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21.8.16

Um dia histórico para o nosso futebol (e mais duas medalhas de brinde)

Foto: Antônio Scorza/Agência O Globo
O sábado começou com uma disputa emocionante na canoagem: na prova C-2 1000, os brasileiros Isaquias Queiroz e Erlon Silva terminaram na segunda colocação - atrás apenas dos alemães Sebastian Brendel e Jan Vandrey - e conquistaram a medalha de prata. Com isso, Isaquias torna-se o primeiro brasileiro a conquistar três medalhas numa única edição de Jogos Olímpicos. O Comitê Olímpico do Brasil anunciou que o canoísta será o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento, na noite deste domingo, no Maracanã.
 
A tarde fez o maior estádio do Brasil testemunhar um fato inesquecível: num jogo dramático e equilibrado até o fim, a Seleção Brasileira conquistou o título que faltava ao futebol do país. Com um empate em 1 a 1 construído no tempo normal (Neymar fez o gol dos anfitriões) e uma partida nervosa até o fim da prorrogação, o Brasil derrotou a Alemanha nos pênaltis por 5 a 4 e conquistou a medalha de ouro. No Mineirão, algumas horas antes, a Nigéria derrotou Honduras por 3 a 2 e ficou com o bronze.
 
À noite, no taekwondo, Maicon Siqueira ganhou o bronze na categoria de mais de 80 quilos, sendo o primeiro homem a ganhar medalha olímpica na modalidade para o país.
 
Na véspera do encerramento dos Jogos, o Brasil ocupa a 14ª colocação no quadro de medalhas, com seis ouros (recorde do país na história olímpica), seis pratas e seis bronzes - 18 medalhas ao todo (outro recorde).

8.9.12

Mais um dia de vitórias para o Brasil em Londres

Foto: London2012.com
O Brasil vai conseguindo seu objetivo nestes XIV Jogos Paralímpicos, disputados em Londres: terminar entre os sete primeiros colocados no quadro de medalhas. Colaboram para isto, entre outros fatores, excelentes desempenhos como o de hoje, penúltimo dia de competições. Neste sábado, o Brasil ganhou nada menos do que nove medalhas: cinco de ouro, duas de prata e mais duas de bronze.
 
Apenas no atletismo, foram quatro subidas ao pódio. Um ouro o país conquistou no Estádio Olímpico: o do arremesso de dardo, categoria F37/38, entre as mulheres, com Shirlene Coelho, que obteve a marca de 37m86, novo recorde mundial - muito à frente da segunda colocada, a chinesa Jia Qianqian, com 31m62, e da terceira, a australiana Georgia Beikoff, com 29m84. Na mesma prova, só que entre os homens e na categoria F57/58, Claudiney Batista dos Santos ficou com a prata, arremessando 45m38 e somando 1.024 pontos, ficando atrás apenas do iraniano Mohammad Khalvandi, com 50m98 e 1.044 pontos - ambos ficando com o recorde mundial em cada uma de suas subcategorias. O bronze foi para o egípcio Raed Salem, que somou 991 pontos com seu arremesso de 47m90. Na pista, dois velocistas foram ao pódio na prova dos 100 metros, categoria T11: Lucas Prado foi prata (11"25) e Felipe Gomes foi bronze (11"27), ambos ficando atrás do chinês Xue Lei (11"17).
 
O Brasil mostrou sua força também na bocha: Maciel Souza Santos foi o campeão na categoria BC2, individual mista, ao derrotar na final o chinês Yan Zhiqiang - o bronze ficou com a sul-coreana Jeong So-Yeong. Já na BC4, os integrantes da equipe campeã paralímpica subiram ao pódio: Dirceu José Pinto ganhou seu segundo ouro paralímpico em Londres ao vencer o chinês Zheng Yuansen - pouco antes, Eliseu dos Santos havia garantido o bronze depois da vitória sobre o britânico Stephen McGuire.
 
No futebol de cinco, o Brasil (foto) sagrou-se tricampeão paralímpico ao derrotar a França por 2 a 0; o bronze ficou com a Espanha, que venceu a Argentina por 1 a 0 nos pênaltis, depois de um empate sem gols no tempo normal. E na natação, mais uma vez, Daniel Dias ganhou uma medalha de ouro - sua sexta em Londres, e a 10ª na história paralímpica, de um total de 15 - nos 100 metros livre, categoria S5, com o tempo de 1'09"35. A prata foi para o norte-americano Roy Perkins (1'14"78) e o bronze, para o espanhol Sebastián Rodríguez (1'15"70).
 
No torneio masculino de basquete em cadeira de rodas, o Canadá ganhou o ouro ao vencer a Austrália por 64 a 58 - o bronze foi para os Estados Unidos, que derrotaram a Grã-Bretanha por 61 a 46. Já no vôlei sentado, a seleção da Bósnia-Herzegovina foi ouro ao derrotar o favorito Irã por 3 a 1 (19/25, 25/21, 25/22 e 25/15). A Alemanha ganhou o bronze ao vencer a Rússia por 3 a 2 (20/25, 26/24, 22/25, 25/22 e 16/14). O Brasil acabou na quinta colocação, ao derrotar o Egito por 3 a 2 (25/14, 15/25, 25/21, 15/25 e 15/13).
 
Após o dia de hoje, a China consolidou sua posição de grande potência paralímpica da atualidade, com impressionantes 95 medalhas de ouro (231 no total). Na luta ferrenha pela segunda posição no quadro de medalhas, a Rússia voltou a ter vantagem sobre a anfitriã Grã-Bretanha (35 ouros contra 33), com os dois países sendo seguidos de perto por Ucrânia (quarta colocada, com 32 ouros), Austrália (quinta, com 31) e Estados Unidos (sextos, com 30). O Brasil ocupa a sétima colocação, com 20 medalhas de ouro, 14 de prata e oito de bronze (42 medalhas no total).

