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| Foto: Divulgação |
10.4.14
Atrasos da Rio 2016 preocupam e COI decide intervir
4.9.13
O basquete brasileiro ainda tem muito o que evoluir
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| Foto: AP |
10.6.13
A interdição do Engenhão e o que pode estar por trás
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| Foto: AFP |
15.9.12
Entre 2012 e 2016, atenção, expectativa, torcida... e muita cobrança
No mais, foram duas campanhas bem distintas, é o que se percebe. Se nos Jogos Paralímpicos o Brasil acabou em sétimo lugar (21 ouros, 14 pratas e oito bronzes), nos Olímpicos terminara em 22º (três ouros, cinco pratas e nove bronzes). Pouco surpreendente levando-se em consideração a média de ouros olímpicos conquistados pelo país nas mais recentes edições (os Jogos de 2004, em Atenas, foram a exceção, com o recorde de cinco ouros). Mas ainda é pouco se levarmos em conta que o Brasil sediará a próxima edição olímpica, em 2016. Nos últimos ciclos olímpicos, o país-sede da Olimpíada seguinte costuma fazer boas campanhas - se bem que foram países de tradição esportiva consolidada, como os Estados Unidos em 1992 (37 ouros), a Austrália em 1996 (nove ouros), a Grécia em 2000 (quatro ouros), a China em 2004 (32 ouros) e a Grã-Bretanha em 2008 (19 ouros). A última vez em que o país-sede da Olimpíada seguinte fez uma campanha discreta foi em 1988, com a Espanha: em Seul, os atletas espanhóis conquistaram apenas um ouro, uma prata e dois bronzes (para efeito de comparação, o Brasil ganhou uma prata e um bronze a mais), terminando em 25º lugar no quadro de medalhas. Em compensação, nos Jogos de Barcelona, em 1992, os anfitriões aproveitaram bastante o fator casa: 13 ouros, sete pratas e dois bronzes, com o sexto lugar na classificação final. Nos Jogos seguintes, os de 1996, em Atlanta, a Espanha manteve o pique: cinco ouros, seis pratas e seis bronzes, 13º lugar no final.
O fato de ser o anfitrião, com a torcida a favor, pode ser um trunfo brasileiro no Rio: basta lembrar da campanha nos Jogos Pan-Americanos de 2007. O nível técnico certamente não serve de parâmetro, mas o retrospecto recente conta muito. O que muitos temem, porém, é o excesso de expectativas sobre os atletas, que podem decepcionar muitos se não conquistarem a medalha de ouro. A campanha olímpica brasileira em Londres recebeu críticas por não dar o retorno dos altos investimentos do Governo Federal, do Ministério do Esporte, do Comitê Olímpico Brasileiro e de várias empresas, com direito a aluguel do Crystal Palace para aclimatação e treinamento. Agora, o governo da presidente Dilma Rousseff lançou um plano de investimentos de um bilhão de reais visando colocar o país entre os dez primeiros no quadro de medalhas dos próximos Jogos Olímpicos, e entre os cinco nos Paralímpicos. Sempre há temores quando dinheiro público está sendo investido em algo que dificilmente dará o retorno esperado, ainda mais levando-se em conta a larga história de desvio de dinheiro para meios ilícitos. Fiquemos de olho, portanto.
24.7.12
A Sports Illustrated e o realismo maior do que o rei
20.7.12
Iziane é cortada da seleção feminina de basquete
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| Foto: AP |
8.6.12
Aumento da cobrança do COI, nada mais natural
2.12.11
Que isso tudo nos sirva de alerta

Há mais de um ano (como podemos relembrar aqui), a Grécia vive uma crise financeira das mais sérias, correndo o grande risco de ter que deixar a Zona do Euro. Um dos fatores que podem ter acelerado o alto endividamento grego foram os enormes gastos públicos com a organização dos Jogos Olímpicos de 2004, e o legado nulo que eles deixaram à população ateniense, somando-se a uma série de circunstâncias que acabaram por ser nefastas à economia do país.
Como o Olimpismo lembra, os brasileiros temos que tomar cuidado com os gastos e a ameaça de superfaturamento, tanto das Olimpíadas de 2016, quanto (principalmente) da Copa do Mundo de 2014. Este texto, publicado pela BBC Brasil, explica melhor a situação ora vivida pelos gregos e nos serve de importante aviso para que fiscalizemos nossos organizadores e autoridades responsáveis.
