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9.7.12

Polônia ganha título inédito no vôlei e são definidos os grupos do basquete

Foto: Divulgação/FIVB
A seleção masculina de vôlei da Polônia, em ótima fase, ganhou neste domingo a Liga Mundial, pela primeira vez em sua história. O troféu foi conquistado em Sófia, na Bulgária, na final contra os Estados Unidos. Foi uma vitória convincente por 3 a 0 (25/17, 26/24 e 25/20), coroando uma excelente campanha dos comandados pelo italiano Andrea Anastasi e conduzindo-os à galeria dos favoritos ao ouro olímpico. Apesar da força de seu jogo, os poloneses conquistaram poucos títulos em sua história: além desta Liga Mundial, foram campeões mundiais em 1974, olímpicos em 1976 e europeus em 2009. A Polônia está no Grupo A do torneio olímpico, e estreia no dia 29, contra a tradicional seleção da Itália.

No basquete, encerrou-se neste domingo o Torneio Pré-Olímpico Masculino, disputado em Caracas, na Venezuela. Nas semifinais, disputadas no sábado, Rússia (85 a 77 na Nigéria) e Lituânia (109 a 83 na República Dominicana) obtiveram as duas penúltimas vagas. A última foi disputada entre nigerianos e dominicanos, e os africanos venceram por 88 a 73, conquistando o direito de disputar os Jogos pela primeira vez.

No sorteio realizado com o complemento dos recém-classificados após o jogo, os grupos do torneio masculino de basquete em Londres ficaram assim:

Grupo A: Argentina, Estados Unidos, França, Lituânia, Nigéria e Tunísia
Grupo B: Austrália, Brasil, China, Espanha, Grã-Bretanha e Rússia

O Brasil estreia no dia 29, contra a Austrália. Depois, no dia 31, enfrenta a Grã-Bretanha; no dia 2 de agosto, a Rússia; no dia 4, a China; e, por último, no dia 6, a Espanha.

6.7.12

Saturado, vôlei perde mais uma e preocupa

Foto: Divulgação/FIVB
Mais uma vez, o Brasil sucumbiu ao maior volume de jogo da Polônia, apesar de ter ficado na frente duas vezes na partida, válida pela segunda rodada da segunda fase da Liga Mundial de Vôlei. Os poloneses venceram por 3 a 2 (23/25, 25/23, 23/25, 25/17 e 15/10) e garantiram vaga nas semifinais, junto com os cubanos, que venceram os brasileiros por 3 a 0 no dia anterior. Hoje, poloneses e cubanos se enfrentam pela primeira colocação no Grupo F. Eliminado, o Brasil deverá terminar esta Liga na sexta colocação, ficando fora das quatro primeiras posições pela primeira vez desde 1998.

Depois de onze anos da Era Bernardinho, em que a seleção se acostumou a ficar sempre na parte de cima da tabela (em todas as competições, a pior colocação tinha sido o quarto lugar na Liga Mundial de 2008), com direito a três títulos mundiais e duas medalhas olímpicas, a equipe parece saturada, disposta a dar um tempo. Mas a Olimpíada de Londres bate a porta, e o Brasil está no Grupo B, o chamado Grupo da Morte. O Brasil só deverá encontrar vida fácil na estreia, diante da Tunísia, no dia 29. De resto, só pedreira: Rússia, Estados Unidos, Sérvia e Alemanha virão na sequência. Do jeito que a seleção anda, sem um ritmo de jogo consistente, ficará difícil alcançar uma posição que lhe possibilite enfrentar nas quartas uma seleção mediana do outro grupo, como uma Bulgária, uma Argentina ou uma Austrália (Itália e Polônia são as favoritas do Grupo A, e a anfitriã e estreante Grã-Bretanha não deverá oferecer resistência).

Há uma nesga de esperança de que o Brasil possa fazer ao menos uma figura digna em Londres, porém: a maior recuperação dos contundidos, especialmente Giba, que declarou que esta será a última Olimpíada de sua carreira; um maior entrosamento entre os jogadores, principalmente com o levantador Ricardinho, nos amistosos que deverão ser feitos até a estreia; e o precedente de quatro anos atrás, em que o Brasil acabou em quarto lugar na Liga Mundial e, mesmo assim, chegou à final olímpica com boas atuações. Ninguém desaprende a jogar de uma hora para outra. Por isso, a seleção masculina de vôlei ainda merece um voto de confiança.

