do que era antes.
 
Mas esse período, que poderia ser visto como vitorioso, também tem seus percalços. Não há uma política esportiva clara no país, mesmo com o crescimento no número de medalhas olímpicas. Na maior parte das vezes, a delegação brasileira depende de talentos individuais, daqueles que treinam sob seus próprios esforços, quase sempre sem ajuda dos dirigentes. Milhões de reais em dinheiro público, investido há quase duas décadas, não chegam a quem deveriam chegar. Os investimentos não dão retorno, ou o número de medalhas seria bem maior. Um exemplo se deu neste ano, em Londres, quando o número de finais em que brasileiros estiveram envolvidos foi bem menor que tinha sido em Pequim, apesar do maior número de medalhas conquistadas.
 
Para piorar as coisas, a reeleição de Nuzman chega num momento em que o COB vive uma crise de credibilidade. Pouco depois do encerramento dos Jogos Paralímpicos de Londres, chegou ao conhecimento público que o Comitê Organizador dos Jogos da XXXI Olimpíada e dos XV Jogos Paralímpicos Rio 2016 demitiu nove integrantes, acusados de roubo de informações sigilosas pertencentes ao Comitê Organizador dos Jogos de Londres. Apenas isso foi divulgado: não foram revelados detalhes sobre como seriam esses documentos, nem para que eles serviriam, nem mesmo se os demitidos os extraviaram por conta própria ou a mando de algum superior. A pressão da imprensa e da opinião pública fez Nuzman dar uma entrevista coletiva, mas que pouco ou nada esclareceu sobre o ocorrido.
 
Além de presidente do COB, Nuzman também é presidente do Comitê Organizador Rio 2016 - o que não é recomendado por causa do risco de conflito de interesses, apesar de o COI não proibir. Ele também presidiu o Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos de 2007, que, se organizou bem o evento a ponto de credenciar a cidade a sediar os Jogos Olímpicos de 2016, também foi marcado pelo superfaturamento dos locais de prova. O acúmulo de funções lembra algo bem conhecido: Ricardo Teixeira, presidente da CBF durante 23 anos, também era o presidente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014. No começo deste ano, Teixeira renunciou aos dois cargos - hoje ocupados por seu sucessor, José Maria Marin - por conta de sucessivas acusações de corrupção. Se houver acusações parecidas contra Nuzman, que ninguém duvide que o presidente do COB tenha de fazer o mesmo, até para salvar sua recém-manchada biografia...

8.6.12

Aumento da cobrança do COI, nada mais natural

Em visita da comitiva do Comitê Olímpico Internacional nesta semana, a presidente da comissão de coordenação dos Jogos da XXXI Olimpíada e dos XV Jogos Paralímpicos, Nawal el-Moutawakel, demonstrou certa preocupação com os prazos de cumprimento das obras até 2016 - principalmente em dois pontos fundamentais para a realização dos Jogos: o Parque Olímpico da Barra da Tijuca e o Centro Olímpico de Deodoro, considerados os dois centros mais importantes. É a primeira cobrança do COI aos organizadores cariocas desde outubro de 2009 - mas está longe de ser surpreendente.

Os Jogos Olímpicos de Londres, os últimos antes dos do Rio, terão seu início no final do mês que vem, em 27 de julho. Em 12 de agosto, será realizada a cerimônia de encerramento dos Jogos da XXX Olimpíada e, evidentemente, todos os olhos dos amantes do esporte no mundo estarão voltados para o Rio de Janeiro, onde as Olimpíadas serão disputadas, de 5 a 21 de agosto de 2016. Nada mais natural, portanto, que a cobrança aumente por parte do COI. E que os organizadores cariocas tenham que pôr a mão na massa.

Por outro lado, o fato mostra a seriedade com que o Comitê Olímpico Internacional trata seu principal produto, em contraponto com o desleixo da FIFA durante longo tempo com o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014. Desde o começo, o COI monitora tudo o que for possível, com uma comissão distinta da que acompanha os preparativos para a Olimpíada de 2012, de forma que não haja atrasos. O certo é que uma nova comissão acompanhará desde já os preparativos para as Olimpíadas de 2020, poucos dias depois de 7 de setembro do ano que vem, quando a sede dos Jogos da XXXII Olimpíada for escolhida. Já a FIFA só pareceu ter despertado para os atrasos nos preparativos para a próxima Copa do Mundo lá por julho de 2010, quando o Mundial da África do Sul estava em seu final. Resultado: obras com cerca da metade do seu caminho (em algumas cidades, nem isso) faltando pouco mais de dois anos para o início do Mundial...

2.12.11

Que isso tudo nos sirva de alerta



Há mais de um ano (como podemos relembrar aqui), a Grécia vive uma crise financeira das mais sérias, correndo o grande risco de ter que deixar a Zona do Euro. Um dos fatores que podem ter acelerado o alto endividamento grego foram os enormes gastos públicos com a organização dos Jogos Olímpicos de 2004, e o legado nulo que eles deixaram à população ateniense, somando-se a uma série de circunstâncias que acabaram por ser nefastas à economia do país.


