Pelo visto, será anunciado em setembro, na Sessão do COI em Lima, que Paris sediará os Jogos
Olímpicos de 2024 e Los Angeles, os de 2028. Na minha opinião, é a melhor
opção. O anúncio de que as sedes de duas Olimpíadas serão anunciadas simultaneamente
(pelo que sei, isso só ocorrera duas vezes: a primeira em 1894, para decidir as
sedes das duas primeiras edições, em 1896 e 1900; a segunda, em 1921, para
escolher quem sediaria em 1924 e 1928) foi, segundo o COI, para cortar gastos –
levemos em consideração que, depois de um período de forte concorrência em que
quase uma dezena de cidades mundo afora se acotovelava para tentar receber as
Olimpíadas (fenômeno que teve seu ápice nos anos 1990 e 2000) devido à
potencial lucratividade, parecemos voltar à época em que poucas cidades
concorriam a sede olímpica (a própria Los Angeles, em 1978, foi candidata única
a receber os Jogos de 1984 e – desnecessário dizer – deu as cartas o tempo todo
para impor as suas regras na organização do evento, fazendo o COI praticamente
seu refém). 30.7.17
E a história olímpica se reescreve, mais uma vez
Pelo visto, será anunciado em setembro, na Sessão do COI em Lima, que Paris sediará os Jogos
Olímpicos de 2024 e Los Angeles, os de 2028. Na minha opinião, é a melhor
opção. O anúncio de que as sedes de duas Olimpíadas serão anunciadas simultaneamente
(pelo que sei, isso só ocorrera duas vezes: a primeira em 1894, para decidir as
sedes das duas primeiras edições, em 1896 e 1900; a segunda, em 1921, para
escolher quem sediaria em 1924 e 1928) foi, segundo o COI, para cortar gastos –
levemos em consideração que, depois de um período de forte concorrência em que
quase uma dezena de cidades mundo afora se acotovelava para tentar receber as
Olimpíadas (fenômeno que teve seu ápice nos anos 1990 e 2000) devido à
potencial lucratividade, parecemos voltar à época em que poucas cidades
concorriam a sede olímpica (a própria Los Angeles, em 1978, foi candidata única
a receber os Jogos de 1984 e – desnecessário dizer – deu as cartas o tempo todo
para impor as suas regras na organização do evento, fazendo o COI praticamente
seu refém). 3.8.13
Cielo, o primeiro tricampeão mundial
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| Foto: AP |
7.10.12
Um enigma chamado Nuzman
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| Foto: Jorge William/Agência O Globo |
15.9.12
Entre 2012 e 2016, atenção, expectativa, torcida... e muita cobrança
No mais, foram duas campanhas bem distintas, é o que se percebe. Se nos Jogos Paralímpicos o Brasil acabou em sétimo lugar (21 ouros, 14 pratas e oito bronzes), nos Olímpicos terminara em 22º (três ouros, cinco pratas e nove bronzes). Pouco surpreendente levando-se em consideração a média de ouros olímpicos conquistados pelo país nas mais recentes edições (os Jogos de 2004, em Atenas, foram a exceção, com o recorde de cinco ouros). Mas ainda é pouco se levarmos em conta que o Brasil sediará a próxima edição olímpica, em 2016. Nos últimos ciclos olímpicos, o país-sede da Olimpíada seguinte costuma fazer boas campanhas - se bem que foram países de tradição esportiva consolidada, como os Estados Unidos em 1992 (37 ouros), a Austrália em 1996 (nove ouros), a Grécia em 2000 (quatro ouros), a China em 2004 (32 ouros) e a Grã-Bretanha em 2008 (19 ouros). A última vez em que o país-sede da Olimpíada seguinte fez uma campanha discreta foi em 1988, com a Espanha: em Seul, os atletas espanhóis conquistaram apenas um ouro, uma prata e dois bronzes (para efeito de comparação, o Brasil ganhou uma prata e um bronze a mais), terminando em 25º lugar no quadro de medalhas. Em compensação, nos Jogos de Barcelona, em 1992, os anfitriões aproveitaram bastante o fator casa: 13 ouros, sete pratas e dois bronzes, com o sexto lugar na classificação final. Nos Jogos seguintes, os de 1996, em Atlanta, a Espanha manteve o pique: cinco ouros, seis pratas e seis bronzes, 13º lugar no final.