4.7.12

Brasil fica em situação difícil na Liga Mundial de Vôlei


Foto: Divulgação/FIVB
O Brasil jogou mal e foi derrotado por Cuba, nesta quarta-feira, por 3 a 0 (25/19, 26/24 e 25/22), e ficou em situação complicada na fase final da Liga Mundial, que está sendo disputada em Sófia, na Bulgária. O jogo foi válido pela primeira rodada do Grupo F, que conta ainda com a Polônia, que o Brasil enfrentará nesta quinta. Os cubanos, atuais vice-campeões mundiais, são os únicos classificados nesta fase final a não obterem vaga nos Jogos Olímpicos de Londres (a exemplo do que ocorreu com a equipe feminina), e até por isso veem nesta Liga Mundial a grande chance de um título importante neste ano. Já o Brasil, atual tricampeão mundial, vice-campeão da própria Liga no ano passado e medalhista olímpico de prata em 2008, não vive boa fase, causando preocupação na torcida para 2012 (já que estará num grupo difícil) e ressaltando a importância de melhor entrosamento para 2016, em que será o anfitrião. Sua próxima adversária, a seleção polonesa, venceu três das quatro partidas que fez contra os brasileiros na primeira fase da Liga.

No Grupo E, a anfitriã Bulgária derrotou a Alemanha por 3 a 1 (26/28, 25/19, 29/27 e 25/19), ficando em boa situação para se classificar às semifinais. Na segunda rodada, os alemães enfrentarão os Estados Unidos.

1.7.12

Últimas definições no vôlei e no basquete

Foto: Divulgação/FIVB
No primeiro dia do mês em que começam a ser disputados os Jogos da XXX Olimpíada, momentos decisivos para as seleções de vôlei e basquete. No vôlei, a seleção brasileira feminina, mesmo com a vitória por 3 a 1 (25/21, 23/25, 25/20 e 25/15) sobre a Turquia - a quem enfrentará na primeira fase em Londres -, ficou com o vice-campeonato do Grand Prix, cuja fase final foi disputada na cidade chinesa de Ningbo. O título, mais uma vez (a terceira seguida e a quinta na história), ficou com os Estados Unidos, que derrotaram a anfitriã China por 3 a 0 (26/24, 25/21 e 27/25).

A boa notícia para o vôlei surgiu para os homens: a seleção masculina se classificou para a segunda fase da Liga Mundial, como a melhor segunda colocada da primeira fase (obteve 26 pontos no Grupo B, atrás da Polônia, que ficou com 29). Ainda falta um grupo a ser disputado, o C, em que a vice-líder França tem 21, três atrás dos Estados Unidos, e só pode chegar a 24. O primeiro colocado deste grupo estará no Grupo E da segunda fase, a ser disputada em Sófia, na Bulgária, com os anfitriões e a Alemanha. No Grupo F, o Brasil enfrentará Cuba (que eliminou a Rússia, atual campeã) e, novamente, a Polônia.

No basquete, foram definidos os últimos cinco classificados para o torneio olímpico feminino, através do Pré-Olímpico disputado em Ancara, na Turquia. Croácia, República Tcheca, Turquia e França obtiveram suas vagas por suas vitórias nas quartas de final. As seleções derrotadas (Canadá, Argentina, Japão e Coreia do Sul, respectivamente) fizeram um torneio eliminatório pela última vaga. As canadenses derrotaram as argentinas e as japonesas venceram as sul-coreanas, tendo o direito de jogar entre si pela vaga olímpica. O jogo foi neste domingo, e o Canadá venceu o Japão por 71 a 63.

Com o último classificado, assim ficaram os grupos do torneio feminino de basquete dos Jogos Olímpicos de Londres:

Grupo A: Angola, China, Croácia, Estados Unidos, República Tcheca e Turquia
Grupo B: Austrália, Brasil, Canadá, França, Grã-Bretanha e Rússia

O Brasil estreia no dia 28 de julho, contra a França. No dia 30, enfrenta a Rússia; no dia 1º de agosto, a Austrália; no dia 3, o Canadá; e, no dia 5, a Grã-Bretanha.