11.8.12

Vôlei feminino é a grande glória brasileira deste penúltimo dia

Foto: AP

Quando menos se espera, favoritismos se vão das maneiras mais amargas, assim como surpresas positivas fazem-nos viver momentos inesquecíveis. A delegação brasileira viveu esses dois momentos neste sábado, penúltimo dia de competições dos Jogos Olímpicos de Londres.

No Estádio de Wembley, a Seleção Brasileira de futebol buscava conquistar o único título que falta em sua galeria. Mas um gol sofrido aos 28 segundos de jogo pôs tudo a perder. Outro gol sofrido, desta vez na segunda etapa, e os brasileiros passaram a depender de um milagre contra os mexicanos. Já nos acréscimos, Hulk diminuiu para o Brasil, que pressionou em busca do empate, mas de nada adiantou: México 2 a 1. É a terceira prata para o futebol brasileiro em Jogos Olímpicos (somente no masculino; se contarmos também o feminino, a conta aumenta para cinco). O bronze ficou com a Coreia do Sul, que derrotou o Japão por 2 a 0.

Mas o vôlei feminino, mais uma vez, apareceu para compensar tal decepção. Jogando como francoatiradora contra a até então invicta seleção norte-americana, a equipe comandada por José Roberto Guimarães não viu a cor da bola no primeiro set. Mas, como num resumo da própria campanha brasileira nesta Olimpíada, em que começaram mal e foram melhorando no decorrer da competição, nossas meninas jogaram o fino para vencer por 3 a 1 (11/25, 25/17, 25/20 e 25/17) e conquistar o bicampeonato olímpico. Com isso, Guimarães tornou-se tricampeão olímpico como treinador (já tinha ganho no masculino em 1992, conquista cujo 20º aniversário foi comemorado anteontem). O Japão ficou com o bronze ao derrotar a Coreia do Sul por 3 a 0 (25/22, 26/24 e 25/21).

Quase deu para o pugilista Esquiva Falcão Florentino conquistar o ouro também no boxe - mas o japonês Ryota Murata, por apenas um ponto, foi campeão na categoria médio. A prata de Esquiva é o melhor resultado do país no boxe olímpico.

No basquete feminino, a Austrália ficou com o bronze ao vencer a Rússia por 83 a 74. Na grande final, os Estados Unidos garantiram o ouro com a vitória por 86 a 50 sobre a França. Esta foi a 41ª vitória consecutiva da seleção norte-americana feminina de basquete em Jogos Olímpicos - sequência iniciada na disputa do bronze de 1992, com os 88 a 74 sobre Cuba. A última derrota até hoje foi na semifinal daquele ano, 79 a 73 para a Comunidade dos Estados Independentes.

No atletismo, o grande destaque foi o revezamento 4x100 metros da Jamaica, novamente campeão e recordista mundial - Nesta Carter, Michael Frater, Yohan Blake e Usain Bolt assombraram novamente o planeta, desta vez com a marca de 36"84. Os Estados Unidos ficaram com a prata, com 37"04, e Trinidad e Tobago com o bronze, com 38"12.

Após este penúltimo dia, os Estados Unidos asseguraram a liderança no quadro de medalhas com 44 ouros (102 medalhas no total), com a China em segundo, com 38 ouros, e a Grã-Bretanha em terceiro, com 28 ouros. A Rússia tem 21 ouros e a Coreia do Sul está em quinto, com 13 ouros. O Brasil está em 21º lugar, com três ouros, quatro pratas e oito bronzes.

26.7.12

Futebol masculino tem estreia intranquila nos Jogos

Foto: AFP
Não foi uma vitória fácil como muitos esperavam. Mas a Seleção masculina de futebol estreou ganhando os três pontos quase obrigatórios ao derrotar o Egito por 3 a 2, pela primeira rodada, na cidade galesa de Cardiff.

Nos primeiros 30 minutos, parecia que a vitória dos comandados por Mano Menezes seria tão fácil quanto a da seleção feminina sobre Camarões, no mesmo estádio, no dia anterior. Esse foi o tempo que Rafael Silva, Leandro Damião e Neymar tiveram para fazer os três gols da equipe. Mas, no segundo tempo, o Egito reagiu: o capitão Aboutrika descontou para os egípcios, aos seis minutos da segunda etapa. Mohamed Salah diminuiu ainda mais, aos 30, e fez o Egito dar um sufoco no Brasil nos 15 minutos finais. Mas não passou de um susto, e o Brasil faturou a partida.

No próximo domingo, o Brasil vai a Manchester enfrentar a Bielorrússia, que estreou vencendo a Nova Zelândia por 1 a 0, em Coventry.

25.7.12

Futebol brasileiro começa caminhada com o pé direito

Foto: Reuters
Pode-se dizer que tal domínio era esperado - apesar do começo um tanto perigoso para a equipe favorita na partida. Mas foi convincente a goleada por 5 a 0 do Brasil sobre Camarões, nesta quarta-feira, em Cardiff, na primeira rodada do torneio feminino de futebol dos Jogos Olímpicos. Com o resultado, as brasileiras assumiram a liderança do Grupo E - na preliminar, a anfitriã Grã-Bretanha derrotou a Nova Zelândia por 1 a 0.

Os primeiros minutos marcaram um certo domínio das camaronesas, que chegaram a assustar. Mas um contra-ataque ajudou a construir a goleada brasileira: desse ataque, surgiu a falta que Francielle colocou nas redes, ainda aos seis minutos de jogo. Aos nove, Renata Costa aproveitou cobrança de escanteio e cabeceou a bola rumo ao segundo gol. Aí, foi só segurar o resultado até o intervalo.

