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12.10.13

Com surpreendente facilidade, Lima sediará o Pan

Foi mais fácil do que se imaginava - na verdade, foi um verdadeiro massacre. Sim, a capital peruana era a grande favorita, mas não se esperava tamanha facilidade na votação que decidiu a sede dos Jogos Pan-Americanos de 2019, nesta sexta-feira, na sessão da ODEPA em Toronto, no Canadá - que sediará a edição de 2015, por sinal. Com 31 de 57 votos dados, Lima venceu a eleição logo na primeira rodada de votações e sediará a 18ª edição dos Jogos Pan-Americanos, além da sexta dos Jogos Parapan-Americanos. La Punta (ARG) e Santiago (CHI) tiveram nove votos cada; Ciudad Bolívar (VEN) teve oito.

Valeu a experiência adquirida na votação para sediar o Pan de 2015, na qual Lima ficou em segundo lugar, bem atrás de Toronto. Isso faz lembrar a estratégia do Rio de Janeiro em 2004, quando se candidatou a sede dos Jogos Olímpicos de 2012 - os cariocas não passaram da primeira fase de avaliação, ficando em sétimo lugar entre nove pré-candidatas (classificaram-se como cidades candidatas pelo COI, naquela ocasião, Paris, Madri, Londres, Nova Iorque e Moscou, nessa ordem; a alemã Leipzig ficou em sexto, e o Rio ficou à frente apenas de Istambul e Havana. Na fase final, no ano seguinte, Londres acabou eleita). Depois que o Rio foi eleito sede dos Jogos de 2016, em outubro de 2009, foi revelado que o fato de a cidade ter se postulado a sediar os Jogos de 2012, mesmo tendo pouquíssimas chances, era para ganhar experiência para a edição seguinte, no que acabou sendo bem-sucedida.

Os XVIII Jogos Pan-Americanos serão disputados de 26 de julho a 11 de agosto de 2019.

11.10.13

Na eleição para 2019, o Pan segue em sua afirmação

Nesta sexta-feira, será eleita na sessão da ODEPA (Organização Desportiva Pan-Americana) em Toronto, no Canadá, a cidade-sede dos XVIII Jogos Pan-Americanos e dos VI Jogos Parapan-Americanos. Uma coisa é certa: depois de 12 anos (a mais recente foi no Rio, em 2007), a maior competição esportiva das Américas voltará a ser disputada na América do Sul. Ciudad Bolívar (VEN), La Punta (ARG), Lima (PER) e Santiago (CHI) são as quatro cidades candidatas. E tudo indica que os Jogos voltarão a ser disputados numa capital nacional depois de 16 anos (a última foi em 2003, em Santo Domingo, na República Dominicana; a última vez em que o evento foi numa capital sul-americana foi em 1983, em Caracas, na Venezuela), pois Lima e Santiago são consideradas as favoritas para a vitória.


As demais candidatas o fazem mais para se afirmarem no cenário de seus países, auxiliando no seu crescimento em seus respectivos âmbitos nacionais. Localizada ao norte do estado de Bolívar, sudeste venezuelano, Ciudad Bolívar conta com uma presença esportiva relevante, no qual o grande destaque é o esgrimista Rubén Limardo, atual campeão olímpico na espada individual. A estrutura esportiva da cidade, com amplos ginásios, piscinas e centros de treinamento, é das mais importantes da Venezuela. Já a cidade argentina de La Punta, localizada na província de San Luis, terá que praticamente começar do zero caso ganhe a eleição, visto ter apenas um estádio de renome.