Nesta segunda-feira (até o próximo domingo), começa a ser disputado o Pré-Olímpico Masculino de Basquete, em Caracas, na Venezuela. Serão disputadas as últimas três vagas para Londres.

21.5.12

Brasil tem começo ruim na Liga Mundial

Foto: Divulgação/FIVB
Neste final de semana, a seleção masculina de vôlei do Brasil jogou suas três primeiras rodadas na Liga Mundial, que estreou seu novo regulamento neste ano. Antes, cada seleção visitava seu adversário de grupo para duas partidas num mesmo fim de semana. Agora, são quatro quadrangulares, um em cada membro do grupo, em que as quatro seleções se enfrentam entre si, resultando no mesmo total de doze rodadas - porém, em no máximo quatro finais de semana.

O Brasil, maior campeão da competição, com nove títulos, e atual vice, está no Grupo B, com Canadá, Finlândia e Polônia. Os comandados pelo treinador Bernardinho Rezende não tiveram um bom começo de campanha: no primeiro dos quatro turnos desta primeira fase, disputado na cidade canadense de Toronto, a Seleção foi derrotada por 3 a 2 por Polônia (25/22, 27/25. 25/27, 22/25 e 15/12) e Canadá (25/23, 20/25, 25/20, 24/26 e 15/10). A equipe, mesmo contando com a volta do levantador Ricardinho depois de quase cinco anos, cometeu muitos erros de passe e recepção. Algumas mudanças foram feitas (como a substituição de Ricardinho por Bruno Rezende) e o Brasil, enfim, obteve sua primeira vitória na competição, derrotando a Finlândia por 3 a 1 (23/25, 25/13, 25/22 e 31/29). Depois deste primeiro turno, o Brasil ocupa a terceira colocação, com cinco pontos (um atrás da líder Polônia).

O segundo turno do Grupo B será entre os dias 1º e 3 de junho, em Katowice, na Polônia. A cidade paulista de São Bernardo do Campo receberá o terceiro turno, de 8 a 10 de junho. A finlandesa Tampere sediará o quarto e último turno, entre os dias 15 e 17 de junho.

No Grupo A da Liga Mundial de 2012, estão Cuba, Japão, Rússia e Sérvia. No Grupo C, estão Coreia do Sul, Estados Unidos, França e Itália. No Grupo D, estão Alemanha, Argentina, Bulgária e Portugal. O primeiro colocado de cada grupo e o melhor segundo colocado se classificam para a fase final, que será disputada de 4 a 8 de julho, em Sófia, na Bulgária (já classificada por ser o país-sede).

10.7.11

Fica pra próxima

Não deu. Numa final emocionante na cidade polonesa de Gdansk, o Brasil perdeu a chance de conquistar seu décimo título da Liga Mundial de Vôlei. A Rússia ganhou a competição pela segunda vez ao vencer por 3 a 2 (23/25, 27/25, 25/23, 22/25 e 15/11). Na disputa do terceiro lugar, a anfitriã Polônia venceu a Argentina por 3 a 0 (25/18, 25/23 e 25/22).


Os próximos desafios dos comandados de Bernardinho neste ano serão os Jogos Pan-Americanos, na cidade de Guadalajara, e a Copa do Mundo, no Japão - classificatória para as Olimpíadas de Londres. O Brasil defenderá o título nas duas competições.


Foto: AP

9.7.11

Mais uma vez, Brasil tem a Rússia pela frente



Pelo segundo ano consecutivo, Brasil e Rússia farão a final da Liga Mundial de Vôlei. O Brasil, que tenta seu décimo título da competição (o terceiro seguido), derrotou a Argentina na semifinal por 3 a 0. O placar sugere um jogo fácil, mas a atual boa fase do vôlei argentino desmente tal pensamento. As parciais foram equilibradíssimas (25/22, 42/40 e 25/23), o que permite imaginar que os vizinhos voltarão a dar trabalho num futuro não tão distante. Já a Rússia venceu a anfitriã Polônia por 3 a 1 (25/22, 25/23, 22/25 e 25/17).


