6.9.13
Cidades candidatas a 2020: Tóquio
5.9.13
Cidades candidatas a 2020: Madri
4.9.13
Cidades candidatas a 2020: Istambul
24.5.12
COI define as finalistas para 2020
16.2.12
COI confirma cidades candidatas a sediar as Olimpíadas de 2020
Depois de um período de descanso, o Olimpismo está de volta, começando este ano olímpico de olho no futuro. Nesta quinta-feira, o Comitê Olímpico Internacional anunciou oficialmente as cidades candidatas a sediar os Jogos da XXXII Olimpíada, em 2020.
Em função da crise econômica e da falta de garantias pelo governo italiano, Roma (ITA) desistiu de se candidatar. Assim, serão cinco as cidades que sonham em receber as Olimpíadas seguintes às do Rio, em 2016: Baku (AZE), Doha (QAT), Istambul (TUR), Madri (ESP) e Tóquio (JPN). Apenas esta última (foto) já sediou uma edição olímpica, em 1964.
No dia 23 de maio, na cidade de Quebec, no Canadá, o COI definirá as cidades finalistas, depois de avaliar cada uma das cinco candidatas. A cidade-sede das Olimpíadas de 2020 será decidida na 125ª Sessão do COI, em 7 de setembro de 2013, em Buenos Aires.
2.9.11
Começa a corrida para 2020
Encerrou-se ontem o período de inscrições para as cidades interessadas em sediar os Jogos da XXXII Olimpíada, em 2020. Cidades consagradas concorrerão com outras que buscam afirmação e crescimento, em busca do direito de receber a maior festa esportiva mundial.
No total, seis cidades buscarão a melhor avaliação pelo Comitê Olímpico Internacional - as finalistas, em número que deverá variar de três a cinco, serão decididas em maio de 2012, na cidade de Quebec, no Canadá.
Dessas seis cidades, duas já receberam as Olimpíadas: Roma (ITA), em 1960, e Tóquio (JPN), em 1964. Essas duas localidades querem superar fatores externos como a crise econômica, e alguns internos, como possibilidade de desastres naturais, como terremotos. A capital italiana tentou receber as Olimpíadas de 2004, mas foi derrotada por Atenas na última rodada de votação. A capital japonesa também tentou receber os Jogos recentemente, mas ficou no meio do caminho na votação que declarou o Rio de Janeiro vencedor na disputa para 2016.
Assim como Tóquio, Doha (QAT) também queria sediar as Olimpíadas em 2016 - mas foi eliminada na primeira fase, apesar do projeto ousado, por querer receber os Jogos em outubro, o que era vetado pelo COI. Porém, o órgão máximo do esporte mundial decidiu rever essa regra, fazendo com que a data de disputa olímpica voltasse a se flexibilizar. A cidade, banhada pelo Golfo Pérsico, vem com muita força para que, desta vez, vença a disputa. Afinal de contas, o Catar receberá a Copa do Mundo de futebol em 2022 e quer ser mais um país a emendar as duas maiores competições mundiais. Para isso, buscará receber o maior número possível de competições esportivas.
Outra cidade derrotada na luta para sediar em 2016 volta à carga. Madri (ESP) vem com força, depois de perder para o Rio na rodada final de votação. É a quarta vez em que a capital espanhola se candidata - antes de 2016, tentou para 1972 e 2012, sendo portanto a terceira vez seguida. Experiência em candidaturas parece ser também o forte de Istambul (TUR). A maior cidade turca vem se candidatando desde a corrida para 2000, com exceção de 2016. Como trunfo, os turcos usam também a experiência em receber competições de renome, como o Mundial Masculino de Basquete, no ano passado.
Com menos chances, vem Baku (AZE). Assim como a capital catariana, a azerbaijana também não passou da primeira fase para sediar os Jogos de 2016. Mas tem esperança em ser a grande zebra desta disputa, escorando-se em receber importantes torneios de ginástica rítmica, judô e luta olímpica.
A corrida começou. Como dito, os finalistas serão decididos em maio do ano que vem. A cidade-sede das Olimpíadas de 2020 será decidida na 125ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional (que também elegerá o sucessor de Jacques Rogge na presidência do COI), em 7 de setembro de 2013, em Buenos Aires.