O fato de ser o anfitrião, com a torcida a favor, pode ser um trunfo brasileiro no Rio: basta lembrar da campanha nos Jogos Pan-Americanos de 2007. O nível técnico certamente não serve de parâmetro, mas o retrospecto recente conta muito. O que muitos temem, porém, é o excesso de expectativas sobre os atletas, que podem decepcionar muitos se não conquistarem a medalha de ouro. A campanha olímpica brasileira em Londres recebeu críticas por não dar o retorno dos altos investimentos do Governo Federal, do Ministério do Esporte, do Comitê Olímpico Brasileiro e de várias empresas, com direito a aluguel do Crystal Palace para aclimatação e treinamento. Agora, o governo da presidente Dilma Rousseff lançou um plano de investimentos de um bilhão de reais visando colocar o país entre os dez primeiros no quadro de medalhas dos próximos Jogos Olímpicos, e entre os cinco nos Paralímpicos. Sempre há temores quando dinheiro público está sendo investido em algo que dificilmente dará o retorno esperado, ainda mais levando-se em conta a larga história de desvio de dinheiro para meios ilícitos. Fiquemos de olho, portanto.
28.8.12
O movimento paralímpico volta a suas origens
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| Foto: London2012.com |
7.7.12
Rodrigo Pessoa será o porta-bandeira brasileiro nos Jogos
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| Foto: Cezar Loureiro/Agência O Globo |
7.5.12
Crise financeira, boicotes, medo de deserção: a debacle do esporte cubano
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| Foto: Divulgação |
12.11.11
Em Guadalajara, todos os limites serão superados

26.10.11
Mil vezes Brasil

Foto: Vipcomm
11.9.11
Um retorno histórico!

Foto: AFP
14.7.11
As casernas se movimentam

Terão início oficialmente neste sábado, com a cerimônia de abertura no Estádio Olímpico João Havelange, os quintos Jogos Mundiais Militares, a mais nova edição de uma competição poliesportiva que cresce a cada evento (um dia antes, acontecerá a primeira rodada do torneio de futebol).
A competição é organizada pelo Conselho Internacional dos Esportes Militares desde 1995 (ano do cinquentenário do fim da Segunda Guerra Mundial), quando a primeira edição foi disputada em Roma, na Itália. O evento é disputado por atletas militares de todo o planeta, e por vários outros atletas de renome que são inscritos nas Forças Armadas de seus países com a intenção de disputá-lo.
No Rio, quase 5 mil atletas de 108 países competirão por medalhas em 20 modalidades esportivas, sendo que cinco delas exclusivamente militares (orientação, paraquedismo, pentatlo aeronáutico, pentatlo militar e pentatlo naval). As outras 15 podem ser vistas em qualquer competição paradesportiva (atletismo, basquete, boxe, esgrima, futebol, hipismo, judô, natação, pentatlo moderno, taekwondo, tiro, triatlo, vela, vôlei e vôlei de praia). Os organizadores cariocas, que usarão grande parte das instalações utilizadas nos Jogos Pan-Americanos de 2007, pretendem fazer com que esta competição seja o primeiro grande evento-teste para os Jogos Olímpicos de 2016.
Na mais recente edição dos Jogos Mundiais Militares, disputada em 2007 na cidade indiana de Hyderabad, a Rússia terminou na liderança do quadro de medalhas, com 42 ouros, 29 pratas e 29 bronzes (100 medalhas no total), seguido de China (38 ouros) e Alemanha (7 ouros). O Brasil ficou na 33ª colocação, com duas pratas e um bronze. Apesar disso, o país anfitrião deste ano tem a meta de terminar pelo menos entre os cinco primeiros colocados no quadro de medalhas.
As competições irão até o dia 24.
1.2.11
A América do Sul e o futebol olímpico
Está em disputa na cidade peruana de Arequipa a fase final do Sul-Americano de Futebol Sub-20, que classificará quatro seleções para o Pan de Guadalajara e o Mundial da categoria, na Colômbia (já classificada para esta competição), além do campeão e do vice para os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. É a continuação de uma história que vem desde 1924, quando o futebol sul-americano estreou em Olimpíadas já conquistando o ouro, com o Uruguai - que conquistaria o bi em 1928, numa final sul-americana contra a Argentina, formando o grande clássico do futebol mundial na época, que decidiria também a primeira Copa do Mundo, em 1930.
