14.8.13

Em casa, Isinbayeva ganha o tri


Foto: Reuters
Depois de um longo e tenebroso inverno, a maior atleta do salto com vara em todos os tempos se redime diante de seus compatriotas. A russa Yelena Isinbayeva, bicampeã olímpica (2004 e 2008) e recordista mundial da modalidade com 5,06 metros (marca obtida em 2009), conquistou o tricampeonato mundial nesta terça-feira em Moscou, acabando com um jejum que durava seis anos (ganhou o título também em 2005 e 2007).
 
A russa ganhou a medalha de ouro com a marca de 4,89 metros. A norte-americana Jennifer Suhr ficou com o vice-campeonato, com 4,82 metros - mesma marca da terceira colocada, a cubana Yarisley Silva, atual campeã pan-americana, que o fez com um número maior de tentativas. A brasileira Fabiana Murer, que tentava o bicampeonato, acabou na quinta posição, com 4,65 metros.
 
Outro brasileiro disputou final nesta terça: nos 400 metros rasos, Anderson Henriques, de apenas 21 anos, terminou na oitava colocação, com o tempo de 45"03. O ouro ficou com o norte-americano LaShawn Merritt, com 43"74; a prata, com seu compatriota Tony McQuay, com 44"40; o bronze, com o dominicano Luguelín Santos, com 44"52. O granadino Kirani James, atual campeão olímpico, foi apenas o sétimo colocado (44"99).

11.8.13

A afirmação de Usain Bolt

Foto: Reuters
Neste domingo, o Estádio Lujníki testemunhou mais um título do jamaicano Usain Bolt nos 100 metros rasos. É o bicampeonato mundial do velocista, bicampeão também olímpico na mesma prova, além de ser o recordista mundial. Trata-se de um momento de afirmação, depois do fiasco de dois anos atrás, em Daegu (KOR), quando Bolt acabou desclassificado por queimar a largada na final da prova, vencida por seu compatriota Yohan Blake (que, contundido, não foi a Moscou defender o título).
 
Bolt ganhou o ouro com o tempo de 9"77, numa pista molhada pela chuva que atingia a capital russa. Em segundo, ficou o norte-americano Justin Gatlin, com 9"85. Em terceiro, outro jamaicano: Nesta Carter, com o tempo de 9"95.
 
No salto com vara feminino, a brasileira Fabiana Murer, atual campeã mundial, se classificou para a final, que será disputada na terça-feira, com a nona melhor marca (4,55 metros). A atleta de melhor desempenho foi a recordista mundial, a russa Yelena Isinbayeva (com a mesma marca, mas com menor número de tentativas). Na prova masculina, a final será amanhã, com Augusto de Oliveira entre os classificados.

10.8.13

Os melhores das pistas e das ruas estão em Moscou


Terá início neste sábado, em Moscou, o 14º Campeonato Mundial de Atletismo. A competição, que completa três décadas de existência (começou a ser disputada em 1983, em Helsinque), reúne os melhores atletas das ruas e das pistas em busca do título mundial.
 
O evento era quadrienal nas três primeiras edições - em 1991, passou a ser bienal, assim sendo até hoje. Neste ano, na capital russa, quase dois mil atletas de 206 delegações disputarão medalhas em 47 eventos. Porém, o campeonato está desfalcado devido a casos de doping revelados alguns meses antes, o que causou a suspensão de vários velocistas consagrados, como o norte-americano Tyson Gay, integrante da equipe vice-campeã olímpica do revezamento 4x100 metros no ano passado, e o jamaicano Asafa Powell, ex-recordista mundial dos 100 metros rasos.
 
O palco principal do Mundial será o tradicional Estádio Lujníki, que sediou o próprio atletismo e as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de 1980, e fechará para obras visando a Copa do Mundo de Futebol de 2018, da qual sediará a abertura e a final.

4.8.13

Brasil ganha seu maior número de medalhas em um Mundial de Esportes Aquáticos

Foto: AFP
O Brasil ganhou uma medalha no último dia de competições do Mundial de Esportes Aquáticos, encerrado neste domingo em Barcelona, na Espanha. Na final dos 400 metros quatro estilos, do masculino, Thiago Pereira ficou com a medalha de bronze (repetindo o desempenho na final dos 200 metros quatro estilos), com o tempo de 4'09"48. O campeão foi o japonês Daiya Seto, que obteve 4'08"69; a prata foi para o norte-americano Chase Kalisz, com 4'09"22.
 
Com esta derradeira subida ao pódio, o Brasil terminou na oitava colocação no quadro geral de medalhas, com três de ouro, duas de prata e cinco de bronze - dez medalhas no total. Há dois anos, em Xangai (CHN), o Brasil tinha ganho apenas quatro medalhas, todas de ouro. Levando-se em consideração o número de medalhas ganhas, este foi o melhor desempenho brasileiro na história da competição, superando exatamente a obtida há dois anos.
 
