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25.10.11

A glória solitária do tricampeão Stürmer e outros fatos do Brasil no Pan


Nesta segunda-feira, o Brasil conquistou sete medalhas nos Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara. Com isso, são 26 ouros (31 atrás dos líderes norte-americanos e sete à frente dos cubanos, os terceiros colocados), 18 pratas e 25 bronzes, com o país prosseguindo na segunda colocação geral.

A única medalha de ouro brasileira do dia foi na patinação artística, com Marcel Stürmer conquistando o tricampeonato pan-americano no programa livre individual masculino. A modalidade não olímpica nos rendeu mais uma medalha, o bronze de Talitha Haas no livre individual feminino.

No atletismo, foram quatro medalhas: duas de prata (Fabiana Murer no salto com vara e Cruz Nonata da Silva nos 10.000 metros rasos feminino) e duas de bronze (Joílson Silva nos 5.000 metros rasos masculino e Ronald Julião no lançamento de disco). No handebol masculino, o Brasil tentava o tricampeonato e a vaga imediata nas Olimpíadas de Londres. Mas a Argentina, em ótima fase, fez uma grande partida e ganhou o ouro com justiça, ao vencer por 26 a 23 - agora, o Brasil terá que disputar um difícil Pré-Olímpico em abril do próximo ano, com Espanha, Islândia e outra seleção europeia a ser definida. Na disputa do terceiro lugar, o Chile ficou com o bronze ao vencer a República Dominicana por 27 a 24.

Na semifinal do basquete feminino, o Brasil cometeu muitos erros e foi derrotado por Porto Rico: 69 a 68. As porto-riquenhas enfrentarão na final as donas da casa: o México derrotou a Colômbia por 64 a 58. As duas seleções de polo aquático também perderam: a masculina levou 8 a 5 dos Estados Unidos, e a feminina, 13 a 4 do Canadá. Pelo menos o vôlei masculino, atual tricampeão mundial e campeão pan-americano, estreou com vitória: fáceis 3 a 0 (25/17, 25/13 e 25/13) sobre os canadenses.

Foto: Vipcomm

25.10.07

Lewis Hamilton, a Jade Barbosa da Fórmula-1?



No post anterior, falamos da ginasta Jade Barbosa, ganhadora de três medalhas nos Jogos Pan-Americanos e terceira colocada no individual geral no Mundial de Stuttgart. Um dia antes de ganhar sua medalha de ouro no salto sobre a mesa no Pan, Jade ficou em quarto lugar no individual geral, não subindo ao pódio devido a uma falha no último aparelho, as barras assimétricas. Ela se abalou na hora, mas foi até o fim. No dia seguinte, foi a melhor no salto sobre a mesa.

Guardadas as devidas proporções, algo parecido pode ocorrer na Fórmula-1 (peço licença para falar do automobilismo, um esporte não-olímpico). O jovem piloto inglês Lewis Hamilton, 22 anos, liderava o campeonato até a última prova. Poderia conquistar o título na penúltima corrida da temporada, o Grande Prêmio da China, mesmo que chegasse em segundo. Mas pagou caro pela inexperiência: em Xangai, errou muito e parou na entrada dos boxes. Na última prova, em São Paulo, falhou logo na primeira volta, perdeu muitas posições e chegou na sétima posição, vendo o finlandês Kimi Raikkonen vencer a prova e sagrar-se campeão.

Há quem compare Hamilton ao time do Botafogo neste ano, que acabou falhando em momentos decisivos. Prefiro compará-lo a Jade Barbosa, por seu talento e inexperiência. Assim como a ginasta deu a volta por cima no dia seguinte a uma grande falha, o piloto pode muito bem fazer o mesmo no próximo ano. É só botar a cabeça no lugar, pois talento ele tem.