3.11.10

Brasil 100% no vôlei

O Brasil fez ótima campanha na primeira fase do Campeonato Mundial Feminino de Vôlei, que está sendo disputado no Japão. Pela quarta rodada, a seleção derrotou Porto Rico por 3 a 0 (25/20, 25/18 e 25/20), numa partida em que a equipe decidiu fazer experiências, colocando várias reservas em quadra. Na última rodada, o Brasil arrasou a forte Itália, também por 3 a 0 (25/16, 25/19 e humilhantes 25/7), em pouco mais de uma hora de partida, despedindo-se de Hamamatsu. Assim como os demais primeiros colocados, o Brasil venceu todos os seus cinco jogos na primeira fase.

Agora Brasil, Holanda, Itália e República Tcheca, classificadas do Grupo B, concentram seus esforços na segunda fase, em que enfrentarão as equipes classificadas do Grupo C (Estados Unidos, Alemanha, Cuba e Tailândia), com quem formam o Grupo F, na cidade de Nagoia. No próximo sábado, o Brasil enfrenta a Tailândia; no domingo, faz o clássico contra Cuba; na terça, dia 9, enfrenta a Alemanha e, no dia seguinte, os Estados Unidos. No Grupo E, em Tóquio, os classificados do Grupo A (Japão, Sérvia, Polônia e Peru) enfrentarão os do Grupo D (Rússia, Coreia do Sul, Turquia e China). Os dois primeiros colocados de cada grupo irão às semifinais.

31.10.10

Mundial Feminino de Vôlei: Um susto e uma moleza

O Brasil segue invicto no Mundial Feminino de Vôlei, que está sendo disputado no Japão. Depois da fácil estreia contra o Quênia, as campeãs olímpicas tiveram certa dificuldade para superar a República Tcheca, mas venceram por 3 a 2 (22/25, 25/22, 23/25, 25/20 e 15/9). Neste domingo, o Brasil derrotou a Holanda por 3 a 0 (25/19, 25/18 e 25/14).

Além de Brasil e Itália, no Grupo B, estão invictas após três rodadas as seleções de Japão, Sérvia (Grupo A), Estados Unidos (Grupo C), Rússia e Coreia do Sul (Grupo D), também com três vitórias cada.

29.10.10

Uma estreia previsivelmente fácil

O Brasil estreou com vitória no Mundial Feminino de Vôlei, hoje, em Hamamatsu, no Japão. As atuais campeãs olímpicas derrotaram Quênia por 3 a 0 (25/15, 25/16 e 25/11), sem sustos. A atacante Jaqueline foi o grande destaque da partida. O próximo jogo será contra a República Tcheca, derrotada pela Holanda por 3 a 0 (26/24, 25/20 e 25/14). No outro jogo do Grupo B, a Itália venceu Porto Rico pelo mesmo placar (25/20, 25/11 e 25/18).

Pelo Grupo A, as anfitriãs japonesas sofreram para derrotar a Polônia, por 3 a 2, de virada (26/28, 21/25, 25/20, 25/23 e 15/12). Na mesma chave, Peru e Sérvia não tiveram trabalho para derrotar Argélia e Costa Rica, por 3 a 0. As grandes surpresas da primeira rodada foram as vitórias da Croácia sobre Cuba por 3 a 0 (25/23, 34/32 e 25/21), pelo Grupo C, e da Turquia sobre a China por 3 a 1 (19/25, 25/14, 25/20 e 25/17), pelo Grupo D.

28.10.10

Mais uma chance para as meninas do Brasil começa


A 16ª edição do Campeonato Mundial Feminino de Vôlei terá início nesta sexta-feira, no Japão - que sedia a competição pela quarta vez, a segunda consecutiva. A Rússia, atual campeã, é também a maior detentora de títulos, com seis conquistas (sendo que a extinta União Soviética ganhou cinco vezes, em 1952, 1956, 1960, 1970 e 1990). Cuba (1978, 1994 e 1998) e Japão (1962, 1967 e 1974) ganharam três vezes cada; a China foi campeã em 1982 e 1986 (com direito a um ouro olímpico entre essas conquistas) e a Itália ganhou em 2002. O Brasil, atual campeão olímpico, ainda não tem o Mundial na sua galeria: foi vice-campeão duas vezes, em 1994 e 2006, e tentará mais uma vez o título inédito. Não será fácil, já que duas importantes jogadoras (Mari e Paula Pequeno) estão fora por contusão.

O regulamento segue o de competições anteriores (era o mesmo do masculino até 2006): na primeira fase, 24 seleções são divididas em quatro grupos de seis cada. Os quatro primeiros de cada se classificam para a segunda fase, onde levam os pontos conquistados contra as demais equipes classificadas (os qualificados dos Grupos A e D formarão o Grupo E, ao passo que os dos Grupos B e C estarão no Grupo F). Os dois primeiros de cada grupo se classificam às semifinais.