Neste domingo, em Gdansk, brasileiros e russos farão sua quinta final da Liga Mundial. Os brasileiros estão em vantagem, com três vitórias. A primeira conquista da Liga, em 1993, foi numa final contra a Rússia: vitória por 3 a 0, em São Paulo. As demais vitórias brasileiras foram por 3 a 1: em 2007, na cidade polonesa de Katowice, e no ano passado, em Córdoba, na Argentina. E a única vez em que a Rússia ganhou a Liga Mundial, em 2002, foi exatamente numa final contra o Brasil: vitória por 3 a 1, em Belo Horizonte.

8.7.11

Brasil na semifinal da Liga Mundial

Está em disputa na Polônia a fase final da Liga Mundial de Vôlei, e o Brasil segue firme em busca do decacampeonato. Na cidade de Gdansk, os atuais tricampeões mundiais já completaram sua participação no Grupo F. Os jogos não foram nada fáceis: nas duas primeiras rodadas, o Brasil obteve difíceis vitórias, de virada, sobre Cuba, por 3 a 2 (18/25, 21/25, 25/16, 30/28 e 15/12), e Estados Unidos, por 3 a 1 (15/25, 25/22, 25/22 e 25/15) - ou seja, as reedições das últimas finais do Mundial e das Olimpíadas.


Na última rodada, o Brasil, já classificado, reeditou a final da própria Liga Mundial do ano passado, contra a também garantida Rússia (foto). Mais relaxados, os brasileiros sucumbiram ao maior volume de jogo dos russos, que venceram sem dificuldades, por 3 a 0 (25/20, 25/20 e 25/17). Com isso, a Rússia se classificou em primeiro no Grupo F, e o Brasil foi o segundo colocado.


Apesar da derrota, o Brasil garantiu a hegemonia da Liga Mundial por pelo menos mais um ano, já que a Itália, oito vezes campeã, foi eliminada pela Bulgária, ao perder por 3 a 0 (25/22, 25/22 e 25/21). Os brasileiros enfrentarão a renascida Argentina na semifinal.

26.7.10

Enfim, o Brasil assume a hegemonia na Liga Mundial

O que parecia impossível até dez anos atrás, aconteceu. Ontem à noite, ao vencer a Rússia por 3 a 1 (25/22, 25/22, 16/25 e 25/23) em Córdoba, na Argentina, o Brasil sagrou-se campeão da Liga Mundial de Vôlei pela nona vez em sua história, assumindo a liderança dos campeões da competição anual, com a Itália havia mais de duas décadas. Os italianos, com seu vôlei no auge, na época em que foram tricampeões mundiais (1990, 1994 e 1998), ganharam oito das onze primeiras edições da Liga (entre 1990 e 2000, a Itália só não foi campeã em 1993, 1996 e 1998). No primeiro ano do novo século, o Brasil tinha apenas um título conquistado, exatamente o de 1993, em São Paulo. Desde então, em dez edições, foram oito conquistas, sendo cinco seguidas, de 2003 a 2007. Curiosamente, nesse período, o Brasil só não foi campeão nas duas fases finais disputadas em casa: em 2002, em Belo Horizonte, quando perdeu a final para a própria Rússia, e em 2008, no Rio de Janeiro, quando acabou em quarto lugar.

Agora, é pensar no futuro e na renovação que está sendo feita, com brilhantismo, pelo treinador Bernardo Rezende, o Bernardinho. A geração bicampeã mundial em 2002 e 2006, campeã pan-americana em 2007 e olímpica em 2004 (além da prata de 2008) está sendo sucedida por novos jogadores, corroborando o legado da mais bem sucedida modalidade esportiva presente no país. No fim de setembro, começará o Campeonato Mundial, na Itália, em que o Brasil tentará o tricampeonato. Mas o projeto vai mais longe: para as duas próximas Olimpíadas, em 2012 (Londres) e 2016 (Rio de Janeiro). Falando a verdade, será difícil prever onde essa fase espetacular do vôlei brasileiro irá parar.