12.10.13
Com surpreendente facilidade, Lima sediará o Pan
11.10.13
Na eleição para 2019, o Pan segue em sua afirmação
20.11.11
Parapan de Guadalajara comprova a excelente fase do paradesporto brasileiro

12.11.11
Em Guadalajara, todos os limites serão superados

7.11.09
Pan 2015: Ganhou a melhor

Não houve surpresas na corrida para sediar os XVII Jogos Pan-Americanos e V Jogos Parapan-Americanos, a realizar-se em 2015. A cidade de Toronto, no Canadá, confirmou o favoritismo que tinha desde o início da campanha e conquistou o direito de sediar o Pan. Será a terceira vez que os canadenses sediarão o maior evento esportivo do Hemisfério Ocidental (as duas anteriores foram em Winnipeg, em 1967 e 1999).
Foi uma vitória fácil, obtida logo na primeira rodada de votação, por maioria absoluta de votos. Toronto conquistou 33 dos 52 votos possíveis, contra 11 de Lima (PER) e 7 de Bogotá (COL) - houve uma abstenção. Serão disputadas todas as 28 modalidades olímpicas (o golfe estreará no programa pan-americano; o rúgbi de sete terá feito sua estreia em 2011, nos Jogos de Guadalajara), além de outras nove ou dez não olímpicas - entre elas, segundo o previsto no projeto, o futsal, que estreou em 2007, no Rio, mas não estará em 2011. O Parapan seguirá a norma dos anteriores, com todas as modalidades classificatórias para os Jogos Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
Os XVII Jogos Pan-Americanos serão disputados de 10 a 26 de julho de 2015; já os V Jogos Parapan-Americanos, de 7 a 14 de agosto do mesmo ano.
4.11.09
Candidaturas comprovam boa fase do Pan
Nesta semana, a ODEPA (Organização Desportiva Pan-Americana) escolherá a cidade que irá sediar a 17ª edição dos Jogos Pan-Americanos, a realizar-se em 2015. Bogotá (COL), Lima (PER) e Toronto (CAN) são as cidades candidatas. Duas coisas são certas: independentemente da cidade que for eleita, o Pan de 2015 quebrará o rodízio informal que vinha desde 1971 (desde então, os Jogos Pan-Americanos se alternam em edições sediadas nas Américas do Sul, do Norte e Central, o que será concluído em 2011, nos Jogos de Guadalajara, no México, América do Norte; não há nenhuma cidade centro-americana entre as candidatas, e sim duas sul-americanas e uma da América do Norte); e a boa fase que vive o evento depois da bem sucedida edição de 2007, no Rio de Janeiro, a ponto de despertar o interesse de cidades que querem sediar o evento.
Desde a escolha de Santo Domingo para sediar o Pan de 2003 (quando derrotou a mexicana Guadalajara e a colombiana Medellin), não se via mais do que duas cidades candidatas a sediar uma edição de Jogos Pan-Americanos. Talvez isso se deva ao pouco interesse que o evento desperta fora do continente americano, ou mesmo nos Estados Unidos. Mas o grande sucesso comercial do Pan de 2007 certamente despertou um pouco desse desejo em sediar a competição. Para sediar os Jogos de dois anos atrás, o Rio derrotou a cidade norte-americana de San Antonio, que é no máximo a terceira maior do Texas, e buscava ser a terceira de seu país a receber o Pan (Chicago, em 1959, e Indianápolis, em 1987, foram essas duas). Costumeiramente, há poucos candidatos a cada votação, ou mesmo candidaturas únicas - casos de San Juan, em 1979, e a própria de Guadalajara, que sediará em 2011 (a cidade mexicana foi confirmada como sede em 2006, um ano antes do Pan do Rio).
