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9.9.12

A saideira paralímpica londrina, em grande estilo

Foto: AFP
O último dia de competições dos XIV Jogos Paralímpicos se deu em grande estilo, com a derradeira medalha de ouro para o Brasil em terras londrinas: na maratona, categoria T46, Tito Sena foi o primeiro colocado, com o tempo de 2:30'40". O espanhol Abderrahman Ait Khamouch ficou com a prata, com 2:31'04"; o belga Frederic van den Heede foi bronze, com 2:31'38". O outro brasileiro da prova, Ozivam Bonfim, acabou na quarta colocação, com 2:37'16".
 
No futebol de sete, o Brasil foi goleado pelo Irã por 5 a 0, na disputa da medalha de bronze. O ouro foi para a Rússia, que venceu a Ucrânia por 1 a 0. No rúgbi em cadeira de rodas, a última modalidade coletiva a ser disputada nestes Jogos, o ouro foi para a Austrália, vitoriosa por 66 a 51 sobre o Canadá. Após a vitória por 53 a 43 sobre o Japão, os Estados Unidos ficaram com o bronze.
 
Pela terceira vez consecutiva, a China terminou uma edição de Jogos Paralímpicos em primeiro lugar no quadro de medalhas: 95 ouros, 71 pratas e 65 bronzes (231 medalhas no total). A Rússia terminou em segundo lugar, com 36 ouros (102 no total), com a Grã-Bretanha em terceiro, com 34 ouros (120 no total). Ucrânia e Austrália ganharam 32 ouros cada, mas os ucranianos ficaram com uma prata a mais (24 a 23). Os Estados Unidos terminaram em sexto, com 31 ouros. Já o Brasil teve o seu melhor desempenho na história dos Jogos Paralímpicos: 21 medalhas de ouro, 14 de prata e oito de bronze (43 medalhas no total), terminando na sétima colocação no quadro de medalhas.
 
E a tendência é que o paradesporto brasileiro faça figura ainda melhor daqui a quatro anos - afinal, os XV Jogos Paralímpicos serão disputados no Rio de Janeiro, de 7 a 18 de setembro de 2016.

8.9.12

Mais um dia de vitórias para o Brasil em Londres

Foto: London2012.com
O Brasil vai conseguindo seu objetivo nestes XIV Jogos Paralímpicos, disputados em Londres: terminar entre os sete primeiros colocados no quadro de medalhas. Colaboram para isto, entre outros fatores, excelentes desempenhos como o de hoje, penúltimo dia de competições. Neste sábado, o Brasil ganhou nada menos do que nove medalhas: cinco de ouro, duas de prata e mais duas de bronze.
 
Apenas no atletismo, foram quatro subidas ao pódio. Um ouro o país conquistou no Estádio Olímpico: o do arremesso de dardo, categoria F37/38, entre as mulheres, com Shirlene Coelho, que obteve a marca de 37m86, novo recorde mundial - muito à frente da segunda colocada, a chinesa Jia Qianqian, com 31m62, e da terceira, a australiana Georgia Beikoff, com 29m84. Na mesma prova, só que entre os homens e na categoria F57/58, Claudiney Batista dos Santos ficou com a prata, arremessando 45m38 e somando 1.024 pontos, ficando atrás apenas do iraniano Mohammad Khalvandi, com 50m98 e 1.044 pontos - ambos ficando com o recorde mundial em cada uma de suas subcategorias. O bronze foi para o egípcio Raed Salem, que somou 991 pontos com seu arremesso de 47m90. Na pista, dois velocistas foram ao pódio na prova dos 100 metros, categoria T11: Lucas Prado foi prata (11"25) e Felipe Gomes foi bronze (11"27), ambos ficando atrás do chinês Xue Lei (11"17).
 
O Brasil mostrou sua força também na bocha: Maciel Souza Santos foi o campeão na categoria BC2, individual mista, ao derrotar na final o chinês Yan Zhiqiang - o bronze ficou com a sul-coreana Jeong So-Yeong. Já na BC4, os integrantes da equipe campeã paralímpica subiram ao pódio: Dirceu José Pinto ganhou seu segundo ouro paralímpico em Londres ao vencer o chinês Zheng Yuansen - pouco antes, Eliseu dos Santos havia garantido o bronze depois da vitória sobre o britânico Stephen McGuire.
 
No futebol de cinco, o Brasil (foto) sagrou-se tricampeão paralímpico ao derrotar a França por 2 a 0; o bronze ficou com a Espanha, que venceu a Argentina por 1 a 0 nos pênaltis, depois de um empate sem gols no tempo normal. E na natação, mais uma vez, Daniel Dias ganhou uma medalha de ouro - sua sexta em Londres, e a 10ª na história paralímpica, de um total de 15 - nos 100 metros livre, categoria S5, com o tempo de 1'09"35. A prata foi para o norte-americano Roy Perkins (1'14"78) e o bronze, para o espanhol Sebastián Rodríguez (1'15"70).
 
No torneio masculino de basquete em cadeira de rodas, o Canadá ganhou o ouro ao vencer a Austrália por 64 a 58 - o bronze foi para os Estados Unidos, que derrotaram a Grã-Bretanha por 61 a 46. Já no vôlei sentado, a seleção da Bósnia-Herzegovina foi ouro ao derrotar o favorito Irã por 3 a 1 (19/25, 25/21, 25/22 e 25/15). A Alemanha ganhou o bronze ao vencer a Rússia por 3 a 2 (20/25, 26/24, 22/25, 25/22 e 16/14). O Brasil acabou na quinta colocação, ao derrotar o Egito por 3 a 2 (25/14, 15/25, 25/21, 15/25 e 15/13).
 
Após o dia de hoje, a China consolidou sua posição de grande potência paralímpica da atualidade, com impressionantes 95 medalhas de ouro (231 no total). Na luta ferrenha pela segunda posição no quadro de medalhas, a Rússia voltou a ter vantagem sobre a anfitriã Grã-Bretanha (35 ouros contra 33), com os dois países sendo seguidos de perto por Ucrânia (quarta colocada, com 32 ouros), Austrália (quinta, com 31) e Estados Unidos (sextos, com 30). O Brasil ocupa a sétima colocação, com 20 medalhas de ouro, 14 de prata e oito de bronze (42 medalhas no total).