26.1.11
Uma voz que deve ser sempre ouvida
Campeão olímpico dos 800 metros rasos do atletismo em 1984 e vice da mesma prova em 1988, Joaquim Cruz não se desliga dos problemas organizacionais no esporte brasileiro, mesmo morando há décadas nos Estados Unidos, onde trabalha para o Comitê Paraolímpico local. Em Christchurch, na Nova Zelândia, onde acompanha o Mundial Paraolímpico de Atletismo, Cruz declarou em entrevista que urge o Brasil adotar um política que integre o esporte à educação, para que o país possa colher resultados não apenas em 2016, mas também nas Olimpíadas seguintes.
O ex-corredor está coberto de razão. Aliás, nem é necessário ser um expoente esportivo para verificar que há um vácuo no esporte brasileiro, a cinco anos de sediar a mais importante competição esportiva mundial. Hoje pouquíssimas escolas introduzem o ensino de educação física de alto nível no currículo. E isso é um problema, pois priva aos estudantes a chance de praticar modalidades esportivas além do futebol. É verdade que existem projetos exemplares de prática esportiva em localidades carentes, mas isso ainda é insuficiente para criarmos uma cultura esportiva de massa no Brasil.
As Olimpíadas de 2016 devem ser encaradas pelo Brasil não como o objetivo maior, mas como um novo começo para o esporte brasileiro. O início de uma era de crescimento para nossas modalidades esportivas, que devem ter suas sementes plantadas desde já.
27.8.09
COI garantiu maior leque de opções para a TV em 2016
Foi informado que, na batalha entre as emissoras abertas da TV brasileira para a transmissão das Olimpíadas de 2016 (cuja sede será definida em 2 de outubro deste ano, entre Chicago, Madri, Rio de Janeiro e Tóquio), o Comitê Olímpico Internacional tomou uma decisão salomônica: três emissoras abertas (Bandeirantes, Globo e Record) transmitirão o evento daqui a sete anos. Uma decisão acertada, na opinião do Olimpismo - haverá o maior leque de opções para a grande parte da população brasileira desde 1996, quando cinco emissoras abertas (as três citadas, além do SBT e da extinta Manchete) levaram imagens ao vivo de Atlanta.
Desde as Olimpíadas de 2000, em Sydney, havia o direito à exclusividade dado à emissora que pagasse mais pelos direitos - a Globo os conseguia, repassando-os à Band e às emissoras de TV por assinatura (geralmente BandSports, ESPN Brasil e Sportv). Foi assim também em 2004 (Atenas) e 2008 (Pequim). Para os Jogos de 2012, que serão em Londres, a Record conseguiu os direitos (extensivos às Olimpíadas de Inverno de 2010, em Vancouver) e anunciou que será a única emissora a transmitir as Olimpíadas em sinal aberto, deixando a Globo (que transmitia ininterruptamente desde 1972) e a Band (que o fazia desde 1984) a verem navios. Para não amargar um prejuízo enorme, repassou os direitos de transmissão por assinatura à Sportv e por Internet ao Terra. Além disso, a emissora da Barra Funda conseguiu os direitos sobre os Jogos Pan-Americanos de 2011 (que serão em Guadalajara, no México) e 2015 (em local a ser definido pela ODEPA).
O acordo que deu às três emissoras abertas os direitos de transmissão das Olimpíadas de 2016 (que deverão ser extensivos aos Jogos de Inverno de 2014, em Sochi, na Rússia) premia as três redes de TV que mais investem em esportes no Brasil. Havia uma disputa acirrada entre elas, principalmente depois da entrada da Record no circuito das grandes transmissões de eventos esportivos. Já entre as TVs por assinatura e transmissão via Internet, a candidatura conjunta Globo/Bandeirantes conseguiu os direitos exclusivos (Sportv/BandSports), podendo optar pela transmissão ou pelo repasse de direitos a outras emissoras fechadas.
28.6.09
Dentro das limitações, um bom começo
Neste domingo, na Arena Olímpica do Rio, será disputado o quinto e decisivo jogo do Novo Basquete Brasil, entre Flamengo e Brasília. Como o esperado, o torneio, organizado pela Liga Nacional de Basquete, não foi um primor de nível técnico, longe disso. Afinal, a crise que parece dominar o basquetebol brasileiro há cerca de uma década não terminará de uma hora para outra. Mesmo assim, há pontos positivos a tirar desta edição reinicial.
