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19.8.16

Um ouro histórico para a vela brasileira

Foto: Reuters
Até a meia-noite desta quinta-feira, duas medalhas foram conquistadas pelos atletas do Brasil nestes Jogos Olímpicos. Pela manhã, o canoísta Isaquias Queiroz, numa chegada sensacional, ganhou o bronze na prova C-1 200, de alta velocidade. O ouro ficou com o ucraniano Yuriy Cheban, e a prata com o azerbaijano Valentin Demyanenko.
 
Mas a tarde reservou a melhor surpresa para o esporte brasileiro: a primeira medalha de ouro da vela feminina nacional em Jogos Olímpicos. Na classe 49erFX, estreante em Olimpíadas, Martine Grael e Kahena Kunze ganharam a última regata e, em consequência, o título. As brasileiras atravessaram a linha de chegada apenas dois segundos à frente das vice-campeãs, as neozelandesas Alex Maloney e Molly Neech. As dinamarquesas Jena Mai Hansen e Katja Salskov-Iversen foram bronze.

O vôlei de praia deu mais duas medalhas ao país. Na madrugada de quarta para quinta, no torneio feminino, Ágatha e Bárbara foram derrotadas pelas alemãs Ludwig e Walkenhorst por 2 a 0 (21/18 e 21/14) e ficaram com a prata - na disputa do bronze, Larissa e Talita perderam para as americanas Ross e Walsh-Jennings por 2 a 1 (17/21, 21/17 e 15/9). Mas, no masculino, o ouro não escapou: Alison e Bruno Schmidt venceram os italianos Lupo e Nicolai por 2 a 0 (21/19 e 21/17), sendo a segunda dupla brasileira a ser campeã olímpica (doze anos depois de Emanuel e Ricardo ganharem o ouro em Atenas). Os holandeses Brouwer e Meeuwsen, superados pelos brasileiros nas semifinais, ficaram com o bronze ao derrotarem os russos Krasilnikov e Semenov por 2 a 0 (23/21 e 22/20).

A dois dias do encerramento das competições, o Brasil garantiu sua melhor campanha olímpica na História: por ora, são cinco medalhas de ouro, cinco de prata e cinco de bronze.

5.8.12

Num dia em que Bolt dominou, mais uma medalha para o Brasil

Foto: Reuters
Mais uma medalha para o Brasil nesta Olimpíada: na baía de Weymouth, os velejadores Robert Scheidt e Bruno Prada conquistaram o bronze na classe Star. É a quinta medalha de Scheidt em Olimpíadas (ganhou dois ouros, ambos na classe Laser, em 1996 e 2004; e duas pratas, na Laser em 2000 e na Star em 2008), empatando com outro velejador, Torben Grael.

Mas o grande destaque deste domingo olímpico foi, mais uma vez, o velocista jamaicano Usain Bolt, bicampeão olímpico dos 100 metros rasos, com o tempo de 9"63 (novo recorde olímpico). A prata ficou com o atual campeão mundial da prova, o também jamaicano Yohan Blake (9"75), e o bronze com o campeão de 2004, o norte-americano Justin Gatlin (9"79). A etíope Tiki Gelana ganhou o ouro na maratona feminina, com o tempo de 2:23'07" (novo recorde olímpico).

No vôlei de praia, a dupla Juliana/Larissa foi a primeira brasileira a alcançar as semifinais nesta Olimpíada, ao derrotar a dupla alemã Goller/Ludwig por 2 a 0 (21/10 e 21/19). Na quadra, as atuais campeãs olímpicas chegaram a correr risco de entrarem em quadra já eliminadas, mas os Estados Unidos derrotaram a Turquia, que também lutava pela vaga, por 3 a 0 (27/25, 25/16 e 25/19). Depois, foi só o Brasil derrotar a lanterna Sérvia pelo mesmo placar (25/10, 25/22 e 25/16) para garantir vaga nas quartas, onde enfrentará a Rússia, com quem fez as finais dos dois últimos Campeonatos Mundiais (as russas se deram melhor em ambas). Outra quarta garantida foi entre Estados Unidos e República Dominicana. O sorteio entre os segundos e terceiros colocados dos grupos definiu que a Itália enfrentará a Coreia do Sul e a China enfrentará o Japão.

No basquete feminino, assim como aconteceu em 2008, o Brasil só foi vencer sua primeira partida na última rodada: 78 a 66 sobre a Grã-Bretanha. As quartas de final serão as seguintes: Estados Unidos x Canadá, França x República Tcheca, Turquia x Rússia e Austrália x China. Já no handebol feminino, o Brasil levou um certo sufoco no fim, mas derrotou Angola por 29 a 26. Como a Rússia empatou com Montenegro em 25 a 25, as brasileiras terminaram em primeiro lugar no seu grupo e enfrentarão a Noruega nas quartas. As outras partidas serão França x Montenegro, Croácia x Espanha e Coreia do Sul x Rússia.

A China retomou a dianteira no quadro de medalhas, com 30 ouros (61 medalhas no total). Os Estados Unidos têm 28 ouros; a Grã-Bretanha, 16; a Coreia do Sul, 10; e a França, 8 ouros. O Brasil está na 29ª colocação, com um ouro, uma prata e cinco bronzes.