No segundo tempo, a goleada se consolidou: de pênalti, Marta marcou o terceiro gol, aos 27. Ela ainda fez a jogada que possibilitou o quarto gol brasileiro, aos 32: um gol histórico, por ser o 11º marcado por Cristiane (foto), a maior artilheira da história do futebol feminino em Olimpíadas (estava empatada com a alemã Birgit Prinz). A artilheira retribuiu nos minutos finais, ao fazer a jogada para o gol de Marta, aos 42 da segunda etapa.

No sábado, o Brasil enfrenta a Nova Zelândia, também em Cardiff.

24.4.12

Início fácil para o futebol brasileiro

Foto: Getty Images
As seleções masculina e feminina de futebol do Brasil não têm do que reclamar do sorteio dos torneios de futebol dos Jogos Olímpicos, realizado hoje em Londres. As equipes, que tentam a inédita medalha de ouro, caíram em grupos relativamente fáceis nas fases iniciais.

No masculino, onde encabeça o Grupo C, o time treinado por Mano Menezes estreará contra o Egito, no dia 26 de julho (véspera da cerimônia de abertura), no Millennium Stadium de Cardiff, no País de Gales. Jogará em seguida contra a estreante Bielorrússia, no dia 29, no Old Trafford, em Manchester. Encerrará sua participação na primeira fase contra a Nova Zelândia, em 1º de agosto, no St. James' Park, em Newcastle.

Porém, a situação começa a ficar mais complicada nas quartas, já que, caso se classifique, o Brasil enfrentará um adversário do Grupo D, que pode ser Espanha ou Japão.

Grupo A: Grã-Bretanha, Senegal, Emirados Árabes Unidos e Uruguai
Grupo B: México, Coreia do Sul, Gabão e Suíça
Grupo C: Brasil, Egito, Bielorrússia e Nova Zelândia
Grupo D: Espanha, Japão, Honduras e Marrocos

No feminino, as comandadas por Jorge Barcellos pararam no Grupo E e estreiam no dia 25 de julho, contra a estreante seleção de Camarões, em Cardiff. No mesmo local, jogam no dia 28 contra as neozelandesas. Encerra a primeira fase contra a anfitriã Grã-Bretanha, no dia 31, no Estádio de Wembley, em Londres.

Se terminar em primeiro lugar, pegará nas quartas uma seleção que terminou em terceiro lugar em um dos demais grupos. Se acabar em segundo, enfrenta a segunda do Grupo F. Se for uma das duas melhores terceiras colocadas, enfrentará a primeira do Grupo G.

Grupo E: Grã-Bretanha, Nova Zelândia, Camarões e Brasil
Grupo F: Japão, Canadá, Suécia e África do Sul
Grupo G: Estados Unidos, França, Colômbia e Coreia do Norte

1.4.12

Futebol olímpico: quase todos classificados


Estão quase totalmente preenchidas as vagas nos torneios de futebol dos Jogos Olímpicos de Londres. Das dezesseis vagas no torneio masculino, quinze já estão ocupadas. Na Europa, além da anfitriã Grã-Bretanha, classificaram-se Espanha, Suíça e Bielorrússia, as três primeiras do Europeu Sub-21 do ano passado. Também em 2011, classificaram-se pela América do Sul as seleções de Brasil e Uruguai, campeã e vice do Sul-Americano Sub-20. Na Oceania, como era previsível, a vaga ficou com a Nova Zelândia. Nas Américas do Norte e Central, Honduras e México conseguiram suas vagas pelo Pré-Olímpico continental. Na África, Gabão, Marrocos e Egito foram os três primeiros do Pré-Olímpico africano. Na Ásia, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e Japão terminaram em primeiro lugar nos seus respectivos grupos na fase final. Na repescagem entre os segundos colocados, o Omã superou Uzbequistão e Síria, e disputará a última vaga contra o Senegal, quarto colocado africano. O jogo será em 23 de abril, na cidade inglesa de Coventry, uma das sedes do futebol olímpico. 

No torneio feminino, são doze vagas. Na Europa, além da Grã-Bretanha, classificaram-se Suécia e França, as duas melhores seleções europeias da Copa do Mundo Feminina do ano passado, na Alemanha. Na América do Sul, Brasil e Colômbia já tinham garantido suas vagas no Sul-Americano Feminino de 2010. Japão (atual campeão mundial) e Coreia do Norte se classificaram na Ásia; África do Sul e Camarões são as representantes da África; Estados Unidos (atuais bicampeões olímpicos) e Canadá (atual campeão pan-americano) serão as seleções das Américas do Norte e Central. Falta apenas a representante da Oceania. Falta, em termos: a Nova Zelândia goleou a seleção de Papua Nova Guiné por 8 a 0 na primeira partida da final do Pré-Olímpico Feminino da Oceania. O jogo de volta na quarta-feira, em território papuásio, deverá ser mera formalidade...

14.2.11

O sonho do ouro olímpico permanece vivo para o futebol brasileiro


Um show. Assim pode ser definida a conquista do título sul-americano Sub-20 pela Seleção Brasileira, obtida com a goleada por 6 a 0 sobre o Uruguai, que já tinha conseguido sua vaga com a vitória sobre a Argentina, na rodada anterior. Oscar (três vezes), Neymar (duas, sagrando-se artilheiro da competição com nove gols) e Danilo fizeram os gols do massacre brasileiro, visto como inimaginável antes de a partida começar, na cidade peruana de Arequipa.

Pode-se dizer que o Brasil fez uma partida absolutamente perfeita contra os uruguaios. Defesa consistente, meio de campo eficaz e ataque arrasador pontuaram a atuação brasileira. Além disso, os brasileiros não se deixaram levar pelas provocações adversárias, ao contrário do que aconteceu na derrota para a Argentina (a única da equipe em todo o torneio), na terceira rodada. Com o título, o futebol brasileiro se classifica para sua primeira Olimpíada em território europeu depois de 40 anos - a última vez tinha sido em 1972, nos Jogos de Munique (o Brasil foi eliminado na primeira fase). Em 1980 (Moscou), 1992 (Barcelona) e 2004 (Atenas), o país ficou pelo Pré-Olímpico - nestes últimos Jogos, o Brasil foi representado somente pela Seleção feminina, que ficou com a medalha de prata.