Pela primeira vez em muito tempo, um torneio nacional de basquete é realizado num clima relativamente pacífico e bem organizado. A certeza de que há credibilidade no processo de realização de um campeonato nacional começa, aos poucos, a trazer o público de volta aos ginásios. Para esta partida decisiva no Rio, todos os ingressos estão esgotados - o apelo dos times finalistas certamente colaborou, mesmo por tratar-se das duas melhores equipes do basquete brasileiro no momento. São as duas últimas campeãs nacionais (o Brasília ganhou em 2007 e o Flamengo em 2008), fazem a decisão pelo segundo ano seguido e também conquistaram inéditos títulos internacionais na temporada (o Brasília conquistou a Liga das Américas; o Flamengo, a Liga Sul-Americana), o que já faz desse duelo um jogo diferenciado.
Claro que há pontos que precisam ser melhorados para as próximas edições do NBB. Por exemplo, uma maior exibição dos jogos pela TV, principalmente em sinal aberto - somente o jogo decisivo será transmitido, e mesmo assim apenas em flashes ao vivo. A presença de mais clubes de massa e/ou de forte tradição na modalidade é outro ponto que também deve ser levado em consideração, assim como uma maior presença da comissão técnica da Seleção nas partidas. Mesmo assim, comparando-se com as caóticas edições do Nacional da CBB, é um passo adiante - que tem tudo para, a médio prazo, promover a volta da dignidade ao basquete brasileiro.
13.5.09
A visibilidade esportiva e os princípios da mídia
Foi anunciado o fim do time masculino de vôlei profissional do Unisul, ora sediado na cidade catarinense de Joinville, depois de dez anos de projeto. Entre outros motivos, a Universidade do Sul de Santa Catarina, que mantinha a equipe, apontou o fato de o nome da instituição universitária ser omitido pela emissora de TV que transmite a Superliga, durante as matérias e transmissões. Nelas, o time era chamado apenas pelo nome da cidade em que era sediado, como ocorre com outras equipes com nomes de empresas ou faculdades.
Quando determinada empresa patrocina uma equipe esportiva, o que ela quer é que seu nome apareça. É para isso que ela investe: associar sua marca a um time que se planeja vencedor. Mas setores da mídia têm regras que fazem questão de seguir, como a de não fazer propaganda ou merchandising durante transmissões. Às vezes, chega-se ao extremo de proibir que o nome de uma empresa seja falado, mesmo que ela batize um time. Vários grupos de comunicação no Brasil seguem essas normas.
É do direito dos setores de mídia não se arriscar a fazer propaganda involuntária, mas os nomes das empresas devem, sim, aparecer nas transmissões. Elas investem para isso, e têm o direito de aparecer para as câmeras. Enquanto nossas modalidades não conseguem se sustentar por si, toda ajuda será válida.
25.4.09
A importância dos clubes de massa no esporte dito amador
Já defendi em recente texto a importância do investimento dos clubes populares no chamado esporte amador - muitos deles, notórios formadores de atletas para delegações olímpicas. Em tempos de crise financeira mundial, os clubes andam bem cautelosos em relação a gastos, mas sempre dão o seu recado em modalidades esportivas de alta visibilidade. No momento, clubes que não são conhecidos por departamentos de futebol, como o paulista Pinheiros, o mineiro Minas Tênis e os gaúchos Sogipa e Grêmio Náutico União, têm bons resultados em esportes como basquete, vôlei, judô e ginástica artística (o Pinheiros, falando nisso, foi o clube com o maior número de atletas na delegação brasileira que disputou as Olimpíadas de Pequim, sendo alguns de seus maiores exemplos o nadador César Cielo Filho e a ginasta Daiane dos Santos). Isso sem falar nas empresas e universidades investidoras em modalidades esportivas coletivas como vôlei, basquete e (exemplificando uma modalidade não-olímpica) futsal, constantemente dando nome a essas equipes.
Porém, os clubes conhecidos pelo futebol ensaiam uma volta aos investimentos em modalidades ditas amadoras. Clubes de massa como Flamengo (atual campeão brasileiro e da Liga Sul-Americana de basquete), Botafogo (que deverá montar um time feminino de vôlei para disputar a próxima Superliga, além de reeditar o basquete e fazer uma equipe de atletismo para aproveitar a pista do Engenhão, estádio arrendado pelo clube), Cruzeiro (que teve seu time masculino de vôlei quase classificado para a final da Superliga, logo na sua primeira participação, além de ter uma forte equipe de fundistas do atletismo) e Corinthians (que montou uma equipe de natação) buscam preencher um forte vazio midiático: a paixão pelos clubes, que sobra no futebol, mas falta um bocado nas demais modalidades.