Estes são os grupos da primeira fase:

  • Grupo A (Tóquio): Argélia, Costa Rica, Japão, Peru, Polônia e Sérvia
  • Grupo B (Hamamatsu): Brasil, Holanda, Itália, Porto Rico, Quênia e República Tcheca
  • Grupo C (Matsumoto): Alemanha, Cazaquistão, Croácia, Cuba, Estados Unidos e Tailândia
  • Grupo D (Osaka): Canadá, China, Coreia do Sul, República Dominicana, Rússia e Turquia

O Brasil estreia nesta sexta, 29, contra o Quênia. No dia seguinte, enfrenta a República Tcheca; no dia 31, pega a Holanda; no dia 2, enfrenta Porto Rico; e se despede da primeira fase contra a Itália, no dia 3.

14.10.10

Altos e baixos em terras indianas

Terminou nesta quinta-feira a 19ª edição dos Jogos da Comunidade Britânica, com a cerimônia de encerramento realizada no estádio Jawaharlal Nehru, em Nova Délhi. Como dito aqui, a organização foi marcada por vários problemas antes e durante o evento, em um país que guarda muitas semelhanças com o Brasil - o que serve de aviso para os organizadores dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

De todo modo, uma grande festa do esporte se deu em terras indianas. A Austrália, grande potência entre os países membros da Commonwealth, terminou em primeiro lugar no quadro de medalhas, com 74 medalhas de ouro, 55 de prata e 48 de bronze, 177 no total. A Índia fez uma excelente campanha em seus domínios e terminou num surpreendente segundo lugar, com 38 ouros, um a mais que a Inglaterra, terceira colocada. O Canadá acabou em quarto lugar, com 26 ouros, e a África do Sul foi a quinta, com 12.

A próxima edição dos Jogos da Comunidade Britânica será disputada de 23 de julho a 3 de agosto de 2014, em Glasgow, na Escócia.

11.10.10

Renovar certo dá resultados

O Brasil conquistou o tricampeonato mundial masculino de vôlei com a vitória por 3 a 0 (25/22, 25/14 e 25/22) sobre Cuba graças a sua capacidade de renovar certo, usando as melhores peças quando preciso. Parece meio óbvio, mas funciona perfeitamente. Dos doze jogadores que disputaram o Mundial, apenas dois (Dante e Giba) haviam competido em edições anteriores. Até mesmo Murilo, eleito o melhor jogador da competição, era novato em Mundiais.

Como dito aqui anteriormente, a política da Confederação Brasileira de Voleibol deve ser encarada como um exemplo para o esporte brasileiro. A estrutura de organização e preparação de atletas de alto nível permite a descoberta de novos talentos, que alçam o nosso vôlei a patamares nunca antes imaginados. Resultado: as expectativas quanto ao futuro são as melhores possíveis. Isso não é seguido pela Itália, uma antiga potência também tricampeã mundial seguida, por exemplo. Os italianos, com uma equipe envelhecida, dependeram do regulamento bizarro para chegar entre os quatro melhores. Quando chegou, a seleção italiana sentiu a pressão decisiva, mesmo jogando em casa. Perderam para o Brasil na semifinal e para a Sérvia na disputa do terceiro lugar, também por 3 a 1 (25/21, 25/20, 26/28 e 25/19).

Já a vice-campeã Cuba tem potencial, mas ainda é uma equipe muito jovem que sentiu a pressão da final. Chegou a cometer erros infantis, que facilitaram a tarefa brasileira. Porém, a experiência pode ajudar a promissora equipe cubana a alçar voos mais altos no futuro.

10.10.10

Mundial de Vôlei: Uma final justa

A final do Campeonato Mundial Masculino de Vôlei, na Itália, reúne as duas melhores seleções da competição: a melhor da primeira década do século XXI e a que volta aos bons tempos, candidatando-se a ser uma grande potência do voleibol masculino, assim como sempre foi no feminino.

O Brasil superou a força da anfitriã Itália, incluindo a pressão da torcida, e venceu com autoridade, por 3 a 1 (25/15, 25/22, 23/25 e 25/17), classificando-se para a quarta final de sua história, a terceira seguida (foi campeão em 2002 e 2006, e vice em 1982). Estar a um jogo do tricampeonato é a confirmação da força da equipe treinada por Bernardinho, que já conquistou a Liga Mundial neste ano - mostra como a renovação da equipe pode render bons frutos, dando um grande exemplo ao esporte brasileiro, tão carente de políticas esportivas que deem produtividade.

Mas o tri não será nada fácil. No caminho, estará a seleção de Cuba, que derrotou na semifinal a Sérvia, por 3 a 2 (22/25, 25/17, 31/29, 22/25 e 16/14), numa grande partida que antecedeu a vitória brasileira. Os jogadores cubanos talvez sejam os mais fortes fisicamente do voleibol mundial na atualidade. Eles vêm combinando a força física com grandes atuações (entre elas, uma vitória sobre o próprio Brasil na primeira fase), que os levaram à sua segunda final de Mundial (Cuba foi vice-campeã em 1990). Além disso, os cubanos se ressentem de não terem tanta tradição de títulos masculinos quanto têm entre as mulheres (tricampeãs mundiais, em 1978, 1994 e 1998, e olímpicas, em 1992, 1996 e 2000): eles só ganharam uma medalha olímpica (o bronze em 1976), uma Liga Mundial (1998) e uma Copa do Mundo (em 1989, enquanto elas foram tetracampeãs da mesma competição). Os homens da seleção cubana querem impor uma nova era do vôlei, começando com a conquista de um inédito título mundial. Mas terão que passar pelo Brasil.