Mais uma vez, os Estados Unidos terminaram na liderança no quadro de medalhas, com 15 ouros, 10 pratas e nove bronzes. A China terminou em segundo, com 14 ouros, oito pratas e quatro bronzes; já a Rússia foi a terceira, com nove ouros, seis pratas e quatro bronzes. E será exatamente a Rússia a anfitriã da próxima edição do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos - de 19 de julho a 4 de agosto de 2015, na cidade de Kazan.

3.8.13

Cielo, o primeiro tricampeão mundial

Foto: AP
Um momento histórico ocorreu neste sábado no Palau Sant Jordi, em Barcelona: o brasileiro César Cielo Filho se sagrou o primeiro nadador tricampeão mundial dos 50 metros nado livre. Depois dos títulos mundiais na mais rápida prova da natação conquistados em 2009, em Roma, e em 2011, em Xangai (além de duas medalhas olímpicas, o ouro em 2008 e o bronze em 2012), o maior nadador brasileiro de todos os tempos segue fazendo história. E com um sabor todo especial.
 
Afinal, este título marca a redenção do brasileiro, depois de uma fase que não foi das melhores. O bicampeonato, há dois anos, já tinha sido sob o impacto de um resultado positivo em um exame antidoping em que o nadador foi advertido pela CBDA e, posteriormente, pela FINA e pelo Tribunal Arbitral do Esporte. Um ano depois, Cielo era o favorito para conquistar o bicampeonato olímpico nos 50 metros livre em Londres, mas ficou apenas com o bronze. Alguns meses mais tarde, teve que se submeter a operações nos dois joelhos, que o deixaram um bom tempo parado.
 
O Mundial de Barcelona serviu para dar afirmação ao brasileiro, que não era o favorito para o título - os franceses eram os mais cotados. No final das contas, Florent Manaudou, atual campeão olímpico da prova, terminou apenas na quinta colocação - Frédérick Bousquet foi só o oitavo. Cielo ganhou o tri mundial com o tempo de 21"32. O russo Vladimir Morozov foi prata, com 21"47; George Bovell, de Trinidad e Tobago, ficou com o bronze, com 21"51.
 
Com esta terceira medalha de ouro no Mundial (a segunda para Cielo, campeão também nos 50 metros borboleta), o Brasil está em sexto no quadro de medalhas, com também duas pratas e quatro bronzes. Os Estados Unidos assumiram a liderança no quadro geral, com 14 ouros, oito pratas e sete bronzes.

1.8.13

Mais uma medalha para o Brasil no Mundial de natação


Nesta quinta-feira, o Brasil ganhou mais uma medalha no Mundial de Esportes Aquáticos, em Barcelona. Nos 200 metros quatro estilos, Thiago Pereira foi bronze com o tempo de 1'56"30, apenas um centésimo atrás do vice-campeão, o japonês Kosuke Hagino. O campeão foi o norte-americano Ryan Lochte, com o tempo de 1'54"98.
 
Com mais esta subida ao pódio, o Brasil está em sexto lugar no quadro de medalhas, com dois ouros, duas pratas e quatro bronzes - está empatado com a Austrália, que está em quinto por ter quatro pratas a mais. A China segue na liderança, com treze ouros, sete pratas e três bronzes.

29.7.13

Cielo é, mais uma vez, bicampeão mundial

Foto: Reuters
O nadador brasileiro César Cielo Filho conquistou nesta segunda-feira mais um bicampeonato mundial. Na final dos 50 metros nado borboleta, prova realizada no Palau Sant Jordi, em Barcelona, Cielo ganhou o ouro com o tempo de 23"01 - quatro centésimos à frente do norte-americano Eugene Godsoe, vice-campeão. O bronze ficou com o francês Frédérick Bousquet, com 23"11. O brasileiro Nicholas Santos, que havia feito o melhor tempo das semifinais, acabou na quarta colocação, com 23"21.
 
Além de Cielo, outro brasileiro subiu ao pódio nesta segunda. Na prova de 100 metros nado peito, Felipe Lima ganhou o bronze com o tempo de 59"65 - atrás apenas do campeão, o australiano Christian Sprenger, que obteve 58"79, e do vice, o sul-africano Cameron van der Burgh, que marcou 58"97.
 
Com estas duas medalhas e o bronze ganho pela equipe de maratona aquática (Allan do Carmo, Samuel de Bona e Poliana Okimoto), o Brasil ocupa a quinta colocação do Mundial de Esportes Aquáticos, com dois ouros, duas pratas e três bronzes. A China lidera, com dez ouros, seis pratas e dois bronzes.
 
As boas notícias para os esportes aquáticos brasileiros, porém, não se resumiram ao ocorrido dentro das piscinas: também nesta segunda, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, anunciou sua desistência em demolir o Parque Aquático Júlio Delamare, situado no Complexo Esportivo do Maracanã, alegando ter recebido muitas manifestações contrárias ao ato. Certamente, o governador temia ficar com sua imagem ainda mais desgastada, desta vez frente à classe esportiva, ainda escaldada com a polêmica reforma do complexo e os gastos com ela acarretados. Antes tarde do que nunca, portanto.