5.7.11
Olimpíadas de Inverno 2018: Poucas candidatas, muitas promessas
Está sendo realizada em Durban, na África do Sul, a 123ª sessão do Comitê Olímpico Internacional. Em seu encerramento, amanhã, o presidente do COI, Jacques Rogge, anunciará a cidade eleita como sede dos XXIII Jogos Olímpicos de Inverno, que serão em 2018. Diferentemente do que ocorre na sua versão mais famosa, a de verão (em que cidades do mundo inteiro costumam se acotovelar pelo simples direito de ser candidata a sede), para estas Olimpíadas de Inverno há apenas três cidades candidatas: a francesa Annecy, a alemã Munique e a sul-coreana Pyeongchang. Poucas cidades candidatas, mas muitas promessas de grandiosidade.
A candidatura mais modesta parece ser a da francesa Annecy, a menos cotada para vencer a disputa - apesar de não faltar experiência à França, que sediou três edições das Olimpíadas de Inverno (a primeira, em 1924, em Chamonix; 1968, em Grenoble; e 1992, em Albertville). Annecy, aliás, é quase vizinha a Chamonix (pouco mais de 100 quilômetros de distância), prevista para ser subsede olímpica em caso de vitória.
As duas adversárias são as grandes favoritas, e lutam, cada uma a seu modo, pelo ineditismo. Munique quer ser a primeira sede de uma Olimpíada de Verão (em 1972) a também receber os Jogos de Inverno. Assim como a candidatura francesa, a cidade da região da Baviera pretende usar como local de competição uma sede anterior, Garmisch-Partenkirchen (única cidade da Alemanha a receber o evento, em 1936, mesmo ano em que sua capital Berlim recebeu os Jogos de Verão). Os alemães contam com um elenco de grandes esportistas do passado e do presente para tentar convencer o Colégio Eleitoral do COI, para que sedie sua primeira Olimpíada após a reunificação, em 1990.
Já a cidade de Pyeongchang, na Coreia do Sul, tem a persistência (é a terceira candidatura seguida) como trunfo, além de ser mais identificada pelo gosto de novidade que tanto anda sensibilizando o COI há vários anos. No Extremo Oriente, apenas o Japão sediou Olimpíadas de Inverno (Sapporo, em 1972, e Nagano, em 1998). Ou seja, a busca por novos horizontes (algo explicitado por seu lema) norteia a candidatura - os Jogos seriam sediados em um país inédito pela segunda vez consecutiva, já que a Rússia receberá pela primeira vez em 2014, em Sochi.
Tudo leva a crer que, depois de perder por pouco duas vezes (para Vancouver e Sochi), desta vez Pyeongchang tem tudo para levar essa. O segredo, dizem, é vencer logo na primeira rodada por maioria absoluta de votos, já que são apenas três cidades candidatas. Como Annecy deverá ser a última colocada, um duelo entre Munique e Pyeongchang na rodada decisiva pode ter resultados imprevisíveis. O nível entre as duas favoritas é tão grande que, caso Pyeongchang vença para 2018, Munique largará desde já como a grande favorita para 2022.
2.10.09
A hora está chegando
É hoje. Nesta sexta-feira, no Congresso do Comitê Olímpico Internacional em Copenhague, na Dinamarca, por cerca de 13h30 (horário de Brasília), será escolhida a cidade-sede dos Jogos da XXXI Olimpíada da Era Moderna, assim como dos XV Jogos Paraolímpicos, a serem realizados em 2016. O alto nível das quatro cidades candidatas (Chicago, Madri, Rio de Janeiro e Tóquio) dá a certeza de que esta será a escolha de sede olímpica mais emocionante e equilibrada de todos os tempos - assim como, não importa a cidade que for escolhida, os Jogos serão realizados em um ótimo lugar.
As quatro cidades já apresentaram suas armas, as suas propostas, os seus trunfos; tudo o que foi feito, será avaliado pelo Colégio Eleitoral do COI, que em sua decisão soberana consagrará a cidade cuja candidatura foi considerada a melhor entre as finalistas. Com o alto nível que certamente será premiado, será dada à vencedora a obrigação de sediar as melhores Olimpíadas de todos os tempos.