Com a vitória por 2 a 0 sobre a Colômbia, os argentinos torciam por uma goleada uruguaia por pelo menos cinco gols de diferença para que continuassem sonhando com o tricampeonato olímpico - mas quem a aplicou, ironicamente, foi o Brasil. Brasileiros, uruguaios, argentinos e equatorianos se classificaram para o Mundial da categoria, que será disputado na Colômbia. As vagas nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, ao contrário do que escrevemos aqui anteriormente, serão preenchidas pelo Sul-Americano Sub-17, que será no Equador (por sinal, atual campeão pan-americano).

Brasil e Uruguai foram os primeiros países a se classificarem para o torneio olímpico de futebol de 2012, depois do país-sede, a Grã-Bretanha (que dominou os primeiros anos do futebol olímpico, sendo campeã em 1900, 1908 e 1912, e que voltará a disputar a competição depois de 52 anos; a última vez foi em 1960), que deverá colocar apenas jogadores ingleses na disputa. As três vagas europeias serão definidas no Campeonato Europeu Sub-21, em junho, na Dinamarca. As demais dez vagas (três asiáticas, três africanas, duas das Américas do Norte e Central, a da Oceania e o vencedor da repescagem entre os quartos colocados africano e asiático) serão todas definidas no ano que vem.

No torneio feminino de Londres - assim como na Copa do Mundo deste ano, na Alemanha -, as seleções sul-americanas serão Brasil e Colômbia, que se classificaram pelo Sul-Americano do ano passado (além destes dois países, Chile e Argentina representarão a América do Sul no Pan de Guadalajara, em outubro próximo). A mesma Copa do Mundo definirá as duas representantes europeias (Alemanha - anfitriã e atual bicampeã mundial - , França, Noruega e Suécia disputarão estas vagas; a Grã-Bretanha, como país-sede, já está classificada). Ainda serão definidas duas vagas asiáticas, duas africanas, duas norte-centro-americanas e a da Oceania, no próximo ano.

1.2.11

A América do Sul e o futebol olímpico

Está em disputa na cidade peruana de Arequipa a fase final do Sul-Americano de Futebol Sub-20, que classificará quatro seleções para o Pan de Guadalajara e o Mundial da categoria, na Colômbia (já classificada para esta competição), além do campeão e do vice para os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. É a continuação de uma história que vem desde 1924, quando o futebol sul-americano estreou em Olimpíadas já conquistando o ouro, com o Uruguai - que conquistaria o bi em 1928, numa final sul-americana contra a Argentina, formando o grande clássico do futebol mundial na época, que decidiria também a primeira Copa do Mundo, em 1930.

Os uruguaios conquistaram o ouro nas duas únicas vezes em que disputaram a competição. Já a Argentina demorou bem mais para subir ao lugar mais alto do pódio. Depois de mais quatro Olimpíadas (1960 e 1964, eliminada na primeira fase; 1988, eliminada pelo Brasil nas quartas; e 1996, quando ficou com a medalha de prata), os argentinos foram campeões com 100% de aproveitamento (seis vitórias em seis partidas) e sem sofrer gols em 2004, na melhor campanha da história da competição. Não satisfeitos, conquistaram o bi em 2008, tornando-se a mais bem sucedida seleção sul-americana no Torneio Olímpico de Futebol.

As demais equipes que tentam vagas para Londres também têm histórias acidentadas em Olimpíadas. O Brasil só foi disputar a competição pela primeira vez em 1952, chegando às quartas de final. Voltou oito anos mais tarde, sendo presença constante até 1976, quando acabou em quarto lugar (apesar de nunca ter passado da primeira fase de 1960 a 1972). De lá para cá, participações ainda irregulares, ficando de fora em 1980, 1992 e 2004. Mas quatro medalhas foram conquistadas pela Seleção: duas pratas (1984 e 1988) e dois bronzes (1996 e 2008). Ou seja: o ouro é a atual obsessão do futebol pentacampeão do mundo.

O Chile disputou a competição quatro vezes. Depois de campanhas discretas em 1928, 1952 e 1984, os chilenos surpreenderam com o bronze em 2000 - isso graças a uma goleada de 9 a 0 do Brasil sobre a Colômbia, que ajudou os chilenos a se classificarem à fase final do Pré-Olímpico. Quatro vezes também disputaram os próprios colombianos, em 1968, 1972, 1980 e 1992 - contudo, sem passar da primeira fase em nenhuma delas.

A única seleção sul-americana, das que estão na fase final do Sul-Americano Sub-20, que nunca disputou o futebol olímpico até hoje é a do Equador (a outra é a Bolívia; o Paraguai participou em 1992, quando chegou às quartas, e em 2004, quando foi prata, conquistando a única medalha olímpica da história do país; o Peru jogou em 1936 e 1960; e a Venezuela disputou uma vez, em 1980). Porém, os equatorianos são os atuais campeões pan-americanos (ganharam o ouro em 2007, no Rio), no único título oficial de sua história. Quem sabe não pinta uma surpresa nessa reta final (ainda mais que o Equador venceu a Argentina na primeira rodada do hexagonal decisivo)? Mas o Brasil terá que estar sempre à espreita.

18.1.11

O primeiro grande candidato à Seleção Olímpica (se o Brasil se classificar...)

