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| Foto: Antônio Scorza/Agência O Globo |
21.8.16
Um dia histórico para o nosso futebol (e mais duas medalhas de brinde)
8.9.12
Mais um dia de vitórias para o Brasil em Londres
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| Foto: London2012.com |
11.8.12
Vôlei feminino é a grande glória brasileira deste penúltimo dia
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| Foto: AP |
26.7.12
Futebol masculino tem estreia intranquila nos Jogos
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| Foto: AFP |
25.7.12
Futebol brasileiro começa caminhada com o pé direito
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| Foto: Reuters |
24.4.12
Início fácil para o futebol brasileiro
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| Foto: Getty Images |
No masculino, onde encabeça o Grupo C, o time treinado por Mano Menezes estreará contra o Egito, no dia 26 de julho (véspera da cerimônia de abertura), no Millennium Stadium de Cardiff, no País de Gales. Jogará em seguida contra a estreante Bielorrússia, no dia 29, no Old Trafford, em Manchester. Encerrará sua participação na primeira fase contra a Nova Zelândia, em 1º de agosto, no St. James' Park, em Newcastle.
Porém, a situação começa a ficar mais complicada nas quartas, já que, caso se classifique, o Brasil enfrentará um adversário do Grupo D, que pode ser Espanha ou Japão.
Grupo A: Grã-Bretanha, Senegal, Emirados Árabes Unidos e Uruguai
Se terminar em primeiro lugar, pegará nas quartas uma seleção que terminou em terceiro lugar em um dos demais grupos. Se acabar em segundo, enfrenta a segunda do Grupo F. Se for uma das duas melhores terceiras colocadas, enfrentará a primeira do Grupo G.
Grupo E: Grã-Bretanha, Nova Zelândia, Camarões e Brasil
1.4.12
Futebol olímpico: quase todos classificados
14.2.11
O sonho do ouro olímpico permanece vivo para o futebol brasileiro

Um show. Assim pode ser definida a conquista do título sul-americano Sub-20 pela Seleção Brasileira, obtida com a goleada por 6 a 0 sobre o Uruguai, que já tinha conseguido sua vaga com a vitória sobre a Argentina, na rodada anterior. Oscar (três vezes), Neymar (duas, sagrando-se artilheiro da competição com nove gols) e Danilo fizeram os gols do massacre brasileiro, visto como inimaginável antes de a partida começar, na cidade peruana de Arequipa.
Pode-se dizer que o Brasil fez uma partida absolutamente perfeita contra os uruguaios. Defesa consistente, meio de campo eficaz e ataque arrasador pontuaram a atuação brasileira. Além disso, os brasileiros não se deixaram levar pelas provocações adversárias, ao contrário do que aconteceu na derrota para a Argentina (a única da equipe em todo o torneio), na terceira rodada. Com o título, o futebol brasileiro se classifica para sua primeira Olimpíada em território europeu depois de 40 anos - a última vez tinha sido em 1972, nos Jogos de Munique (o Brasil foi eliminado na primeira fase). Em 1980 (Moscou), 1992 (Barcelona) e 2004 (Atenas), o país ficou pelo Pré-Olímpico - nestes últimos Jogos, o Brasil foi representado somente pela Seleção feminina, que ficou com a medalha de prata.
Com a vitória por 2 a 0 sobre a Colômbia, os argentinos torciam por uma goleada uruguaia por pelo menos cinco gols de diferença para que continuassem sonhando com o tricampeonato olímpico - mas quem a aplicou, ironicamente, foi o Brasil. Brasileiros, uruguaios, argentinos e equatorianos se classificaram para o Mundial da categoria, que será disputado na Colômbia. As vagas nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, ao contrário do que escrevemos aqui anteriormente, serão preenchidas pelo Sul-Americano Sub-17, que será no Equador (por sinal, atual campeão pan-americano).