A eficiência norte-americana? A paixão espanhola? O pioneirismo brasileiro? A modernidade japonesa? A resposta de qual característica prevalecerá será dada pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, ao abrir o envelope e ler o nome da cidade vencedora. Estejamos a postos, desde já.
1.10.09
Candidatos a 2016: Tóquio

Encerrando a série sobre as cidades candidatas a sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, falaremos hoje sobre Tóquio.
A capital japonesa é a única das cidades finalistas a ter sediado uma Olimpíada, em 1964. Isso é visto como altamente positivo, devido à experiência em receber eventos de grande porte, não apenas esportivos. Além disso, tem o melhor sistema de deslocamento de atletas, segundo o COI. Isso é um grande ponto a favor dos japoneses: os planejados locais de prova se dividem em dois grandes polos, bem próximos um do outro, chegando a se entrelaçar onde se encontra o futuro Estádio Olímpico - o "velho", palco principal de 1964, seria usado somente no futebol (que utilizaria alguns palcos da Copa do Mundo de 2002, como os estádios de Yokohama - onde o Brasil se sagrou pentacampeão mundial -, Saitama, Osaka e Sapporo).
Grande parte dos locais usados na primeira vez seriam reformados e novamente utilizados em 2016, juntamente com a construção de novos locais. É a eficiência nipônica em ação, buscando sempre impressionar pelo visual e pela funcionalidade imperecível.
30.9.09
Candidatos a 2016: Rio de Janeiro
Prosseguindo a série que fala sobre as cidades candidatas a sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, falamos hoje sobre o Rio de Janeiro.
Como sabemos, nunca uma cidade sul-americana sediou uma edição de Olimpíada - em toda a América Latina, apenas a Cidade do México o fez, em 1968. Mas o fato é que muito parece conspirar a favor da capital fluminense - pela primeira vez em sessenta anos (em 1949, Buenos Aires perdeu por apenas um voto, para a australiana Melbourne, o direito de sediar as Olimpíadas de 1956), uma cidade da América do Sul tem chances reais de receber o maior evento esportivo mundial.
Porém, não será nada fácil. A votação é considerada a de mais alto nível da história olímpica e dará à cidade vencedora a obrigação de fazer a maior Olimpíada de todos os tempos. Os cariocas sabem disso, e estão escorados na alta estabilidade econômica brasileira presente para dar garantias de que as coisas vão funcionar caso o Rio seja eleito.
Como ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de 2007 (cuja boa organização é considerada o maior trunfo da candidatura para as Olimpíadas de 2016), os locais de provas serão concentrados em quatro grandes polos (Maracanã, Barra da Tijuca, Zona Sul e Deodoro). Além disso, os planos para a infraestrutura (centro de imprensa e mídia, transportes, ramo hoteleiro - apesar destes dois últimos serem vistos como os pontos mais fracos da candidatura) serão organizados através de aliança entre as três esferas de governo.
Outras grandes armas da candidatura do Rio são a localização da cidade, com fuso horário propício para transmissões pela TV para o mundo inteiro; a bem-sucedida segurança em grandes eventos internacionais, como o próprio Pan; a possibilidade de uso da estrutura da Copa do Mundo de 2014, o que beneficiará as subsedes dos torneios de futebol (além do Rio, serão São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador); e, embora não seja tão importante, o visual da cidade, que encanta qualquer um que a visite, não importa de onde seja.
Amanhã, encerrando a série, falaremos sobre a candidatura de Tóquio.
29.9.09
Candidatos a 2016: Madri
Continuando a série sobre as cidades candidatas a sediar as Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016, falaremos agora sobre Madri.
A capital espanhola quer aproveitar um embalo europeu, visto que a britânica Londres sediará os Jogos de 2012. Mas isso pode ser prejudicial, já que duas ou mais cidades europeias não sediam Olimpíadas seguidas desde 1936 (Berlim)/1948 (Londres)/1952 (Helsinque) - o que indica uma tendência do COI em descentralizar o evento olímpico. De todo modo, há esperanças entre os espanhóis, que sediaram (com enorme sucesso) os Jogos de 1992, em Barcelona.