7.9.12

Daniel Dias, o maior paralímpico brasileiro

Foto: London2012.com
Em 2004, Daniel Dias assistia pela TV aos feitos de Clodoaldo Silva na natação dos Jogos Paralímpicos, disputados em Atenas. Viu que poderia fazer o mesmo. Não se arrependeu.
 
Ele foi revelado ao mundo no Mundial de Natação Paralímpica de 2006, em Durban, na África do Sul: três ouros e duas pratas. Mas uma das histórias mais bem-sucedidas do esporte brasileiro em todos os tempos estava apenas começando. Nos Jogos Parapan-Americanos de 2007, no Rio, o paulista de Campinas ganhou oito medalhas - todas de ouro. Nos Jogos Paralímpicos do ano seguinte, em Pequim, ganhou quatro ouros, quatro pratas e um bronze. No Mundial de 2010, na cidade holandesa de Eindhoven, oito ouros e uma prata. No Parapan de 2011, em Guadalajara, outros 100% de aproveitamento na competição continental: onze medalhas douradas.
 
Nesta sexta-feira, em Londres, ele ganhou sua quinta medalha de ouro nesta segunda Paralimpíada de sua carreira, nadando a plenos pulmões para ser o maior medalhista paralímpico de todos os tempos - já é o maior entre os brasileiros, com 14 medalhas no total. Na prova em que garantiu o recorde (os 50 metros borboleta, categoria S5), estabeleceu mais um recorde mundial: 34"15. O norte-americano Roy Perkins ficou com a prata, com 34"57, e o chinês He Junquan foi bronze, com 37"20.
 
Na mesma prova, só que no feminino, Joana Maria Silva foi bronze, com o tempo de 46"62, novo recorde continental. O ouro ficou com a norueguesa Sarah Louise Rung, com 41"76; a prata, com a espanhola Teresa Perales, com 42"67.
 
Duas medalhas de prata foram ganhas por brasileiros neste dia de hoje: na prova dos 400 metros, categoria T11 do atletismo, Lucas Prado ficou com 51"44 - atrás apenas do angolano José Sayovo Armando, com 50"75. O bronze ficou com o francês Gauthier Makunda, com 52"45. No golbol masculino, o Brasil foi derrotado na final pela Finlândia por 8 a 1 - a Turquia ganhou o bronze ao vencer a Lituânia por 4 a 1.
 
Nas semifinais do futebol de sete, o Brasil perdeu por 3 a 1 para a Rússia, e disputará o bronze com o Irã, derrotado pela Ucrânia por 2 a 1. No vôlei sentado feminino, o ouro ficou com a China, a prata com os Estados Unidos e o bronze com a Ucrânia - o Brasil terminou em quinto lugar. No basquete em cadeira de rodas feminino, o ouro foi para a Alemanha, a prata para a Austrália e o bronze, para a Holanda.
 
Após este antepenúltimo dia de competições, a China tem 83 medalhas de ouro (206 no total), com Grã-Bretanha e Rússia com 32 medalhas de ouro cada - mas os britânicos têm mais pratas (40 contra 35). O Brasil segue na oitava colocação, com 15 ouros, 12 pratas e seis bronzes.

6.9.12

Um dia histórico para nossa natação paralímpica

Foto: London2012.com
O Brasil ganhou quatro medalhas nesta quinta-feira, nos Jogos Paralímpicos: dois ouros e duas pratas, com direito a dois registros históricos para nossa natação.
 
Na prova dos 50 metros costas, categoria S5, Daniel Dias tornou-se o maior medalhista paralímpico da história do Brasil, empatando com o também nadador Clodoaldo Silva (sua grande inspiração para começar a nadar) e a velocista Ádria Santos. Cada um tem treze medalhas paralímpicas, mas Daniel tem mais ouros (oito, em duas edições; quatro só neste ano), podendo ainda se isolar na liderança, já que ele ainda nadará mais duas provas em Londres. Dias estabeleceu o novo recorde mundial da prova, com 34"99. O chinês He Junquan ficou com a prata, com 36"41, e o húngaro Zsolt Vereczkei foi bronze, com 38"92.
 
Nos 100 metros livre, categoria S10, dobradinha brasileira: André Brasil ganhou sua terceira medalha de ouro nesta Paralimpíada com o tempo de 51"07 (novo recorde paralímpico), com Phelipe Rodrigues ganhando a prata, com 52"42 - o australiano Andrew Pasterfield ficou com a medalha de bronze, com 52"77. Nos 50 metros costas feminino, categoria S4, Edênia Garcia ganhou a primeira medalha da natação brasileira entre as mulheres nestes Jogos Paralímpicos, com 53"85. A holandesa Lisette Teunissen ganhou o ouro, com 51"51; o bronze ficou com a chinesa Bai Juan, que fez 54"33.
 
No futebol de cinco, o Brasil se classificou à final ao empatar sem gols com a Argentina e vencê-la na disputa de pênaltis, por 1 a 0. A seleção brasileira tentará o tricampeonato paralímpico na final contra a França, que na sua semifinal derrotou a Espanha por 2 a 0. As duas equipes chegam à decisão sem terem sofrido gols - elas se enfrentaram na primeira fase, empatando em 0 a 0. O Brasil também chegou à final do golbol masculino, ao vencer a Lituânia por 2 a 1 - na final, enfrentará a Finlândia, que derrotou a Turquia por 2 a 0.
 
Encerrado mais este dia de competições, a China lidera o quadro de medalhas, com 70 ouros (183 no total), com Grã-Bretanha e Rússia empatadas em segundo, com 31 ouros - os britânicos têm vantagem no número de pratas (39 a 31). O Brasil está em oitavo, com 14 ouros, 10 pratas e cinco bronzes.

5.9.12

A tripleta brasileira no atletismo e o ouro inédito na esgrima

Foto: London2012.com
Dois notáveis feitos brasileiros nesta quarta-feira de competições dos Jogos Paralímpicos: nos 100 metros da categoria T11 para mulheres, o Brasil ocupou os três lugares do pódio. Campeã dos 200 metros, Terezinha Guilhermina ganhou sua segunda medalha de ouro em Londres, com o tempo de 12"01 (novo recorde mundial). A prata ficou com Jerusa Santos (vice também nos 200), com 12"75, e o bronze com Jhulia Santos (que nos 200 havia terminado em quarto), com 12"76.
 