Brasil e Uruguai foram os primeiros países a se classificarem para o torneio olímpico de futebol de 2012, depois do país-sede, a Grã-Bretanha (que dominou os primeiros anos do futebol olímpico, sendo campeã em 1900, 1908 e 1912, e que voltará a disputar a competição depois de 52 anos; a última vez foi em 1960), que deverá colocar apenas jogadores ingleses na disputa. As três vagas europeias serão definidas no Campeonato Europeu Sub-21, em junho, na Dinamarca. As demais dez vagas (três asiáticas, três africanas, duas das Américas do Norte e Central, a da Oceania e o vencedor da repescagem entre os quartos colocados africano e asiático) serão todas definidas no ano que vem.
No torneio feminino de Londres - assim como na Copa do Mundo deste ano, na Alemanha -, as seleções sul-americanas serão Brasil e Colômbia, que se classificaram pelo Sul-Americano do ano passado (além destes dois países, Chile e Argentina representarão a América do Sul no Pan de Guadalajara, em outubro próximo). A mesma Copa do Mundo definirá as duas representantes europeias (Alemanha - anfitriã e atual bicampeã mundial - , França, Noruega e Suécia disputarão estas vagas; a Grã-Bretanha, como país-sede, já está classificada). Ainda serão definidas duas vagas asiáticas, duas africanas, duas norte-centro-americanas e a da Oceania, no próximo ano.
1.2.11
A América do Sul e o futebol olímpico
Está em disputa na cidade peruana de Arequipa a fase final do Sul-Americano de Futebol Sub-20, que classificará quatro seleções para o Pan de Guadalajara e o Mundial da categoria, na Colômbia (já classificada para esta competição), além do campeão e do vice para os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. É a continuação de uma história que vem desde 1924, quando o futebol sul-americano estreou em Olimpíadas já conquistando o ouro, com o Uruguai - que conquistaria o bi em 1928, numa final sul-americana contra a Argentina, formando o grande clássico do futebol mundial na época, que decidiria também a primeira Copa do Mundo, em 1930.
Os uruguaios conquistaram o ouro nas duas únicas vezes em que disputaram a competição. Já a Argentina demorou bem mais para subir ao lugar mais alto do pódio. Depois de mais quatro Olimpíadas (1960 e 1964, eliminada na primeira fase; 1988, eliminada pelo Brasil nas quartas; e 1996, quando ficou com a medalha de prata), os argentinos foram campeões com 100% de aproveitamento (seis vitórias em seis partidas) e sem sofrer gols em 2004, na melhor campanha da história da competição. Não satisfeitos, conquistaram o bi em 2008, tornando-se a mais bem sucedida seleção sul-americana no Torneio Olímpico de Futebol.
As demais equipes que tentam vagas para Londres também têm histórias acidentadas em Olimpíadas. O Brasil só foi disputar a competição pela primeira vez em 1952, chegando às quartas de final. Voltou oito anos mais tarde, sendo presença constante até 1976, quando acabou em quarto lugar (apesar de nunca ter passado da primeira fase de 1960 a 1972). De lá para cá, participações ainda irregulares, ficando de fora em 1980, 1992 e 2004. Mas quatro medalhas foram conquistadas pela Seleção: duas pratas (1984 e 1988) e dois bronzes (1996 e 2008). Ou seja: o ouro é a atual obsessão do futebol pentacampeão do mundo.
O Chile disputou a competição quatro vezes. Depois de campanhas discretas em 1928, 1952 e 1984, os chilenos surpreenderam com o bronze em 2000 - isso graças a uma goleada de 9 a 0 do Brasil sobre a Colômbia, que ajudou os chilenos a se classificarem à fase final do Pré-Olímpico. Quatro vezes também disputaram os próprios colombianos, em 1968, 1972, 1980 e 1992 - contudo, sem passar da primeira fase em nenhuma delas.
A única seleção sul-americana, das que estão na fase final do Sul-Americano Sub-20, que nunca disputou o futebol olímpico até hoje é a do Equador (a outra é a Bolívia; o Paraguai participou em 1992, quando chegou às quartas, e em 2004, quando foi prata, conquistando a única medalha olímpica da história do país; o Peru jogou em 1936 e 1960; e a Venezuela disputou uma vez, em 1980). Porém, os equatorianos são os atuais campeões pan-americanos (ganharam o ouro em 2007, no Rio), no único título oficial de sua história. Quem sabe não pinta uma surpresa nessa reta final (ainda mais que o Equador venceu a Argentina na primeira rodada do hexagonal decisivo)? Mas o Brasil terá que estar sempre à espreita.