Como o Olimpismo lembra, os brasileiros temos que tomar cuidado com os gastos e a ameaça de superfaturamento, tanto das Olimpíadas de 2016, quanto (principalmente) da Copa do Mundo de 2014. Este texto, publicado pela BBC Brasil, explica melhor a situação ora vivida pelos gregos e nos serve de importante aviso para que fiscalizemos nossos organizadores e autoridades responsáveis.

1.11.11

E ainda houve boatos de que o Pan estava na pior


Encerraram-se os XVI Jogos Pan-Americanos, e pode-se considerar que o saldo foi positivo. Apesar de vários erros no decorrer do processo, os mexicanos foram aprovados na organização de eventos, mais uma vez. Isso prova que o Pan segue seu caminho rumo a uma maior valorização, mesmo que ainda seja conhecido por ser de baixo nível técnico e esnobado por muitos dos maiores atletas do continente, principalmente dos Estados Unidos.

Acredite: isso começou há quatro anos, no Rio de Janeiro. A notável organização do evento de 2007 credenciou os cariocas a receberem as Olimpíadas de 2016 e abriu precedentes para que outras cidades do continente sonhassem em fazer o mesmo. Neste ano, Guadalajara não tinha tantas pretensões - mas o sucesso deste Pan deu aos mexicanos o direito de imaginar que possam voltar a receber os Jogos Olímpicos um dia, já que foram os primeiros latino-americanos a fazê-lo (em 1968, na Cidade do México).

A próxima cidade a receber o Pan, de 10 a 26 de julho de 2015, será a canadense Toronto - o que é um grande fato. A maior cidade da segunda maior economia do continente americano, assim como o Rio era em 2007, sediará os Pan-Americanos com o sonho de sediar a maior festa do esporte mundial - quem sabe em 2024 ou 2028. A capital da província de Ontário é conhecida por ser uma cidade culturalmente rica, acima da média das cidades da América do Norte, por ser um grande destino imigratório. Toronto e várias cidades vizinhas (Hamilton, Burlington, Mississauga, Brampton etc.) prometem fazer os maiores Jogos Pan-Americanos de todos os tempos, e os canadenses têm todas as condições de fazê-los. E os brasileiros estaremos no aguardo. Afinal, o Pan de 2015 será o último estágio antes da festa que iremos receber no ano seguinte, no Rio.

17.6.11

Oficializaram o superfaturamento!

Claro, não era nenhuma surpresa – mesmo assim, é inaceitável que a Câmara dos Deputados aprove a lei que facilite o superfaturamento nas obras de construção de arenas esportivas e manutenção e aprimoramento de infraestrutura na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. A tal lei aprovada flexibiliza licitações e dificulta a fiscalização do processo de construção.

O pior é que tudo leva a crer que tenha sido proposital a demora de várias obras, porque muita gente sabia que, mais cedo ou mais tarde, isso iria acontecer. Nossos governantes não são conhecidos exatamente pela lisura, convenhamos. Já tivemos uma mostra disso que poderá acontecer daqui a três anos há quatro, nos Jogos Pan-Americanos do Rio, quando os gastos extrapolaram os limites do aceitável por causa da demora em fazer tais obras. Agora com a chancela dos deputados federais, tudo indica que o filme se repetirá, com final nada feliz para os contribuintes.

Essa medida provisória ainda poderá ser barrada pelo Senado, mas terá que haver muito clamor popular e muita pressão da sociedade e da imprensa para que isso ocorra. Enquanto isso, preparemos nossos bolsos, porque as consequências desses fatos nos deverão ser os mais nefastos possíveis.

15.3.11

A 500 dias dos Jogos, (quase) tudo nos conformes


Nesta terça-feira, faltam 500 dias para a cerimônia de abertura dos Jogos da XXX Olimpíada, no dia 27 de julho de 2012, no Estádio Olímpico de Londres. Como o previsto, está quase tudo pronto para a grande festa do esporte mundial. A construção do estádio, que sediará também as provas do atletismo, segue em sua fase de conclusão - e está decidido que o local será arrendado pelo West Ham depois dos Jogos.

Segundo informação de O Globo, os ingressos começam a ser vendidos hoje, através da Internet. Os preços mais baixos são de cerca de 20 libras esterlinas, mas alguns eventos serão gratuitos, como as realizadas nas ruas da cidade, que são o ciclismo estrada, as maratonas e o triatlo. Jovens de até 17 anos terão desconto na compra dos ingressos, e idosos com mais de 60 anos podem pagar taxa única de 16 libras esterlinas, cerca de 43 reais.

31.1.10

2010, um ano que promete

O ano de 2010 promete ser uma grande festa esportiva, e não é só por causa da Copa do Mundo. Já no mês de fevereiro, será disputada mais uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Vancouver, no Canadá. Serão cerca de 5.500 atletas de mais de 80 países, disputando medalhas em 15 esportes na neve e no gelo. A cerimônia de abertura será às vésperas do Carnaval, no dia 12 de fevereiro, e a competição irá até o dia 28. Logo depois, de 12 a 21 de março, serão disputados na mesma cidade os Jogos Paraolímpicos de Inverno.