Os uruguaios conquistaram o ouro nas duas únicas vezes em que disputaram a competição. Já a Argentina demorou bem mais para subir ao lugar mais alto do pódio. Depois de mais quatro Olimpíadas (1960 e 1964, eliminada na primeira fase; 1988, eliminada pelo Brasil nas quartas; e 1996, quando ficou com a medalha de prata), os argentinos foram campeões com 100% de aproveitamento (seis vitórias em seis partidas) e sem sofrer gols em 2004, na melhor campanha da história da competição. Não satisfeitos, conquistaram o bi em 2008, tornando-se a mais bem sucedida seleção sul-americana no Torneio Olímpico de Futebol.
As demais equipes que tentam vagas para Londres também têm histórias acidentadas em Olimpíadas. O Brasil só foi disputar a competição pela primeira vez em 1952, chegando às quartas de final. Voltou oito anos mais tarde, sendo presença constante até 1976, quando acabou em quarto lugar (apesar de nunca ter passado da primeira fase de 1960 a 1972). De lá para cá, participações ainda irregulares, ficando de fora em 1980, 1992 e 2004. Mas quatro medalhas foram conquistadas pela Seleção: duas pratas (1984 e 1988) e dois bronzes (1996 e 2008). Ou seja: o ouro é a atual obsessão do futebol pentacampeão do mundo.
O Chile disputou a competição quatro vezes. Depois de campanhas discretas em 1928, 1952 e 1984, os chilenos surpreenderam com o bronze em 2000 - isso graças a uma goleada de 9 a 0 do Brasil sobre a Colômbia, que ajudou os chilenos a se classificarem à fase final do Pré-Olímpico. Quatro vezes também disputaram os próprios colombianos, em 1968, 1972, 1980 e 1992 - contudo, sem passar da primeira fase em nenhuma delas.
A única seleção sul-americana, das que estão na fase final do Sul-Americano Sub-20, que nunca disputou o futebol olímpico até hoje é a do Equador (a outra é a Bolívia; o Paraguai participou em 1992, quando chegou às quartas, e em 2004, quando foi prata, conquistando a única medalha olímpica da história do país; o Peru jogou em 1936 e 1960; e a Venezuela disputou uma vez, em 1980). Porém, os equatorianos são os atuais campeões pan-americanos (ganharam o ouro em 2007, no Rio), no único título oficial de sua história. Quem sabe não pinta uma surpresa nessa reta final (ainda mais que o Equador venceu a Argentina na primeira rodada do hexagonal decisivo)? Mas o Brasil terá que estar sempre à espreita.
12.11.10
A Ásia desafia seus campeões

Sim, as competições começaram no domingo passado, com o torneio masculino de futebol. Mas a 16ª edição dos Jogos Asiáticos começa para valer nesta sexta-feira, com a cerimônia de abertura, que será realizada na ilha de Haixinsha, em Cantão (também chamada de Guangzhou), província de Guangdong, na China. É a continuação da história de uma das mais tradicionais competições esportivas do planeta, que rivaliza com os Jogos Pan-Americanos para ser a segunda em importância, atrás apenas dos Jogos Olímpicos.
Pelo menos o ano da edição inaugural foi o mesmo de seu congênere americano: 1951, na capital indiana, Nova Délhi (que sediou também em 1982). Três cidades sediaram os Jogos Asiáticos antes de sediarem as Olimpíadas: Tóquio (em 1958), Seul (em 1986) e Pequim (em 1990). Mas a cidade que sediou mais vezes o evento foi Bangcoc, na Tailândia: quatro vezes (em 1966, 1970, 1978 e 1998), algumas vezes por desistência de outras cidades do continente.
Em 1954, na segunda edição (disputada em Manila, nas Filipinas), os Jogos Asiáticos começaram a ser disputados dois anos antes das Olimpíadas, situação que se manterá até 2014. A partir de 2019, a competição será realizada no ano anterior ao dos Jogos Olímpicos, no mesmo ano de eventos como os Jogos Pan-Americanos e os Jogos Africanos.
Nestes 59 anos de disputas, a China foi o país que mais ganhou medalhas: 991 de ouro (portanto, deverá chegar à milésima em seus domínios), 673 de prata e 472 de bronze - 2.136 no total. O Japão vem em segundo, com 862 de ouro, e a Coreia do Sul é a terceira, com 541 de ouro. No extremo oposto, vêm Butão, Maldivas e Timor Leste, que nunca conquistaram uma medalha sequer. Na mais recente edição, a de 2006 (em Doha, no Catar), os chineses terminaram em primeiro, com 166 medalhas de ouro - seguidos de longe pelos sul-coreanos, que obtiveram 58 ouros, e pelos japoneses, com 50.
