9.7.11

Mais uma vez, Brasil tem a Rússia pela frente



Pelo segundo ano consecutivo, Brasil e Rússia farão a final da Liga Mundial de Vôlei. O Brasil, que tenta seu décimo título da competição (o terceiro seguido), derrotou a Argentina na semifinal por 3 a 0. O placar sugere um jogo fácil, mas a atual boa fase do vôlei argentino desmente tal pensamento. As parciais foram equilibradíssimas (25/22, 42/40 e 25/23), o que permite imaginar que os vizinhos voltarão a dar trabalho num futuro não tão distante. Já a Rússia venceu a anfitriã Polônia por 3 a 1 (25/22, 25/23, 22/25 e 25/17).


Neste domingo, em Gdansk, brasileiros e russos farão sua quinta final da Liga Mundial. Os brasileiros estão em vantagem, com três vitórias. A primeira conquista da Liga, em 1993, foi numa final contra a Rússia: vitória por 3 a 0, em São Paulo. As demais vitórias brasileiras foram por 3 a 1: em 2007, na cidade polonesa de Katowice, e no ano passado, em Córdoba, na Argentina. E a única vez em que a Rússia ganhou a Liga Mundial, em 2002, foi exatamente numa final contra o Brasil: vitória por 3 a 1, em Belo Horizonte.

8.7.11

Brasil na semifinal da Liga Mundial

Está em disputa na Polônia a fase final da Liga Mundial de Vôlei, e o Brasil segue firme em busca do decacampeonato. Na cidade de Gdansk, os atuais tricampeões mundiais já completaram sua participação no Grupo F. Os jogos não foram nada fáceis: nas duas primeiras rodadas, o Brasil obteve difíceis vitórias, de virada, sobre Cuba, por 3 a 2 (18/25, 21/25, 25/16, 30/28 e 15/12), e Estados Unidos, por 3 a 1 (15/25, 25/22, 25/22 e 25/15) - ou seja, as reedições das últimas finais do Mundial e das Olimpíadas.


Na última rodada, o Brasil, já classificado, reeditou a final da própria Liga Mundial do ano passado, contra a também garantida Rússia (foto). Mais relaxados, os brasileiros sucumbiram ao maior volume de jogo dos russos, que venceram sem dificuldades, por 3 a 0 (25/20, 25/20 e 25/17). Com isso, a Rússia se classificou em primeiro no Grupo F, e o Brasil foi o segundo colocado.


Apesar da derrota, o Brasil garantiu a hegemonia da Liga Mundial por pelo menos mais um ano, já que a Itália, oito vezes campeã, foi eliminada pela Bulgária, ao perder por 3 a 0 (25/22, 25/22 e 25/21). Os brasileiros enfrentarão a renascida Argentina na semifinal.

7.7.11

O drama de Cielo



Na última sexta-feira, foi divulgado pela CBDA que quatro nadadores (entre eles, o campeão olímpico e recordista mundial César Cielo Filho) foram flagrados em um exame antidoping realizado durante o Troféu Maria Lenk desta temporada. Todos os quatro nadadores tiveram resultado positivo na substância Furosemida, que não é considerada doping, mas pode servir para mascarar substâncias dopantes, e a punição pode variar de uma simples advertência a uma suspensão por dois anos. A CBDA advertiu os nadadores e anulou-lhes os resultados no Maria Lenk, mas a FINA, a Federação Internacional de Natação, pretende dar uma punição maior.


Contudo, a instância máxima da natação mundial deixou o caso nas mãos da Corte Arbitral do Esporte, pedindo regime de urgência para resolver o problema a tempo da realização das Olimpíadas de Londres, que começarão daqui a um ano e 20 dias (isso depende do tempo de julgamento e do período de uma possível suspensão). No final deste mês, será disputado o Mundial de Esportes Aquáticos, em Xangai, na China, e a FINA quer que uma resposta seja dada antes disso.