Já as duas capitais envolvidas deverão ser as que lutarão até o fim. Lima foi derrotada por Toronto (CAN) na corrida para sediar o Pan de 2015, mas ganhou experiência para tentar novamente receber o evento. Embora tenha recebido apenas os Jogos Sul-Americanos de 1990, a capital peruana confia na sua crescente estrutura esportiva, que inclui o remodelado Estádio Nacional. Já Santiago busca se redimir com o movimento esportivo pan-americano, visto ter desistido de sediar o evento duas vezes: em 1975, ainda em convulsão política devido ao golpe militar de dois anos antes, e em 1987, devido a dificuldades financeiras. A capital chilena tem uma das mais vistosas infraestruturas da América do Sul, e sediará a próxima edição dos Jogos Sul-Americanos, em 2014 (o fará pela segunda vez, já que isso ocorreu também em 1986). Além disso, o Chile receberá duas importantes competições de futebol em 2015: a Copa América e a Copa do Mundo Sub-17 (competições recentemente sediadas também pelos peruanos, ressalte-se).


Porém, mais do que decidir quem sediará o Pan de 2019, a eleição de hoje reafirma o crescimento da competição, depois de anos sendo ignorada por muita gente. Segundo registros, é a primeira vez em que um Pan tem tantas cidades querendo recebê-lo. Em toda a história da competição, houve registros de candidatura única, como a que elegeu Guadalajara a sede em 2011. Em 2002, quando o Rio ganhou o direito de sediar em 2007, teve apenas a norte-americana San Antonio como candidata. Já para 2015, Toronto derrotou Lima e a colombiana Bogotá. Tal crescimento apenas nos faz afirmar o quanto os Jogos Pan-Americanos, enfim, estão crescendo em importância no cenário esportivo internacional. Que continue assim, pois.

20.11.11

Parapan de Guadalajara comprova a excelente fase do paradesporto brasileiro


Encerrou-se neste domingo a quarta edição dos Jogos Parapan-Americanos, disputada em Guadalajara, no México. Mais uma vez, o Brasil obteve a liderança do quadro de medalhas com certa folga, comprovando a excelente fase que o paradesporto vive em nosso país. Os paratletas brasileiros obtiveram 81 medalhas de ouro, 61 de prata e 55 de bronze - total de 197 medalhas. Os Estados Unidos terminaram em segundo, com 51 ouros (132 medalhas no total), e o anfitrião México em terceiro, com 50 ouros (165 no total). Além disso, o Brasil assumiu a liderança histórica do quadro de medalhas do Parapan, com 336 ouros, 769 no total - ultrapassando o México, que agora tem 309 ouros (809 no total).

Além dos destaques individuais, principalmente no atletismo e na natação, vários esportes coletivos abrilhantaram a participação brasileira na capital do estado mexicano de Jalisco. O futebol de cinco, o golbol (no torneio masculino) e o vôlei sentado conquistaram o ouro e garantiram vaga nas Paraolimpíadas de Londres. O golbol feminino ficou com a prata e também se classificou, o mesmo ocorrendo com o basquete em cadeira de rodas feminino, que ficou com o bronze.

Os próximos Jogos Parapan-Americanos serão disputados de 7 a 14 de agosto de 2015, em Toronto, no Canadá.

12.11.11

Em Guadalajara, todos os limites serão superados


Depois do sucesso dos XVI Jogos Pan-Americanos, encerrados no último dia 30, a cidade mexicana de Guadalajara voltará a receber uma grande festa do esporte nas Américas. Desta vez, será a quarta edição dos Jogos Parapan-Americanos, que começa com a cerimônia de abertura neste sábado, no Estádio Pan-Americano de Atletismo.

Será a segunda vez em que o México receberá o evento - o primeiro Parapan da história foi lá, na Cidade do México (sede do Pan em 1955 e 1975), em 1999. Mar del Plata, que recebeu o Pan em 1995, sediou a segunda edição, em 2003. Mas desde 2007, quando o Parapan foi disputado no Rio de Janeiro, a competição é disputada sempre na mesma cidade que recebera o Pan no mesmo ano, nos moldes do que acontece desde 1988 nas Paraolimpíadas.

Em Guadalajara, competirão quase 1.400 atletas de 23 países. Serão disputadas medalhas em 13 modalidades (atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, futebol de cinco, golbol, halterofilismo deitado, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco e vôlei sentado). A grande maioria das competições será classificatória para os Jogos Paraolímpicos de 2012, em Londres.