O fato de haver três candidaturas a sediar os Jogos Pan-Americanos pode ser encarado como um sinal de que uma boa organização possibilita um grande evento - exceto as edições disputadas na América do Norte e em Havana (1991), o Pan não levava a fama de ser bem-organizada antes de tomar lugar em terras cariocas. O nível das candidatas também é um indício: duas capitais sul-americanas (a última a sediar foi Caracas, em 1983) e a maior cidade da segunda maior economia do continente (entre as cidades canadenses, apenas Winnipeg sediou, por duas vezes, em 1967 e 1999) buscam essa indicação da ODEPA. Isso oferece uma perspectiva animadora, ainda mais com a recente eleição do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016. Basta lembrar que Toronto, por exemplo, candidatou-se a sede das Olimpíadas de 2008 - ficou em segundo lugar, perdendo para Pequim na segunda rodada de votação.
Toronto, aliás, é vista como a grande favorita para sediar o Pan de 2015, com um projeto dividido em três grandes zonas, que privilegiam a própria cidade e algumas vizinhas, situadas na região conhecida como Ferradura de Ouro, na província de Ontário (o atletismo, por exemplo, seria disputado num novo estádio, na cidade de Hamilton). Caso a cidade canadense seja escolhida, as cerimônias de abertura e de encerramento estarão programadas para ocorrer numa moderna arena multiuso, o Rogers Centre, com teto retrátil - o local sediaria também as finais do beisebol, modalidade que deixou de ser olímpica, mas continua pan-americana.
Mas a candidatura de Bogotá vem crescendo nos últimos dias (Cáli foi a única cidade colombiana a sediar o evento, em 1971). Para que logre sucesso, a capital da Colômbia conta com o voto de várias nações da América Latina - além dos Jogos Pan-Americanos, os colombianos disputam os Jogos Centro-Americanos e do Caribe, e sediarão a próxima edição dos Jogos Sul-Americanos (em 2010, na cidade de Medellin). A candidatura consiste em mostrar poucas distâncias entre os eventos esportivos - estão previstas apenas três modalidades distantes mais do que oito quilômetros da Vila Pan-Americana. O tradicional estádio El Campín (a um quilômetro da Vila) será remodelado para receber, além do futebol, o atletismo e as cerimônias de abertura e encerramento - teria, inclusive, seu nome mudado para Estádio Panamericano.
Embora seja vista como zebra, a candidatura de Lima mantém suas esperanças. Dentre os países candidatos, o Peru é o único que ainda não sediou os Jogos Pan-Americanos (a capital peruana sediou os Jogos Sul-Americanos em 1990). Os postulantes se baseiam em quatro grandes zonas de competição (Central - onde ficaria a Vila -, Norte, Sul e Leste), que não ficariam distantes uma da outra - a Leste, a mais distante, ficaria a no máximo 35 minutos da Vila Pan-Americana. O Estádio Nacional (palco das finais da Copa América de 2004 e da Copa do Mundo Sub-17 de 2005) seria reformado para receber o futebol e as cerimônias.
Qual das três candidaturas é a melhor? Com a palavra, a ODEPA.
19.8.07
Missão cumprida. Ou quase