Os nadadores acusados argumentam que o complemento alimentar, oriundo de uma farmácia de manipulação da cidade paulista de Santa Bárbara d'Oeste (terra natal de Cielo) que eles tomavam - e que teria originado toda a polêmica - sofreu um erro durante o processo manipulatório. Isso foi negado pela farmácia, embora ela tenha admitido a hipótese de contaminação por via aérea. Cielo conta com seu histórico de aprovações em constantes exames antidoping para construir sua defesa. Mas a FINA costuma ser implacável com a substância Furosemida: a menor suspensão dada por causa da substância foi de seis meses, mas ela costuma ser de dois anos. Se o julgamento for ágil e a suspensão menor se repetir, Cielo ficará de fora no máximo dos Jogos Pan-Americanos, que serão disputados em outubro, em Guadalajara, voltando a tempo de disputar as Olimpíadas.


Foto: Lancepress!

6.7.11

Pyeongchang 2018: Uma vitória tão incontestável quanto merecida

E, mais uma vez, a favorita ganhou. Como tinha acontecido na corrida para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, quando o Rio de Janeiro cresceu na reta final, um país sediará pela primeira vez uma edição das Olimpíadas de Inverno. Pyeongchang, na Coreia do Sul, confirmou o seu favoritismo ganhando o direito de receber o maior evento esportivo no gelo e na neve com sobras.

Dos 95 delegados do COI que votaram em uma das candidatas, 63 deram seu voto à cidade sul-coreana, dando a ela a vitória logo na primeira rodada, por maioria absoluta - o que premia a persistência da cidade sul-coreana de cerca de 50 mil habitantes, situada na região de Gangwon, no nordeste do país, que havia perdido por pouco para Vancouver (na corrida para sediar em 2010) e Sochi (para 2014). 25 votos foram para a alemã Munique, e 7 foram para a francesa Annecy.

Os XXIII Jogos Olímpicos de Inverno serão disputados em Pyeongchang de 9 a 25 de fevereiro de 2018. Pouco depois, a mesma cidade sediará os XII Jogos Paraolímpicos de Inverno.

5.7.11

Olimpíadas de Inverno 2018: Poucas candidatas, muitas promessas

Está sendo realizada em Durban, na África do Sul, a 123ª sessão do Comitê Olímpico Internacional. Em seu encerramento, amanhã, o presidente do COI, Jacques Rogge, anunciará a cidade eleita como sede dos XXIII Jogos Olímpicos de Inverno, que serão em 2018. Diferentemente do que ocorre na sua versão mais famosa, a de verão (em que cidades do mundo inteiro costumam se acotovelar pelo simples direito de ser candidata a sede), para estas Olimpíadas de Inverno há apenas três cidades candidatas: a francesa Annecy, a alemã Munique e a sul-coreana Pyeongchang. Poucas cidades candidatas, mas muitas promessas de grandiosidade.


A candidatura mais modesta parece ser a da francesa Annecy, a menos cotada para vencer a disputa - apesar de não faltar experiência à França, que sediou três edições das Olimpíadas de Inverno (a primeira, em 1924, em Chamonix; 1968, em Grenoble; e 1992, em Albertville). Annecy, aliás, é quase vizinha a Chamonix (pouco mais de 100 quilômetros de distância), prevista para ser subsede olímpica em caso de vitória.


As duas adversárias são as grandes favoritas, e lutam, cada uma a seu modo, pelo ineditismo. Munique quer ser a primeira sede de uma Olimpíada de Verão (em 1972) a também receber os Jogos de Inverno. Assim como a candidatura francesa, a cidade da região da Baviera pretende usar como local de competição uma sede anterior, Garmisch-Partenkirchen (única cidade da Alemanha a receber o evento, em 1936, mesmo ano em que sua capital Berlim recebeu os Jogos de Verão). Os alemães contam com um elenco de grandes esportistas do passado e do presente para tentar convencer o Colégio Eleitoral do COI, para que sedie sua primeira Olimpíada após a reunificação, em 1990.