O grande destaque deste Parapan deverá ser a briga pela liderança histórica entre mexicanos e brasileiros. Nos três Parapans disputados até hoje, os dois países ganharam o maior número de medalhas de ouro, com os anfitriões deste ano estando apenas três ouros à frente dos anfitriões anteriores (259 do México contra 256 do Brasil). Há quatro anos, disputando em casa, o Brasil obteve o maior número de ouros: 83, com 68 pratas e 77 bronzes. O Canadá foi o segundo colocado no quadro de medalhas, com 49 ouros (112 no total). Estados Unidos e México ficaram com 37 ouros cada, mas os norte-americanos ganharam uma prata a mais (44 a 43).

7.11.09

Pan 2015: Ganhou a melhor



Não houve surpresas na corrida para sediar os XVII Jogos Pan-Americanos e V Jogos Parapan-Americanos, a realizar-se em 2015. A cidade de Toronto, no Canadá, confirmou o favoritismo que tinha desde o início da campanha e conquistou o direito de sediar o Pan. Será a terceira vez que os canadenses sediarão o maior evento esportivo do Hemisfério Ocidental (as duas anteriores foram em Winnipeg, em 1967 e 1999).

Foi uma vitória fácil, obtida logo na primeira rodada de votação, por maioria absoluta de votos. Toronto conquistou 33 dos 52 votos possíveis, contra 11 de Lima (PER) e 7 de Bogotá (COL) - houve uma abstenção. Serão disputadas todas as 28 modalidades olímpicas (o golfe estreará no programa pan-americano; o rúgbi de sete terá feito sua estreia em 2011, nos Jogos de Guadalajara), além de outras nove ou dez não olímpicas - entre elas, segundo o previsto no projeto, o futsal, que estreou em 2007, no Rio, mas não estará em 2011. O Parapan seguirá a norma dos anteriores, com todas as modalidades classificatórias para os Jogos Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Os XVII Jogos Pan-Americanos serão disputados de 10 a 26 de julho de 2015; já os V Jogos Parapan-Americanos, de 7 a 14 de agosto do mesmo ano.

4.11.09

Candidaturas comprovam boa fase do Pan

Nesta semana, a ODEPA (Organização Desportiva Pan-Americana) escolherá a cidade que irá sediar a 17ª edição dos Jogos Pan-Americanos, a realizar-se em 2015. Bogotá (COL), Lima (PER) e Toronto (CAN) são as cidades candidatas. Duas coisas são certas: independentemente da cidade que for eleita, o Pan de 2015 quebrará o rodízio informal que vinha desde 1971 (desde então, os Jogos Pan-Americanos se alternam em edições sediadas nas Américas do Sul, do Norte e Central, o que será concluído em 2011, nos Jogos de Guadalajara, no México, América do Norte; não há nenhuma cidade centro-americana entre as candidatas, e sim duas sul-americanas e uma da América do Norte); e a boa fase que vive o evento depois da bem sucedida edição de 2007, no Rio de Janeiro, a ponto de despertar o interesse de cidades que querem sediar o evento.

Desde a escolha de Santo Domingo para sediar o Pan de 2003 (quando derrotou a mexicana Guadalajara e a colombiana Medellin), não se via mais do que duas cidades candidatas a sediar uma edição de Jogos Pan-Americanos. Talvez isso se deva ao pouco interesse que o evento desperta fora do continente americano, ou mesmo nos Estados Unidos. Mas o grande sucesso comercial do Pan de 2007 certamente despertou um pouco desse desejo em sediar a competição. Para sediar os Jogos de dois anos atrás, o Rio derrotou a cidade norte-americana de San Antonio, que é no máximo a terceira maior do Texas, e buscava ser a terceira de seu país a receber o Pan (Chicago, em 1959, e Indianápolis, em 1987, foram essas duas). Costumeiramente, há poucos candidatos a cada votação, ou mesmo candidaturas únicas - casos de San Juan, em 1979, e a própria de Guadalajara, que sediará em 2011 (a cidade mexicana foi confirmada como sede em 2006, um ano antes do Pan do Rio).