Em 2010, atletas de 45 países disputarão medalhas em 42 modalidades - várias delas não olímpicas, como o caratê, o xadrez e vários esportes regionais. As competições irão até o dia 27.
2.10.10
Os Jogos do Império em que o Sol nunca se põe

Começa neste domingo, na cidade indiana de Nova Délhi, a 19ª edição dos Jogos da Comunidade Britânica, disputados pelos países que mantêm relações comerciais e históricas com o Reino Unido. Mais de seis mil atletas de 71 nações (entre países independentes, colônias e possessões britânicas) disputarão medalhas em 17 modalidades esportivas - de olímpicas, como atletismo, natação, ginástica artística e, futuramente, o rúgbi de sete, a netbol e bocha ao ar livre (lawn bowls), os dois esportes não olímpicos do evento.
Participam os países-membros da Comunidade Britânica (o que inclui alguns que nunca foram colonizados pela Grã-Bretanha, como Chipre e Moçambique) - curiosamente, os países que formam o Reino Unido (Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales) competem separadamente, ao contrário do que ocorre nos Jogos Olímpicos. A competição marca a estreia de Ruanda, país africano que se filiou à organização no ano passado. O evento é disputado desde 1930 (a cidade canadense de Hamilton sediou a primeira edição), tornando-se uma das mais tradicionais competições esportivas do planeta. Tanto que inspirou a criação de outros eventos entre países que falam o mesmo idioma, como os Jogos da Francofonia (disputados desde 1989) e da Lusofonia (que começaram em 2006).
A mais recente edição foi em 2006, em Melbourne, na Austrália - os anfitriões terminaram em primeiro lugar, com 84 ouros, seguidos de longe pela Inglaterra, com 36, e pelo Canadá, com 26. A Índia, sede deste ano, foi a quarta colocada com 22 medalhas de ouro.
19.3.10
A festa do esporte na América do Sul

Tem início oficial hoje (apesar de várias modalidades terem sido disputadas nesta semana), com a cerimônia de abertura no Estádio Atanasio Girardot, na cidade colombiana de Medellín, a 9ª edição dos Jogos Sul-Americanos. É a maior competição da Odesur (Organização Desportiva Sul-Americana), que é a entidade esportiva da América do Sul. Disputam o evento todos os 12 países sul-americanos, além de Antilhas Holandesas, Aruba e Panamá.
A primeira edição foi disputada em 1978, em La Paz, na Bolívia. A Argentina acabou em primeiro lugar, com 91 medalhas de ouro, 53 de prata e 45 de bronze; o Brasil foi o oitavo, com uma única medalha de ouro conquistada. Falando a verdade, o Brasil nunca deu muita importância à competição até 2002, quando a argentina Córdoba (por problemas financeiros) e, posteriormente, a colombiana Bogotá (por problemas de segurança) tiveram o direito de sediar os Jogos retirados pela Odesur. Então, o Brasil se ofereceu para sediar o evento, tendo que dividi-lo em quatro cidades (Belém, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo). Os Jogos foram bem sucedidos e, dizem, colaboraram bastante para que a ODEPA escolhesse o Rio como sede dos Jogos Pan-Americanos de 2007, derrotando a norte-americana San Antonio (então a grande favorita), naquele mesmo ano. Os Jogos Sul-Americanos de 2002 marcaram o melhor desempenho do Brasil na competição: 148 medalhas de ouro, 95 de prata e 90 de bronze.
Os argentinos lideram o quadro histórico de medalhas dos Jogos Sul-Americanos, com 742 medalhas de ouro conquistadas; o Brasil vem em segundo, de longe, com 406 ouros. Na mais recente edição, disputada em 2006, em Buenos Aires, os donos da casa também acabaram em primeiro, com 107 ouros. A Venezuela acabou em segundo, com 98; a Colômbia em terceiro, com 97; e o Brasil em quarto, com 96 medalhas de ouro.
Oito anos depois de sua capital perder o direito, os colombianos sediam os Jogos Sul-Americanos pela primeira vez em sua história. Esta promete ser a melhor edição da história do evento, com mais de 3.700 atletas de 15 países disputando medalhas em 42 modalidades esportivas (várias delas não olímpicas, como o esqui aquático, o futsal e a patinação, tanto a artística quanto a de velocidade). O encerramento será no dia 30.