18.1.11
O primeiro grande candidato à Seleção Olímpica (se o Brasil se classificar...)
Na estreia do Sul-Americano Sub-20, na cidade peruana de Tacna, o Brasil venceu o Paraguai por 4 a 2. Vitória animadora, para dar moral, mesmo porque o Brasil acabou a partida com dois jogadores a menos. Além disso, a partida confirmou o talento de um dos poucos jogadores desta equipe que, caso a Seleção treinada por Ney Franco seja campeã ou vice da competição (classificatória para as Olimpíadas de Londres para os dois primeiros colocados, além de serem para o Pan de Guadalajara também para o terceiro e o quarto), deverão estar na Seleção Olímpica ano que vem: o atacante Neymar, autor dos quatro gols da vitória brasileira.
O artilheiro santista confirmou a condição de astro principal da companhia, fazendo a equipe jogar por ele. Mas há o risco de ele acabar se tornando o único jogador Sub-20 a figurar em Londres. Para efeito de comparação, esta é a segunda vez em que o Sul-Americano Sub-20 do ano anterior é usado como torneio pré-olímpico (a primeira foi em 2007; houve um Torneio Pré-Olímpico sul-americano de fato, entre 1960 e 2004). O Brasil foi campeão há quatro anos, e daquela equipe apenas o meia Lucas e o atacante Alexandre Pato estiveram na seleção que ganhou o bronze nas Olimpíadas de Pequim. A Argentina, vice-campeã sul-americana, teve aproveitamento um pouco melhor: a seleção bicampeã olímpica teve cinco jogadores que haviam disputado aquele Sul-Americano, entre eles o goleiro Romero e o meia Di María.
Na Seleção Olímpica, Neymar deverá ter a companhia do próprio Alexandre Pato (que completa 23 anos em 2012) no ataque e a presença do colega de clube Paulo Henrique Ganso no meio-campo (no momento, contundido; mas é visto por muitos como o grande nome do Santos, embora menos badalado que o atacante). Mas primeiramente o Brasil terá que se classificar como um dos dois primeiros colocados da fase final (que será disputada por seis seleções) deste Sul-Americano, o que não é fácil, por ser uma competição de alto nível técnico e fortemente disputada.
21.8.08
Que pena, meninas!

Duas medalhas de prata foram ganhas pelo Brasil nesta quinta-feira. Uma delas teve gosto de festa: a conquistada pelos iatistas Robert Scheidt e Bruno Prada, na classe Star, coroando uma grande reação depois de um péssimo começo de campanha. É a quarta medalha olímpica de Scheidt e a primeira de Prada.
A segunda, porém, teve o gosto amargo que afirma que o metal poderia (e deveria) ter sido outro. Mais uma vez, o futebol feminino sucumbe à maior experiência dos Estados Unidos e fica com o vice-campeonato olímpico. Ainda que as brasileiras tenham buscado o gol o tempo todo, as norte-americanas tiveram mais cabeça e melhor condicionamento físico, o que foi decisivo para a vitória por 1 a 0, com um gol no primeiro tempo da prorrogação.
18.8.08
Altos e baixos para as mulheres do Brasil

A segunda-feira começou bem para o esporte brasileiro. Logo de cara, veio a primeira medalha olímpica para o iatismo feminino brasileiro na História: o bronze para Fernanda Oliveira e Isabel Swan, na classe 470. As brasileiras venceram a última regata, acabando em terceiro lugar na classificação final.