Na esgrima em cadeira de rodas, Jovane Silva Guissone foi campeão na espada individual, categoria B, ao derrotar na final Tam Chik Sum, de Hong Kong, por 15 a 14 - o bronze ficou com o francês Alim Latreche. Guissone é o primeiro esgrimista brasileiro a ganhar uma medalha numa Olimpíada ou numa Paralimpíada.
 
No futebol de sete, o Brasil empatou em 1 a 1 com a Ucrânia (atual campeã paralímpica), terminando em segundo lugar no seu grupo, e enfrentará a Rússia nas semifinais - na outra partida, os ucranianos enfrentarão o Irã. No golbol, a seleção masculina derrotou a Bélgica por 3 a 0 e foi às semifinais, onde enfrentará a Lituânia. Já a seleção feminina não teve a mesma sorte: foi eliminada nas quartas ao perder para o Japão por 2 a 0. O mesmo ocorreu com a seleção masculina de vôlei sentado, derrotada pela Rússia por 3 a 2 (18/25, 25/15, 25/15, 19/25 e 15/8).
 
Encerrado mais este dia de disputas, a China está em primeiro, com 60 medalhas de ouro (159 no total), com a Rússia em segundo, com 28 ouros (73 no total), e a Grã-Bretanha em terceiro, com 25 ouros (92 no total). O Brasil ocupa a oitava colocação, com 12 ouros, oito pratas e cinco bronzes.

4.9.12

Mais um dia de ouro para o Brasil em Londres

Foto: Getty Images
O Brasil deu um bom salto nesta terça-feira, nos Jogos Paralímpicos de Londres. Apenas hoje, os paratletas brasileiros conquistaram três medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze.
 
Nos 200 metros do atletismo, categoria T11, dobradinha brasileira: Felipe Gomes foi ouro, com 22"97, e Daniel Silva ficou com a prata, com 22"99 - o angolano José Sayovo Armando foi bronze, com 23"10. Nos 400 metros, categoria T46, Yohansson Nascimento (campeão dos 200 metros) foi prata, com 49"21 - o austríaco Gunther Matzinger foi ouro, com 48"45, e o cingalês Uggl Dena Pathirannehelag foi bronze, com 49"28. No arremesso de disco masculino, categoria F40, Jonathan Santos ficou com o bronze, com 40m49 - o ouro ficou com o chinês Wang Zhiming (45m78, novo recorde mundial) e a prata, com o grego Paschalis Stathelakos (44m11).
 
Na natação, Daniel Dias ganhou sua terceira medalha de ouro nesta Paralimpíada, ao terminar em primeiro nos 100 metros peito, categoria SB4, com o tempo de 1'32"27 (novo recorde mundial) - o colombiano Moises Fuentes foi prata, com 1'36"92, e o espanhol Ricardo Ten foi bronze, com 1'37"23. Nos 100 metros costas, categoria S10, André Brasil ficou com a prata, com 1'00"11, dez centésimos atrás do campeão e recordista mundial, o norte-americano Justin Zook. O canadense Benoit Huot ficou com o bronze (1'00"73).
 
Na bocha, o Brasil (com Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos) sagrou-se bicampeão paralímpico, na categoria BC4, ao derrotar a dupla da República Tcheca na final por 5 a 3. O bronze ficou com o Canadá, que derrotou a Grã-Bretanha por 8 a 2. No futebol de cinco, o Brasil venceu a China (na reedição da final de 2008) por 1 a 0, classificando-se em primeiro no seu grupo, e enfrentará a Argentina nas semifinais - na outra semifinal, irão se enfrentar Espanha e França. No torneio feminino de vôlei sentado, o Brasil derrotou a Grã-Bretanha por 3 a 0 (25/19, 25/10 e 25/7) e disputará o quinto lugar com a Eslovênia, que derrotou o Japão pelo mesmo placar. No torneio masculino, os brasileiros venceram a China por 3 a 0 (25/17, 25/23 e 25/20). Terceiro colocado no seu grupo, o Brasil enfrentará a Rússia nas quartas de final. No golbol masculino, a seleção brasileira goleou a Grã-Bretanha por 7 a 1 e pegará a Bélgica nas quartas - no feminino, o Brasil enfrentará o Japão.
 
Após este dia de competições, a China praticamente garantiu a primeira colocação no quadro de medalhas, com 53 ouros (132 no total). Grã-Bretanha e Rússia têm 23 medalhas de ouro cada, mas os anfitriões estão em vantagem no número de pratas (30 a 22). O Brasil está na sétima colocação, com dez ouros, sete pratas e quatro bronzes.

3.9.12

Mais uma medalha para o Brasil em Londres

Foto: London2012.com
Apenas uma medalha foi ganha pelo Brasil nestes Jogos Paralímpicos hoje: Odair Santos foi prata nos 1.500 metros, categoria T11 (deficientes visuais), com o tempo de 4'03"66. O ouro ficou com o queniano Samwel Kimani, com 3'58"37 (novo recorde mundial), e o bronze com o canadense Jason Joseph Dunkerley, com 4'07"56.
 
No basquete em cadeira de rodas feminino, o Brasil se despediu sem vencer nenhum jogo: desta vez, a derrota foi por 55 a 42 para a Holanda. As duas seleções de vôlei sentado também perderam nesta rodada: a masculina para o atual campeão e favorito Irã (25/21, 25/15 e 25/17), e a feminina para os Estados Unidos (25/13, 25/20 e 25/19). A masculina enfrenta a China na última rodada para definir apenas a colocação no seu grupo - já a feminina não tem mais chances de medalha. No golbol feminino, o Brasil derrotou a Finlândia por 5 a 4 e garantiu vaga nas quartas de final. No futebol de sete, os brasileiros golearam os Estados Unidos por 8 a 0 e classificaram-se às semifinais.
 