27.2.10
A revanche, pela disparada
Amanhã, será disputada a final olímpica masculina do hóquei sobre o gelo, entre Estados Unidos e Canadá. Os dois países fazem o maior clássico da modalidade em todo o mundo - algo como Brasil x Argentina no futebol. Os canadenses contam com o apoio da torcida para se isolarem na liderança da galeria dos campeões olímpicos do hóquei sobre o gelo - estão empatados com a antiga União Soviética, cada um com sete ouros (o Canadá foi campeão de 1920 - na única vez em que o esporte figurou numa Olimpíada de Verão - a 1932, e em 1948, 1952 e 2002). Os Estados Unidos tentam o tri (e o primeiro ouro fora de casa: ganhou em 1960, em Squaw Valley, e em 1980, em Lake Placid - no chamado Milagre no Gelo, em que os norte-americanos venceram na fase final a então imbatível seleção soviética, que havia ganho as quatro Olimpíadas anteriores, e ganharia as duas seguintes, além do ouro ganho pela Comunidade dos Estados Independentes em 1992).
A grande final é uma revanche que move as duas seleções: na primeira fase, os canadenses perderam por 5 a 3 para os norte-americanos, que venceram os vizinhos depois de 30 anos em Olimpíadas; na final feminina, as donas da casa derrotaram os Estados Unidos por 2 a 0 e sagraram-se tricampeãs olímpicas. Nas semifinais masculinas, os norte-americanos golearam a Finlândia por 6 a 1, sem fazer muito esforço; já os canadenses tiveram mais dificuldades: depois de marcarem três gols nos dois primeiros períodos, deixaram a seleção da Eslováquia encostar no placar no período final; porém, venceram por 3 a 2. Todavia, esta final vale bem mais do que uma medalha de ouro no maior clássico do hóquei mundial - vale a disparada no quadro geral de medalhas das Olimpíadas de Inverno.
Superando as expectativas mais otimistas, o Canadá lidera o quadro de medalhas na véspera do encerramento das Olimpíadas - até o momento, os anfitriões ganharam 13 ouros, 7 pratas e 5 bronzes. A Alemanha está em segundo, com 10 ouros, e os Estados Unidos em terceiro, com 9 ouros. As medalhas canadenses vêm de todos os lugares - na patinação de velocidade, na patinação artística, e também no curling, onde conquistaram o ouro no masculino, graças a uma vitória por 6 a 3 sobre a Noruega na final; o bronze ficou com a Suíça, que venceu a Suécia por 5 a 4 numa disputa emocionante. Nada mau para um país que não tinha conquistado nenhuma medalha de ouro como anfitriã olímpica.
24.2.10
Uma dupla da patinação faz história em casa
Nesta segunda-feira, um fato histórico orgulhou os canadenses nos Jogos Olímpicos de Inverno: pela primeira vez, uma dupla do Canadá conquistou a medalha de ouro na patinação artística (a mais popular das modalidades olímpicas de inverno), categoria dança no gelo. Tessa Virtue e Scott Moir sagraram-se campeões no Pacific Coliseum de Vancouver, com uma apresentação arrebatadora na rodada final, quando as duplas executam a dança livre (são três rodadas; na primeira, há o exercício obrigatório com uma música pré-definida; na segunda, há a dança original). Os norte-americanos Meryl Davis e Charlie White ficaram com a prata; os russos Oksana Domnina e Maxim Shabalin ganharam o bronze.
A patinação artística foi disputada nas Olimpíadas de Verão de 1908 e 1920, e está presente em Olimpíadas de Inverno desde a primeira edição, em 1924 - mas a dança no gelo só estreou no programa olímpico em 1976, em Innsbruck. Patinadores da antiga União Soviética dominam esta modalidade (seja sob a bandeira soviética, até 1988; a da Equipe Unificada, ou Comunidade dos Estados Independentes, em 1992; ou a da Rússia, desde 1994) - esta é apenas a terceira vez em que não-russos ganham o ouro na dança no gelo. Nos Jogos de Sarajevo, em 1984, o alto do pódio foi ocupado pelos britânicos Jayne Torvill e Christopher Dean; em 2002, em Salt Lake City, o ouro foi ganho pelos franceses Marina Anissina e Gwendal Peizerat.
19.2.10
A ensolarada Austrália, país olímpico por natureza. Até no inverno!