A cidade conta com grandes instalações esportivas (como os tradicionais estádios Santiago Bernabéu e Vicente Calderón, principais palcos do futebol, e o Estádio Olímpico, de atletismo, que será totalmente reformado para receber, além do próprio atletismo, as cerimônias de abertura e encerramento), mas terá que construir a maior parte dos locais de prova caso seja escolhida nesta sexta-feira. Isso certamente custará muito aos cofres, o que pode jogar contra a candidatura.
Além disso, tem o crônico problema do terrorismo - tanto dos separatistas bascos do ETA quanto dos islamistas. Isso não atrapalhou os Jogos de Barcelona, mas o problema piorou muito neste século - há o precedente dos ataques terroristas ao metrô madrilenho, em 11 de março de 2004, o que obrigará o governo espanhol a investir maciçamente em segurança caso sua capital seja eleita.
Amanhã, falaremos sobre a candidatura do Rio de Janeiro.
28.9.09
Candidatos a 2016: Chicago

Nesta semana em que será escolhida a cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, o Olimpismo publica uma série especial que falará das quatro cidades candidatas. Elas serão apresentadas em ordem alfabética - portanto, a primeira cidade é Chicago, situada no estado norte-americano de Illinois.
A cidade buscará levar os Estados Unidos a sediarem as Olimpíadas de Verão pela quinta vez (isso foi feito por Saint Louis, em 1904; por Los Angeles, em 1932 e 1984; e Atlanta, em 1996). Mesmo tendo sediado um evento esportivo importante somente há cinquenta anos (os Jogos Pan-Americanos de 1959), Chicago se escora na experiência e eficiência norte-americanas para sediar eventos de grande porte.
Famosa por seus largos parques e vida cultural intensa (sediou duas grandes feiras mundiais no século passado), Chicago planeja colocar seus locais de prova (os já existentes, os temporários e os que ainda serão construídos) perto de suas mais famosas atrações turísticas, como os parques, museus e centros culturais, num raio de oito quilômetros - oferecendo a atletas e espectadores um acesso conveniente aos locais de competição, além de uma maior interação entre as partes. Estão previsto cinco polos de competição, em pontos privilegiados da cidade, com poucas distâncias um do outro.
Essa forte candidatura, porém, esbarra num problema: a rejeição popular. Muitos habitantes da cidade não veem necessidade de gastar tanto para sediar uma Olimpíada, ainda mais agora em que o país vive grave crise financeira, que somente agora parece se dissipar. Mesmo com o carisma do atual presidente do país, Barack Obama - que era senador pelo estado de Illinois na época em que ainda era candidato - os residentes de Chicago não estão levando muita fé nessa forte possibilidade que eles têm de receber atletas do mundo inteiro, daqui a sete anos. Há quem diga, porém, que sua simples presença do Congresso do COI em Copenhague, na próxima sexta-feira, será decisiva a favor da cidade - por enquanto, ele nega que vá comparecer. Por ora, será representado pela primeira-dama Michelle Obama. Mas pode ser que o presidente marque presença na última hora, fazendo com que Chicago se torne a grande favorita nessa disputa tão equilibrada (atualização das 11:45 - a assessoria da Casa Branca confirmou a presença de Barack Obama em Copenhague, na próxima sexta-feira).
Curiosidade: se Chicago for escolhida, sediará as Olimpíadas com 112 anos de atraso. Isso porque os Jogos de 1904 estavam previstos para acontecer lá. Só que os norte-americanos decidiram levar o evento para Saint Louis, no estado do Missouri, por causa da Feira Mundial que acontecia lá na época...
Amanhã, falaremos da candidatura de Madri.
19.9.09
Jogos Mundiais Militares de 2011 são divulgados no Rio
Foi realizada no Forte de Copacabana, nesta semana, a cerimônia de divulgação dos Jogos Mundiais Militares de 2011, que serão realizados no Rio de Janeiro (com quase 5 mil atletas de cerca de 100 países, em 24 modalidades, três delas tipicamente militares). Será a quinta edição do evento, realizado desde 1995. O grande centro de provas será a Vila Militar de Deodoro, que foi utilizada nos Jogos Pan-Americanos de 2007 e também o será, caso o Rio seja eleito no dia 2 de outubro, nos Jogos Olímpicos de 2016.