Na estreia do Sul-Americano Sub-20, na cidade peruana de Tacna, o Brasil venceu o Paraguai por 4 a 2. Vitória animadora, para dar moral, mesmo porque o Brasil acabou a partida com dois jogadores a menos. Além disso, a partida confirmou o talento de um dos poucos jogadores desta equipe que, caso a Seleção treinada por Ney Franco seja campeã ou vice da competição (classificatória para as Olimpíadas de Londres para os dois primeiros colocados, além de serem para o Pan de Guadalajara também para o terceiro e o quarto), deverão estar na Seleção Olímpica ano que vem: o atacante Neymar, autor dos quatro gols da vitória brasileira.

O artilheiro santista confirmou a condição de astro principal da companhia, fazendo a equipe jogar por ele. Mas há o risco de ele acabar se tornando o único jogador Sub-20 a figurar em Londres. Para efeito de comparação, esta é a segunda vez em que o Sul-Americano Sub-20 do ano anterior é usado como torneio pré-olímpico (a primeira foi em 2007; houve um Torneio Pré-Olímpico sul-americano de fato, entre 1960 e 2004). O Brasil foi campeão há quatro anos, e daquela equipe apenas o meia Lucas e o atacante Alexandre Pato estiveram na seleção que ganhou o bronze nas Olimpíadas de Pequim. A Argentina, vice-campeã sul-americana, teve aproveitamento um pouco melhor: a seleção bicampeã olímpica teve cinco jogadores que haviam disputado aquele Sul-Americano, entre eles o goleiro Romero e o meia Di María.

Na Seleção Olímpica, Neymar deverá ter a companhia do próprio Alexandre Pato (que completa 23 anos em 2012) no ataque e a presença do colega de clube Paulo Henrique Ganso no meio-campo (no momento, contundido; mas é visto por muitos como o grande nome do Santos, embora menos badalado que o atacante). Mas primeiramente o Brasil terá que se classificar como um dos dois primeiros colocados da fase final (que será disputada por seis seleções) deste Sul-Americano, o que não é fácil, por ser uma competição de alto nível técnico e fortemente disputada.

21.8.08

Que pena, meninas!



Duas medalhas de prata foram ganhas pelo Brasil nesta quinta-feira. Uma delas teve gosto de festa: a conquistada pelos iatistas Robert Scheidt e Bruno Prada, na classe Star, coroando uma grande reação depois de um péssimo começo de campanha. É a quarta medalha olímpica de Scheidt e a primeira de Prada.

A segunda, porém, teve o gosto amargo que afirma que o metal poderia (e deveria) ter sido outro. Mais uma vez, o futebol feminino sucumbe à maior experiência dos Estados Unidos e fica com o vice-campeonato olímpico. Ainda que as brasileiras tenham buscado o gol o tempo todo, as norte-americanas tiveram mais cabeça e melhor condicionamento físico, o que foi decisivo para a vitória por 1 a 0, com um gol no primeiro tempo da prorrogação.

18.8.08

Altos e baixos para as mulheres do Brasil



A segunda-feira começou bem para o esporte brasileiro. Logo de cara, veio a primeira medalha olímpica para o iatismo feminino brasileiro na História: o bronze para Fernanda Oliveira e Isabel Swan, na classe 470. As brasileiras venceram a última regata, acabando em terceiro lugar na classificação final.

Em seguida, o Brasil obteve vitória inédita no futebol feminino: 4 a 1 sobre a Alemanha, bicampeã mundial, com grande atuação de Marta e Cristiane. Na final, que será disputada na quinta-feira, o Brasil voltará a enfrentar os Estados Unidos, que derrotaram o Japão por 4 a 2. As duas equipes têm sede de revanche: o Brasil tem contas a acertar com as norte-americanas por causa da controvertida final de 2004, nos Jogos de Atenas. Já os Estados Unidos querem vingar a goleada de 4 a 0 sofrida para o Brasil, na semifinal do Mundial do ano passado, também na China.

Mas nem tudo foi festa para as mulheres do Brasil: na final do salto com vara, Fabiana Murer foi prejudicada pela organização do evento, que não levou todas as dez varas de salto a que ela tinha direito, como todas as outras finalistas. A saltadora se desconcentrou e, com isso, teve seu desempenho altamente comprometido. Falhou três vezes em uma de suas tentativas, foi eliminada e acabou em nono na classificação final. O ouro foi, mais uma vez, para a russa Yelena Isinbayeva, e com novo recorde mundial: 5,05 metros.

22.7.08

Confusão à vista no futebol das Olimpíadas...


...e isso acontece, novamente, somente com a Seleção Olímpica do Brasil. Os clubes alemães (sempre eles) Schalke 04 (do lateral-direito Rafinha) e Werder Bremen (do meia Diego) querem mais uma vez desafiar a FIFA e ameaçam processar a entidade máxima do futebol, além da CBF, por terem obrigado os jogadores (ambos com idade olímpica, até 23 anos) a se apresentar à equipe nacional que disputará as Olimpíadas de Pequim. Os dois se apresentaram, na Europa, à equipe que está indo a Cingapura, para o período de adaptação de fuso horário.

Os dois clubes, com o apoio da Federação Alemã, querem entrar no Tribunal Arbitral do Esporte contra os jogadores, a FIFA e a CBF por suposta quebra de contrato. Há tempos, perdura a polêmica acerca do limite de idade dos jogadores de futebol para a disputa das Olimpíadas, como já discutido por aqui. Há rumores de que o limite irá diminuir de 23 para 19 anos já nas próximas Olimpíadas, as de 2012, em Londres.

Sabe-se que os clubes pagam o salário dos atletas, e que as seleções devem ter responsabilidade sobre eles enquanto lá estiverem. Mas os clubes não devem, sob hipótese alguma, tentar passar por cima das regras e instituições.

Ramires na Seleção Olímpica: Melhor assim


Foi anunciado o desligamento do atacante Robinho, do Real Madrid, oficialmente por contusão, da Seleção que disputará as Olimpíadas de Pequim. Para o seu lugar, o treinador Dunga chamou o volante Ramires, do Cruzeiro, que para muitos já deveria ter sido chamado na primeira oportunidade. Afinal, uma reclamação em relação à primeira convocação era a de que havia atacantes demais.