Ontem, a Austrália ganhou sua segunda medalha (a primeira de ouro) nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Vancouver. Torah Bright (foto) foi a campeã no snowboard halfpipe, categoria de manobras acrobáticas sobre a prancha, semelhante ao skate. Ela é a atual bicampeã no superpipe nos Jogos Radicais de Inverno, em Aspen, nos Estados Unidos. Antes, entre os homens, Dale Begg-Smith, ouro em 2006, havia conquistado a prata no esqui estilo livre - na prova em que o local Alexandre Bilodeau havia se tornado o primeiro atleta canadense a se sagrar campeão olímpico em casa. Aliás, a participação australiana nas Olimpíadas de Inverno impressiona para um país em que quase não cai neve: o país levou 40 atletas, que competem em 11 modalidades. Afinal, qual o segredo dos australianos para serem tão fortes, não importa a temperatura? Uma resposta pode ser o alto investimento do país e de seus atletas, que costumam treinar em locais nevados no próprio país (como a Nova Gales do Sul, estado natal de Bright) ou no exterior.
A primeira medalha conquistada pela Austrália numa Olimpíada de Inverno foi em 1994, em Lillehammer, na Noruega: o bronze no revezamento masculino de 5.000 metros na patinação de velocidade em pista curta. Na equipe, estava Steven Bradbury, que se tornaria o primeiro australiano (e também o primeiro atleta do Hemisfério Sul) campeão olímpico de inverno, nos 1.000 metros em pista curta (individual), nos Jogos de Salt Lake City, em 2002 - no mesmo ano, Alisa Camplin também ganharia o ouro, no esqui estilo livre, pelo qual seria bronze em 2006, em Turim. Nos Jogos de Nagano, em 1998, Zali Steggall foi bronze no esqui alpino slalom feminino. Até 2006, foram três ouros e três bronzes conquistados pela Austrália nos Jogos Olímpicos de Inverno. A estas medalhas, juntam-se a quarta dourada e a primeira medalha de prata do país.
10.2.10
O curioso e incômodo jejum olímpico canadense

O Canadá é um dos países mais ricos do mundo, sendo inclusive parte integrante do G-8. É considerado por muitos o melhor país do mundo para se viver. Como bom país rico que se preze, o Canadá também tem uma tradição esportiva considerável. Em 44 Olimpíadas (24 de Verão e 20 de Inverno) disputadas, os canadenses ganharam 96 medalhas de ouro (379 no total; para efeito de comparação, o Brasil conquistou 20 ouros, somente em Olimpíadas de Verão). Detalhe: nenhum desses ouros foi conquistado pelo Canadá em casa.
Até hoje, o Canadá é o único país-sede a terminar uma Olimpíada de Verão sem conquistar uma medalha de ouro sequer (em 1976, nos Jogos de Montreal, os canadenses ganharam onze medalhas: cinco de prata e seis de bronze). Doze anos depois, a cidade de Calgary sediou as Olimpíadas de Inverno, e os anfitriões voltaram a dar vexame: ficaram com apenas cinco medalhas, duas de prata e três de bronze. Pelo menos esse dissabor o Canadá pode dividir com outros três países: França (1924, em Chamonix), Suíça (1928, em Saint-Moritz) e Iugoslávia (1984, em Sarajevo) também não subiram ao alto do pódio como países-sede de Olimpíadas de Inverno.
De todo modo, franceses e suíços o fizeram quando sediaram a competição em outras oportunidades. E como a Iugoslávia não existe mais, o Canadá é o único país filiado ao COI a passar em branco como anfitrião olímpico. A edição olímpica de inverno que começa nesta sexta-feira, em Vancouver, será a terceira Olimpíada que o Canadá sedia. E os canadenses estão loucos para acabar com esse incômodo jejum. Chances não vão faltar: como anfitriões, terão os seus 206 atletas espalhados por todas as modalidades olímpicas.
Uma esperança de medalha é a patinadora de velocidade Clara Hughes, atual campeã olímpica dos 5.000 metros e vice por equipes. Ela também é uma experiente ciclista, tendo participado de quatro edições dos Jogos Pan-Americanos (de 1991 a 2003) e ganho duas medalhas de bronze olímpicas (ambas nos Jogos de Atlanta, em 1996). Sua trajetória foi premiada: Hughes será a porta-bandeira de seu país na cerimônia de abertura.