O fato de haver três candidaturas a sediar os Jogos Pan-Americanos pode ser encarado como um sinal de que uma boa organização possibilita um grande evento - exceto as edições disputadas na América do Norte e em Havana (1991), o Pan não levava a fama de ser bem-organizada antes de tomar lugar em terras cariocas. O nível das candidatas também é um indício: duas capitais sul-americanas (a última a sediar foi Caracas, em 1983) e a maior cidade da segunda maior economia do continente (entre as cidades canadenses, apenas Winnipeg sediou, por duas vezes, em 1967 e 1999) buscam essa indicação da ODEPA. Isso oferece uma perspectiva animadora, ainda mais com a recente eleição do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016. Basta lembrar que Toronto, por exemplo, candidatou-se a sede das Olimpíadas de 2008 - ficou em segundo lugar, perdendo para Pequim na segunda rodada de votação.

Toronto, aliás, é vista como a grande favorita para sediar o Pan de 2015, com um projeto dividido em três grandes zonas, que privilegiam a própria cidade e algumas vizinhas, situadas na região conhecida como Ferradura de Ouro, na província de Ontário (o atletismo, por exemplo, seria disputado num novo estádio, na cidade de Hamilton). Caso a cidade canadense seja escolhida, as cerimônias de abertura e de encerramento estarão programadas para ocorrer numa moderna arena multiuso, o Rogers Centre, com teto retrátil - o local sediaria também as finais do beisebol, modalidade que deixou de ser olímpica, mas continua pan-americana.

Mas a candidatura de Bogotá vem crescendo nos últimos dias (Cáli foi a única cidade colombiana a sediar o evento, em 1971). Para que logre sucesso, a capital da Colômbia conta com o voto de várias nações da América Latina - além dos Jogos Pan-Americanos, os colombianos disputam os Jogos Centro-Americanos e do Caribe, e sediarão a próxima edição dos Jogos Sul-Americanos (em 2010, na cidade de Medellin). A candidatura consiste em mostrar poucas distâncias entre os eventos esportivos - estão previstas apenas três modalidades distantes mais do que oito quilômetros da Vila Pan-Americana. O tradicional estádio El Campín (a um quilômetro da Vila) será remodelado para receber, além do futebol, o atletismo e as cerimônias de abertura e encerramento - teria, inclusive, seu nome mudado para Estádio Panamericano.

Embora seja vista como zebra, a candidatura de Lima mantém suas esperanças. Dentre os países candidatos, o Peru é o único que ainda não sediou os Jogos Pan-Americanos (a capital peruana sediou os Jogos Sul-Americanos em 1990). Os postulantes se baseiam em quatro grandes zonas de competição (Central - onde ficaria a Vila -, Norte, Sul e Leste), que não ficariam distantes uma da outra - a Leste, a mais distante, ficaria a no máximo 35 minutos da Vila Pan-Americana. O Estádio Nacional (palco das finais da Copa América de 2004 e da Copa do Mundo Sub-17 de 2005) seria reformado para receber o futebol e as cerimônias.

Qual das três candidaturas é a melhor? Com a palavra, a ODEPA.

19.8.07

Missão cumprida. Ou quase



A terceira edição dos Jogos Parapan-Americanos se encerrou hoje, no Rio, com a confirmação de duas coisas: a força do Brasil em competições paradesportivas (o país-sede foi o grande vencedor da competição, terminando em primeiro lugar no quadro geral de medalhas, com 83 ouros, 228 no total; o segundo colocado foi o Canadá, com 49 ouros); e o entrelaçamento definitivo do Pan e do Parapan quanto à cidade-sede: o Comitê Paraolímpico das Américas confirmou que a sede dos Jogos Parapan-Americanos de 2011 será mesmo a cidade mexicana de Guadalajara, que também sediará o Pan no mesmo ano.