Falando nisso, o evento foi aproveitado para se integrar à campanha carioca. Foi ressaltado que as instalações que serão utilizadas daqui a dois anos servirão como teste para os Jogos de 2016, contrapondo o que ocorreu no Pan, quando houve pouco tempo de preparo devido aos atrasos nas obras. O fato de o Rio sediar uma competição esportiva de renome servirá como trunfo para que a cidade tenha grandes chances de ser escolhida pelos eleitores do Comitê Olímpico Internacional. Um cabo eleitoral está garantido: o presidente do Conselho Internacional de Esporte Militar (correspondente ao COI entre os militares), o general italiano Gianni Gola, defendeu a candidatura carioca e disse que tem conversado sobre o assunto com membros do Comitê Olímpico Nacional Italiano - a Itália tem cinco votos no colégio eleitoral que escolherá a cidade-sede.
2.9.09
Rio 2016: Um relatório, de certa forma, previsível
Hoje, a exatamente um mês da escolha da cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, o Comitê Olímpico Internacional divulgou os relatórios das quatro cidades candidatas, baseados em visitas de membros do COI a elas, em abril e maio deste ano. Chicago, Madri, Rio de Janeiro e Tóquio, como o previsto, receberam prós e contras dos delegados e do COI, mas nenhuma favorita foi apontada - o que só confirma a promessa de que esta será a escolha olímpica mais equilibrada de todos os tempos.
O Rio foi avaliado pelo COI como cidade com pontos positivos por causa do forte apoio popular e das esferas governamentais, assim como da experiência pela realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e, futuramente, da Copa do Mundo de 2014 - contudo, terá que investir mais em infraestrutura de transportes e rede hoteleira. Além disso, foi ressaltado que a topografia e as grandes distâncias podem prejudicar o deslocamento dos atletas, o que faz com que a cidade tenha que implementar um sistema viário com certa urgência.
A respeito das concorrentes, o COI ressaltou que Chicago não teria apresentado completas garantias sobre custos econômicos; Madri não deixou claro acerca do envolvimento dos responsáveis pelo projeto; e Tóquio foi apontada como a candidata de melhor localização, mas que se ressente de um maior apoio do poder público. De todo modo, as candidaturas foram exaltadas pelo COI como de altíssimo nível, o que faz com que não haja favorito na escolha da cidade, no dia 2 de outubro, em Copenhague, na Dinamarca.
20.6.09
Qual o tamanho do legado que uma Olimpíada pode ter sobre sua sede?
Essa é a pergunta que os cidadãos das quatro cidades candidatas a sediar os Jogos de 2016 devem ter feito depois das declarações do presidente do COI, o belga Jacques Rogge, no encontro entre candidatos e delegados votantes, em Lausanne, nesta semana. Ele afirmou que a escolha independe de fatores econômicos, mas da garantia de que a realização do evento trará melhorias para a cidade que for escolhida em 2 de outubro.
Qual o legado que os Jogos de 2016 podem proporcionar sobre Chicago, Madri, Rio de Janeiro ou Tóquio? Exemplos anteriores não faltam: a cidade de Barcelona assumiu o posto de grande destino turístico da Espanha depois das Olimpíadas de 1992, até hoje lembrada com carinho pelos amantes do esporte em todo o mundo. O mesmo ocorreu com Sydney, na Austrália, sede em 2000, em relação à Oceania. Nestes casos, a acolhida popular e o alto-astral que envolveu as duas Olimpíadas, além de suas exemplares e funcionais organizações, foram determinantes para que fossem um sucesso. O mesmo poderia ter ocorrido com Pequim em 2008, pois não faltaram esforço e eficiência - mas o bom envolvimento, inerente a qualquer grande evento, os chineses ficaram devendo.
Por outro lado, uma má organização pode colocar tudo a perder. Os grandes exemplos disso foram os Jogos de Montreal, em 1976 (marcado pelo pouco carisma e os custos altíssimos, principalmente com locais de provas e segurança), e de Atlanta, em 1996 (em que praticamente nada deu certo em matéria de organização - mercantilismo demais, espírito olímpico de menos). O resultado disso foram eventos esquecíveis e sem que alguém tenha grandes recordações para contar, além de locais de prova gigantescos e pouco utilizados - para se ter uma ideia, metade do Estádio Olímpico de Atlanta foi demolida pouco depois dos Jogos para que fosse construído um estacionamento.