Após mais este dia de competições, a China segue disparada na liderança no quadro de medalhas, com 46 ouros (112 medalhas no total), com a Grã-Bretanha em segundo, com 19 ouros (63 no total), e a Rússia em terceiro, com 16 ouros (49 no total), tendo vantagem sobre a Austrália no número de pratas (20 a 13). O Brasil segue na oitava colocação, com sete ouros, quatro pratas e três bronzes.

2.9.12

O garoto que venceu um mito

Foto: London2012.com
Guardem este nome: Alan Fonteles Cardoso Oliveira. Este brasileiro de 20 anos acabou de entrar para a história do paradesporto nacional ao derrotar um dos maiores paratletas de todos os tempos. Na final dos 200 metros, categoria T44 (amputados de membros inferiores) do atletismo, o jovem velocista paraense conseguiu o ouro ao superar o supercampeão sul-africano Oscar Pistorius (semifinalista dos 400 metros rasos nos Jogos Olímpicos deste ano), que era encarado como o grande favorito. O brasileiro obteve 21"45, contra 21"52 de Pistorius, que ficou com a prata. O norte-americano Blake Leeper foi bronze, com 22"46.
 
Aliás, o dia foi bem produtivo para o atletismo brasileiro nestes Jogos Paralímpicos. O Estádio Olímpico de Londres viu mais duas vitórias brasileiras neste domingo: nos 200 metros da categoria T46 (amputados de membros superiores), Yohansson Nascimento estabeleceu o novo recorde mundial da prova, com o tempo de 22"05, dez centésimos à frente do vice, o cubano Raciel González - o australiano Simon Patmore foi bronze, com 22"36. Na final feminina dos 200 metros, categoria T11 (para deficientes visuais), uma dobradinha brasileira: Terezinha Guilhermina confirmou o seu favoritismo estabelecendo o novo recorde paralímpico de 24"82. A prata ficou com Jerusa Geber Santos, com 26"32 - a chinesa Jia Juntingxian foi bronze, com 26"33.
 
Mais uma vez, não foi um bom dia para o golbol brasileiro: a seleção masculina foi derrotada por 4 a 1 pela Turquia, e a feminina perdeu por 3 a 1 pela Grã-Bretanha. No basquete em cadeira de rodas, o Brasil foi mais uma vez derrotado: 65 a 51 para o Canadá. Mas a seleção de futebol de cinco segue invicta: na segunda rodada, goleada por 4 a 0 sobre os turcos - e a seleção feminina de vôlei sentado conseguiu sua primeira vitória: 3 a 2 sobre a Eslovênia (25/17, 30/28, 19/25, 21/25 e 15/7).
 
Após este quarto dia de competições, a China segue na liderança no quadro de medalhas, com 35 ouros (87 medalhas no total), com a Grã-Bretanha em segundo, com 16 ouros (54 no total), e a Austrália em terceiro, com 14 ouros (43 no total). O Brasil ocupa a sétima colocação, com sete ouros, três pratas e três bronzes.

1.9.12

Natação segue erguendo o Brasil na Paralimpíada

Foto: AFP
Mais uma vez, a natação segue sendo a base da participação do Brasil nestes Jogos Paralímpicos, em Londres. Mais dois ouros foram conquistados pelos nadadores brasileiros neste sábado: André Brasil (foto) foi o primeiro nos 100 metros borboleta, categoria S10 (com novo recorde paralímpico, 56"35), e Daniel Dias nos 200 metros livre, categoria S5 (também estabelecendo um novo recorde paralímpico, 2'27"83).
 
No judô masculino, Antônio Tenório, ouro nas últimas quatro Paralimpíadas, desta vez ficou com o bronze na categoria até 100 quilos, juntamente com o russo Vladimir Fedin. O ouro ficou com o sul-coreano Choi Gwang-Geun, e a prata com o norte-americano Myles Porter.
 
O dia brasileiro não foi bom no vôlei sentado: a seleção masculina sofreu sua primeira derrota na competição, 3 a 0 para a Bósnia-Herzegovina (25/14, 25/21 e 25/19); já a feminina estreou perdendo por 3 a 1 para a China (26/24, 25/15, 20/25 e 25/16). No basquete em cadeira de rodas feminino, as brasileiras perderam mais uma vez: 42 a 37 para a Grã-Bretanha. Porém, o Brasil estreou com vitória no futebol de sete: 3 a 0 sobre os britânicos. No golbol masculino, a seleção brasileira goleou a Lituânia por 12 a 5.
 
Após este terceiro dia, a China segue na ponta do quadro de medalhas, com 20 ouros (56 medalhas no total); a Austrália está em segundo, com 11 ouros (29 no total), e a Grã-Bretanha em terceiro com nove ouros (36 medalhas no total), superando a Ucrânia no número de pratas (16 a 6). O Brasil está em oitavo lugar, com quatro ouros, duas pratas e três bronzes.

31.8.12

Brasil bate mais um recorde mundial

Foto: London2012.com
A natação brasileira segue fazendo hsitória nos Jogos Paralímpicos de Londres. Nesta sexta-feira, André Brasil faturou a medalha de ouro e bateu o recorde mundial dos 50 metros nado livre, categoria S10, com o tempo de 23"16 - 42 centésimos à frente do segundo colocado, o canadense Nathan Stein, e 72 à frente do terceiro, o australiano Andrew Pasterfield. Foi o único ouro do país neste segundo dia de competições.
 
Mais duas medalhas foram ganhas por atletas brasileiros hoje, ambas no judô feminino: Lúcia da Silva Teixeira foi prata na categoria até 57 quilos, e Daniele Bernardes Milan foi bronze na categoria até 63 quilos.
 
No golbol, o Brasil foi derrotado na segunda rodada - tanto no masculino, perdendo por 5 a 4 para a Suécia, quanto no feminino, sendo goleado por 8 a 0 pela China. No futebol de cinco, o Brasil, que tenta o tricampeonato paralímpico, estreou empatando sem gols com a França. No vôlei sentado masculino, os brasileiros, bicampeões parapan-americanos, debutaram nesta competição derrotando Ruanda por 3 a 0 (25/5, 25/5 e 25/13).
 
Encerrado o segundo dia de competições, a China segue na liderança no quadro de medalhas, com 13 ouros (34 medalhas no total), com a Austrália em segundo (sete ouros) e a Ucrânia em terceiro (seis ouros). O Brasil está na nona colocação, com dois ouros, duas pratas e dois bronzes.