23.7.13

Um momento histórico para a natação feminina brasileira

Foto: Reuters
Esta terça-feira foi histórica para a natação feminina do Brasil: no Mundial de Esportes Aquáticos, que está sendo disputado em Barcelona, na Espanha, o país ganhou ouro e prata na maratona aquática de 10 quilômetros. Poliana Okimoto (que tinha ficado com a prata na prova de cinco quilômetros) ficou com o ouro, com o tempo de 1:58'19"2. A prata ficou com Ana Marcela Cunha (bronze na prova anterior), com 1:58'19"5. Já o bronze foi conquistado pela alemã Angela Maurer (1:58'20"2).

Com as quatro medalhas ganhas nas maratonas aquáticas (um ouro, duas pratas e um bronze), o Brasil ocupa a terceira colocação no quadro geral de medalhas (a China lidera com cinco ouros, duas pratas e dois bronzes; a Rússia é a segunda colocada, com três ouros e duas pratas).

20.7.13

Barcelona recebe o melhor do esporte aquático mundial

Começou neste sábado em Barcelona, na Espanha, a 15ª edição do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, que a cada dois anos reúne o melhor do esporte aquático mundial em diferentes modalidades: natação, polo aquático, nado sincronizado, maratona aquática, saltos ornamentais e salto de penhasco, que estreia neste ano. A competição é disputada desde 1973 e esta é a terceira vez em que a Espanha recebe o evento - Madri sediou em 1986 e Barcelona, pela primeira vez, em 2003. Na verdade, a edição deste ano seria em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que desistiu por problemas financeiros.
 
O palco principal deste Mundial é o Palau Sant Jordi, que recebeu as finais de vôlei e handebol, além da ginástica artística, nos Jogos Olímpicos de 1992, e que agora sediará os torneios de natação e nado sincronizado. Outros dois locais de disputas olímpicas 21 anos atrás também receberão competições: os saltos ornamentais serão na Piscina Municipal de Montjuïc (que recebeu a mesma modalidade e também a fase inicial do polo aquático em 1992), e o polo aquático será no Complexo Aquático Bernat Picornell (que na disputa olímpica recebeu as finais da mesma modalidade, além de ser o palco da natação e do nado sincronizado, e da parte aquática do pentatlo moderno). Já as competições de maratona aquática e salto de penhasco serão no tradicional Port Vell, zona portuária da cidade catalã.
 
O Brasil conquistou suas primeiras medalhas neste sábado, ambas na maratona aquática de cinco quilômetros: prata para Poliana Okimoto (56'34"4) e bronze para Ana Marcela Cunha (56'44"4). O ouro ficou com a norte-americana Haley Anderson (56'34"2).

6.7.13

Buenos Aires receberá a segunda Olimpíada sul-americana

Foto: Divulgação
O Comitê Olímpico Internacional decidiu, nesta quinta-feira, qual será a cidade-sede da terceira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, a ser disputada em 2018. E, dois anos depois de o Rio de Janeiro receber a maior festa esportiva mundial, mais uma grande cidade da América do Sul receberá um evento oficial do COI. 

Buenos Aires, que em setembro deste ano já receberá a Sessão do COI que decidirá qual será a sede dos Jogos Olímpicos de 2020 (Istambul, Madri e Tóquio são as cidades candidatas), sediará esta que já é considerada a maior competição esportiva das divisões de base. Isso sem ter sido a grande favorita, assim como era o Rio na batalha para sediar a Olimpíada de 2016. Na verdade, a capital argentina era o grande azarão, visto que suas duas concorrentes (a britânica Glasgow e a colombiana Medellin) têm em comum o fato de terem maior experiência recente em receber competições poliesportivas (os portenhos receberam os Jogos Sul-Americanos em 2006, mas a cidade colombiana recebeu a edição seguinte, em 2010, e os escoceses sediarão a próxima edição dos Jogos da Comunidade Britânica, em 2014). Porém, a maior tradição dos argentinos pesou na escolha do COI.

Na primeira rodada da votação, Buenos Aires teve 40 votos, enquanto Medellin teve 32 e Glasgow, 13. Na rodada final, os portenhos tiveram 49 votos, enquanto Medellin teve dez votos a menos. Os III Jogos Olímpicos da Juventude serão realizados de 11 a 23 de setembro de 2018, e o Estádio Monumental de Núñez deverá receber as cerimônias de abertura e encerramento, além do atletismo.

A primeira edição do evento foi disputada em agosto de 2010, na Cidade de Cingapura. Mais de 3.500 atletas de 205 delegações disputaram medalhas em 26 modalidades esportivas. A competição foi considerada um sucesso, causando expectativas para a próxima edição, que será disputada de 16 a 28 de agosto de 2014, em Nanquim, na China. Um fato curioso: nenhuma das três primeiras edições dos Jogos Olímpicos da Juventude teve ou terá local no continente europeu.