Já a cidade de Pyeongchang, na Coreia do Sul, tem a persistência (é a terceira candidatura seguida) como trunfo, além de ser mais identificada pelo gosto de novidade que tanto anda sensibilizando o COI há vários anos. No Extremo Oriente, apenas o Japão sediou Olimpíadas de Inverno (Sapporo, em 1972, e Nagano, em 1998). Ou seja, a busca por novos horizontes (algo explicitado por seu lema) norteia a candidatura - os Jogos seriam sediados em um país inédito pela segunda vez consecutiva, já que a Rússia receberá pela primeira vez em 2014, em Sochi.


Tudo leva a crer que, depois de perder por pouco duas vezes (para Vancouver e Sochi), desta vez Pyeongchang tem tudo para levar essa. O segredo, dizem, é vencer logo na primeira rodada por maioria absoluta de votos, já que são apenas três cidades candidatas. Como Annecy deverá ser a última colocada, um duelo entre Munique e Pyeongchang na rodada decisiva pode ter resultados imprevisíveis. O nível entre as duas favoritas é tão grande que, caso Pyeongchang vença para 2018, Munique largará desde já como a grande favorita para 2022.

20.6.11

O vôlei de praia brasileiro domina o mundo



Neste final de semana, foram decididos os Campeonatos Mundiais de Vôlei de Praia, no Foro Itálico, em Roma, na Itália. E os resultados consolidaram a boa fase que a modalidade vive no Brasil, dando grandes esperanças de medalha nas Olimpíadas de Londres.


O Mundial feminino teve uma decisão emocionante e histórica. A dupla brasileira Juliana/Larissa venceu as norte-americanas bicampeãs olímpicas (2004 e 2008) e tricampeãs mundiais (2003, 2005 e 2007) Walsh/May-Treanor por 2 a 1 (21/17, 13/21 e 16/14), acabando com um jejum de dez anos do país - a última dupla brasileira a ganhar o Mundial fora Adriana Behar/Shelda, em 1999 e 2001 (o primeiro Mundial foi conquistado pelo Brasil em 1997, com as campeãs olímpicas Jacqueline/Sandra Pires). As brasileiras, junto com o seu inédito título mundial (e o quarto do país), ganharam mil pontos no ranking da FIVB que classifica para os Jogos Olímpicos.


Já no masculino, nem foi preciso sofrer tanto. Pudera: o Mundial foi decidido por duplas brasileiras - foi a primeira vez em que a final da competição foi feita por duplas de um mesmo país. E a experiência falou mais alto: Alison/Emanuel venceram Márcio/Ricardo por 2 a 0 (21/16 e 21/15). É a terceira conquista de um Mundial por Emanuel (que havia sido campeão em 1999, em dupla com Loiola, e 2003, com o próprio Ricardo, em dupla que seria campeã olímpica no ano seguinte), e a primeira de Alison, vice-campeão em 2009 (em dupla com Harley). No total, é o quinto título mundial de uma dupla brasileira em oito edições disputadas.


Foto: AFP

17.6.11

Oficializaram o superfaturamento!

Claro, não era nenhuma surpresa – mesmo assim, é inaceitável que a Câmara dos Deputados aprove a lei que facilite o superfaturamento nas obras de construção de arenas esportivas e manutenção e aprimoramento de infraestrutura na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. A tal lei aprovada flexibiliza licitações e dificulta a fiscalização do processo de construção.

O pior é que tudo leva a crer que tenha sido proposital a demora de várias obras, porque muita gente sabia que, mais cedo ou mais tarde, isso iria acontecer. Nossos governantes não são conhecidos exatamente pela lisura, convenhamos. Já tivemos uma mostra disso que poderá acontecer daqui a três anos há quatro, nos Jogos Pan-Americanos do Rio, quando os gastos extrapolaram os limites do aceitável por causa da demora em fazer tais obras. Agora com a chancela dos deputados federais, tudo indica que o filme se repetirá, com final nada feliz para os contribuintes.