30.8.12

As primeiras medalhas paralímpicas do Brasil em Londres

Foto: AP
No primeiro dia de competições, o Brasil começou a mostrar sua força nesta 14ª edição dos Jogos Paralímpicos. A primeira medalha brasileira foi no judô, com o bronze obtido por Michele Ferreira na categoria até 52 quilos do feminino. Mas foi nas piscinas que os paratletas brasileiros consolidaram sua tradição, mais uma vez.
 
Nos 200 metros quatro estilos da natação, categoria S10, André Brasil ficou com a prata, com o tempo de 2'12"36 (o ouro ficou com o canadense Benoit Huot, recordista mundial com o tempo de 2'10"01; o bronze, com o australiano Rick Pendelton, com 2'14"77). Na prova dos 50 metros nado livre, categoria S5, o supercampeão Daniel Dias conquistou mais uma medalha de ouro - a primeira do Brasil nesta Paralimpíada - com novo recorde mundial: 32"05. A prata ficou com o espanhol Sebastián Rodríguez, com 33"44, e o bronze com o norte-americano Roy Perkins, com 33"69.
 
No torneio feminino de basquete em cadeira de rodas, o Brasil não teve uma boa estreia: derrota por 52 a 50 para a Austrália. Já as duas seleções de golbol estrearam com vitória: a masculina venceu a Finlândia por 6 a 5, e a feminina fez 2 a 0 na Dinamarca.
 
Passado o primeiro dia de competições, a China lidera o quadro de medalhas, com seis ouros, seis pratas e três bronzes. A Austrália, com três ouros (nove medalhas no total), é a segunda colocada, enquanto a anfitriã Grã-Bretanha é a terceira, com dois ouros (sete medalhas no total). Com um ouro, uma prata e um bronze, o Brasil ocupa a oitava colocação.

12.8.12

Agora, é com o Rio

Foto: AFP
Com mais emoções, encerraram-se os Jogos da XXX Olimpíada, disputados na cidade de Londres. A última medalha do atletismo foi, como reza a tradição, na maratona masculina. Stephen Kiprotich, de Uganda, conquistou a segunda medalha de ouro olímpica da história do país (a primeira tinha sido em 1972, também no atletismo, com John Akii-Bua nos 400 metros com barreiras) ao ser o primeiro colocado, com 2:08'01". Dois quenianos completaram o pódio: Abel Kirui, com 2:08'27", e Wilson Kipsang Kiprotich, com 2:09'37". Os brasileiros fizeram sua melhor participação desde o bronze de Vanderlei Cordeiro de Lima em 2004: Marílson dos Santos foi o quinto; Paulo Roberto Paula, o oitavo; e Franck Caldeira, o décimo-terceiro.

A sorte não foi a mesma, contudo, no vôlei masculino: o Brasil chegou a ter duas chances de fechar o jogo e conquistar o ouro ainda no terceiro set. Mas a Rússia, que nunca tinha sido campeã olímpica no vôlei depois da extinção da tricampeã equipe soviética, decidiu jogar na hora certa para eles. Com uma atuação espetacular nos dois últimos sets, os russos foram merecidamente campeões com uma vitória por 3 a 2 (19/25, 20/25, 29/27, 25/22 e 15/9). O bronze ficou com a Itália, que derrotou a Bulgária por 3 a 1 (25/19, 23/25, 25/22 e 25/21).

No basquete masculino, os Estados Unidos conquistaram sua 14ª medalha de ouro em 17 participações olímpicas (só ficou de fora em 1980, por causa do boicote norte-americano aos Jogos de Moscou), com a difícil vitória por 107 a 100 sobre a Espanha, que endureceu a partida o quanto pôde. A Rússia ficou com o bronze, ao derrotar a Argentina por 81 a 77.

Mas o grande destaque deste último dia de competições foi a conquista de uma pentatleta brasileira: Yane Marques (foto), grande destaque nacional do pentatlo moderno, modalidade tão tradicional no mundo inteiro (está no programa olímpico há cem anos, desde 1912; as mulheres competem desde 2000) quanto quase que inteiramente desconhecida no Brasil, ganhou o bronze em Londres. O ouro ficou com a líder do ranking mundial, a lituana Laura Asadauskaite; já a prata, com a britânica Samantha Murray.

Encerrando a jornada olímpica em Londres, os Estados Unidos terminaram na primeira colocação no quadro geral de medalhas, com 46 ouros (104 no total). A China ficou em segundo, com 38 ouros (87 no total), e a Grã-Bretanha em terceiro, com 29 ouros (65 no total). A Rússia teve 24 ouros e a Coreia do Sul, 13. O Brasil acabou na 22ª colocação, com três ouros, cinco pratas e nove bronzes - o que dá um total de 17 medalhas, uma boa campanha do país, embora tenha tido seus altos e baixos. De todo modo, é a maior quantidade de medalhas conquistadas pelo país em uma única Olimpíada.

Agora é a nossa vez. Até 2016.

11.8.12

Vôlei feminino é a grande glória brasileira deste penúltimo dia

Foto: AP

Quando menos se espera, favoritismos se vão das maneiras mais amargas, assim como surpresas positivas fazem-nos viver momentos inesquecíveis. A delegação brasileira viveu esses dois momentos neste sábado, penúltimo dia de competições dos Jogos Olímpicos de Londres.

No Estádio de Wembley, a Seleção Brasileira de futebol buscava conquistar o único título que falta em sua galeria. Mas um gol sofrido aos 28 segundos de jogo pôs tudo a perder. Outro gol sofrido, desta vez na segunda etapa, e os brasileiros passaram a depender de um milagre contra os mexicanos. Já nos acréscimos, Hulk diminuiu para o Brasil, que pressionou em busca do empate, mas de nada adiantou: México 2 a 1. É a terceira prata para o futebol brasileiro em Jogos Olímpicos (somente no masculino; se contarmos também o feminino, a conta aumenta para cinco). O bronze ficou com a Coreia do Sul, que derrotou o Japão por 2 a 0.