24.10.11

Vela dá um empurrão para o Brasil no Pan


O Brasil deu uma bela disparada no quadro de medalhas dos Jogos Pan-Americanos graças ao espetacular desempenho deste domingo: nada menos do que oito medalhas de ouro foram ganhas pelos brasileiros, das doze conquistadas pelo país. Seguimos na segunda colocação, com 26 ouros (31 atrás dos líderes Estados Unidos, e oito à frente do Canadá, o terceiro colocado), 17 pratas e 25 bronzes.

O atletismo começou com o pé direito sua saga por Guadalajara, com a medalha de ouro na maratona feminina, com Adriana da Silva, que ainda estabeleceu o novo recorde pan-americano (2:36'37") - a prata ficou com a mexicana Madai Pérez (2:38'03"), e o bronze com a peruana Gladys Tejeda (2:42'09"). Reinaldo Colucci ficou com o título do triatlo no masculino (entre as mulheres, Pamella Nascimento foi bronze), e a seleção feminina de handebol conquistou o tetracampeonato pan-americano - e, de quebra, garantiu vaga na sua quarta Olimpíada consecutiva - ao derrotar com facilidade a Argentina, por 33 a 15 (a República Dominicana ficou com o bronze ao vencer o México por 33 a 31). Assim como está garantida em Londres a nossa equipe do hipismo, bronze no concurso completo por equipes.

Mas foi a vela a grande responsável por essa disparada brasileira no quadro de medalhas deste Pan. Cinco ouros foram ganhos pelos velejadores brasileiros: dois deles na classe RS:X, com Ricardo Winicki no masculino e Patrícia Freitas no feminino; além de Matheus Dellagnello na classe Sunfish; Alexandre do Amaral e Gabriel Borges, na Snipe; e a tripulação da classe J24. A vela neste domingo também rendeu a prata a Bernardo Arndt e Bruno Oliveira na Hobie 16, e o bronze à equipe na classe Lightning.

No basquete feminino, em um confronto entre seleções já classificadas, o Brasil derrotou a Colômbia por 86 a 53 e enfrentará Porto Rico na semifinal (as colombianas enfrentarão o México). As seleções brasileiras de polo aquático estrearam com vitória (a feminina venceu o México por 8 a 5, e a masculina derrotou a Argentina por 10 a 8). Apenas o futebol masculino destoou: jogando de forma irreconhecível, a Seleção (representada por jogadores até 20 anos, reservas em seus clubes) perdeu por 3 a 1 para a Costa Rica e foi eliminada na primeira fase.

Foto: Vipcomm

21.8.08

Que pena, meninas!



Duas medalhas de prata foram ganhas pelo Brasil nesta quinta-feira. Uma delas teve gosto de festa: a conquistada pelos iatistas Robert Scheidt e Bruno Prada, na classe Star, coroando uma grande reação depois de um péssimo começo de campanha. É a quarta medalha olímpica de Scheidt e a primeira de Prada.

A segunda, porém, teve o gosto amargo que afirma que o metal poderia (e deveria) ter sido outro. Mais uma vez, o futebol feminino sucumbe à maior experiência dos Estados Unidos e fica com o vice-campeonato olímpico. Ainda que as brasileiras tenham buscado o gol o tempo todo, as norte-americanas tiveram mais cabeça e melhor condicionamento físico, o que foi decisivo para a vitória por 1 a 0, com um gol no primeiro tempo da prorrogação.

18.8.08

Altos e baixos para as mulheres do Brasil



A segunda-feira começou bem para o esporte brasileiro. Logo de cara, veio a primeira medalha olímpica para o iatismo feminino brasileiro na História: o bronze para Fernanda Oliveira e Isabel Swan, na classe 470. As brasileiras venceram a última regata, acabando em terceiro lugar na classificação final.

Em seguida, o Brasil obteve vitória inédita no futebol feminino: 4 a 1 sobre a Alemanha, bicampeã mundial, com grande atuação de Marta e Cristiane. Na final, que será disputada na quinta-feira, o Brasil voltará a enfrentar os Estados Unidos, que derrotaram o Japão por 4 a 2. As duas equipes têm sede de revanche: o Brasil tem contas a acertar com as norte-americanas por causa da controvertida final de 2004, nos Jogos de Atenas. Já os Estados Unidos querem vingar a goleada de 4 a 0 sofrida para o Brasil, na semifinal do Mundial do ano passado, também na China.

Mas nem tudo foi festa para as mulheres do Brasil: na final do salto com vara, Fabiana Murer foi prejudicada pela organização do evento, que não levou todas as dez varas de salto a que ela tinha direito, como todas as outras finalistas. A saltadora se desconcentrou e, com isso, teve seu desempenho altamente comprometido. Falhou três vezes em uma de suas tentativas, foi eliminada e acabou em nono na classificação final. O ouro foi, mais uma vez, para a russa Yelena Isinbayeva, e com novo recorde mundial: 5,05 metros.