As quatro cidades candidatas têm força, experiência e capacidade de sediar um evento de grande porte - apesar de apenas uma delas ter sediado Olimpíadas anteriores. Mas elas têm que ter a consciência de que o legado de uma Olimpíada pode ser eterno - para o bem e para o mal. A atmosfera olímpica pode ser mágica, mas a organização precisa colaborar para que isso aconteça. Que a cidade vencedora pense nisso e comece a colocar suas ideias em prática já no dia 3 de outubro.
17.6.09
Rio 2016: Garantias são suficientes?
A apresentação das quatro cidades candidatas a sediar as Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016, realizada nesta quarta-feira na sede do Comitê Olímpico Internacional em Lausanne, na Suíça, foi mais uma etapa da eleição que será concluída em outubro, em Copenhague, na Dinamarca. Hoje, Chicago, Madri, Rio de Janeiro e Tóquio apresentaram seus trunfos para tentar convencer os membros do COI.
Os da candidatura carioca foram os seguintes: o fato de nenhuma Olimpíada ter sido realizada na América do Sul até hoje, a boa organização dos Jogos Pan-Americanos de 2007, a estabilidade econômica presente no Brasil (o que é considerado um alento para um mundo em crise), o histórico inexistente de atos terroristas em território brasileiro, a aparente harmonia entre as três esferas de governo... A concorrência de alto nível e as fortes suspeitas que pairam sobre as obras do Pan podem atrapalhar, mas o fato é que nunca uma cidade brasileira teve chances tão boas de sediar uma Olimpíada como está tendo agora. Resta à candidatura carioca trabalhar para que tais chances fiquem mais reais, mesmo porque a campanha é difícil e está entrando em seus momentos mais decisivos.
A apresentação segue nesta quinta-feira, em um hotel de Lausanne, onde haverá a possibilidade de reuniões individuais entre as cidades candidatas e os membros votantes.
3.5.09
Visita satisfatória. Mas ainda é pouco

Neste domingo, encerra-se a visita dos delegados do Comitê Olímpico Internacional ao Rio de Janeiro, a terceira das quatro cidades finalistas visitadas pela comissão (depois de Tóquio e Chicago; Madri será visitada na próxima semana). Podem ser tiradas, dessa experiência, as conclusões de que nossos habitantes, quando querem, são capazes de receber muito bem os visitantes estrangeiros, além do progresso de nossa infraestrutura, muito em parte graças ao Pan de 2007. Aparentemente, os delegados do COI gostaram do que viram, apesar de não terem sido autorizados a expressar opiniões, pelo menos por ora. Mas muita coisa ainda terá que ser feita se o Rio quiser ter chances reais de sediar as Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016.
Apesar da boa recepção popular e do alto índice de aprovação dos cariocas a um projeto olímpico, há que se ter uma responsabilidade das esferas de governo quanto à construção de um legado para os cariocas e brasileiros. Os altos gastos com as arenas usadas no Pan, e o pouco uso delas depois do evento continental, ainda estão vivos na memória dos contribuintes. Mesmo em Jogos Olímpicos e em Copas do Mundo (como a que o Brasil sediará em 2014), isso vem sendo uma constante, principalmente dos anos 1990 para cá. O atual panorama mundial não colabora: grande parte dos gastos em cada grande evento esportivo vem sendo em aparatos e treinamentos de segurança, um dos grandes pontos fracos do Brasil atual.
Portanto, nós, os contribuintes, devemos fiscalizar cada gasto que as três esferas de governo fizerem, caso o Rio seja escolhido em 2 de outubro. Mesmo que não seja, o Brasil inteiro deverá fazê-lo nos próximos cinco anos: os gastos para a construção e/ou manutenção de estádios para a Copa do Mundo de 2014 prometem ser bem altos. À medida em que há arenas a serem construídas, há também interesses escusos e ameaças de superfaturamento. O próprio Pan de 2007 tem vários casos desse tipo, que até hoje não foram solucionados.