Mas o vôlei feminino, mais uma vez, apareceu para compensar tal decepção. Jogando como francoatiradora contra a até então invicta seleção norte-americana, a equipe comandada por José Roberto Guimarães não viu a cor da bola no primeiro set. Mas, como num resumo da própria campanha brasileira nesta Olimpíada, em que começaram mal e foram melhorando no decorrer da competição, nossas meninas jogaram o fino para vencer por 3 a 1 (11/25, 25/17, 25/20 e 25/17) e conquistar o bicampeonato olímpico. Com isso, Guimarães tornou-se tricampeão olímpico como treinador (já tinha ganho no masculino em 1992, conquista cujo 20º aniversário foi comemorado anteontem). O Japão ficou com o bronze ao derrotar a Coreia do Sul por 3 a 0 (25/22, 26/24 e 25/21).

Quase deu para o pugilista Esquiva Falcão Florentino conquistar o ouro também no boxe - mas o japonês Ryota Murata, por apenas um ponto, foi campeão na categoria médio. A prata de Esquiva é o melhor resultado do país no boxe olímpico.

No basquete feminino, a Austrália ficou com o bronze ao vencer a Rússia por 83 a 74. Na grande final, os Estados Unidos garantiram o ouro com a vitória por 86 a 50 sobre a França. Esta foi a 41ª vitória consecutiva da seleção norte-americana feminina de basquete em Jogos Olímpicos - sequência iniciada na disputa do bronze de 1992, com os 88 a 74 sobre Cuba. A última derrota até hoje foi na semifinal daquele ano, 79 a 73 para a Comunidade dos Estados Independentes.

No atletismo, o grande destaque foi o revezamento 4x100 metros da Jamaica, novamente campeão e recordista mundial - Nesta Carter, Michael Frater, Yohan Blake e Usain Bolt assombraram novamente o planeta, desta vez com a marca de 36"84. Os Estados Unidos ficaram com a prata, com 37"04, e Trinidad e Tobago com o bronze, com 38"12.

Após este penúltimo dia, os Estados Unidos asseguraram a liderança no quadro de medalhas com 44 ouros (102 medalhas no total), com a China em segundo, com 38 ouros, e a Grã-Bretanha em terceiro, com 28 ouros. A Rússia tem 21 ouros e a Coreia do Sul está em quinto, com 13 ouros. O Brasil está em 21º lugar, com três ouros, quatro pratas e oito bronzes.

10.8.12

Vôlei brasileiro demonstra sua grande fase nos últimos dias olímpicos

Foto: AP
Mais uma vez, o Brasil disputará as duas finais do vôlei nos Jogos Olímpicos. No dia seguinte à classificação da seleção feminina para tentar o bicampeonato contra as favoritas norte-americanas, a equipe masculina também chegou à decisão graças à vitória sobre a Itália por 3 a 0 (25/21, 25/12 e 25/21). Enfrentará na decisão de domingo a Rússia, que tenta seu primeiro título olímpico depois do fim da União Soviética e derrotou em sua semifinal a Bulgária por 3 a 1 (25/21, 25/15, 23/25 e 25/23).

No basquete masculino, Estados Unidos e Espanha decidirão a medalha de ouro pela terceira vez na história das Olimpíadas - a segunda consecutiva. Os espanhóis, atuais bicampeões europeus, derrotaram a França por 67 a 59; já os norte-americanos, usando a cesta de três como sua maior arma, venceram a Argentina por 109 a 83.

No boxe, um fato histórico: pela primeira vez, um pugilista brasileiro irá a uma final olímpica. Esquiva Falcão Florentino derrotou na semifinal o britânico Anthony Ogogo e enfrentará o japonês Ryota Murata na final da categoria médio (até 75 quilos). Seu irmão Yamaguchi Falcão Florentino, porém, foi derrotado na semifinal do meio-pesado (até 81 quilos) pelo russo Egor Mekhontsev, garantindo o terceiro bronze olímpico do país na modalidade (o segundo só neste ano).

Faltando dois dias para o final destes Jogos Olímpicos, os Estados Unidos seguem na liderança do quadro de medalhas, com 41 ouros (94 medalhas no total), com a China em segundo, com 37 ouros (81 no total), e a Grã-Bretanha em terceiro, com 25 ouros (57 no total). O Brasil está em 28º lugar, com dois ouros, duas pratas e oito bronzes.

9.8.12

Mais um dia de ouro para Bolt e mais uma prata para o Brasil

Foto: Reuters
Os velocistas jamaicanos foram o grande destaque do dia nestes Jogos Olímpicos. Na final dos 200 metros rasos, Usain Bolt sagrou-se mais uma vez bicampeão olímpico - já o tinha sido nos 100 - com o tempo de 19"32, apenas dois centésimos acima de recorde olímpico. Repetindo a dobradinha da prova mais rápida do atletismo, Yohan Blake ficou com a prata, com 19"44. Mas a ilha caribenha fez a festa em Londres ao também conquistar o bronze, com Warren Weir, que fez o tempo de 19"84.

No vôlei de praia, a dupla brasileira Alison/Emanuel ficou com a medalha de prata, ao perder a final para os alemães Brink/Reckermann por 2 a 1 (23/21, 16/21 e 16/14). O bronze ficou com os letões Plavins/Smedins, que derrotaram os holandeses Nummerdor/Schuil pelo mesmo placar (19/21, 21/19 e 15/11). Na quadra, a final feminina será a mesma de quatro anos atrás: o Brasil venceu o Japão por 3 a 0 (25/18, 25/15 e 25/18) e tentará o bicampeonato contra a invicta e favorita seleção dos Estados Unidos, que ganhou o direito de lutar pelo inédito ouro ao derrotar a Coreia do Sul pelo mesmo placar (25/20, 25/22 e 25/22).

No basquete feminino, os Estados Unidos venceram a Austrália por 86 a 73 e tentará sua quinta medalha de ouro seguida contra a França, que alcançou sua primeira final ao derrotar a Rússia por 81 a 64. No futebol feminino, as norte-americanas conquistaram o tetracampeonato olímpico depois de vencerem o Japão por 2 a 1, na reedição da final do Mundial do ano passado. O Canadá foi bronze ao derrotar a França por 1 a 0.