Em seguida, o Brasil obteve vitória inédita no futebol feminino: 4 a 1 sobre a Alemanha, bicampeã mundial, com grande atuação de Marta e Cristiane. Na final, que será disputada na quinta-feira, o Brasil voltará a enfrentar os Estados Unidos, que derrotaram o Japão por 4 a 2. As duas equipes têm sede de revanche: o Brasil tem contas a acertar com as norte-americanas por causa da controvertida final de 2004, nos Jogos de Atenas. Já os Estados Unidos querem vingar a goleada de 4 a 0 sofrida para o Brasil, na semifinal do Mundial do ano passado, também na China.
Mas nem tudo foi festa para as mulheres do Brasil: na final do salto com vara, Fabiana Murer foi prejudicada pela organização do evento, que não levou todas as dez varas de salto a que ela tinha direito, como todas as outras finalistas. A saltadora se desconcentrou e, com isso, teve seu desempenho altamente comprometido. Falhou três vezes em uma de suas tentativas, foi eliminada e acabou em nono na classificação final. O ouro foi, mais uma vez, para a russa Yelena Isinbayeva, e com novo recorde mundial: 5,05 metros.
22.7.08
Confusão à vista no futebol das Olimpíadas...
...e isso acontece, novamente, somente com a Seleção Olímpica do Brasil. Os clubes alemães (sempre eles) Schalke 04 (do lateral-direito Rafinha) e Werder Bremen (do meia Diego) querem mais uma vez desafiar a FIFA e ameaçam processar a entidade máxima do futebol, além da CBF, por terem obrigado os jogadores (ambos com idade olímpica, até 23 anos) a se apresentar à equipe nacional que disputará as Olimpíadas de Pequim. Os dois se apresentaram, na Europa, à equipe que está indo a Cingapura, para o período de adaptação de fuso horário.
Os dois clubes, com o apoio da Federação Alemã, querem entrar no Tribunal Arbitral do Esporte contra os jogadores, a FIFA e a CBF por suposta quebra de contrato. Há tempos, perdura a polêmica acerca do limite de idade dos jogadores de futebol para a disputa das Olimpíadas, como já discutido por aqui. Há rumores de que o limite irá diminuir de 23 para 19 anos já nas próximas Olimpíadas, as de 2012, em Londres.
Sabe-se que os clubes pagam o salário dos atletas, e que as seleções devem ter responsabilidade sobre eles enquanto lá estiverem. Mas os clubes não devem, sob hipótese alguma, tentar passar por cima das regras e instituições.
Ramires na Seleção Olímpica: Melhor assim
Foi anunciado o desligamento do atacante Robinho, do Real Madrid, oficialmente por contusão, da Seleção que disputará as Olimpíadas de Pequim. Para o seu lugar, o treinador Dunga chamou o volante Ramires, do Cruzeiro, que para muitos já deveria ter sido chamado na primeira oportunidade. Afinal, uma reclamação em relação à primeira convocação era a de que havia atacantes demais.
Melhor assim. Na verdade, há tempos o atacante Robinho não atua bem com a camisa da Seleção Brasileira, mais exatamente desde a final da Copa América do ano passado, contra a Argentina (ele tinha sido o grande destaque do Brasil no decorrer da competição, mas sumiu no momento decisivo). Além do mais, ele não vinha demonstrando muita vontade de defender a equipe nacional; nem o próprio Real queria liberá-lo - tanto que houve essa suspeita, para dizer o mínimo, argumentação de que o atacante estava contundido na região pubiana, de forma que não haveria tempo para que ele disputasse as Olimpíadas.
Foi até bom que Dunga convocasse um bom jogador como o volante Ramires, com idade menor do que 23 anos, para substituir Robinho. Quanto menos confusão com os times dos maiores de 23, mais tranqüilidade a equipe terá para tentar conquistar o título inédito - e é disso que os jogadores andam precisando, pois a preparação da equipe se revela, cada vez mais, um caos absoluto.
A Seleção começou nesta segunda-feira a se juntar para o período de adaptação de fuso horário. No dia 28, o Brasil enfrenta a seleção de Cingapura, na Cidade de Cingapura. No dia 1º de agosto, deverá enfrentar o Vietnã, em Hanói. Depois, vem a estréia no Torneio Olímpico, no dia 7, contra a Bélgica, na cidade chinesa de Shenyang.