Nos Jogos de Turim, em 2006, o Canadá ganhou sete medalhas de ouro (além de Clara Hughes, a também patinadora Cindy Klassen foi campeã nos 1.500 metros; Chandra Crawford, no esqui cross-country; Jennifer Heil, no esqui estilo livre; e a seleção de hóquei sobre o gelo, entre as mulheres. Já no masculino, a equipe de curling e Duff Gibson, no skeleton, também conquistaram o ouro), dez de prata e sete de bronze. Ou seja, experiência suficiente para quebrar o jejum, os canadenses têm de sobra.
7.2.10
A maior de todas as Olimpíadas de Inverno

Terá início na próxima sexta-feira dia 12, e irá até o dia 28, a 21ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Vancouver, no Canadá. É a continuação de um evento que, se não conta com o mesmo glamour dos Jogos de Verão (pelo menos para os países localizados abaixo da Linha do Equador), é importante para o movimento olímpico por sua relevância.
O maior evento esportivo de modalidades praticadas na neve e no gelo teve sua primeira edição realizada em 1924, em Chamonix, na França - o mesmo país que sediou os Jogos Olímpicos de Verão daquele mesmo ano, na capital Paris. Aliás, das quatro edições olímpicas de inverno realizadas no período anterior à Segunda Guerra Mundial, três foram no mesmo país das Olimpíadas "normais" (os Estados Unidos, em 1932, em Lake Placid/Los Angeles, e a Alemanha, em 1936, em Garmisch-Partenkirchen/Berlim, também receberam Olimpíadas de Inverno e Verão no mesmo ano; em 1928, os Jogos de Inverno foram em Saint-Moritz, na Suíça - que também receberia a primeira edição pós-guerra, em 1948 -, e os de Verão em Amsterdã, na Holanda).
Os Jogos Olímpicos de Inverno foram disputados no mesmo ano dos de Verão até 1992, em Albertville, na França. O Comitê Olímpico Internacional decidiu desvincular os seus dois eventos mais importantes para que os Jogos de Inverno não fossem eclipsados pelos de Verão e recebessem maior atenção e investimento. Então, o intervalo foi de apenas dois anos, e as Olimpíadas de Inverno de 1994 foram realizados em Lillehammer, na Noruega, voltando a ser de quatro anos logo depois. Desde então, o evento passou a marcar a primeira metade de cada ciclo olímpico.
Os Estados Unidos são o país que mais sediou Olimpíadas de Inverno, quatro vezes (Lake Placid, em 1932 e 1980; Squaw Valley, em 1960; e Salt Lake City, em 2002); a França vem a seguir, com três (Chamonix, em 1924; Grenoble, em 1968; e Albertville, em 1992). Este ano, o Canadá sedia pela segunda vez (a primeira foi em 1988, em Calgary). Curiosamente, apenas uma capital nacional sediou as Olimpíadas de Inverno até hoje: a norueguesa Oslo, em 1952.
Em 1924, apenas 258 atletas de dezesseis países disputaram medalhas em seis modalidades. Em 2010, 2.508 atletas de 80 países atuarão nos seguintes esportes: biatlo, bobsleigh, combinado nórdico, cross-country, curling, esqui alpino, esqui em estilo livre, hóquei sobre o gelo, luge, patinação artística, patinação de velocidade em pista curta, patinação de velocidade em pista longa, salto de esqui, skeleton e surfe na neve. Esta promete ser a maior edição da história das Olimpíadas de Inverno.
O Brasil disputa o evento desde 1992. Em 2010, cinco atletas brasileiros participarão: Isabel Clark, no surfe na neve (até hoje a atleta brasileira com a melhor colocação na história do evento, com o nono lugar obtido nos Jogos de Turim, em 2006); Jaqueline Mourão e Leandro Ribela, no cross-country; e Jhonatan Longhi e Maya Harrison, no esqui alpino. Os Jogos de Vancouver deverão marcar as estreias de Colômbia, Gana, Ilhas Cayman, Montenegro, Paquistão, Peru e Sérvia.
Nos Jogos de Turim, a Alemanha foi a primeira colocada no quadro de medalhas, com 11 ouros, 12 pratas e 6 bronzes. Os Estados Unidos acabaram em segundo, com 9 ouros, 9 pratas e 7 bronzes; a Áustria ficou em terceiro, com 9 ouros, 7 pratas e 7 bronzes. A anfitriã Itália acabou em nono, com 5 ouros e 6 bronzes.





