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6.7.13

Buenos Aires receberá a segunda Olimpíada sul-americana

Foto: Divulgação
O Comitê Olímpico Internacional decidiu, nesta quinta-feira, qual será a cidade-sede da terceira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, a ser disputada em 2018. E, dois anos depois de o Rio de Janeiro receber a maior festa esportiva mundial, mais uma grande cidade da América do Sul receberá um evento oficial do COI. 

Buenos Aires, que em setembro deste ano já receberá a Sessão do COI que decidirá qual será a sede dos Jogos Olímpicos de 2020 (Istambul, Madri e Tóquio são as cidades candidatas), sediará esta que já é considerada a maior competição esportiva das divisões de base. Isso sem ter sido a grande favorita, assim como era o Rio na batalha para sediar a Olimpíada de 2016. Na verdade, a capital argentina era o grande azarão, visto que suas duas concorrentes (a britânica Glasgow e a colombiana Medellin) têm em comum o fato de terem maior experiência recente em receber competições poliesportivas (os portenhos receberam os Jogos Sul-Americanos em 2006, mas a cidade colombiana recebeu a edição seguinte, em 2010, e os escoceses sediarão a próxima edição dos Jogos da Comunidade Britânica, em 2014). Porém, a maior tradição dos argentinos pesou na escolha do COI.

Na primeira rodada da votação, Buenos Aires teve 40 votos, enquanto Medellin teve 32 e Glasgow, 13. Na rodada final, os portenhos tiveram 49 votos, enquanto Medellin teve dez votos a menos. Os III Jogos Olímpicos da Juventude serão realizados de 11 a 23 de setembro de 2018, e o Estádio Monumental de Núñez deverá receber as cerimônias de abertura e encerramento, além do atletismo.

A primeira edição do evento foi disputada em agosto de 2010, na Cidade de Cingapura. Mais de 3.500 atletas de 205 delegações disputaram medalhas em 26 modalidades esportivas. A competição foi considerada um sucesso, causando expectativas para a próxima edição, que será disputada de 16 a 28 de agosto de 2014, em Nanquim, na China. Um fato curioso: nenhuma das três primeiras edições dos Jogos Olímpicos da Juventude teve ou terá local no continente europeu.

6.7.11

Pyeongchang 2018: Uma vitória tão incontestável quanto merecida

E, mais uma vez, a favorita ganhou. Como tinha acontecido na corrida para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, quando o Rio de Janeiro cresceu na reta final, um país sediará pela primeira vez uma edição das Olimpíadas de Inverno. Pyeongchang, na Coreia do Sul, confirmou o seu favoritismo ganhando o direito de receber o maior evento esportivo no gelo e na neve com sobras.

Dos 95 delegados do COI que votaram em uma das candidatas, 63 deram seu voto à cidade sul-coreana, dando a ela a vitória logo na primeira rodada, por maioria absoluta - o que premia a persistência da cidade sul-coreana de cerca de 50 mil habitantes, situada na região de Gangwon, no nordeste do país, que havia perdido por pouco para Vancouver (na corrida para sediar em 2010) e Sochi (para 2014). 25 votos foram para a alemã Munique, e 7 foram para a francesa Annecy.

Os XXIII Jogos Olímpicos de Inverno serão disputados em Pyeongchang de 9 a 25 de fevereiro de 2018. Pouco depois, a mesma cidade sediará os XII Jogos Paraolímpicos de Inverno.

5.7.11

Olimpíadas de Inverno 2018: Poucas candidatas, muitas promessas

Está sendo realizada em Durban, na África do Sul, a 123ª sessão do Comitê Olímpico Internacional. Em seu encerramento, amanhã, o presidente do COI, Jacques Rogge, anunciará a cidade eleita como sede dos XXIII Jogos Olímpicos de Inverno, que serão em 2018. Diferentemente do que ocorre na sua versão mais famosa, a de verão (em que cidades do mundo inteiro costumam se acotovelar pelo simples direito de ser candidata a sede), para estas Olimpíadas de Inverno há apenas três cidades candidatas: a francesa Annecy, a alemã Munique e a sul-coreana Pyeongchang. Poucas cidades candidatas, mas muitas promessas de grandiosidade.


A candidatura mais modesta parece ser a da francesa Annecy, a menos cotada para vencer a disputa - apesar de não faltar experiência à França, que sediou três edições das Olimpíadas de Inverno (a primeira, em 1924, em Chamonix; 1968, em Grenoble; e 1992, em Albertville). Annecy, aliás, é quase vizinha a Chamonix (pouco mais de 100 quilômetros de distância), prevista para ser subsede olímpica em caso de vitória.


As duas adversárias são as grandes favoritas, e lutam, cada uma a seu modo, pelo ineditismo. Munique quer ser a primeira sede de uma Olimpíada de Verão (em 1972) a também receber os Jogos de Inverno. Assim como a candidatura francesa, a cidade da região da Baviera pretende usar como local de competição uma sede anterior, Garmisch-Partenkirchen (única cidade da Alemanha a receber o evento, em 1936, mesmo ano em que sua capital Berlim recebeu os Jogos de Verão). Os alemães contam com um elenco de grandes esportistas do passado e do presente para tentar convencer o Colégio Eleitoral do COI, para que sedie sua primeira Olimpíada após a reunificação, em 1990.


Já a cidade de Pyeongchang, na Coreia do Sul, tem a persistência (é a terceira candidatura seguida) como trunfo, além de ser mais identificada pelo gosto de novidade que tanto anda sensibilizando o COI há vários anos. No Extremo Oriente, apenas o Japão sediou Olimpíadas de Inverno (Sapporo, em 1972, e Nagano, em 1998). Ou seja, a busca por novos horizontes (algo explicitado por seu lema) norteia a candidatura - os Jogos seriam sediados em um país inédito pela segunda vez consecutiva, já que a Rússia receberá pela primeira vez em 2014, em Sochi.


Tudo leva a crer que, depois de perder por pouco duas vezes (para Vancouver e Sochi), desta vez Pyeongchang tem tudo para levar essa. O segredo, dizem, é vencer logo na primeira rodada por maioria absoluta de votos, já que são apenas três cidades candidatas. Como Annecy deverá ser a última colocada, um duelo entre Munique e Pyeongchang na rodada decisiva pode ter resultados imprevisíveis. O nível entre as duas favoritas é tão grande que, caso Pyeongchang vença para 2018, Munique largará desde já como a grande favorita para 2022.