Tudo bem, mas... As cerimônias de abertura e encerramento poderiam ter sido mais bem cuidadas, isso é fato. A de abertura, no domingo passado, realizada na Arena Olímpica do Rio, foi uma cópia-carbono e em níveis reduzidos da do Pan. Os organizadores poderiam ter criado uma cerimônia mais original, enfatizando a superação dos limites. Além disso, ela foi restrita a convidados das três esferas de governo, e nem todos compareceram - pra falar a verdade, uma minoria marcou presença nas cadeiras da Arena, fazendo-a ficar quase vazia. Se não podia fazer como fariam durante a competição - ou seja, entrada franca -, pelo menos poderiam fazer os que queriam assistir trocarem alimentos não-perecíveis por convites. Não faltariam interessados, com certeza.

Com a de encerramento, realizada hoje, foi ainda pior. Anteriormente, ela estava marcada também para a Arena Olímpica do Rio. Nesta quinta-feira, porém, os organizadores a transferiram para a Vila Pan-Americana, fazendo-a ficar restrita aos atletas e às autoridades. Ou seja, fechada ao público que queria coroar a bela campanha dos nossos paratletas. Pegou mal.

Ou seja, os organizadores perderam a oportunidade de fazer dos Jogos Parapan-Americanos de 2007 ainda melhores do que foram. Mesmo assim, valeu pela força de superação de nossos atletas, que venceram todos os limites (dos físicos aos financeiros) para dar o seu recado.

17.8.07

Cadê a surpresa?

Muitos estão se surpreendendo com a ótima campanha do Brasil nos Jogos Parapan-Americanos. Os organizadores e a grande maioria dos torcedores esperavam que os anfitriões brigassem, no máximo, pela terceira posição com o México. Como todas as modalidades do evento são classificatórias ou passíveis de índice para os Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008, as grandes forças esportivas do continente (Estados Unidos e Canadá) decidiram trazer suas principais forças paradesportivas ao Rio. Mesmo assim, o Brasil está disparado na frente no quadro de medalhas (na noite da sexta-feira 17 de agosto, antepenúltimo dia de competições, o país anfitrião tinha 58 medalhas de ouro, 18 à frente do vice-líder Canadá - no total, 167 medalhas e ainda contando).

Para o Olimpismo, porém, essa grande campanha não surpreende. Pra quem não sabe, o Brasil tem grande tradição em modalidades paradesportivas. O país costuma fazer grandes campanhas em Paraolimpíadas, costumando inclusive figurar nas primeiras posições no quadro de medalhas (em 2004, nos Jogos de Atenas, o Brasil ficou na 14ª posição, com 14 ouros e 33 medalhas no total). Disputando em casa e com o apoio da torcida, então, o primeiro lugar é até natural.

Que este evento seja um divisor de águas para que aqueles que superam os limites que lhes são dados pelos fatos da vida sejam vistos com mais atenção, tanto pelo público, quanto pela mídia e os empresários interessados em atrelar suas marcas a grandes atletas - mas, acima de tudo, a grandes vencedores.

11.8.07

Pensa que acabou? Ainda tem mais por uma semana!



Pra quem estava com saudades das emoções do Pan, elas estarão de volta a partir de amanhã, até o domingo seguinte. É a terceira edição dos Jogos Parapan-Americanos, cuja cerimônia de abertura será realizada neste domingo, na Arena Olímpica do Rio. Todas as suas competições serão classificatórias para as Paraolimpíadas de Pequim, no ano que vem.

Esta é a terceira edição do Parapan, e é a primeira realizada na mesma cidade-sede e logo em seqüência ao Pan (a primeira edição, em 1999, foi na Cidade do México; a segunda, em 2003, foi em Mar del Plata, na Argentina), usando as mesmas instalações - procedimento semelhante ao que é feito em nível mundial desde 1988, e que deverá ser adotado pelo Comitê Paraolímpico das Américas deste ano em diante.

Serão dez modalidades, praticadas por atletas portadores de diferentes tipos de deficiência. O Brasil, país de forte tradição no paradesporto, deverá lutar pela liderança no quadro de medalhas. E o melhor de tudo: a entrada para todas as provas é franca, obedecendo à ordem de chegada. Vamos prestigiar nossos atletas paradesportivos.