7.7.08
Dunga convoca os que lutarão por um título inédito
O treinador Dunga convocou hoje os 18 jogadores que tentarão um título inédito para o futebol brasileiro: a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Numa estratégia arriscada da CBF, o meia Ronaldinho foi chamado. Ele foi um dos três jogadores com mais de 23 anos que irão à China (os outros foram o zagueiro Thiago Silva e o atacante Robinho). Vejam os convocados:
Goleiros: Diego Alves (Almería/ESP) e Renan (Internacional)
Laterais: Ilsinho (Shakhtar Donetsk/UKR), Marcelo (Real Madrid/ESP) e Rafinha (Schalke 04/GER)
Zagueiros: Alex Silva (São Paulo), Breno (Bayern Muenchen/GER) e Thiago Silva (Fluminense)
Volantes: Ânderson (Manchester United/ENG), Hernanes (São Paulo) e Lucas (Liverpool/ENG)
Meias: Diego (Werder Bremen/GER), Ronaldinho (Barcelona/ESP) e Thiago Neves (Fluminense)
Atacantes: Alexandre Pato (Milan/ITA), Jô (Manchester City/ENG), Rafael Sobis (Betis/ESP) e Robinho (Real Madrid/ESP)
Mais detalhes e opiniões, confiram em www.golblogfc.blogspot.com
21.6.08
Ronaldinho nas Olimpíadas: Um projeto fadado ao fracasso
Durante o jogo em que o Brasil empatou em 0 a 0 com a Argentina, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, foi especulado que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, teria imposto ao treinador Dunga a convocação do meia Ronaldinho, que deve sair do Barcelona, para a Seleção que disputará as Olimpíadas de Pequim. O jogador (que não atua pela Seleção desde a vitória sobre o Uruguai por 2 a 1, no Morumbi, em novembro passado) assistiu à partida no Mineirão, convidado pela própria CBF. Segundo Teixeira, a volta de Ronaldinho seria "um pedido da torcida brasileira".
É notório que há um desgaste entre o treinador Dunga e alguns medalhões que estão em má fase ou ocupados com outras coisas, como o próprio Ronaldinho ou Kaká. Também é óbvio que os jogadores acima relacionados não andam se sentindo à vontade na Seleção atual, por conflitos com o treinador. Era sonho de Dunga levar Kaká a Pequim, mas o Milan vetou. Já Ronaldinho parece, como seu xará mais velho, ter se perdido na vida boêmia e não se importar mais com o futebol, necessitando mudar de ares imediatamente. Além disso, uma insistente contusão e o fato de estar fora de forma atrapalham ainda mais o jogador.
Ainda assim, não se sabe se por um arroubo de populismo (para "acalmar a massa", irritada com a atual fase da Seleção), ou por intenção de demonstrar poder, Teixeira vem com a idéia de impor Ronaldinho a Dunga, mesmo com a fama do jogador de "sumir" quando veste a amarelinha. Vale lembrar que o presidente da CBF queria fazer o mesmo em 2002, quando queria impor a convocação do atacante Romário ao então treinador Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo. Felipão deu de ombros, o Brasil foi penta e não se tocou mais no assunto. Pelo menos o Baixinho estava em boa fase; Ronaldinho, hoje, não é nem sombra do que era na época em que foi eleito o melhor do mundo. Aliás, nem mesmo quando disputou sua primeira Olimpíada, em 2000.
Desde já, esta "estratégia" de Teixeira mostra-se fadada ao fracasso. Afinal, uma das características de Dunga como treinador da Seleção (mal ou bem, ele vinha seguindo-a com coerência) era a de não convocar jogador que não atuasse por clube algum. Ronaldinho está de saída do Barça e ainda não foi definido o seu destino. Essa imposição de Teixeira pode testar a capacidade do atual técnico de seguir ou não o que vem de cima. Isso contraria a carta branca dada pela própria CBF a Dunga quando o contratou como treinador, em 2006.