Os Estados Unidos reassumiram a liderança no quadro de medalhas com 39 ouros, contra 37 da vice-líder China. A Grã-Bretanha é a terceira, com 25. Rússia e Coreia do Sul têm 12 ouros cada, mas os russos têm 21 pratas contra sete dos sul-coreanos. O Brasil ocupa a 26ª posição, com dois ouros, duas pratas e sete bronzes.

8.8.12

Tudo igual no grande clássico sul-americano

Foto: AFP
Brasil e Argentina se enfrentaram duas vezes nesta quarta-feira, em Londres. E cada um dos grandes rivais sul-americanos venceu em sua atual especialidade - contudo, deixando em seu adversário a esperança de dias melhores na modalidade em que está em período de recuperação.

No vôlei, o Brasil confirmou o favoritismo depois de um bom desempenho na primeira fase, ao derrotar os argentinos por 3 a 0 (25/19, 25/17 e 25/20). Aliás, este foi um placar recorrente nas quartas de final do torneio masculino de vôlei - todas as quatro partidas desta fase tiveram esse placar. Os brasileiros enfrentarão nas semifinais a Itália, que eliminou os favoritos Estados Unidos (28/26, 25/20 e 25/20). Na outra semifinal, a Rússia, que superou a Polônia (25/17, 25/23 e 25/21), disputará vaga na final contra a Bulgária, que superou a Alemanha (25/20, 25/16 e 25/14).

No basquete, os hermanos levaram a melhor, numa partida em que os brasileiros abusaram dos erros - principalmente nos lances livres, que se revelaram o nosso grande ponto fraco. Mas os argentinos tiveram méritos na grande quantidade de cestas de três pontos convertidas, que foram decisivas para a vitória por 82 a 77. A Argentina enfrentará na semifinal os Estados Unidos (que derrotaram a Austrália por 119 a 86), no jogo entre os dois últimos campeões olímpicos do basquete. A outra semifinal será entre Rússia (83 a 74 na Lituânia) e Espanha (66 a 59 na França).

O Brasil ganhou duas medalhas de bronze nesta quarta. No boxe feminino, Adriana Araújo teve confirmado seu bronze com a derrota na semifinal para a russa Sofya Ochigava, na semifinal do peso leve - esta foi a centésima medalha conquistada pelo Brasil em 92 anos de participação olímpica (no masculino, mais uma medalha está assegurada com a classificação de Yamaguchi Falcão Florentino às semifinais da categoria meio-pesado). No torneio feminino do vôlei de praia, a dupla Juliana/Larissa ficou na terceira colocação ao derrotar as chinesas Xue Cheng/Zhang Xi por 2 a 1 (11/21, 21/19 e 15/12). Na final, entre duplas norte-americanas, Walsh/May-Treanor sagraram-se tricampeãs olímpicas ao derrotarem Kessy/Ross (que eliminaram as brasileiras na semifinal) por um duplo 21/16.

Passado mais um dia de competições, a China segue na liderança do quadro de medalhas com 36 ouros (77 medalhas no total), seguida de perto pelos Estados Unidos, com 34 ouros (81 no total). A anfitriã Grã-Bretanha tem 22 ouros, seguindo na terceira colocação. A Coreia do Sul tem 12 ouros, um a mais que a Rússia, quinta colocada. O Brasil está na 25ª colocação, com dois ouros, uma prata e sete bronzes.

6.8.12

Zanetti, o pioneiro

Foto: Ivo Gonzalez/Agência O Globo
Depois de mais de uma década de evolução entre os brasileiros e vários títulos mundiais, faltava apenas uma medalha olímpica para a ginástica artística consolidar sua presença no Brasil. E ela veio nesta segunda-feira: Arthur Zanetti se tornou o primeiro brasileiro medalhista olímpico na modalidade. E conquistou logo a de ouro, nas argolas - aparelho no qual é o atual vice-campeão mundial e pan-americano. O chinês Chen Yibing, que defendia o título, ficou com a prata; o italiano Matteo Morandi, com o bronze.

Vários outros esportes fizeram o dia brasileiro ser ainda melhor: o boxe brasileiro já tem em Londres seu melhor desempenho olímpico, com a classificação às semifinais dos pugilistas Esquiva Falcão Florentino (médio masculino) e Adriana Araújo (leve feminino). Como não há disputa de terceiro lugar no boxe, ao menos duas medalhas de bronze estão garantidas. O Brasil volta a ganhar medalha olímpica no boxe após 44 anos (em 1968, na Cidade do México, Servílio de Oliveira foi bronze no peso mosca).

No vôlei de praia, a dupla campeã mundial, Alison/Emanuel, classificou-se às semifinais ao derrotar os poloneses Fijalek/Prudel por 2 a 1 (21/17, 16/21 e 17/15). Já a dupla Ricardo/Pedro Cunha foi eliminada ao perder para a dupla alemã Brink/Reckermann por 2 a 0 (21/15 e 21/19). Na quadra, o Brasil terminou em segundo lugar no Grupo B ao vencer a Alemanha por 3 a 0 (25/21, 25/22 e 25/19). Nas quartas de final, segundo determinado pelo sorteio, os atuais tricampeões mundiais e vice-campeões olímpicos enfrentarão a Argentina, terceira colocada do Grupo A. As demais quartas serão Bulgária x Alemanha, Estados Unidos x Itália e Polônia x Rússia.

No basquete, o Brasil jogou bem e derrotou a Espanha, atual vice-campeã olímpica e bicampeã europeia, por 88 a 82, garantindo o segundo lugar do Grupo B. Como no vôlei, enfrentará a Argentina, terceira do A, nas quartas de final. Nas demais partidas da fase eliminatória, os Estados Unidos jogarão contra a Austrália, a Rússia enfrentará a Lituânia e a França reeditará a final do Campeonato Europeu contra a Espanha.

Depois de mais um dia de competições, a China segue na primeira colocação no quadro de medalhas, com 31 ouros (64 no total), com os Estados Unidos em segundo, com 29 ouros (63 no total), e a Grã-Bretanha em terceiro, com 18 ouros (40 no total). A Coreia do Sul tem 11 ouros e a França, oito. O Brasil ocupa a 22ª colocação, com dois ouros, uma prata e cinco bronzes.