2.5.09
Um dia cheio na estada do COI no Rio
Os comissários do Comitê Olímpico Internacional tiveram nesta sexta-feira o dia em que viram de perto as instalações usadas nos Jogos Pan-Americanos de 2007 - e que terão que ser ampliadas caso o Rio seja escolhido para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. A vistoria, aparentemente, deixou boa impressão nos delegados visitantes. Contribuiu para isso o dia de sol e calor na cidade, em pleno feriado - que certamente ajudou na condução por metrô dos delegados, em vagão exclusivo...
Foram visitados a Cidade dos Esportes (Arena Olímpica do Rio, Complexo Aquático Maria Lenk e Velódromo Municipal), o Complexo do Maracanã, o Complexo Esportivo de Deodoro (que será utilizado nos Jogos Mundiais Militares de 2011), a Marina da Glória e o Estádio de Remo da Lagoa. O dia da vistoria geral foi o auge da visita do COI, depois de dois dias de sabatina às três esferas de governo. Neste sábado, serão apresentadas propostas de segurança, cuidados médicos e serviços de mídia. Os delegados viajam a Madri (última candidata a ser visitada) no domingo.
30.4.09
Uma união de esferas por 2016. Será que vai dar certo?
Nesta quinta-feira, as três esferas de governo, além de importantes figuras da Presidência da República e do COB, demonstraram apoio à candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016, durante a reunião com os inspetores do Comitê Olímpico Internacional no hotel Copacabana Palace. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Sérgio Cabral Filho e o prefeito Eduardo Paes reafirmaram o sentido de união entre os três cargos.
Mas algo preocupa a população brasileira, apesar dos altos índices de popularidade do governo Lula. São os altos gastos da candidatura, pouco mais de cinco meses antes da escolha da cidade-sede, no dia 2 de outubro, em Copenhague. Como dito aqui anteriormente, os gastos que a União fará, juntamente com o governo do estado e a prefeitura, são de quase 30 bilhões de reais, os mais altos dentre as quatro finalistas.
As comumente polêmicas declarações de Lula também não ajudam muito. Ele disse que as Olimpíadas devem ser encaradas como um ato de autoafirmação continental e nacional, mas também falou que "pobre gosta de coisa boa", citando o carnavalesco Joãosinho Trinta ao tentar justificar altos gastos (o presidente parece ter se esquecido que nem tudo que é caro é necessariamente bom, ou vice-versa), e que não apenas os ricos têm direito de sediar competições esportivas importantes (isso pode ser interpretado como mais um demonstrativo de luta de classes, uma das características do atual governo).
27.4.09
A visita do COI, um momento decisivo

Nesta semana, a Comissão de Avaliação do Comitê Olímpico Internacional está visitando o Rio de Janeiro, no estágio de avaliação das cidades candidatas a sediar os Jogos Olímpicos de 2016. A comissão do COI, chefiada pela marroquina Nawal el-Moutawakel, visita a terceira das quatro finalistas: Chicago e Tóquio já foram inspecionadas, e Madri o será no mês que vem.
Trata-se de um momento considerado decisivo para as pretensões cariocas em sediar a maior competição esportiva do planeta. Os delegados do COI conhecerão de perto as instalações utilizadas nos Jogos Pan-Americanos de 2007, além do projeto para 2016. Assim como ocorreu no Pan, o grande centro esportivo olímpico será a Barra da Tijuca e arredores, caso o Rio seja escolhido em 2 de outubro.
Um aspecto interessante do comitê de candidatura da Rio 2016 é a possibilidade de permitir que os integrantes da comissão possam ver por si próprios qual o nível de empolgação da população carioca com o projeto. Diferentemente do que ocorreu em Chicago e Tóquio, não foram contratadas claques de apoio - apenas foram distribuídos cartazes e faixas pela cidade, e pedido para que a população apoie a candidatura vestindo verde e amarelo. Não se sabe no que vai dar, se os cariocas irão apoiar, ignorar ou protestar contra a candidatura. Mesmo assim, o nível de apoio popular é considerado maior do que o das três concorrentes.