8.10.10

O que a Índia pode ensinar ao Brasil

Seguem em andamento os XIX Jogos da Comunidade Britânica, que estão sendo disputados em Nova Délhi, na Índia. O país asiático, assim como o Brasil, é um mercado emergente que busca sua afirmação no cenário internacional, mas sofre com o desleixo e a corrupção de sua classe política. Apenas isso seria suficiente para ser encarado como um aviso aos brasileiros para que fiscalizem muito as obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Mas tem muito mais, o que chega a assustar pela semelhança com a nossa realidade.

Assim como encaramos a vitória para sediar os Jogos Olímpicos que serão daqui a seis anos, os indianos receberam a notícia de que sediariam os Jogos da Comunidade Britânica de 2010 (em novembro de 2003) com festa, mas também com muitas críticas - afinal, imaginavam que muitas obras seriam feitas com dinheiro público. Assim como o Rio tinha o prestígio dos Jogos Pan-Americanos de 2007, os indianos tiveram o sucesso da primeira edição dos Jogos Afro-Asiáticos, em Hyderabad, naquele mesmo ano de 2003 em que sua capital foi eleita, como trunfo.

Muitos dos fatos ocorridos antes e durante o evento que está sendo realizado na Índia são assustadores e muito conhecidos por nós, brasileiros: atrasos nas obras (os indianos começaram a trabalhar mais arduamente apenas no ano passado, seis anos depois da escolha), denúncias de superfaturamento, entre outros problemas. A capital indiana sofre com surtos de dengue e falta de segurança. As falhas estruturais também assustam: pouco antes do início dos Jogos, parte do teto do estádio Jawaharlal Nehru, o palco principal, desabou - o mesmo ocorreu com uma passarela que liga o estádio a um estacionamento, ferindo dezenas de operários. Além disso, a vila onde os atletas ora estão hospedados apresentava problemas menos de um mês antes do começo das competições, com sujeira por todo lado, paredes a pintar e cachorros vagando pelas ruas. Nem mesmo durante os Jogos os problemas cessam: nadadores que competiam nas piscinas (foto) do complexo de natação SP Mukherjee vêm apresentando problemas estomacais. Estima-se que a culpa seja da qualidade da água.

Muitos atletas de várias modalidades desistiram de competir por causa de tais problemas, antes de os Jogos começarem. Esperemos que os organizadores das Olimpíadas de 2016 estejam percebendo tais problemas e aprendam com os erros que estão sendo cometidos. Isso terá que servir como aviso para que nada se repita aqui no Brasil, daqui a seis anos.

7.10.10

Brasil jogará contra tudo e contra todos

Na rodada decisiva da terceira fase do Mundial Masculino de Vôlei, o Brasil se impôs e venceu sem dificuldades a Alemanha, por 3 a 0 (25/17, 25/20 e 25/19), classificando-se para as semifinais. Agora, a atual bicampeã mundial enfrentará a anfitriã Itália (que venceu Estados Unidos e França, ambos por 3 a 1) e a torcida local, ainda inconformada com a proposital derrota brasileira para a Bulgária, ainda na segunda fase. Isso tudo, somado às declarações dos brasileiros de que os italianos estão inconformados de terem perdido o domínio do vôlei mundial depois de terem sido tricampeões mundiais e temem que o Brasil empate em títulos com eles em seus domínios, faz com que o jogo deste sábado prometa ser quente, já que a rivalidade entre brasileiros e italianos é histórica no vôlei.

Um pouco antes, Sérvia e Cuba farão a outra semifinal.

5.10.10

Uma vitória para recuperar o moral

Nada como uma vitória para recuperar os ânimos, ainda que ela seja sofrida. Na abertura do Grupo R da terceira fase do Mundial Masculino de Vôlei, em Roma, o Brasil venceu a República Tcheca, força ascendente na modalidade, por 3 a 2 (25/20, 22/25, 23/25, 25/21 e 15/8), recuperando-se da derrota forçada para a Bulgária, para pegar uma chave teoricamente mais fácil na fase seguinte. Os búlgaros, aliás, venceram a Espanha pelo Grupo Q, por 3 a 1 (25/21, 27/25, 26/28 e 25/18).

Pelo Grupo O, da anfitriã Itália, os Estados Unidos venceram a França por 3 a 0 (25/16, 25/14 e 25/16). Pelo Grupo P, a Sérvia derrotou a Argentina por 3 a 1 (25/15, 21/25, 25/22 e 25/18).