Essa medida provisória ainda poderá ser barrada pelo Senado, mas terá que haver muito clamor popular e muita pressão da sociedade e da imprensa para que isso ocorra. Enquanto isso, preparemos nossos bolsos, porque as consequências desses fatos nos deverão ser os mais nefastos possíveis.

7.6.11

Organização dos Jogos Olímpicos Rio 2016 recebe elogios de representantes do COI

Nesta terça-feira, deu-se a abertura da segunda visita anual de inspeção da delegação do Comitê Olímpico Internacional no Rio de Janeiro, para conferência dos preparativos da cidade para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. A presidente da comissão, Nawal el-Moutwakel, elogiou os preparativos da capital fluminense para a competição, assim como a sintonia entre as esferas governamentais, que segundo ela vêm fazendo progressos na condução das obras.


De fato, se há algo de que ninguém pode reclamar, é de falta de ação do poder público na evolução dos preparativos. A expansão do metrô para a Barra da Tijuca segue em frente, apesar de algumas polêmicas na localização de algumas estações. Os corredores de ônibus (Transolímpica, Transoeste e Transcarioca) estão com obras em andamento. Faltam apenas o início das atividades da Autoridade Pública Olímpica e a licitação do Centro Olímpico de Treinamento, entre outras atividades.


Foto: Marcelo Piu/Agência O Globo

14.4.11

Faltam seis meses para o Pan


Nesta quinta-feira, faltam seis meses para a cerimônia de abertura dos XVI Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara, no México. Ela será realizada no moderno Estádio Omnilife, pertencente ao Chivas Guadalajara, o mais popular clube do país, que sedia a competição pela terceira vez (as duas primeiras, em 1955 e 1975, foram na Cidade do México).


A maior parte das competições será disputada na capital do estado de Jalisco, mas outras cidades sediarão provas importantes. Puerto Vallarta, no litoral, sediará as provas de vela, triatlo, maratona aquática e vôlei de praia. Ciudad Guzmán sediará o remo e a canoagem, e Tlaquepaque, o estreante rúgbi de sete; já Tapalpa sediará o mountain bike e Lagos de Moreno, o beisebol.


Quarenta e um países disputarão a competição, além de uma delegação das ex-Antilhas Holandesas, dissolvidas mediante referendo no ano passado.

6.4.11

Será que não dá pra trocar os dois eventos, não?


Claro que é impensável seguir ao pé da letra a proposta brincalhona do título deste texto e inverter as realizações da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Mas não deixa de ser evidente que, mesmo tendo sido confirmado dois anos depois, o Comitê Organizador Rio 2016 anda trabalhando bem mais em conjunto com as esferas de governo do que o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, que vem recebendo críticas da FIFA pela lentidão do seu trabalho. A organização olímpica, pelo contrário, vem só ganhando elogios do COI.


Isso não vem acontecendo apenas às vistas da sociedade, com a atitude de cada comitê organizador no que se refere a fazer obras de construção de locais de prova e infraestrutura. Essa diferença existe na maior abertura dos olímpicos em relação aos mundialistas sobre a lisura do processo de financiamento e gerência de recursos. O contrato social da Copa privilegia a CBF, que fica com a maior parte dos recursos, enquanto o das Olimpíadas divide mais os custos. Assim, a garantia de que o dinheiro será mais bem utilizado é maior.


Não se sabe se a conduta do Comitê Olímpico Brasileiro é coerente com a transparência do CO-Rio 2016. Mas a do Comitê da Copa do Mundo parece seguir bem o que a CBF anda sendo nos últimos anos: paternalista, questionável e de pouca eficiência.