Melhor assim. Na verdade, há tempos o atacante Robinho não atua bem com a camisa da Seleção Brasileira, mais exatamente desde a final da Copa América do ano passado, contra a Argentina (ele tinha sido o grande destaque do Brasil no decorrer da competição, mas sumiu no momento decisivo). Além do mais, ele não vinha demonstrando muita vontade de defender a equipe nacional; nem o próprio Real queria liberá-lo - tanto que houve essa suspeita, para dizer o mínimo, argumentação de que o atacante estava contundido na região pubiana, de forma que não haveria tempo para que ele disputasse as Olimpíadas.

Foi até bom que Dunga convocasse um bom jogador como o volante Ramires, com idade menor do que 23 anos, para substituir Robinho. Quanto menos confusão com os times dos maiores de 23, mais tranqüilidade a equipe terá para tentar conquistar o título inédito - e é disso que os jogadores andam precisando, pois a preparação da equipe se revela, cada vez mais, um caos absoluto.

A Seleção começou nesta segunda-feira a se juntar para o período de adaptação de fuso horário. No dia 28, o Brasil enfrenta a seleção de Cingapura, na Cidade de Cingapura. No dia 1º de agosto, deverá enfrentar o Vietnã, em Hanói. Depois, vem a estréia no Torneio Olímpico, no dia 7, contra a Bélgica, na cidade chinesa de Shenyang.

7.7.08

Dunga convoca os que lutarão por um título inédito


O treinador Dunga convocou hoje os 18 jogadores que tentarão um título inédito para o futebol brasileiro: a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Numa estratégia arriscada da CBF, o meia Ronaldinho foi chamado. Ele foi um dos três jogadores com mais de 23 anos que irão à China (os outros foram o zagueiro Thiago Silva e o atacante Robinho). Vejam os convocados:

Goleiros: Diego Alves (Almería/ESP) e Renan (Internacional)

Laterais: Ilsinho (Shakhtar Donetsk/UKR), Marcelo (Real Madrid/ESP) e Rafinha (Schalke 04/GER)

Zagueiros: Alex Silva (São Paulo), Breno (Bayern Muenchen/GER) e Thiago Silva (Fluminense)

Volantes: Ânderson (Manchester United/ENG), Hernanes (São Paulo) e Lucas (Liverpool/ENG)

Meias: Diego (Werder Bremen/GER), Ronaldinho (Barcelona/ESP) e Thiago Neves (Fluminense)

Atacantes: Alexandre Pato (Milan/ITA), Jô (Manchester City/ENG), Rafael Sobis (Betis/ESP) e Robinho (Real Madrid/ESP)

Mais detalhes e opiniões, confiram em www.golblogfc.blogspot.com

21.6.08

Ronaldinho nas Olimpíadas: Um projeto fadado ao fracasso

Durante o jogo em que o Brasil empatou em 0 a 0 com a Argentina, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, foi especulado que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, teria imposto ao treinador Dunga a convocação do meia Ronaldinho, que deve sair do Barcelona, para a Seleção que disputará as Olimpíadas de Pequim. O jogador (que não atua pela Seleção desde a vitória sobre o Uruguai por 2 a 1, no Morumbi, em novembro passado) assistiu à partida no Mineirão, convidado pela própria CBF. Segundo Teixeira, a volta de Ronaldinho seria "um pedido da torcida brasileira".

É notório que há um desgaste entre o treinador Dunga e alguns medalhões que estão em má fase ou ocupados com outras coisas, como o próprio Ronaldinho ou Kaká. Também é óbvio que os jogadores acima relacionados não andam se sentindo à vontade na Seleção atual, por conflitos com o treinador. Era sonho de Dunga levar Kaká a Pequim, mas o Milan vetou. Já Ronaldinho parece, como seu xará mais velho, ter se perdido na vida boêmia e não se importar mais com o futebol, necessitando mudar de ares imediatamente. Além disso, uma insistente contusão e o fato de estar fora de forma atrapalham ainda mais o jogador.

Ainda assim, não se sabe se por um arroubo de populismo (para "acalmar a massa", irritada com a atual fase da Seleção), ou por intenção de demonstrar poder, Teixeira vem com a idéia de impor Ronaldinho a Dunga, mesmo com a fama do jogador de "sumir" quando veste a amarelinha. Vale lembrar que o presidente da CBF queria fazer o mesmo em 2002, quando queria impor a convocação do atacante Romário ao então treinador Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo. Felipão deu de ombros, o Brasil foi penta e não se tocou mais no assunto. Pelo menos o Baixinho estava em boa fase; Ronaldinho, hoje, não é nem sombra do que era na época em que foi eleito o melhor do mundo. Aliás, nem mesmo quando disputou sua primeira Olimpíada, em 2000.

Desde já, esta "estratégia" de Teixeira mostra-se fadada ao fracasso. Afinal, uma das características de Dunga como treinador da Seleção (mal ou bem, ele vinha seguindo-a com coerência) era a de não convocar jogador que não atuasse por clube algum. Ronaldinho está de saída do Barça e ainda não foi definido o seu destino. Essa imposição de Teixeira pode testar a capacidade do atual técnico de seguir ou não o que vem de cima. Isso contraria a carta branca dada pela própria CBF a Dunga quando o contratou como treinador, em 2006.

Mais do que uma demonstração de força, o mando da chefia pode significar um processo de fritura. Dunga vem sendo cada vez mais criticado no comando técnico da Seleção e poderá ser substituído no cargo, principalmente se não conseguir o ouro olímpico em Pequim. Ou seja, o que prometia ser uma revolução no comando técnico da Seleção Brasileira pode terminar muito antes do esperado, e de forma melancólica.