Mais do que uma demonstração de força, o mando da chefia pode significar um processo de fritura. Dunga vem sendo cada vez mais criticado no comando técnico da Seleção e poderá ser substituído no cargo, principalmente se não conseguir o ouro olímpico em Pequim. Ou seja, o que prometia ser uma revolução no comando técnico da Seleção Brasileira pode terminar muito antes do esperado, e de forma melancólica.
20.4.08
A grande chance para o futebol brasileiro
Foram sorteados neste domingo os grupos dos torneios masculino e feminino de futebol das Olimpíadas de Pequim. Para os homens, um grupo relativamente fácil na primeira fase. Para as mulheres, porém, um grupo bem mais difícil. Nada que assuste, se levarmos em consideração o retrospecto recente de nossas meninas, capazes de superar barreiras mais complicadas.
No torneio masculino, o Brasil estreará pelo Grupo C contra a Bélgica, no dia 7 de agosto, véspera da cerimônia de abertura, em Shenyang (foto). Na mesma cidade, o desafio é a Nova Zelândia, no dia 10. Na última rodada, no dia 13, a Seleção enfrentará os anfitriões chineses, em Qinhuangdao. Caso passe de fase, o Brasil enfrentará uma seleção do Grupo D (Camarões, Coréia do Sul, Honduras e Itália), um desafio certamente maior que os da primeira fase.
No Grupo A, estão Argentina, Costa do Marfim, Austrália e Sérvia; no Grupo B, Holanda, Nigéria, Estados Unidos e Japão.
No torneio feminino, o desafio mais difícil será certamente a estréia pelo Grupo F, desde já um dos jogos mais esperados da competição: a reedição da final do Mundial de 2007, no mesmo país, contra a Alemanha - as alemãs venceram por 2 a 0 e sagraram-se bicampeãs mundiais, em Xangai. A revanche (no dia 6 de agosto), assim como a maioria das nossas partidas masculinas, também será em Shenyang, onde também será nossa segunda partida, contra a Coréia do Norte, uma das melhores seleções do mundo na atualidade, no dia 9. Em 12 de agosto, o Brasil enfrentará a melhor seleção africana, a Nigéria, em Pequim. À primeira vista, parece um grupo difícil, mas jogando com calma, dá para passar com facilidade.
Se terminar em primeiro, enfrentará na fase seguinte o segundo colocado do Grupo G (Estados Unidos, Noruega, Japão e Nova Zelândia). Caso acabe em segundo, terá como adversário o segundo do Grupo E (China, Suécia, Canadá e Argentina). Caso seja um dos dois melhores terceiros colocados, enfrentará nas quartas o primeiro colocado de um dos outros dois grupos.
19.4.08
Futebol: A sorte está lançada

Com a incontestável goleada da seleção feminina do Brasil sobre Gana por 5 a 1, no Estádio dos Trabalhadores, em Pequim, completou-se a relação das 28 seleções (16 no masculino e 12 no feminino) que disputarão os torneios de futebol dos Jogos Olímpicos deste ano. O sorteio será realizado na manhã deste domingo (19 horas, horário local), na capital chinesa.
No masculino, as 16 seleções serão divididas em quatro grupos de quatro equipes cada - os dois primeiros de cada grupo se classificam para as quartas-de-final. A China, país-sede, já está colocada no Grupo C, na cidade de Shenyang. As outras três cabeças-de-chave, já definidas em seus grupos, serão Argentina (Grupo A, Xangai), Holanda (Grupo B, Tianjin) e Camarões (Grupo D, Qinhuangdao). As demais doze seleções estão divididas em três potes de sorteio: Pote 1, com as seleções filiadas à Confederação Asiática (Austrália, Coréia do Sul e Japão); Pote 2, com os africanos (Costa do Marfim e Nigéria) e a Nova Zelândia; Pote 3, com os europeus (Bélgica, Itália e Sérvia); e Pote 4, com o Brasil e os representantes da Concacaf (Estados Unidos e Honduras).