A terceira edição dos Jogos Parapan-Americanos se encerrou hoje, no Rio, com a confirmação de duas coisas: a força do Brasil em competições paradesportivas (o país-sede foi o grande vencedor da competição, terminando em primeiro lugar no quadro geral de medalhas, com 83 ouros, 228 no total; o segundo colocado foi o Canadá, com 49 ouros); e o entrelaçamento definitivo do Pan e do Parapan quanto à cidade-sede: o Comitê Paraolímpico das Américas confirmou que a sede dos Jogos Parapan-Americanos de 2011 será mesmo a cidade mexicana de Guadalajara, que também sediará o Pan no mesmo ano.
Tudo bem, mas... As cerimônias de abertura e encerramento poderiam ter sido mais bem cuidadas, isso é fato. A de abertura, no domingo passado, realizada na Arena Olímpica do Rio, foi uma cópia-carbono e em níveis reduzidos da do Pan. Os organizadores poderiam ter criado uma cerimônia mais original, enfatizando a superação dos limites. Além disso, ela foi restrita a convidados das três esferas de governo, e nem todos compareceram - pra falar a verdade, uma minoria marcou presença nas cadeiras da Arena, fazendo-a ficar quase vazia. Se não podia fazer como fariam durante a competição - ou seja, entrada franca -, pelo menos poderiam fazer os que queriam assistir trocarem alimentos não-perecíveis por convites. Não faltariam interessados, com certeza.
Com a de encerramento, realizada hoje, foi ainda pior. Anteriormente, ela estava marcada também para a Arena Olímpica do Rio. Nesta quinta-feira, porém, os organizadores a transferiram para a Vila Pan-Americana, fazendo-a ficar restrita aos atletas e às autoridades. Ou seja, fechada ao público que queria coroar a bela campanha dos nossos paratletas. Pegou mal.
Ou seja, os organizadores perderam a oportunidade de fazer dos Jogos Parapan-Americanos de 2007 ainda melhores do que foram. Mesmo assim, valeu pela força de superação de nossos atletas, que venceram todos os limites (dos físicos aos financeiros) para dar o seu recado.
17.8.07
Cadê a surpresa?
Muitos estão se surpreendendo com a ótima campanha do Brasil nos Jogos Parapan-Americanos. Os organizadores e a grande maioria dos torcedores esperavam que os anfitriões brigassem, no máximo, pela terceira posição com o México. Como todas as modalidades do evento são classificatórias ou passíveis de índice para os Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008, as grandes forças esportivas do continente (Estados Unidos e Canadá) decidiram trazer suas principais forças paradesportivas ao Rio. Mesmo assim, o Brasil está disparado na frente no quadro de medalhas (na noite da sexta-feira 17 de agosto, antepenúltimo dia de competições, o país anfitrião tinha 58 medalhas de ouro, 18 à frente do vice-líder Canadá - no total, 167 medalhas e ainda contando).
Para o Olimpismo, porém, essa grande campanha não surpreende. Pra quem não sabe, o Brasil tem grande tradição em modalidades paradesportivas. O país costuma fazer grandes campanhas em Paraolimpíadas, costumando inclusive figurar nas primeiras posições no quadro de medalhas (em 2004, nos Jogos de Atenas, o Brasil ficou na 14ª posição, com 14 ouros e 33 medalhas no total). Disputando em casa e com o apoio da torcida, então, o primeiro lugar é até natural.
Que este evento seja um divisor de águas para que aqueles que superam os limites que lhes são dados pelos fatos da vida sejam vistos com mais atenção, tanto pelo público, quanto pela mídia e os empresários interessados em atrelar suas marcas a grandes atletas - mas, acima de tudo, a grandes vencedores.
11.8.07
Pensa que acabou? Ainda tem mais por uma semana!

Pra quem estava com saudades das emoções do Pan, elas estarão de volta a partir de amanhã, até o domingo seguinte. É a terceira edição dos Jogos Parapan-Americanos, cuja cerimônia de abertura será realizada neste domingo, na Arena Olímpica do Rio. Todas as suas competições serão classificatórias para as Paraolimpíadas de Pequim, no ano que vem.
Esta é a terceira edição do Parapan, e é a primeira realizada na mesma cidade-sede e logo em seqüência ao Pan (a primeira edição, em 1999, foi na Cidade do México; a segunda, em 2003, foi em Mar del Plata, na Argentina), usando as mesmas instalações - procedimento semelhante ao que é feito em nível mundial desde 1988, e que deverá ser adotado pelo Comitê Paraolímpico das Américas deste ano em diante.
Serão dez modalidades, praticadas por atletas portadores de diferentes tipos de deficiência. O Brasil, país de forte tradição no paradesporto, deverá lutar pela liderança no quadro de medalhas. E o melhor de tudo: a entrada para todas as provas é franca, obedecendo à ordem de chegada. Vamos prestigiar nossos atletas paradesportivos.