Também em março, só que entre os dias 19 e 31, serão realizados em Medellin, na Colômbia, os Jogos Sul-Americanos, com a participação de todos os países da América do Sul, além de Antilhas Holandesas, Aruba e Panamá. Cerca de 4 mil atletas competirão em 31 modalidades esportivas. No mesmo continente americano, mas um pouco acima, de 17 de julho a 1º de agosto, terão lugar na cidade porto-riquenha de Mayagüez os tradicionais Jogos Centro-Americanos e do Caribe, disputados por todos os países da América Central filiados ao COI, além de Colômbia, Guiana, México, Suriname e Venezuela. Haverá quase 5 mil atletas em 39 modalidades.

O ano de 2010 também marcará a estreia do mais novo evento do Comitê Olímpico Internacional: os Jogos Olímpicos da Juventude, que terão sua primeira edição disputada na Cidade de Cingapura, de 14 a 26 de agosto, com 3.500 atletas, entre 14 e 18 anos, de cerca de 170 países, competindo em 26 esportes. A Ásia receberá mais dois grandes megaeventos neste ano: de 3 a 14 de outubro, a cidade de Nova Délhi, na Índia, receberá os Jogos da Comunidade Britânica, disputados por países que foram ou são geralmente colonizados pela Grã-Bretanha - os quatro países do Reino Unido (Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales) competem separados neles. Será a segunda (depois de 1998, em Kuala Lumpur, na Malásia) edição do evento a ser disputada no continente asiático, que terá sua mais importante e tradicional competição esportiva realizada logo depois: os Jogos Asiáticos, de 12 a 27 de novembro, em Cantão, na China, com 43 modalidades esportivas. Na mesma cidade chinesa, será realizada, de 12 a 19 de dezembro, a primeira edição dos Jogos Parasiáticos.

Faltam ainda dois anos e meio para as Olimpíadas de Londres, mas 2010 será um ano bem corrido para quem gosta de acompanhar o esporte internacional.

18.12.09

Alívio de um lado, apreensão do outro


Nesta quinta-feira, foi divulgado pelo governo do Estado do Rio de Janeiro o projeto de reforma do Estádio Mário Filho, no bairro do Maracanã, para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Pelo menos em um aspecto os amantes do esporte podem respirar aliviados: a demolição do Estádio de Atletismo Célio de Barros e do Complexo Aquático Júlio Delamare não está mais prevista para a construção de estacionamentos (ao contrário do que estava escrito aqui), que serão construídos no entorno do estádio, mais exatamente na região da Quinta da Boa Vista, que terá uma grande passarela a ligá-la ao estádio. Dessa forma fica bem mais fácil e mais barato, visto que ali estava prevista a construção de um novo estádio de atletismo e um complexo aquático.

Mas o grande problema é o de sempre: o alto custo da reforma. Está previsto o gasto de meio bilhão de reais para as profundas reformas estruturais que serão feitas no maior estádio do Brasil, que terá pequenas reformas nos primeiros oito meses de 2010 e será fechado de vez em setembro, para apenas ser reaberto em janeiro de 2013. É um problema de cujos detalhes você pode se lembrar neste texto. Isso tudo apenas poucos anos depois da reforma para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Espera-se que, pelo menos, esta próxima seja a definitiva. Ou que valha para as duas próximas megacompetições que o Rio vai sediar...

25.8.08

Que venha Londres!



As Olimpíadas de Pequim se foram neste domingo, e já deixam saudades nos amantes do esporte em todo o mundo. Mas vem mais por aí: em setembro, serão realizadas as Paraolimpíadas de Pequim. É o primeiro estágio de espera para a próxima edição da maior festa do esporte mundial: as Olimpíadas de Londres, a serem realizadas de 27 de julho a 12 de agosto de 2012.

Alguns grandes eventos esportivos que serão realizados no ciclo olímpico que se inicia:

  • 2009: Jogos do Mediterrâneo, de 26 de junho a 5 de julho (Pescara, Itália); Jogos da Lusofonia, de 11 a 19 de julho (Lisboa, Portugal)
  • 2010: Jogos Olímpicos de Inverno, de 12 a 28 de fevereiro (Vancouver, Canadá); Jogos Centro-Americanos e do Caribe, de 17 de julho a 1º de agosto (Mayagüez, Porto Rico); Jogos da Comunidade Britânica, de 3 a 14 de outubro (Nova Délhi, Índia); Jogos Asiáticos, de 12 a 27 de novembro (Cantão, China) (também serão realizados neste ano, provavelmente em novembro, os Jogos Sul-Americanos, em Medellín, Colômbia)
  • 2011: Jogos Africanos, de 15 a 27 de julho (Lusaca, Zâmbia); Jogos do Pacífico Sul, em setembro (Noumea, Nova Caledônia); Jogos Pan-Americanos, de 14 a 30 de outubro (Guadalajara, México)