No feminino, as 12 seleções serão divididas em três grupos de quatro equipes cada - os dois primeiros de cada grupo e os dois melhores terceiros colocados se classificarão às quartas-de-final. A China estará no Grupo E, baseada em Tianjin; a Alemanha, atual campeã mundial, no Grupo F, em Shenyang; e os Estados Unidos, atuais campeões olímpicos, no Grupo G, em Qinhuangdao. As demais nove seleções estão em quatro potes: Pote 1, Coréia do Norte e Japão; Pote 2, Noruega e Suécia; Pote 3, Brasil e Canadá; Pote 4, Argentina, Nigéria e Nova Zelândia.
O Brasil disputará os dois torneios com grandes chances de conquistar o ouro em ambos, mas terá que enfrentar grandes adversários. No masculino, estes deverão ser Argentina (que contará com uma geração tão boa quanto a brasileira, além de defender o título conquistado em 2004), Itália e Holanda, além das seleções africanas, sempre dispostas a aprontar - ganharam o ouro em duas ocasiões, eliminando o Brasil em ambas: Nigéria, em 1996, e Camarões, em 2000 (estas duas seleções estarão presentes neste ano). A Seleção das mulheres, vice-campeã mundial e olímpica e bicampeã pan-americana, terá como grandes rivais, além das anfitriãs chinesas, a Noruega (ouro em 2000) e duas espinhas-de-peixe entaladas na garganta: Estados Unidos (que derrotaram o Brasil na polêmica final de 2004) e Alemanha (que venceu a Seleção na decisão do Mundial do ano passado).
A sorte está lançada. Que o Brasil aproveite a chance.
11.3.08
O futebol olímpico merece mais respeito

Neste ano, comemora-se o centenário da mais antiga competição entre seleções do futebol mundial. Não, não é a Copa América, ao contrário do que muitos pensam. Estou falando do Torneio Olímpico de Futebol, que começou a ser disputado oficialmente em 1908, mas que desde a criação da Copa do Mundo (a única competição disputada entre seleções dos cinco continentes a ser mais importante do que ele, na minha sincera e modesta opinião) não recebe a atenção e a importância que merece.
Aliás, a FIFA, a maior e mais importante entidade do futebol (e talvez do esporte) mundial, vem fazendo de tudo para sabotar a importância da histórica competição, desrespeitando-a até onde for possível – no que contou com a “ajuda” do próprio Comitê Olímpico Internacional até 1980, quando era proibida a participação de jogadores considerados profissionais. Resultado: os países da chamada Cortina de Ferro – satélites da antiga União Soviética – dominaram o futebol olímpico de 1952 até os Jogos de Moscou, quando constantemente ocupavam os três lugares do pódio.
Isso mudou um pouco em 1984, nas Olimpíadas de Los Angeles, quando o COI e a FIFA permitiram a participação de jogadores profissionais, desde que não tivessem disputado Copas do Mundo. O Brasil se beneficiou um pouco dessa medida, ganhando duas medalhas de prata seguidas. Mas, para os Jogos de 1992, em Barcelona, a entidade máxima do futebol roeu a corda e impôs a participação somente de jogadores até 23 anos. Nos Jogos seguintes (em medida que dura até este ano), permitiu a inscrição de, no máximo, três jogadores por seleção, maiores dessa idade.
Porém, a FIFA (com a pressão da Conmebol, por incrível que pareça) está disposta a acabar com a medida de três jogadores acima de 23 anos – que, mal ou bem, ajuda a elevar o nível técnico da competição. Não está descartada a hipótese de, já a partir das Olimpíadas de 2012, em Londres, diminuir-se ainda mais a idade-limite para 19 ou mesmo 17 anos, o que representaria praticamente a morte da centenária competição. No fundo, acho que é exatamente isso que a FIFA quer – o esvaziamento do Torneio Olímpico, para não desvalorizar a jóia da coroa, ou seja, a Copa do Mundo.