20.4.08

A grande chance para o futebol brasileiro

Foram sorteados neste domingo os grupos dos torneios masculino e feminino de futebol das Olimpíadas de Pequim. Para os homens, um grupo relativamente fácil na primeira fase. Para as mulheres, porém, um grupo bem mais difícil. Nada que assuste, se levarmos em consideração o retrospecto recente de nossas meninas, capazes de superar barreiras mais complicadas.

No torneio masculino, o Brasil estreará pelo Grupo C contra a Bélgica, no dia 7 de agosto, véspera da cerimônia de abertura, em Shenyang (foto). Na mesma cidade, o desafio é a Nova Zelândia, no dia 10. Na última rodada, no dia 13, a Seleção enfrentará os anfitriões chineses, em Qinhuangdao. Caso passe de fase, o Brasil enfrentará uma seleção do Grupo D (Camarões, Coréia do Sul, Honduras e Itália), um desafio certamente maior que os da primeira fase.

No Grupo A, estão Argentina, Costa do Marfim, Austrália e Sérvia; no Grupo B, Holanda, Nigéria, Estados Unidos e Japão.

No torneio feminino, o desafio mais difícil será certamente a estréia pelo Grupo F, desde já um dos jogos mais esperados da competição: a reedição da final do Mundial de 2007, no mesmo país, contra a Alemanha - as alemãs venceram por 2 a 0 e sagraram-se bicampeãs mundiais, em Xangai. A revanche (no dia 6 de agosto), assim como a maioria das nossas partidas masculinas, também será em Shenyang, onde também será nossa segunda partida, contra a Coréia do Norte, uma das melhores seleções do mundo na atualidade, no dia 9. Em 12 de agosto, o Brasil enfrentará a melhor seleção africana, a Nigéria, em Pequim. À primeira vista, parece um grupo difícil, mas jogando com calma, dá para passar com facilidade.

Se terminar em primeiro, enfrentará na fase seguinte o segundo colocado do Grupo G (Estados Unidos, Noruega, Japão e Nova Zelândia). Caso acabe em segundo, terá como adversário o segundo do Grupo E (China, Suécia, Canadá e Argentina). Caso seja um dos dois melhores terceiros colocados, enfrentará nas quartas o primeiro colocado de um dos outros dois grupos.

19.4.08

Futebol: A sorte está lançada



Com a incontestável goleada da seleção feminina do Brasil sobre Gana por 5 a 1, no Estádio dos Trabalhadores, em Pequim, completou-se a relação das 28 seleções (16 no masculino e 12 no feminino) que disputarão os torneios de futebol dos Jogos Olímpicos deste ano. O sorteio será realizado na manhã deste domingo (19 horas, horário local), na capital chinesa.

No masculino, as 16 seleções serão divididas em quatro grupos de quatro equipes cada - os dois primeiros de cada grupo se classificam para as quartas-de-final. A China, país-sede, já está colocada no Grupo C, na cidade de Shenyang. As outras três cabeças-de-chave, já definidas em seus grupos, serão Argentina (Grupo A, Xangai), Holanda (Grupo B, Tianjin) e Camarões (Grupo D, Qinhuangdao). As demais doze seleções estão divididas em três potes de sorteio: Pote 1, com as seleções filiadas à Confederação Asiática (Austrália, Coréia do Sul e Japão); Pote 2, com os africanos (Costa do Marfim e Nigéria) e a Nova Zelândia; Pote 3, com os europeus (Bélgica, Itália e Sérvia); e Pote 4, com o Brasil e os representantes da Concacaf (Estados Unidos e Honduras).

No feminino, as 12 seleções serão divididas em três grupos de quatro equipes cada - os dois primeiros de cada grupo e os dois melhores terceiros colocados se classificarão às quartas-de-final. A China estará no Grupo E, baseada em Tianjin; a Alemanha, atual campeã mundial, no Grupo F, em Shenyang; e os Estados Unidos, atuais campeões olímpicos, no Grupo G, em Qinhuangdao. As demais nove seleções estão em quatro potes: Pote 1, Coréia do Norte e Japão; Pote 2, Noruega e Suécia; Pote 3, Brasil e Canadá; Pote 4, Argentina, Nigéria e Nova Zelândia.

O Brasil disputará os dois torneios com grandes chances de conquistar o ouro em ambos, mas terá que enfrentar grandes adversários. No masculino, estes deverão ser Argentina (que contará com uma geração tão boa quanto a brasileira, além de defender o título conquistado em 2004), Itália e Holanda, além das seleções africanas, sempre dispostas a aprontar - ganharam o ouro em duas ocasiões, eliminando o Brasil em ambas: Nigéria, em 1996, e Camarões, em 2000 (estas duas seleções estarão presentes neste ano). A Seleção das mulheres, vice-campeã mundial e olímpica e bicampeã pan-americana, terá como grandes rivais, além das anfitriãs chinesas, a Noruega (ouro em 2000) e duas espinhas-de-peixe entaladas na garganta: Estados Unidos (que derrotaram o Brasil na polêmica final de 2004) e Alemanha (que venceu a Seleção na decisão do Mundial do ano passado).

A sorte está lançada. Que o Brasil aproveite a chance.

11.3.08

O futebol olímpico merece mais respeito



Neste ano, comemora-se o centenário da mais antiga competição entre seleções do futebol mundial. Não, não é a Copa América, ao contrário do que muitos pensam. Estou falando do Torneio Olímpico de Futebol, que começou a ser disputado oficialmente em 1908, mas que desde a criação da Copa do Mundo (a única competição disputada entre seleções dos cinco continentes a ser mais importante do que ele, na minha sincera e modesta opinião) não recebe a atenção e a importância que merece.