Houve várias vezes em que os clubes despertaram paixões em esportes que não o futebol - a mais recente foi entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, no Rio de Janeiro. Os projetos olímpicos de Vasco e Flamengo mobilizaram as diretorias e torcidas dos dois clubes, que mandaram centenas de atletas para os Jogos Pan-Americanos de 1999 e as Olimpíadas de 2000. São memoráveis decisões entre os dois clubes - como no basquete (com o Flamengo derrotando o então invicto Vasco nas finais do Carioca de 1998, e os vascaínos dando o troco na decisão do Brasileiro, dois anos depois - aliás, eram dois timaços: o Vasco era a base da Seleção da época, sendo bicampeão brasileiro e da Liga Sul-Americana, além de ser vice-campeão mundial; já o Flamengo era capitaneado pelo Mão-Santa Oscar Schmidt, o que dispensa comentários) e no vôlei (o Flamengo de Leila e Virna derrotou o Vasco de Fernanda Venturini nas finais da Superliga em 2001, no Maracanãzinho). Depois, veio a conta: os dois rivais gastaram os tubos e acumularam dívidas, que mantêm até hoje.
Atualmente, os clubes de massa parecem ter a consciência de que visibilidade é fundamental, não só no futebol. Tanto que eles procuram patrocinadores exclusivos para essas modalidades. Depois de sofrer atrasos salariais de até quatro meses (condição que superou ao ganhar a Liga Sul-Americana), causados em parte pelo litígio com a Petrobrás, o time de basquete do Flamengo navega em águas mais tranquilas com as altas vendas da camiseta com a sua marca (que serve para quitar parte da dívida) e a assinatura de um novo patrocínio, que manterá a equipe por dois meses, até o fim do NBB, competição cuja primeira fase o Fla lidera. A nova administração do rival Botafogo, ainda que não tenha obtido sucesso no intento de "importar" o time de vôlei do Osasco, anunciou investimentos em várias modalidades como o próprio vôlei, o basquete e o atletismo.
A entrada de times de massa será muito importante para as modalidades. Elas serão mais visíveis, atrairão torcida e patrocínios fortes. E impede, em parte, o constrangimento de vários jornalistas, durante transmissões de competições esportivas, em falar o nome da cidade que o time representa ao invés de seu patrocinador, com medo de fazer merchandising involuntário...
Texto complementar: "Cultura Clubística", de Ricardo Antunes da Costa (30/11/2005)
24.4.09
'Olimpismo' faz aniversário de casa nova!
Nesta sexta-feira, o Olimpismo completa dois anos de existência, dedicando-se a comentar, opinar e exaltar o Movimento Olímpico, em todas as suas vertentes. Criado em definitivo (houve uma versão anterior ainda no Blogger Brasil, que teve vida curta) através do projeto Globoonliners, do site do jornal O Globo, em 24 de abril de 2007, começou falando das expectativas para os Jogos Pan-Americanos, disputados três meses depois no Rio de Janeiro. No ano seguinte, cobriu as Olimpíadas de Pequim através da visão do torcedor que acompanhava a competição pela TV. Em ambas as ocasiões, foi constantemente citado pela página 2 do Caderno de Esportes do jornal carioca. Com a iminente extinção do projeto pelo jornal (que deverá estar concluída em 13 de maio), todo o conteúdo foi transferido para o Blogger, mantendo os textos e, consequentemente, a memória.
Novos textos estão a caminho, falando sobre os bastidores, a história e as curiosidades que cercam as grandes competições esportivas do planeta. Neste ano, serão disputados os Jogos do Mediterrâneo (26/6 a 5/7), em Pescara, na Itália, e os Jogos da Lusofonia (11 a 19/7), em Lisboa - além dos Mundiais de Atletismo, em Berlim, e de Esportes Aquáticos, em Roma. Mas, acima de tudo, no mês de outubro, será escolhida pelo COI a cidade-sede das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016 - o Rio de Janeiro concorre com Chicago, Madri e Tóquio, com boas chances de levar a melhor e trazer a maior competição poliesportiva mundial, pela primeira vez na História, à América do Sul.
Este foi um novo começo. Embarquemos juntos nessa grande viagem.
16.9.08
Imagine se tivessem apoio...