O pior é que a CBF, mesmo sabendo que a medalha de ouro olímpica – algo que a vizinha Argentina tem há quatro anos – é (eu sei que é chato, mas não custa nada repetir) o título que falta ao futebol brasileiro, demonstra apatia com a preparação da Seleção para disputar a competição em Pequim. O presidente Ricardo Teixeira e o treinador Dunga, mesmo depois de ganhar algumas datas para amistosos durante a disputa da Eurocopa, afirmaram que a preparação da Seleção Olímpica está em segundo plano, que o importante é preparar a Seleção principal para as próximas rodadas das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. Eles pretendem utilizar apenas uma única data das quatro extras para os olímpicos.
E olha que a geração de jogadores com idade olímpica que o Brasil tem para este ano é considerada a melhor desde 1996! Vejo que as chances de conquistar o ouro em 2008 existem, é só fazer um bom preparo, com os pés no chão. Um indício positivo disso é a intenção de hospedar os jogadores na Vila Olímpica, não em luxuosos hotéis, como nas edições anteriores. Só não pode deixar a equipe quase que totalmente de lado, como a CBF vem fazendo. Percebo que não há muito esforço nem mesmo para negociar com os europeus a liberação dos maiores de 23 anos. Dessa forma, ficará difícil para o Brasil quebrar esse incômodo jejum.
Já no feminino, o Brasil tem mais chances de conquistar o ouro – embora ainda tenha que enfrentar uma seleção africana (Gana, provavelmente) para se classificar. Mas as nossas meninas foram vice-campeãs mundiais no ano passado, quando também conquistaram o bicampeonato pan-americano em casa, com uma campanha espetacular. Pelo menos por enquanto, o Torneio Feminino (disputado pelas seleções com suas forças máximas) vem sendo a salvação do futebol olímpico. Até que a FIFA resolva colocar limite de idade também ali, com o intuito de “valorizar o Mundial”...
8.12.07
Seleção Olímpica de futebol: O Dunga já começou mal...

O técnico Dunga assumiu a responsabilidade de conduzir a Seleção Brasileira ao único título que ainda não tem no futebol: a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. E o primeiro passo será dado neste domingo, com o amistoso contra a seleção dos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro, no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro.
É, sem dúvida, um bom teste - ainda que somente pudessem ter sido convocados jogadores até 22 anos que atuassem no futebol brasileiro (a exceção foi o atacante Alexandre Pato, que só estreará no Milan em janeiro). Porém, as duas primeiras divisões do Campeonato Brasileiro se revelaram grandes celeiros de revelações e jovens valores, com idade suficiente para disputar os Jogos de Pequim. Se bem que a base da Seleção Olímpica deverá ser formada por jogadores que atuam no exterior, como os goleiros Diego Alves (Almería/ESP) e Cássio (PSV Eindhoven/NED); os laterais Marcelo (Real Madrid/ESP), Ilsinho (Shakthar Donetsk/UKR) e Rafinha (Schalke 04/GER); os meias Lucas (Liverpool/ENG), Ânderson (Manchester United/ENG) e Diego (Werder Bremen/GER); e os atacantes Rafael Sobis (Betis/ESP), Luiz Adriano (companheiro de clube de Ilsinho) e André Lima (Hertha Berlin/GER) - além do próprio Pato - entre outros.
Porém, pode-se dizer que Dunga não começou bem sua trajetória como treinador da Seleção Olímpica. Na convocação, ele ignorou vários jogadores que ficaram entre os melhores do Brasileirão, como o zagueiro Alex Silva (São Paulo - se bem que ele se recupera de contusão) e o volante Arouca (Fluminense), além do meia Renato Augusto (Flamengo). Pior, ignorou o volante são-paulino Hernanes, um dos melhores do campeonato - tanto que enfrentará a Seleção no domingo. E ainda convocou muitos jogadores desconhecidos da torcida, como o lateral Nei (Atlético-PR) e o zagueiro Leandro Almeida (Atlético-MG) - que dificilmente viajarão para a China em agosto.
Há a expectativa de que Dunga use os próximos amistosos da Seleção principal (contra a Irlanda, em fevereiro, e a Suécia, em março) para convocar jogadores com idade olímpica. E é bom que isso aconteça, pois as datas são poucas, assim como o tempo útil para experiências.