5.8.12

Num dia em que Bolt dominou, mais uma medalha para o Brasil

Foto: Reuters
Mais uma medalha para o Brasil nesta Olimpíada: na baía de Weymouth, os velejadores Robert Scheidt e Bruno Prada conquistaram o bronze na classe Star. É a quinta medalha de Scheidt em Olimpíadas (ganhou dois ouros, ambos na classe Laser, em 1996 e 2004; e duas pratas, na Laser em 2000 e na Star em 2008), empatando com outro velejador, Torben Grael.

Mas o grande destaque deste domingo olímpico foi, mais uma vez, o velocista jamaicano Usain Bolt, bicampeão olímpico dos 100 metros rasos, com o tempo de 9"63 (novo recorde olímpico). A prata ficou com o atual campeão mundial da prova, o também jamaicano Yohan Blake (9"75), e o bronze com o campeão de 2004, o norte-americano Justin Gatlin (9"79). A etíope Tiki Gelana ganhou o ouro na maratona feminina, com o tempo de 2:23'07" (novo recorde olímpico).

No vôlei de praia, a dupla Juliana/Larissa foi a primeira brasileira a alcançar as semifinais nesta Olimpíada, ao derrotar a dupla alemã Goller/Ludwig por 2 a 0 (21/10 e 21/19). Na quadra, as atuais campeãs olímpicas chegaram a correr risco de entrarem em quadra já eliminadas, mas os Estados Unidos derrotaram a Turquia, que também lutava pela vaga, por 3 a 0 (27/25, 25/16 e 25/19). Depois, foi só o Brasil derrotar a lanterna Sérvia pelo mesmo placar (25/10, 25/22 e 25/16) para garantir vaga nas quartas, onde enfrentará a Rússia, com quem fez as finais dos dois últimos Campeonatos Mundiais (as russas se deram melhor em ambas). Outra quarta garantida foi entre Estados Unidos e República Dominicana. O sorteio entre os segundos e terceiros colocados dos grupos definiu que a Itália enfrentará a Coreia do Sul e a China enfrentará o Japão.

No basquete feminino, assim como aconteceu em 2008, o Brasil só foi vencer sua primeira partida na última rodada: 78 a 66 sobre a Grã-Bretanha. As quartas de final serão as seguintes: Estados Unidos x Canadá, França x República Tcheca, Turquia x Rússia e Austrália x China. Já no handebol feminino, o Brasil levou um certo sufoco no fim, mas derrotou Angola por 29 a 26. Como a Rússia empatou com Montenegro em 25 a 25, as brasileiras terminaram em primeiro lugar no seu grupo e enfrentarão a Noruega nas quartas. As outras partidas serão França x Montenegro, Croácia x Espanha e Coreia do Sul x Rússia.

A China retomou a dianteira no quadro de medalhas, com 30 ouros (61 medalhas no total). Os Estados Unidos têm 28 ouros; a Grã-Bretanha, 16; a Coreia do Sul, 10; e a França, 8 ouros. O Brasil está na 29ª colocação, com um ouro, uma prata e cinco bronzes.

3.8.12

Mais duas bronzeadas para o Brasil em Londres

Foto: Ivo Gonzalez/Agência O Globo
Os atletas brasileiros tiveram um dia apenas regular nesta sexta-feira, em Londres. Nos esportes coletivos, um dia mais de derrotas para o país, apesar da manutenção da esperança de classificação da seleção feminina de vôlei, ao fazer 3 a 2 (25/16, 20/25, 25/18, 28/30 e 15/10) na China - mesmo assim, a situação das atuais campeãs olímpicas é difícil. No handebol feminino, o Brasil sofreu sua primeira derrota (Rússia 31 a 27), mas já está classificado para as quartas - se vencer a já eliminada Angola na última rodada da primeira fase e a líder Rússia não derrotar Montenegro, a seleção brasileira garante o primeiro lugar no grupo. Essa sorte quem não poderá ter é a seleção feminina de basquete: com a derrota para o Canadá por 79 a 73, o Brasil já está eliminado. Tampouco a terá a seleção feminina de futebol: nas quartas de final, o Brasil perdeu por 2 a 0 para o Japão, atual campeão mundial.
O Brasil ganhou duas medalhas de bronze hoje. No judô, Rafael Silva subiu ao pódio na categoria pesado (mais de 100 quilos). Na natação, foi realizada a final da prova mais rápida da modalidade, os 50 metros livre. Campeão em Pequim, há quatro anos, o brasileiro César Cielo era considerado o favorito, mas não esteve num bom dia - ao contrário do francês Florent Manaudou, o nadador mais rápido desta Olimpíada, com o tempo de 21"34. A prata ficou com o norte-americano Cullen Jones, com 21"54; Cielo foi bronze, com 21"59, apenas dois centésimos à frente do outro brasileiro da prova, Bruno Fratus, o quarto colocado.

Passados sete dias de competições, os Estados Unidos passaram à frente no quadro geral de medalhas, com 21 ouros (43 medalhas no total), um à frente da vice-líder China (42 medalhas no total). Em terceiro está a Coreia do Sul, com nove ouros; em quarto, a Grã-Bretanha, com oito ouros e seis pratas; em quinto, a França, com oito ouros e cinco pratas. O Brasil ocupa a 21ª posição, com um ouro, uma prata e quatro bronzes.

1.8.12

Um dia não muito positivo para o Brasil em Londres

Foto: Reuters
Não foi um bom dia para os atletas brasileiros nesta Olimpíada - exceto pelas vitórias do futebol masculino sobre a frágil Nova Zelândia por 3 a 0 (enfrentará Honduras nas quartas de final, neste sábado) e do handebol feminino sobre a Grã-Bretanha por 30 a 17 (as brasileiras já têm vaga garantida na próxima fase, faltando duas rodadas).

No judô, Tiago Camilo e Maria Portela ficaram sem medalhas. Na natação, César Cielo acabou em sexto na final dos 100 metros nado livre (pelo menos, Thiago Pereira se classificou à final dos 200 metros quatro estilos). No basquete, a seleção feminina sofreu sua terceira derrota em três jogos (67 a 61 para a Austrália). E, no vôlei, as atuais campeãs olímpicas deram vexame ao perder para a Coreia do Sul por 3 a 0 (25/23, 25/21 e 25/21) e estão a perigo no que se refere a classificação às quartas.