Aliás, a FIFA, a maior e mais importante entidade do futebol (e talvez do esporte) mundial, vem fazendo de tudo para sabotar a importância da histórica competição, desrespeitando-a até onde for possível – no que contou com a “ajuda” do próprio Comitê Olímpico Internacional até 1980, quando era proibida a participação de jogadores considerados profissionais. Resultado: os países da chamada Cortina de Ferro – satélites da antiga União Soviética – dominaram o futebol olímpico de 1952 até os Jogos de Moscou, quando constantemente ocupavam os três lugares do pódio.

Isso mudou um pouco em 1984, nas Olimpíadas de Los Angeles, quando o COI e a FIFA permitiram a participação de jogadores profissionais, desde que não tivessem disputado Copas do Mundo. O Brasil se beneficiou um pouco dessa medida, ganhando duas medalhas de prata seguidas. Mas, para os Jogos de 1992, em Barcelona, a entidade máxima do futebol roeu a corda e impôs a participação somente de jogadores até 23 anos. Nos Jogos seguintes (em medida que dura até este ano), permitiu a inscrição de, no máximo, três jogadores por seleção, maiores dessa idade.

Porém, a FIFA (com a pressão da Conmebol, por incrível que pareça) está disposta a acabar com a medida de três jogadores acima de 23 anos – que, mal ou bem, ajuda a elevar o nível técnico da competição. Não está descartada a hipótese de, já a partir das Olimpíadas de 2012, em Londres, diminuir-se ainda mais a idade-limite para 19 ou mesmo 17 anos, o que representaria praticamente a morte da centenária competição. No fundo, acho que é exatamente isso que a FIFA quer – o esvaziamento do Torneio Olímpico, para não desvalorizar a jóia da coroa, ou seja, a Copa do Mundo.

O pior é que a CBF, mesmo sabendo que a medalha de ouro olímpica – algo que a vizinha Argentina tem há quatro anos – é (eu sei que é chato, mas não custa nada repetir) o título que falta ao futebol brasileiro, demonstra apatia com a preparação da Seleção para disputar a competição em Pequim. O presidente Ricardo Teixeira e o treinador Dunga, mesmo depois de ganhar algumas datas para amistosos durante a disputa da Eurocopa, afirmaram que a preparação da Seleção Olímpica está em segundo plano, que o importante é preparar a Seleção principal para as próximas rodadas das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. Eles pretendem utilizar apenas uma única data das quatro extras para os olímpicos.

E olha que a geração de jogadores com idade olímpica que o Brasil tem para este ano é considerada a melhor desde 1996! Vejo que as chances de conquistar o ouro em 2008 existem, é só fazer um bom preparo, com os pés no chão. Um indício positivo disso é a intenção de hospedar os jogadores na Vila Olímpica, não em luxuosos hotéis, como nas edições anteriores. Só não pode deixar a equipe quase que totalmente de lado, como a CBF vem fazendo. Percebo que não há muito esforço nem mesmo para negociar com os europeus a liberação dos maiores de 23 anos. Dessa forma, ficará difícil para o Brasil quebrar esse incômodo jejum.

Já no feminino, o Brasil tem mais chances de conquistar o ouro – embora ainda tenha que enfrentar uma seleção africana (Gana, provavelmente) para se classificar. Mas as nossas meninas foram vice-campeãs mundiais no ano passado, quando também conquistaram o bicampeonato pan-americano em casa, com uma campanha espetacular. Pelo menos por enquanto, o Torneio Feminino (disputado pelas seleções com suas forças máximas) vem sendo a salvação do futebol olímpico. Até que a FIFA resolva colocar limite de idade também ali, com o intuito de “valorizar o Mundial”...

8.12.07

Seleção Olímpica de futebol: O Dunga já começou mal...



O técnico Dunga assumiu a responsabilidade de conduzir a Seleção Brasileira ao único título que ainda não tem no futebol: a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. E o primeiro passo será dado neste domingo, com o amistoso contra a seleção dos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro, no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro.

É, sem dúvida, um bom teste - ainda que somente pudessem ter sido convocados jogadores até 22 anos que atuassem no futebol brasileiro (a exceção foi o atacante Alexandre Pato, que só estreará no Milan em janeiro). Porém, as duas primeiras divisões do Campeonato Brasileiro se revelaram grandes celeiros de revelações e jovens valores, com idade suficiente para disputar os Jogos de Pequim. Se bem que a base da Seleção Olímpica deverá ser formada por jogadores que atuam no exterior, como os goleiros Diego Alves (Almería/ESP) e Cássio (PSV Eindhoven/NED); os laterais Marcelo (Real Madrid/ESP), Ilsinho (Shakthar Donetsk/UKR) e Rafinha (Schalke 04/GER); os meias Lucas (Liverpool/ENG), Ânderson (Manchester United/ENG) e Diego (Werder Bremen/GER); e os atacantes Rafael Sobis (Betis/ESP), Luiz Adriano (companheiro de clube de Ilsinho) e André Lima (Hertha Berlin/GER) - além do próprio Pato - entre outros.

Porém, pode-se dizer que Dunga não começou bem sua trajetória como treinador da Seleção Olímpica. Na convocação, ele ignorou vários jogadores que ficaram entre os melhores do Brasileirão, como o zagueiro Alex Silva (São Paulo - se bem que ele se recupera de contusão) e o volante Arouca (Fluminense), além do meia Renato Augusto (Flamengo). Pior, ignorou o volante são-paulino Hernanes, um dos melhores do campeonato - tanto que enfrentará a Seleção no domingo. E ainda convocou muitos jogadores desconhecidos da torcida, como o lateral Nei (Atlético-PR) e o zagueiro Leandro Almeida (Atlético-MG) - que dificilmente viajarão para a China em agosto.

Há a expectativa de que Dunga use os próximos amistosos da Seleção principal (contra a Irlanda, em fevereiro, e a Suécia, em março) para convocar jogadores com idade olímpica. E é bom que isso aconteça, pois as datas são poucas, assim como o tempo útil para experiências.